quinta-feira, 30 de abril de 2009

Honda City é flagrado em São Paulo

O leitor Moises de Moura nos enviou fotos do Honda City que ele flagrou rodando pelo interior paulista. As imagens mostram a dianteira, a lateral e a traseira do sedã compacto que finaliza os testes de adaptação antes de entrar na linha de produção da fábrica de Sumaré (SP). Isso mesmo. Conforme antecipado em primeira mão na edição de abril de Autoesporte, o Honda City será nacional. A ideia anterior da Honda era de produzir o modelo na fábrica que a marca constrói em Campana, Argentina.

A decisão de mudança sobre o local de fabricação foi tomada pela matriz. As obras de construção da fábrica argentina foram adiadas devido à crise econômica internacional. Produzido no Brasil, o City deverá chegar às lojas ainda neste ano, informam pessoas ligadas à Honda.

Derivado do Fit, o City tem desenho exclusivo e lembra mais o Civic que o monovolume. O motor 1.5 de 116 cv será a única opção de motorização. Haverá duas versões de transmissão (manual e automático) e duas de acabamento. O porta-malas leva 504 litros e o seu preço serápróximo ao do Fit.

Não compre no escuro - Fiat Elba


Leia aqui os melhores conselhos para a compra deste modelo derivado do Fiat Uno
A linha Uno foi lançada em 1984, como modelo 1985, mas a versão station só viria em 1986. Na época as linhas foram consideradas conservadoras e estamos falando de mais de vinte anos atrás. Contemporânea da Parati derivada da geração BX do Gol, não poderia ser diferente. Mas o porta-malas era imenso, na verdade muito maior do que o tamanho externo do carro poderia sugerir: 847 litros entre o porta-malas e o teto! Por causa da solução de elevar a seção central do pára-choque traseiro juntamente com a tampa, havia muita facilidade para a carga e descarga do veículo, auxiliado pelo vão da tampa de 89 centímetros.

Inicialmente eram duas as versões da Elba: S de 1,3 litro e 59,7 cv e CS com motor de 1,5 litro e 71,4 cv. A CS, além da motorização mais forte vinha com computador de bordo, vidros com acionamento elétrico, faróis com lâmpadas halógenas, rodas de liga-leve, lavador elétrico do pára-brisa com temporizador (bom lembrar que a versão básica do Uno vinha com uma bisnaguinha para se apertar com pé para essa função, além de ter platinado e condensador...), entre outros.

Há exatos 20 anos, em 1989, ela ganha versão de quatro portas e versão mais luxuosa, a CSL, com motor de 1,5 litro e 82 cv. O motor de 1,6 litro viria no ano seguinte, em 1990, com 88 cv. Na linha 91 foi apresentada a nova frente, que na verdade era a mesma com faróis diferentes, mas estreitos. Um friso foi colocado por baixo deles, e da grade, para que fossem aproveitadas da linha anterior as mesmas peças de carroceria, como capô e porta-malas.

Em 1992 acontece a introdução da injeção eletrônica na versão Weekend, com motor de 1,5 litro e 67,3 cv. Em 1994 é a vez da CSL, que passa a ter 89 cv em seu motor 1.6. E em 1995 ela sai de linha.

Comprando uma Elba usada

Geralmente em carros dessa idade é difícil conseguir carros inteiros, mas com um pouco de pesquisa não é difícil encontrar Elba inteira no mercado de usados. As versões mais antigas são realmente mais raras, mas as de quatro portas são bem mais comuns. Pela posição do número de chassi, é bom verificar se o caro não foi remarcado em virtude de algum acidente. Os problemas de corrosão, principalmente nas portas e na tampa traseira, são freqüentes.

Mecanicamente nem é preciso dizer que a correia dentada merece toda a atenção, pois em caso de rompimento, o estrago é grande. Verifique a ocorrência de vazamentos e sinais de problemas no sistema de arrefecimento, pela presença de sinais de água "enferrujada" junto ao reservatório e no radiador. Suspensão traseira tem problemas freqüentes de amortecedores batentes, mas tudo é barato e fácil de arrumar. O problema maior está nas peças de carroceria, mais escassas que as da linha Uno. Boa sorte!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Não compre no escuro - Troller T4


A história da Troller começou em 1994, quando Rogério Farias, um engenheiro cearense, iniciou o desenvolvimento do veículo, que era vendido como Troler (com um L). Posteriormente passou a ser produzido na unidade de Horizonte (CE) e entre 1997 e 2000, contava com motor AP 2000 do VW Santana e apenas uma versão, com capota de lona. Vários detalhes eram provenientes de outros carros, para diminuição de custos. A caixa de instrumentos, por exemplo, era do Gol AB9, o "bolinha".

A partir de 2000 passou a ser equipado com motor MWM turbodiesel, de 2,8 litros e 132 cv. Com isso veio também uma mudança na carroceria, sempre de fibra de vidro, que aumentou. Em 2001, ano em que conquistou o título da Campeã Mundial de Rali na categoria T 3.2 Diesel, passou a contar também com a versão de capota rígida.

Em 2002 ocorre a transferência do centro distribuidor de peças, do centro de manutenção e dos departamentos de vendas, design e marketing para São Paulo e nesse mesmo ano o carro passa por revisões em seu projeto para aprimorar o produto. A introdução do freio a disco nas quatro rodas é um deles, assim como mudanças na porta traseira. Em 2003 a Troller retira-se das competições e muda seu centro de desenvolvimento para Vinhedo (SP); lança também o T4-M, versão militar do T4. Posteriormente haveria ainda o desenvolvimento de veículos para os bombeiros e para uso em minas subterrâneas.

Em 2004 o carro passa por uma reestilização na dianteira; dois anos depois o motor eletrônico MWM International 3.0 com intercooler toma o lugar do antigo MWM, com aumento da potência para 163 cv. Em janeiro de 2007 a empresa é adquirida pela Ford, num lance bastante raro na indústria nacional. E em 2008 ocorre uma nova mudança na dianteira, com a introdução de uma grade separada do painel frontal.

Comprando um Troller usado

A compra de um carro desses pode depender do que se vai fazer com ele. Se o objetivo é trilha, talvez comprar um exemplar que já esteja pronto seja a melhor opção. Se o uso for urbano, encontrar uma unidade que foi usada principalmente na cidade (e não são raras, muito pelo contrário), é o caminho indicado. Dê preferência para os modelos movidos a diesel, que são mais caros, mas mais econômicos e mais fáceis de vender posteriormente.

O exame do carro vai em busca de uso negligente ou muito duro, como carros que foram usados em competições off-road por exemplo. Ou veículos de trabalho. Como a carroceria é de fibra, fica fácil ocultar sinais de maus tratos. Mas o chassi pode entregar, por meio de pontos de solta, trincados etc. Outro ponto a ser visto é a parte inferior do motor, para ver se há vazamentos. Embreagem e sistema de tração também não podem ser esquecidos. Na hora da compra, verifique se os pneus estão em bom estado, pois não são baratos. Pneus para uso off-road se desgastam rapidamente quando utilizados em asfalto.

Na hora de usar um carro desses na cidade, tenha em mente que não é ágil, tem a suspensões rígidas, esterçam pouco e – por causa do motor – podem ter o valor do seguro bem elevado. Boa sorte!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mercado já tem 35 novidades este ano


Montadoras e importadoras renovam catálogos de ofertas; 11 versões deixaram de ser produzidas ou importadas.
Quem pensa que a crise made in USA inibiu o ânimo das montadoras brasileiras engana-se. O primeiro trimestre não foi um sucesso apenas em número de vendas (recorde histórico de 668 mil unidades), mas também em número de lançamentos. O consumidor brasileiro teve nada menos do que 35 novas opções para comprar no período, uma média de um carro novo dia sim, dia não.

O levantamento, feito pela Agência AutoInforme, leva em conta todas as novidades apresentadas nos catálogos das montadoras, incluindo as versões de acabamento, de motorização e de carroceria, de modelos nacionais e importados. No mesmo período foram retiradas de linha 11 versões.

O Bora flex inaugurou o motor bicombustível para carros importados. Fabricado no México, o sedã da Volks usa o motor 2.0 produzido na fábrica da empresa em Taubaté. O carro começou a ser vendido em fevereiro, nas versões com câmbio mecânico automático/tiptronic. As duas versões do Bora a gasolina saíram de linha.

Outras novidades da Volks foram o Eos, um conversível importado de Portugal, o Passat CC, um cupê de quatro portas fabricado na Alemanha e
Pólo Bluemotion, que traz a nova tecnologia para redução de consumo

O trimestre ganhou também o primeiro carro de passeio da Nissan fabricado no Brasil. O Livina chegou em quatro versões, todas com motor 1.6 bicombustível. A de entrada é a 1.6 com câmbio mecânico (R$ 46.690,00), seguida da 1.6 SL (R$ 51.490), que tem, além do câmbio automático, travamento automático das portas, rodas de liga-leve aro 15 e faróis de neblina.

Também de série, entram itens de segurança como airbag duplo (na versão 1.6 é só para o motorista), freios ABS com EBD e assistente de frenagem. O motor 1.6 de 16V tem potência máxima de 104 cv (gasolina) e 108 cavalos

A marca Jeep trouxe pela primeira vez no Brasil uma versão da Grand Cherokee com motor a diesel. E a Suzuki lançou dois modelos: o jipe Jimny e o Gran Vitara com motor 6 cilindros. O Vitara tem motor 3.2 de 232 cavalos de potência e tração 4×4.

A Fiat enriqueceu o catálogo no primeiro trimestre com dois modelos: o Punto T-jet, com aparência esportiva e o mesmo motor turbo de 152cv do Línea; e o Stilo Blackmotion, tão equipado quanto o Abarth, que saiu de linha: freios ABS, airbag, teto solar sky window, ar-condicionado dois tempos, bancos de couro, som MP3, conexão via Bluetooth e entrada para USB e iPod. Mp3

A cartada da Citroën foi com o C4 hatch, que chega ao preço dos concorrentes, mas mais equipado: a versão de entrada, GLX, tem motor 1.6 e custa R$ 53,8 mil e a topo de linha - Exclusive 2.0 câmbio tiptronic - custa R$ 75,5 mil.

A Mercedes-Benz apresentou o Classe C feito em Juiz de Fora, o coupê CLC 200, equipado com motor de 1.8 de 184 cavalos. Outro lançamento da Mercedes no trimestre foi o GLK 280, que tem motor 3.0 V6 de 231 cv e custa R$ 225 mil.

A BMW lançou o M3 conversível e a GM passou a oferecer uma versão mais barata do utilitário esportivo Captiva, com motor Ecotec 2.4 de 16V a gasolina de 171cv e tração 4x2, por R$ 87 mil.

Os Mitsubishi Airtrek e Grandis e o Renautl Longan Authentic foram alguns dos carros que saíram dos catálogos das montadoras no primeiro trimestre. A GM foi a que mais tirou modelos de linha: saíram o Vectra Elite 2.4, que estava com vendas fracas, o Corsa SS e a Blazer Colina 2.4 flex.


Melhor custo/benefício - Preço não garante conteúdo

Focus e Linea têm posição confortável no ranking dos sedãs médios; 307 é completo, mas quase o mais caro. De menor custo, VW Bora tem nível razoável de equipamentos

Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press
De valor intermediário, o Corolla é o segundo menos equipado do segmento
Do concorrido segmento dos sedãs médios, a reportagem destaca 10 modelos que disputam a preferência do consumidor, na faixa dos R$ 50 mil aos R$ 60 mil, e com motorização entre 1.8 e 2.0: Chevrolet Vectra Next Edition 2.0, Citroën C4 Pallas 2.0, Fiat Linea 1.9, Ford Novo Focus Sedan 2.0, Honda New Civic 1.8, Nissan Sentra 2.0, Peugeot 307 Sedan 2.0, Renault Mégane 2.0, Toyota Corolla 1.8 e VW Bora 2.0. Na sétima matéria que analisa a melhor relação custo/benefício de cada modelo, tendo em vista preço x equipamentos, Veículos destaca quais são os modelos mais seguros e/ou confortáveis, mostrando que nem sempre o mais caro é o mais completo ou vice-versa.


Veja como foi o videochat sobre os sedãs médios entre R$ 50 mil e R$ 65 mil!

Foram analisadas as versões de entrada de cada modelo e considerados os itens de série. Quinze equipamentos foram selecionados, tendo como base os mais oferecidos no segmento, correspondendo cada item a um ponto. O preço tomado como base foi o sugerido de fábrica do veículo (tabela), com câmbio manual e pintura sólida.

Caio Mattos/Honda/Divulgação Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press
Civic está entre os mais completos, mas é o de maior custo. Já o Bora tem interessante relação preço x itens de série

Segurança
No que diz respeito à segurança, foram considerados sete (pontuação máxima no caso) importantes quesitos: apoios de cabeça e cintos de segurança traseiros de três pontos e retráteis para todos os ocupantes, airbag duplo, freios ABS, regulagem de altura do facho dos faróis (pelo menos manual), acendimento automático das luzes de emergência no momento de frenagem brusca e aviso luminoso de cinto de segurança destravado. A discrepância foi desde a presença de todos os equipamentos no 307 2.0 à ausência total no Vectra Expression, único da turma que não tem airbag duplo de série. O Toyota Corolla, em posição intermediária na tabela em preço, também leva bomba na segurança, já que os únicos itens presentes na versão de entrada, entre os destacados, são os airbags.

Na vice-liderança, entre os mais seguros, empatam Linea e C4 Pallas: no primeiro falta o acendimento automático das luzes de emergência em caso de frenagem brusca; no segundo, e bem mais grave, falta o apoio de cabeça central traseiro.

Conforto

Uma infinidade de porta-trecos é característica comum a todos, que também já têm, de série, ar-condicionado, direção hidráulica (ou eletro-hidráulica) e trio elétrico. Em alguns (Bora e 307), o ar é digital; nos demais, manual. Outros oito itens, comuns à maioria, serviram como base para a pontuação: computador de bordo, alarme, travamento automático das portas depois que o veículo atinge determinada velocidade (varia conforme o modelo), rodas em liga leve aro 16 (no caso do Linea são aro 15), faróis dianteiros de neblina, piloto automático com controle no volante, encosto do banco traseiro rebatível e bipartido, CD Player. Nenhum atingiu a pontuação máxima (oito).


Mais uma vez, o Vectra foi o menos equipado, com apenas um dos itens em questão, que é o travamento automático das portas com o veículo em movimento; seguido pelo Corolla, que fez apenas dois pontos: pelo computador de bordo e CD com MP3. Já os mais bem colocados foram novamente o 307 e o Mégane, com sete pontos. Em ambos, falta apenas o alarme.


Total

Sem novidades. O 307 foi o campeão, com 14 pontos, seguido de empate entre Focus, Linea e Pallas, com 12 pontos cada um. É preciso ressaltar, entretanto, que o 307 está entre os mais caros do grupo dos 10, ganhando apenas do Honda Civic. Já o Focus e o Linea encontram-se em posição intermediária da tabela, entre os cinco que custam menos, o que os deixa em posição confortável na relação custo/benefício. Em último lugar, ficou o Vectra, com apenas um ponto, precedido pelo Corolla, que marcou três. Embora o Vectra seja o segundo mais em conta da lista, é bom lembrar que ter menor preço não significa necessariamente ser menos equipado, pois o Bora, de menor custo do grupo, obteve sete pontos. Em contrapartida, o Honda Civic, de maior preço, fica atrás de quatro modelos em nível de equipamentos. E o Corolla, sexto mais caro, é o segundo menos equipado.


Modelo Preço (R$) *Segurança *Conforto/ Conveniência TOTAL
Volkswagen Bora 2.0 53.990 2 5 7
Chevrolet Vectra Expression 2.0 54.098 0 1 1
Nissan Sentra 2.0 54.190 4 4 8
Ford Novo Focus Sedan GLX 2.0 16V 56.435 6 6 12
Fiat Linea 1.9 16V 57.537 6 6 12
Toyota Corolla XLi 1.8 16V 59.390 1 2 3
Renault Mégane Dynamique** 2.0 16V 59.690 4 7 11
Citroën C4 Pallas GLX 2.0 16V 61.420 6 6 12
Peugeot 307 Sedan Feline 2.0 63.500 7 7 14
Honda Civic LXS 1.8 16V 64.365 5 6 11

Obs.: Preços sugeridos, pelo fabricante (tabela), veículo com câmbio manual e pintura sólida. Valores promocionais podem ser encontrados nas concessionárias. *Quesitos de pontuação: Segurança (7 pontos no máximo) e Conforto/Conveniência (8 pontos no máximo). **Embora a fábrica mencione a existência da versão inferior, Expression, foi escolhido para o comparativo a Dynamique, tendo em vista que, segundo os concessionários, a versão Expression praticamente não é disponibilizada, na prática.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Atenções do mundo voltadas para Xangai


13ª International Automobile & Manufacturing Technology Exhibition
Esta semana, todas as atenções do mundo automotivo estarão voltadas para Xangai, na China, pois estará acontecendo lá a 13ª International Automobile & Manufacturing Technology Exhibition (Auto Shanghai 2009), com o tema “A arte da Inovação”.

A exposição acontece no ultramoderníssimo Xangai New International Expo Center, que possui uma área interna de 127 mil metros quadrados para exposições e uma área externa de 100 mil metros quadrados. Para se ter uma ideia das dimensões dessa exposição, a Auto Xangai 2007 teve 1.300 expositores de 21 países e recebeu 512 mil visitantes de 108 países.

O vigor empresarial de Xangai é uma notável realidade. Com uma população de 15 milhões de habitantes, viu a abertura de mais de 3 mil escritórios de empresas estrangeiras nos últimos anos. Da lista da “Fortuna 500”, mais de 50 empresas multinacionais possuem a sua sede regional da Ásia em Xangai.

Elemento muito importante na Auto Xangai 2009 é o fato de que a China, no primeiro trimestre de 2009, ultrapassou os Estados Unidos na venda de veículos automotores. Em janeiro deste ano, a China vendeu 736 mil veículos, comparado com 657 mil nos Estados Unidos. Essa supremacia repetiu-se nos meses de fevereiro e março, sendo que em março a China vendeu 1.110 milhões de veículos, 5% a mais do volume de março de 2008, comparado com os 858 mil veículos vendidos nos Estados Unidos, 37% abaixo do mesmo mês de 2008.
As estimativas da Associação Chinesa de Fabricantes de Veículos mostram para 2009 um total de mais de 10 milhões de veículos a serem vendidos. No primeiro trimestre de 2009 foram vendidos 2.680 milhões, o que faz da China o maior mercado de veículos automotores do mundo. Desse total, cerca de 70% foram veículos com motores de menos de 1.6 litros.

A GM da China, empresa que detém a maior fatia de mercado do país – comercializa as marcas Cadillac, Buick, Chevrolet, SAAB e SGMW (veículos produzidos pela joint venture entre a GM e duas empresas chinesas, a SAIC Motor Corporation e a Liuzhou Wuling Motors) – vendeu em março de 2009, um total de 137.004 veículos, 25% a mais do que o mesmo mês em 2008.

Segundo declarações do presidente da GM na China, Kevin Wale (que, a esta altura do campeonato deve estar com um bom Ibope em Detroit), a GM China deverá vender em 2014 mais de 2 milhões de veículos.

Na Auto Xangai 2009 a GM China estará apresentando 37 veículos diferentes, entre os atualmente em produção e os conceitos. Kevin Wale disse a imprensa: “Nossa intenção nesta mais importante exposição automotiva da China é mostrar aos compradores a grande escolha que estamos oferecendo hoje, assim como, alguns fabulosos produtos que eles podem esperar da família GM na China.

Estaremos apresentando na exposição o Chevrolet Volt, o primeiro veículo elétrico do mundo para percurso-extendido, que estará a venda dentro de 2 anos. Estaremos mostrando também, um veículo com conceitos futurísticos, totalmente inéditos, que foi desenvolvido no ‘PATAC’, nosso centro para pesquisas automotivas em Wang Shang”.

Para quem nunca ouviu falar de PATAC - Pan Asia Tecnical Automotive Center, trata-se de uma joint-venture (50 / 50) entre a GM e a SAIC - Xangai Automotive Industry Group, destinada a pesquisas automotivas de engenharia e design. Foi lançada em 1997, no People’s Great Hall em Beijing, em pomposa cerimônia comandada pelo Premier Chinês, Li Peng e pelo vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore.

Já em 1999, o PATAC, apresentou no 8º Xangai International AutoShow, o Qilin, o primeiro carro conceito inteiramente desenhado na China, específico para o mercado chinês. O PATAC tem hoje mais de 1.500 funcionários, sendo que 40% possuem mestrado.

Não compre do escuro - Custo e benefício na balança "Ford Focus"

Para o comprador que pretende pegar um usado confortável e completo, mas não se importa em pagar mais pela manutenção, o Ford Focus pode ser uma opção

Arquivo EM/D.A Press
A primeira geração do Focus chegou ao Brasil em 2000, equipada com motores Zetec 1.8 e 2.0
A série "Não compre no escuro" desta semana é sobre o Ford Focus. O objetivo é auxiliar na compra de um usado, listando os defeitos crônicos de cada modelo, assim como o preço dos reparos. Quem presta as informações são especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruídos). Esses dados também podem ajudar a quem já tem o modelo e quer montar um plano de manutenção. A série ainda traz os recalls lançados para o modelo.

Teste - Novo Ford Focus GLX 2.0 - Médio acima da média
Teste - Novo Ford Focus Sedan Guia automático - Evolução da qualidade
Teste - Ford Focus 1.6 flex - O poder da cana

Importado da Argentina, o Focus chegou ao Brasil em 2000 nas carrocerias hatch e sedã. A motorização era a Zetec 1.8 e 2.0, ambos de 16V. A opção de câmbio automático chegou apenas em 2002. Ainda nesse ano foi lançada a série esportiva XR, com motor 2.0, rodas de 16 polegadas, pneus mais largos e suspensão mais baixa. Em 2004, o modelo passou por um discreto face-lift.

Nesse mesmo ano, o motor nacional Zetec Rocam 1.6 8V veio aposentar o Zetec 1.8 16V. No ano seguinte, seria a vez do antigo 2.0 ser substituído pelo Duratec 2.0 16V, vindo do México. O motor 1.6 só passou a ser flexível em 2007. Em 2008, surge a nova geração do modelo, com o motor 2.0 Duratec a gasolina, que não será tratada na análise dos especialistas. A primeira geração continua a ser vendida, mas apenas na versão 1.6.
PROBLEMAS E ORÇAMENTO
Marlos Ney Vidal/EM/D. A. Press Eduardo Rocha/RR
Nova geração do modelo (superior) foi lançada em 2008, com motor Duratec 2.0. Com capacidade para 490 litros, porta-malas do sedã apresenta 180 litros a mais que o hatch

Modelo apresenta bom acabamento, desempenho e conforto. Apesar de ser um carro que não visita com frequência as oficinas mecânicas, especialistas alertaram para o elevado preço das peças e a grande dificuldade de encontrar peças no mercado paralelo.

MECÂNICOS
Motores Zetec e Zetec Rocam
Folga nas bieletas da barra estabilizadora e nas articulações do setor de direção
Troca: R$350

O proprietário deve ter atenção à manutenção do sistema de arrefecimento que, por qualquer descuido, pode apresentar corrosão e consequente perda d�água. Esses motores não aceitam excesso de temperatura, o que pode ocasionar queima da junta do cabeçote
Manutenção regular do sistema de arrefecimento: R$ 100
Revisão de cabeçote: R$ 1.100

Desgaste prematuro dos rolamentos de roda dianteiros
Troca: de R$ 154 a R$ 250 cada lado

Perda de óleo prematura no amortecedor
Troca dos amortecedores dianteiros: R$ 340 cada
Troca dos amortecedores traseiros: R$ 280 cada

Desgaste precoce da embreagem
Troca da embreagem e atuador: R$ 710
Quebra do suporte de motor
Troca: de R$ 468 a R$ 950

Defeito na semiárvore
Troca: R$ 1090 cada lado

Vazamento de água na carcaça da bomba-d'água
Troca bomba-d'água e carcaça: R$ 1568

ELÉTRICOS
Motores Zetec e Zetec Rocam
Defeito na válvula termostática
Troca da válvula: R$ 230

Oscilação da marcha lenta
Limpeza do atuador de marcha lenta: R$ 80

Falha no alternador
Troca: R$ 1.040

Falha no conector da resistência do ar-condicionado
Troca do conector: R$ 68

RUÍDOS (causados por)
Má fixação da forração da porta e do teto
Folgas nos suportes da regulagem do capô
Isolamento ruim nos componentes do vão do motor, peças plásticas do painel de instrumentos, estepe, macaco, chave de roda e triângulo
Estalos na tampa traseira, teto, colunas dianteira e central

A mão de obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir
de R$ 200
RECALL
Para saber se seu Focus está na lista de recalls da fábrica, entre em contato com o Centro de Atendimento Ford: 0800-703-3673

Focus sem airbag
Modelos podem ter sido montados com cinto de segurança do motorista com curso de deslocamento maior que o permitido
Ano do recall: 2001

Focus 2003 a 2005
Substituição do tubo de vácuo do servo-freio
Ano do recall: 2006

Focus 2005 a 2008 com câmbio e piloto automático
Existe a possibilidade de interferência do cabo do controle de velocidade do piloto automático com o sistema de acionamento do cabo do acelerador
Ano do recall: 2009

Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o "tira-grilos" Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

sábado, 25 de abril de 2009

Energia - De olho na etiqueta

Inmetro divulga o consumo dos primeiros modelos que participaram do Programa Brasileiro de Eficiência e Etiquetagem Veicular. Mille e Picanto se destacaram entre os subcompactos

Ministerio de Minas e Energia/Reprodução
Etiqueta traz como principal informação a classificação do modelo dentro da categoria
Promessa feita, promessa cumprida. No dia 17, portanto ainda no anunciado mês de abril, 18 modelos de cinco fabricantes de veículos receberam a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, que indica o desempenho do carro em relação ao consumo. A surpresa ficou a cargo da Honda, que não tinha o costume de divulgar informações sobre o consumo de seus automóveis. Os outros fabricantes que entraram nesta primeira lista foram a Fiat, a Volkswagen, a Chevrolet e a Kia.

Na categoria dos subcompactos, quem faturou o duelo entre os principais modelos 1.0 litro foi o Mille Economy, que obteve a classificação A, contra o Celta, que decepcionou, se enquadrando na C. Ao lado do Mille, o Picanto 1.0 (com câmbio manual e automático) obteve o melhor consumo da categoria e ainda com o uso do ar-condicionado. Entre os 1.4, o Celta se deu melhor que o novo Palio. Enquanto o primeiro foi classificado como C, o outro ficou na pior colocação. Um detalhe importante é que o Palio foi testado com o ar-condicionado ligado. O Palio 1.8 R também ficou na última colocação.

Sem brilho
Os modelos 1.0 também não brilharam muito entre os compactos. Com essa motorização, apenas o Gol figurava entre os modelo da categoria A, enquanto o Classic e o Prisma ficaram respectivamente na D e B. Ainda na classificação A, ficaram o Fit 1.4 (câmbio manual) e o Polo 1.6. O Gol 1.6 e o Fit 1.4 (câmbio automático) também não fizeram feio e ficaram na B. Na classificação C estão o Prisma 1.4, Punto 1.4 e o Fit 1.5 (câmbio manual ou automático). E nas últimas colocações ficaram o Corsa 1.4 (D), Idea 1.4 e Siena 1.8 (ambos na E).

As categorias médio, grande e carga derivado não tiveram o mínimo de modelos suficientes para a comparação. Entre os médios disputaram o Civic 1.8 (câmbio automático e manual) e o Voyage 1.0 e 1.6. Entre os Voyages, o consumo ficou bem parecido. Nos Civic, os números foram muito semelhantes na cidade, mas, na estrada, o modelo equipado com câmbio automático obteve ligeira vantagem. Nos grandes, figuram carros bem diferentes: o sedã Linea T-Jet 1.4 e o monovolume Grand Carnival, da Kia. Já a categoria carga derivado tem apenas uma participante, a picape Strada 1.4 Trekking. As demais categorias, comercial, fora-de-estrada e esportivo, ainda não têm representantes.

Aceitação
A participação nessa primeira lista ainda está muito aquém da quantidade de modelos disponíveis no mercado brasileiro, mais a boa aceitação das informações por parte dos consumidores deve convocar a participação maciça dos fabricantes. As informações sobre os principais modelos da Honda já foi um começo. Outros fabricantes com participação expressiva no mercado nacional que não divulgam o consumo, como os franceses Citroën e Peugeot, não devem demorar a se submeter às medições. Vale lembrar que os valores divulgados são medidos em laboratório e não serão obtidos nas ruas por dependerem de condições como trânsito, qualidade do combustível, hábitos do motorista, entre outros.

Essa iniciativa faz parte do Programa Brasileiro de Eficiência e Etiquetagem Veicular, coordenado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) em parceria com Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural (Conpet), implementado pela Petrobras. A adesão dos fabricantes de automóveis é livre. Vale lembrar que o uso da etiqueta não é obrigatório, mas os pontos de venda de veículos devem fornecer essas informações que também estão disponíveis no site do Inmetro (www.inmetro.gov.br) e do Conpet (www.conpet.gov.b).

Hora da verdade para os veículos


Começou sexta-feira o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular
Depois de quase três anos de espera, finalmente o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) começou na 6ª. feira, 17 de abril, de forma ainda tímida. Vários órgãos governamentais movimentaram-se para implantar esse controle de consumo de combustível que há muito deveria ter sido objeto de atenção. A operacionalidade coube ao Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) com apoio institucional do Conpet (Programa Nacional de Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural) vinculado à Petrobras.

Em meados da década de 1980 o Ministério das Minas e Energia havia lançado o PECO (Programa de Economia de Combustível) com metas de melhoria nos motores. Na época, os quatros únicos fabricantes de automóveis aderiram e cumpriram os objetivos. Pena que durou apenas três anos. O assunto só voltou à baila no Salão do Automóvel de São Paulo em 2006. Sofreu atrasos burocráticos e suscitou muitas discussões sobre o enquadramento dos modelos por categorias: subcompactos, compactos, médios, grandes, esporte, fora-de-estrada e picapes. O critério é a área projetada no solo. A indústria atribuiu parte do atraso ao início, em 1º de janeiro, da fase atual de controle de emissões veiculares.

O PBVE não estabelece redução de consumo, mas aposta que exigências do consumidor farão com que as fábricas se mexam para ajustar os motores. O Brasil era o único país com um mercado de peso – sem a crise econômica estaríamos acima de três milhões de unidades anuais – onde a maioria das empresas não informava dados de consumo. Alegavam sofrer questionamentos na Justiça sobre os indicadores obtidos nas bancadas de testes em relação à vida real.

Trata-se mais de conveniência do que justificativa. Tanto que a ENCE (Etiqueta Nacional de Conservação de Energia) traz em destaque que se trata de valores referenciais medidos em laboratório. Pela repetibilidade é o melhor instrumento de comparação. A coluna defende que a ENCE deveria ser obrigatória, a exemplo de EUA, China e Japão (em outros países é voluntária, como aqui). Mas tem o viés positivo de mostrar, agora, quem desrespeita o consumidor. Além de todos os importadores (salvo a Kia), sonegam informações: Citroën, Ford, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Nissan, Peugeot, Renault e Toyota. O Inmetro divulgará os consumos em outubro de cada ano (agora ocorreu uma prévia). Haverá adesões no segundo semestre.

Na escala do melhor (nota A) para o pior (nota E), Gol (1,0), Fit (motor 1,4, manual), Mille (1,0), Picanto (1,0) e Polo Bluemotion (1,6) foram campeões. Estão mal na foto (E): Palio (1,4 e 1,8), Idea (1,4), Siena (1,8). A Volkswagen saiu-se, claramente, melhor. A Chevrolet, na intermediária (C). No total, 24 de 31 modelos já podem usar a etiqueta.

Os resultados – hora da verdade – desmistificam que um motor de apenas 1 litro de cilindrada é, de fato, vantajoso em relação ao de 1,4. Considerando a relação desempenho/consumo, o de maior cilindrada mostra-se adequado. O Mille é exceção por se tratar de um carro de menor peso e poucos opcionais. Também refletem que uma carroceria monovolume ou mais pesada cobra seu ônus em termos de consumo.

RODA VIVA

BRASIL subiu uma posição no ranking mundial de vendas de veículos, ao final do primeiro trimestre deste ano. As 670.000 unidades estão quase 60.000 à frente da França. China lidera: 400.000 acima do segundo colocado, os EUA, seguidos por Japão e Alemanha. Rússia, que terminou 2008 com pequena vantagem sobre o Brasil, despencou para a décima colocação.

APESAR de desistências de grandes expositores em razão da crise financeira, a Automec, feira de autopeças, equipamentos e serviços, atingiu os objetivos. Realizada a cada dois anos em São Paulo, deu oportunidade a exportadores asiáticos que antes tinham pouco espaço disponível. Atrai mais o publico profissional e esse compareceu como sempre.

TAMBÉM foi anunciado na Automec a volta da certificação ASE, instrumento de aperfeiçoamento da mão-de-obra de mecânicos e técnicos. Programa ficou interrompido por dois anos e agora está sob responsabilidade da Associação Brasileira das Reparadoras Independentes de Veículos (ABRIVE). Oficinas com esses profissionais têm sido valorizadas no mercado de manutenção.

PROPOSTA honesta e preço muito interessante (R$ 70 mil) fazem do Kia Magentis um competidor a considerar na faixa superior dos médios (Passat, Fusion, etc.). Além do motor de 2 litros mais potente (164 cv) do segmento, o interior tem bom acabamento e característica singular: tudo o que se procura a bordo está colocado onde qualquer motorista espera encontrar.

DIFÍCIL para o Contran, sem briga judicial, impor os rastreadores nos veículos seguindo cronograma a partir de agosto próximo. Primeiro round foi vencido pelo Ministério Público Federal graças à liminar obtida pelo procurador Márcio Araújo. Mas o juiz Douglas Gonzales não proibiu os bloqueadores antifurto.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Previsão 2009 para o setor

Venda de automóveis será igual a 2008, estima Miguel Jorge

São Paulo - As vendas de automóveis no mercado interno em 2009 devem ser iguais às do ano passado, segundo avaliação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Ele ressaltou que a sua previsão contradiz a estimativa “conservadora” de redução de 3,9% no mercado, feita pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Miguel Jorge falou hoje (13), após participar de almoço na Câmara Americana de Comércio (Amcham), onde discursou sobre as Perspectivas para a Indústria Automotiva em 2009.

Em comparação com outros países, a situação brasileira é bastante confortável, de acordo com o ministro. “As perspectivas do setor automotivo brasileiro estão entre as melhores do mundo”, afirmou. Miguel Jorge utilizou dados da revista inglesa The Economist, para ilustrar que os Estados Unidos, por exemplo, devem ter uma retração de 25% no mercado de automóveis.

O ministro rebateu as reclamações de acesso difícil ao crédito, feitas por empresas do setor de peças automotivas. Segundo ele, muitas empresas não conseguem financiamento junto a bancos públicos por problemas no pagamento de impostos.

“Uma consulta ao Cadin [Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal] explicaria porque uma boa parte das empresas não consegue financiamento junto ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]”, disse o ministro.

Não compre no escuro - Orçamento salgado"Golf"

Usado que atrai pelo preço, esportividade e itens de conforto, o VW Golf foi analisado pelos especialistas da série. Custo elevado de manutenção é ponto negativo

Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press
A segunda geração do Golf, importada da Alemanha, foi lançada no Brasil em 1998 e nacionalizada já no ano seguinte
O focalizado da série Não compre no escuro é o Volkswagen Golf, nas duas primeiras gerações do modelo no Brasil. O objetivo é ajudar o leitor que está pensando em comprar um usado, listando os defeitos crônicos do automóvel. As informações, prestadas por especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento, emissão de ruídos), também são úteis para aqueles que já têm um Golf mais antigo e querem montar um plano de manutenção. A série também traz a lista de recalls de cada veículo.

O Golf chegou ao Brasil, importado do México, em 1994. A versão era a esportiva GTI, com motor 2.0, que desenvolvia 115 cv. No ano seguinte, chegaram mais versões: a GLX 2.0 e GL 1.8, (vinda da Alemanha). Em 1996, essa última versão também passou a vir do México, com injeção multiponto, que lhe rendia 96 cv. Em 1998, foi lançada uma nova geração do modelo, produzida na Alemanha, a quarta desde seu lançamento na Europa, em 1974. As versões eram a 1.6, de 101 cv, 2.0, de 115 cv e o 1.8 GTI, de 150 cv. Já no ano seguinte, essas mesmas versões passaram a ser fabricadas no Brasil. Em 2007, o modelo passou por um face-lift e trouxe como novidade a motorização 1.6 flex.

Problemas e orçamento

Como principalmente a primeira geração do Golf é importada e circulou por aqui por pouco tempo, algumas peças originais do motor são caras e nem sempre estão disponíveis nas autorizadas, e mesmo no mercado paralelo não são fáceis de se encontrar, o que pode obrigar o proprietário a visitar ferros-velhos.
Volkswagen/Divulgação
Troca do módulo de ignição do Golf GTI de segunda geração custa R$ 3.250. Substituição do jogo de velas do modelo de primeira geração pode chegar a R$ 900

MECÂNICOS

Geral
Folgas nas buchas dos leques, bieletas e coxins com rolamentos
Troca: R$ 400

Barulho nas rodas
Troca do cubo e rolamento:
R$ 182 por roda

1ª geração
Falha nos cabos de vela
Troca: R$ 900

Trinca na mangueira do respiro do motor
Adaptação: R$ 150
Troca: R$ 635

Trinca na base do corpo da borboleta
Troca da base: R$ 3.700

2ª geração
Falha nos cabos de vela
Troca: R$ 610

Testes do Golf

. Golf GT 2.0 Flex - Para botar banca
. Golf Sportline 1.6 Flex - Golf também entra no clima
. Golf GTI 1.8 Turbo - Pode pisar que tem

ELÉTRICOS

1ª geração
Geral
Falha na bobina e módulo de ignição
Troca: R$ 190

Falha no sensor de temperatura da água
Troca: R$ 80

Golf 2.0 GTI
Falha no medidor de massa de ar
Troca: R$ 240

Falha na bomba de combustível
Troca: R$ 300

Golf 2.0 GLX
Falha no relé do sistema de injeção eletrônica
Troca do relé: R$ 100

Falha no sensor hall
Troca: R$ 460

Golf 1.8 GL
Falha no sensor de posição da borboleta
Troca: R$ 400
Falha no corretor da marcha lenta
Troca: R$ 400

Golf 1.8 MI
Falha no relé do sistema de injeção eletrônica
Troca do relé: R$ 100

Falha na válvula de controle da marcha lenta
Troca: R$ 370

2ª geração
Geral
Falha no medidor de massa de ar
Troca: R$ 240

Golf 1.8 Turbo
Falha no módulo de ignição
Troca: R$ 3.250

Falha no sensor de temperatura da água
Troca: R$ 80

Defeito no corpo de borboleta
Troca: R$ 630

Golf 2.0
Falha na bobina de ignição
Troca: R$ 190

Golf 1.6
Defeito no corpo de borboleta
Troca: R$ 630

Falha no sensor de temperatura da água
Troca: R$ 80

Falha na bobina de ignição
Troca: R$ 190

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)

Dilatação de peças plásticas dos faróis e painel de instrumento
Vibrações na barra de sustentação do teto
Para-choques bambos
Folga nos trilhos dos bancos, presilhas das portas e componentes das máquinas dos vidros
Isolamento precário de triângulo, macaco, chave de roda, estepe e guarnições traseiras

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL

Para consultar se seu Golf está em dia com os recalls, consulte a Central de Relacionamento com Clientes da Volkswagen pelo telefone 0800 019 5775

Substituição da lanterna traseira esquerda (veículos equipados com faróis de neblina de série acoplados à lanterna traseira)
Ano do recall: 2008

Verificação da galeria de combustível e troca da peça, que pode apresentar fissura, provocando vazamento de combustível.
Ano do recall: 2006

Substituição da unidade de controle do sistema de freios ABS.
Ano do recall: 2001

Troca do braço da suspensão dianteira
Ano do recall: 2000


Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tecnóloga mostra força da mulher na linha da Iveco

Patrícia Vilaça deixa salto e saia para o final de semana e no dia-a-dia coloca a mão na graxa na linha da Iveco

Quando foi o Dia Internacional da Mulher? 8 de março. Essa foi fácil. Mas, é apenas nesse dia que se deve comemorar a importância das mulheres na sociedade? A maioria tem certeza que não. Por isso, WebMotors aproveita o mês “oficial” de comemoração à mulher e apresenta mais uma matéria da atuação feminina no setor de transportes. Dessa vez, a personagem é Patrícia Vilaça, tecnóloga Industrial Júnior da fábrica da Iveco, em Sete Lagoas (MG). Ela é mais uma vencedora da classe no setor.


Patrícia Vilaça é uma das poucas mulheres a atuar como tecnóloga na fábrica da Iveco. Tem 32 anos e nasceu em BH. Tem personalidade forte, mas deixa de lado seu lado Patrícia e convive apenas com a tecnóloga durante o dia. Nada de saia ou salto.

“Aviso a todas as mulheres que chegam aqui para trabalhar que saltos e saias estão proibidos. Estamos em uma linha de montagem e aqui é preciso se adaptar ao meio, gostar de graxa e sapato de segurança”, brinca, mas dando uma mensagem direta.

Patrícia sabe bem que o trabalho no setor de transportes não é fácil, mas quem pensa que isso a desestimula está enganado. “Se você deixa de lutar é sinal de que seus sonhos acabaram. Uma vez alcançado o objetivo, não deixe que as pessoas te vejam como mascote, mostre que você é tão profissional quanto ela, independente do seu sexo”, diz.

A frase pode ser um belo incentivo a quem deseja entrar neste segmento, praticamente 90% masculinizado. Mas, as mulheres estão chegando e conquistando espaços. Seja na linha de montagem, ou na supervisão ou em cargos mais altos.

No caso da Iveco, não há nenhuma mulher num cargo acima de gerência, mas isso também não é problema para Patrícia. É mais do que um incentivo.

Nada convencional

Aliás, desafios são bem-vindos para esta mineirinha. “Nunca busquei uma formação convencional. O diferente sempre me atraiu”, afirma. E o diferente a fez se tornar uma diferente em meio a 46 homens.

“Quando fiz o curso técnico em Mecânica Industrial no Sistema de Arquidiocesano de Contagem (MG), dos 50 alunos em classe, apenas quatro eram mulheres. Sabia que teria duas situações para enfrentar: o preconceito e aceitação por parte da figura masculina”.

A carreira nada convencional começou na Fiat Automóveis. Na planta de Betim, ela trabalhou de 1995 a 1997. Um ano depois, apareceu o convite da Iveco, marca da Fiat, que voltava dez anos depois ao Brasil para fabricar caminhões e muito provavelmente, ônibus a partir de 2010. Era um grande desafio que nascia para ambas.

A primeira mulher da linha

Patrícia Vilaça se tornou, então, a primeira mulher a integrar a linha de produção da Iveco. Acerta quem arrisca um palpite sobre o começo da carreira. “Foi difícil”.

Certa vez, precisou se impor para ser respeitada como profissional. “Como meu trabalho consiste em descrever métodos e procedimentos eficazes ao operador para que o mesmo ganhe tempo de produção na hora de montar cada componente sem que para isso precise colocar a mão na massa, encontrei resistência por parte de alguns em se importar com o que dizia ou ensinava”, relembra Patrícia.

Houve também casos em que ela precisou atuar como no chão-de-fábrica. “Já apertei parafuso. Outra vez, ajudei um profissional a apertar o suporte porta-roda step do Daily. Recentemente, subi no Trakker (caminhão fora-de-estrada da marca), para ensinar como posicionar corretamente determinada peça”, sorri.

Perfeccionismo feminino

Preocupada em oferecer um trabalho o mais próximo da perfeição, Patrícia atua em conjunto com engenheiros do Centro de Desenvolvimento de Produto para conhecer a estrutura de cada veículo, ser capaz de interpretar os desenhos que lhe são enviados e desmembrar o conjunto de peças que compõem os caminhões médios e pesados.

“Só depois desse estudo é que levo as informações já codificadas às unidades operativas e as repasso aos chefes de operações. Muitas vezes somo forças com os operadores que opinam inclusive sobre que ferramenta utilizar na hora de montar uma peça”, resume.

Por falar em unidades operativas, Patrícia já visitou outras fábricas da Iveco pelo mundo. “Conheci as plantas da Espanha, Itália e Venezuela”, se orgulha.

“Aprendo muito trabalhando na Iveco. Além da sensação gostosa de me sentir um pouco mãe dos caminhões que vejo nas ruas, tenho a oportunidade de atuar como
coordenadora e auditora do sistema de gestão de qualidade. Além disso, pertenço ao Comitê de Comunicação, outra área pela qual sou apaixonada”, revela.

Se alguma mulher ainda tem dúvida se saia ou salto atrapalha a carreira no setor de transportes, pode começar a repensar seus pensamentos. Desbravadora, Patrícia Vilaça demonstra que para trabalhar numa montadora de caminhões, saia, saltos, maquiagem e cabelos bem tratados, são apenas detalhes. Detalhes que, também, definem a personalidade de um caminhão.

Não compre do escuro - Visual ultrapassado "Courrier"

Procurando uma picape compacta? Antes de comprar, não deixe de conferir os problemas mais frequentes da Courier, apontados por especialistas em diversas áreas

Marlos Ney Vidal/EM/D. A Press
Courier não acompanhou a alteração estilística da segunda geração da família Fiesta e picape mantém praticamente mesmo visual há 10 anos
Na série Não compre no escuro, especialistas de diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruídos) contam quais são os problemas crônicos de cada modelo e quanto custa em média para resolvê-los. O objetivo é ajudar na compra de um usado e também auxiliar quem já tem o modelo a montar um plano de manutenção. Outra informação prestada pela série são os recalls de cada modelo. Esta semana, o focalizado é a picape Ford Courier.

A Courier chegou ao mercado brasileiro em 1997, com as mesmas motorizações do Fiesta: o motor Endura 1.3 e o Zetec 1.4. Em 1999, a picape passou por um face lift e recebeu o motor Zetec Rocam. A Courier não acompanhou as mudanças estilísticas da segunda geração do Fiesta e permanece praticamente inalterada. Foi apenas em 2007 que a Ford lançou o propulsor 1.6 Flex.
Problemas e orçamento
Ford/Divulgação
Caçamba é grande, mas apresenta folga na tampa traseira. O propulsor 1.6 Zetec Rocam só ganhou tecnologia flex em 2007

Apesar das linhas obsoletas e o reduzido espaço interno na cabine, modelo apresenta como vantagem a boa autonomia, assegurada pelo tanque de 68 litros, e capacidade de carga (1.030 litros) na caçamba de 1,82m. Especialistas recomendam evitar a versão 1.4 pela dificuldade de se encontrar as peças do motor.

MECÂNICOS

Geral
Vazamento de óleo no atuador do pedal da embreagem
Troca do atuador:
de R$ 329 a R$ 438

Baixa durabilidade da válvula de marcha lenta
Troca: de R$ 220 a R$ 454

Falha no sensor de
marcha a ré
Troca: R$ 140

Baixa durabilidade da bomba de combustível
Troca: de R$ 200 a R$ 246

Buchas da suspensão são frágeis
Revisão: R$ 400

Motor Endura
Vazamento de água no coletor de admissão
Troca do coletor: R$ 1.712
Adaptação da base de metal no coletor: R$ 185

Mangueira do suspiro do motor veda a passagem de ar
Troca da mangueira: R$ 115

Demanda regulagens constantes
Regulagem: R$ 80

Suporte do motor é frágil
Troca: R$ 80

Motor Zetec Rocam
Falha na válvula termostática
Troca: R$194

Vazamento de água na carcaça da válvula termostática
Troca da carcaça: de R$ 158

Vazamento na junta da válvula termostática
Troca da junta: R$ 30

Vazamento na junta da tampa da válvula termostática
Troca da junta: R$ 68

Folga na junta da coluna de direção e setor
Substituição do conjunto: de R$ 180 a R$ 1.811

Defeito na válvula do ar quente causa vazamento de água no interior do veiculo
Troca da válvula: R$ 328

Falha na bomba d'água
Troca: R$ 215

Trinca no cabeçote
Troca: R$ 2.236

ELÉTRICOS

Geral
Falha no atuador de marcha lenta
Troca do atuador: de R$ 157 a R$ 360

Falha no medidor do volume de ar que entra no motor
Troca: R$ 827

Motor Endura
Sujeira no medidor de massa de ar faz o carro perder potência
Limpeza: R$ 60

Motor Zetec Rocam
Mal contato nos relés do eletroventilador
Reparo: R$ 120

Isolamento dos cabos principais de energia (que liga a bateria ao alternador e motor de arranque) ressecam e trincam, fazendo os fios ficarem expostos, causando risco de curto-circuito e incêndio
Reparo do chicote: R$ 150

Falha no sensor de posição de borboleta
Troca do sensor: R$ 235

Falha do sensor de temperatura
Troca: R$ 108

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)

Isolamento ruim do protetor de caçamba
Folga na tampa traseira
Tuchos mecânicos com varetas
Má regulagem do capô
Folgas nos bancos e nos componentes internos das portas
Excesso de materiais plásticos

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir
de R$ 200

RECALL


Para saber se sua Courier está na lista de recalls da fábrica entre em contato com o Centro de Atendimento Ford: 0800-703-3673

Substituição das pinças de freio
Ano do recall: 2002

Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Não compre no escuro - entra na roda "Fiat Palio"

Fotos: Studio Cerri/Fiat/Divulgação
O segundo modelo abordado na série Não compre no escuro é o Fiat Palio. Além de auxiliar a compra de um usado por meio de informações prestadas por especialista de diversas áreas, outro objetivo da série é contribuir com um plano de manutenção preventiva para quem já possui o modelo. Para completar o serviço, cada edição mostra quanto o proprietário vai gastar para reparar os problemas mais freqüentes de cada carro.

O Palio foi lançado no Brasil em 1996 com a difícil tarefa de, aos poucos, substituir o Uno (que até hoje, 12 anos depois, continua em produção). Os projetistas trabalharam para desenvolver um veículo sólido e resistente, com desenho apontado por uma pesquisa. Seguindo as novas tendências, lançadas pelo Corsa e pela segunda geração do Gol, o Palio trazia formas arredondadas tanto no exterior quanto no painel. Inicialmente, o Palio só era vendido com motorização 1.5 e 1.6. A versão 1.0 foi lançada ainda em 1996.

. Palio ELX 1.4 Flex - Modelito da hora
. Palio 1.0 ELX flex x Fiesta 1.0 First flex - Duelo de prematuros
. Fiat Palio 1.4 X VW Gol 1.6 - Desconforto é pecado
. GM Corsa 1.4 X Fiat Palio 1.4 - Briga de compactos
. GM Corsa 1.8 SS x Fiat Palio 1.8 R - Maquiagem esportiva
. Teste: Palio 1.8R flex - O nervoso da família

Em 2000, o modelo teve sua primeira reestilização, feita pelo estúdio do projetista italiano Giorgetto Giugiaro, porém, o desenho antigo seria mantido até 2002 para a versão Young. Em 2003, o Palio ganha mais um novo desenho, novamente feito pelo estúdio de design de Giugiaro. Em 2004, ocorreu a introdução dos motores bicombustíveis. A quarta reestilização, considerada a mais significativa, foi assinada pelo Centro de Estilo da Fiat e lançada em 2007.

Problemas e orçamento

MECÂNICOS

Geral
Borra no motor (mais propenso nas versões 16 válvulas)
Limpeza do motor: R$ 350 (varia conforme intensidade)

Baixa durabilidade do silencioso causada pela geração de água no catalisador
Troca do silencioso: de R$ 90 a R$ 150

Folga no pivô da suspensão faz o carro perder o alinhamento
Solução: troca do pivô e alinhamento da direção: R$ 100

Sujeira no corpo da injeção eletrônica
Limpeza e reprogramação da injeção eletrônica: R$ 100

Falha da válvula termostática e do sensor de temperatura faz veículo aquecer
Troca desses componentes: R$ 205
Terceira geração do modelo (superior) é considerada uma das mais bem resolvidas em estilo. Hatchback compacto da Fiat foi lançado em 1996 (abaixo), sendo reestilizado quatro anos depois (meio)

Entupimento do filtro antichamas
Troca: R$ 40

Vazamento de óleo na tampa da caixa de marcha
Troca do selante: R$ 80

Motores Fire
Dimensionamento inadequado da embreagem causa trepidação e baixa durabilidade
Troca do kit de embreagem: R$ 600

Vazamento de óleo pela tampa de abastecimento, anel de vedação junto à bobina ou retentor do virabrequim
Troca da tampa de abastecimento: R$ 12
Troca do anel de vedação: R$ 20
Troca do retentor: R$ 200

Palio 1.6 16V MPI
Desgaste prematuro dos tuchos hidráulicos
Troca dos tuchos e revisão do cabeçote: R$ 1.000

ELÉTRICOS

Defeito na bóia do reservatório de partida a frio, nas versões bicombustíveis, faz a luz indicativa acender mesmo com o reservatório abastecido
Troca da bóia: R$ 127

Nas versões com acelerador eletrônico, sujeira no corpo de borboleta faz a marcha lenta oscilar
Desobstrução do sistema de ventilação do óleo do cárter e limpeza do corpo de borboleta: R$ 100

Nas versões que têm cabo de acelerador, defeito no corpo de borboleta causa oscilação da marcha lenta
Troca do corpo: R$ 790

Defeito na sonda lambda faz a marcha lenta ficar instável e provoca alto consumo
Troca: R$ 300

Mau contato no conector do sensor de rotação do eixo do virabrequim
Troca do conector: R$ 60

Mau contato no conector do corpo de borboleta faz veículo perder aceleração
Troca do conector: R$ 105

Descarga da bateria causada por queda de tensão nos cabos
Troca do cabo: R$ 140

Queda de tensão na bateria faz com que o motor pare de funcionar
Troca da bateria: de R$ 150 a R$ 220

LATARIA/CARROCERIA

Má qualidade das soldas da carroceria fazem com que as chapas de aço se soltem e causem barulho
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

PROJETO

Nos motores Fire, cabo de vela fica em local muito quente no cabeçote, que provoca ressecamento da borracha, fragiliza o cabo e o faz perder a capacidade de condução, fazendo o motor perder o centelhamento e falhar.
Troca de vela e cabo de vela: R$ 140

Dutos de ar, que levam o ar do filtro até o motor, se ressecam e quebram
Troca: a partir de R$ 140

Quebra do acoplamento da alavanca de marcha (falha corrigida pelo fabricante)
Troca por uma peça mais resistente:
R$ 150

Mangueira de combustível resseca e rompe porque passa numa área muito quente do motor. Reparo: R$ 1.000
Solução paliativa: R$ 120

ACABAMENTO

Volante, manopla de câmbio e alavancas do volante se esfarelam prematuramente

Ruídos
(causados por...)
Pára-choques mal fixados
Má regulagem do capô
Folgas nos componentes do vão do motor
Lubrificação deficiente das fechaduras
Má fixação da forração das portas
Folgas no maquinário dos vidros
Bancos com baixa resistência
Má fixação de estepe, macaco
e chave de roda

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de: R$ 200

Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o “tira-grilos” Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Marcha Livre (31-3481-3200).

Proibição de motocicletas nos corredores segue para o Senado

Comissão da Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que proíbe do tráfego de motocicletas entre veículos

Pensando em preservar a integridade física do motociclista e, consequentemente, diminuir o número de acidentes, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou em 7 de abril, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2650/03, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) e proíbe os motociclistas de trafegar nos corredores entre veículos. Agora a proposta segue para análise do Senado.


Polêmico, o projeto retoma a redação original do Código de Trânsito Brasileiro sobre motocicletas, vetada pelo então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, sob a alegação de que a prática é largamente utilizada em todo o mundo. Agora, o relator da proposta na CCJ, deputado Hugo Leal (PSC-RJ), assinalou que o próprio código estabelece como diretriz "o trânsito em condições seguras", e que a proibição é condizente com esse princípio.

De autoria do deputado Marcelo Guimarães Filho (PFL-BA), o projeto determina que o motociclista deverá observar a distância lateral de 1,5 metro dos carros em circulação. Assim, a medida inviabiliza o hábito dos motociclistas de seguir pelos corredores formados entre carros no caso de congestionamentos. Mas há estatísticas que concluem que a maioria dos acidentes de com motociclistas acontece nos cruzamentos e não nos corredores. Agora, para ser aprovado, esse projeto de lei deverá ser discutido no Senado Federal.

PRÓS E CONTRAS

Se aprovada pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula, a nova lei será bastante impopular entre os motociclistas. Sinônimo de agilidade, a moto foi incorporada ao modo de vida dos grandes centros. Para muitos motociclistas, circular no corredor é a única solução para dar vazão ao trânsito carregado das metrópoles e conseguir chegar na hora certa ao seu destino.

Assim, o motociclista profissional, popularmente chamado de motoboy, é considerado o grande vilão do trânsito. Claro que alguns representantes da categoria são abusados e muitas vezes inconseqüentes e irresponsáveis – porém muitos trabalham sobre a pressão do cronômetro. Ou seja, tem a missão de fazer o maior número de entregas possíveis no mesmo dia. Mas a história está mal contada.

Segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), em 2006 dos 380 acidentes fatais evolvendo motociclistas na cidade de São Paulo, apenas 23% das vítimas atuava na atividade de entregas rápidas. Em 2008 esse número caiu para 14%. Ou seja, a grande maioria que morreu no trânsito da capital paulista era motociclistas, que utilizam a moto como meio de transporte.

Contrário ao projeto de lei, Lucas Pimentel, presidente da Abram (Associação Brasileira de Motociclistas), diz que o mais sensato seria a criação de um divisor de faixa de rolagem diferenciado entre a faixa 1 e 2, a fim de regulamentar a passagem das motocicletas e proibir a passagem das motos entre as demais faixas de rolagens.
“Nossa preocupação não é com a fluidez, mas sim com a segurança do motociclista. Muitos acidentes acontecem pela mudança repentina de faixa por parte dos carros. Muitos motoristas desatentos ou irresponsáveis nem olham nos espelhos retrovisores. Além disso, o tempo de frenagem do carro é totalmente diferente se compararmos com a motocicleta. A colisão traseira será inevitável, se as motos forem obrigadas a andarem atrás dos carros”, conta o presidente da Abram, prevendo uma carnificina caso seja proibida a passagem da motocicleta pelo corredor.

Há 38 anos usando a moto diariamente como meio de transporte, o executivo Nicolás Lagomarsino faz coro com Lucas Pimentel. “Sou totalmente contra a eventual proibição da circulação de motos nos corredores”, conta o piloto, dizendo que a motocicleta é um veículo econômico, menos poluente e mais racional do que um automóvel. Portanto, seu uso deveria ser incentivado e não restringido.

“Querer que as motos ocupem o mesmo espaço de um carro é surreal nas condições das grandes cidades brasileiras. Teoricamente, se as motos fossem proibidas de circular nos corredores e se respeitassem essa proibição, o trânsito se tornaria ainda pior. A cidade seria paralisada, pois isso equivaleria a acrescentar milhares de veículos a uma cidade já tão sobrecarregada”, conclui Lagomarsino.

Nicolás Lagomarsino também faz uma análise socioeconômica se a lei passar pelo Senado e for sancionada pelo presidente Lula. “O transporte em moto e o serviço de moto frete perderiam o sentido. Dezenas de milhares de pessoas ficariam sem atividade, causando uma comoção social. Além disso, sem a moto, não existiriam entregas rápidas (muitas vezes de medicamentos), os bancos não conseguiriam operacionalizar seus serviços, publicações não poderiam ser feitas a tempo, enfim, uma enormidade de serviços que a população utiliza não seria mais possível de ser realizada. Isso sem falar na impopularidade da medida”, conta o executivo.

Seguindo a linha de raciocínio dos motociclistas Lucas Pimentel e Nicolás Lagomarsino, o presidente do Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimoto), Gilberto Almeida dos Santos, afirma que o projeto é arbitrário e ignora as verdadeiras ameaças à segurança dos motoristas. “O problema dos acidentes não está no tráfego de motos entre veículos, mas sim pela falta de educação dos condutores de forma geral”, explica.

O sindicalista ainda questiona: “Como é possível, em um trânsito como o de São Paulo, por exemplo, discriminar o motociclista, impondo uma restrição absurda, tendo em vista a versatilidade do veículo de duas rodas, ferramenta importantíssima para ajudar a desafogar o trânsito?”

Em entrevista ao telejornal matinal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, o professor David Duarte, da Universidade de Brasília (UnB) é favorável ao projeto de lei. Segundo o doutor em segurança de trânsito, o País gasta entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões só com acidentes de motos. “O número de motocicletas aumenta a cada ano e o número de mortos e feridos também”, afirma Duarte, dizendo que além da aprovação da nova lei, é preciso aumentar a fiscalização sobre a motocicleta e seu condutor.

Polêmicas à parte, todos concordam que o governo Federal e a indústria de duas rodas devem promover campanhas educativas e de uso racional da motocicleta, além de investir em sinalização e fiscalização. A outra grande preocupação é investir em uma melhor formação e também na educação dos novos motociclistas e motoristas para que haja um convívio pacífico entre as partes.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Veja como ficará o novo Fox

Novo modelo chega em julho com uma série de novidades
Fox será o primeiro modelo nacional a adotar o novo padrão de design da Volkswagen no mundo (Projeção de Ricardo Tadeu). Chegou a hora do Fox mudar. Depois de cinco anos no mercado nacional — ele foi lançado por aqui em outubro de 2003 —, a Volkswagen faz a primeira grande reestilização do hatch, com previsão de chegada às concessionárias em julho deste ano. Ele terá desenho dianteiro bastante modificado, novas lanternas traseiras e um interior todo novo.

Confirmando nossas informações anteriores, o conjunto ótico segue a nova identidade mundial da marca. A semelhança com o cupê Scirocco e o novo Polo (exibido no Salão de Genebra) fica evidente. Os faróis são de dupla parábola em todas as versões, com o logo da VW no centro do projetor maior. Os piscas foram deslocados para a parte inferior central. A nova grade é igual à do novo Polo, e os para-choques são bem parecidos, com milhas e linhas discretas.

A Volkswagen tem como objetivo afastar o Fox do novo Gol, que evoluiu demais e avançou sobre o mercado do hatch intermediário. Ele terá rodas de aro 15” em todas as versões, além de opcionais como tela com computador de bordo (I-System), ar-condicionado digital, par de air bags frontais e freios ABS. Os motores serão os mesmos 1.0 e 1.6 Flex atuais. A VW já tem pronto o motor 1.4 Flex, mas só vai colocá-lo no carro se as regras de IPI mudarem.

Confira mais detalhes, outros segredos da Volkswagen e quem se deu melhor na briga entre os modelos da marca alemã e os da Fiat na edição de Autoesporte que está nas bancas.

Não compre no escuro - Chevrolet Astra

Se você está no encalço de um usado mais potente e completo, confira os problemas mais frequentes do Astra. Especialistas garantem que modelo não dá muito trabalho

Fabio Gonzalez/Chevrolet/Divulgação
Os rolamentos dos Astra equipados com rodas aro 16 se desgastam e como a troca deve ser feita junto com os cubos, a operação é dispendiosa
Esta edição da série Não compre no escuro é sobre o Chevrolet Astra. Especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento, emissão de ruídos) listam os problemas mais comuns do modelo e quanto custa repará-los. O objetivo é auxiliar na compra de um usado e ajudar a quem já tem o modelo focalizado montar um plano de manutenção. Outra informação prestada pela série é a lista de recalls dos modelos.

Astra 2010 aparece oficialmente na Europa
No Brasil, Astra 2009 aposta na potência extra

Lançado no fim de 1994, importado da Bélgica, o Astra chegou ao Brasil nas versões hatch e perua. O motor era um 2.0, que desenvolvia 116 cv. A importação foi encerrada em 1996, devido a aumento significativo do imposto no ano anterior. A segunda geração, já fabricada no Brasil, foi lançada em 1998, com os propulsores 1.8 (de 110 cv) e 2.0 (112 cv), ambos com injeção multiponto. Apesar de essa geração ter descartado a perua, no ano 2000 o Astra ganhou versão sedã, com motor 2.0 16V, de 128 cv, que também estava disponível para o hatch. Em 2001, o sedã trazia a opção de motor 1.8 a etanol, que rendia 110 cv. Ainda naquele ano, os propulsores ganharam mais potência: o 2.0 16V passou para 136 cv e o 8V, 116 cv.

As novidades de 2003 foram o face-lift, que rendeu ao Astra linhas mais angulosas, e a chegada da carroceria hatch de cinco portas. Com foco nos taxistas, a Chevrolet lançou um kit de gás natural para o motor 1.8 a álcool. Em 2004, o modelo entrou na onda dos flexíveis, com o motor 2.0 8V, que rendia 121 cv com gasolina e 128 cv com álcool. Como se isso não bastasse, pouco depois a fábrica lançou o Multipower, um sedã 2.0 que andava com álcool, gasolina e gás natural. Em 2007, a carroceria hatch de três portas deixou de ser fabricada. Apesar de na Europa a segunda geração do Astra ter saído de linha em 2004, o Brasil continua a produzi-la.
PROBLEMAS E ORÇAMENTO

Os especialistas fazem
ressalva quanto às
peças da primeira geração do Astra, que em alguns
casos são caras e difíceis de encontrar.
Arquivo/EM/D.A Press
Algumas peças da primeira geração do Astra, que vinha da Bélgica com propulsor 2.0 brasileiro, são caras e difícies de serem encontradas. Perua do modelo só foi produzida na primeira geração. Lançado em 2000, o sedã da Chevrolet ainda é fabricado

MECÂNICOS

Geral
Vazamento de óleo na junta da tampa de válvula
Troca da junta: R$ 45

Vazamento de óleo no cárter
Troca da junta: R$ 150

1ª geração
Folga das buchas dos leques e das buchas da barra de direção
Troca: R$ 200

Vazamento no regulador de pressão de combustível
Troca: R$ 235

Vazamento na mangueira de arrefecimento
Troca: R$ 200

2ª geração
Folga nas bieletas da barra estabilizadora
Troca: R$ 150

Problemas no engate
das marchas
Troca do reparo do trambulador: R$ 400

Desgaste dos rolamentos das rodas (veículos com
rodas aro 16)
É necessário a troca dos cubos e rolamentos: R$ 2.000

Vazamento de óleo no
setor de direção
Troca: R$ 450

Vazamento de óleo no atuador hidráulico de embreagem
Troca: R$ 630

ELÉTRICOS

1ª geração
Falha na válvula de marcha lenta
Limpeza: de R$ 35 a R$ 80
Troca: de R$ 350 a R$ 400

Queima da válvula de purga (que conduz os gases do tanque de combustível até o canister)
Troca da válvula e do filtro de carvão: R$ 340
Quebra do conector da válvula de purga
Troca: R$ 72

Queima do sensor de rotação
Troca: R$ 360

Falha na sonda lambda
Troca: R$ 410

2ª geração
Queima do módulo de controle do arrefecimento
Reparação: R$ 250
Troca: R$ 660

Falha do sensor de temperatura
Troca: R$ 105

Sistemas de ventilação do cárter e do atuador obstruídos
Limpeza: R$ 140

Falha no atuador
Troca: R$ 360

Falha na sonda lambda
Troca: R$ 210

Queima do sensor de rotação
Troca: R$ 360

Mau contato no aterramento
do motor
Refazer aterramento: R$ 160

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando ruídos devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)

Má regulagem do capô
Vibrações nos para-choques e na base dos faróis
Folgas nos componentes do vão do motor, máquinas dos vidros e estruturas dos bancos
Isolamento inadequado de painel, forração das portas, guarnições traseiras, estepe, macaco, chave de roda, triângulo e suportes das tampas de alto-falantes
Encaixe impreciso dos
bancos traseiros

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL


Para saber se seu Astra está em dia com os recalls, ligue para o Centro de Atendimento ao Cliente Chevrolet:
0800-702-4200

Verificação e substituição das pastilhas do freio dianteiro
Ano do recall: 2007

Substituição do eixo da
caixa do diferencial
Ano do recall: 2004

Verificação e eventual substituição da pinça do
freio a disco
Ano do recall: 2002

Troca da junta da coluna
de direção
Ano do recall: 1999


Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Carros já podem ter etiqueta que mostra consumo de combustível

Pelo menos 31 modelos já podem apresentar o selo nas concessionárias.

Etiqueta classifica eficiência energética do veículo.

Alguns carros novos já podem sair das concessionárias com a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, um selo com o carimbo do Inmetro que mostra informações sobre o desempenho do automóvel em relação ao consumo de combustível na cidade e na estrada (em km/l ou km/m3, no caso dos motores a gás natural) e classifica o modelo de acordo com seu nível de consumo. O selo foi lançado na tarde desta sexta-feira (17) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.


Para a certificação, o Inmetro dividiu os modelos em 8 categorias: subcompacto,

Etiqueta mostra o nível de consumo do veículo (Foto: Paulo Guilherme/G1)

compacto, médio, grande, esportivo, fora-de-estrada, comercial leve e comercial derivado de carro de passeio. Os veículos receberam certificação de A a E, sendo que os que tiveram a indicação A foram os que apresentaram a melhor eficiência energética enquanto os classificados com E apresentaram os maiores índices de consumo.

A etiqueta mostra ainda o consumo urbano e rodoviário do veículo rodando com álcool, gasolina ou GNV. Este deverá ser o ponto de muita discussão entre consumidores e as montadoras. De acordo com o Inmetro, estes valores são uma referência obtida com testes com os carros feitos em laboratórios, com maneira de dirigir e combustível padrão. Os testes seguiram padrões estabelecidos pela norma 7024 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Durante os testes, os carros ficam sobre uma espécie de esteira, na qual são simuladas diferentes condições de tráfego. Desta forma, os computadores registram os gastos de combustível.

Ampliar Foto Foto: Paulo Guilherme/G1 Foto: Paulo Guilherme/G1

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, cola etiqueta veicular no VW Polo Blue Motion (Foto: Paulo Guilherme/G1)

Em outras palavras, o selo estampa valores padronizados de algo que é muito variável – o consumo médio de combustível de um carro varia de acordo com a maneira de conduzir, a quantidade de carga, a pressão dos pneus, o trânsito que cada motorista encontra, entre outros fatores.“Cada consumidor terá a sua realidade de acordo com sua maneira de dirigir e sua relação com o veículo”, salienta João Jornada, presidente do Inmetro. “Os números que aparecem na etiqueta são representativos para um consumidor médio.”

Entre os modelos que poderão receber a etiqueta estão Classic, Celta, Corsa Sedan e Prisma (Chevrolet); Mille (Fiat); Picanto (Kia), Voyage e Polo Bluemotion (Volkswagen).

Não são todos os carros que terão a etiqueta. O selo não é obrigatório. Neste primeiro momento, apenas cinco montadoras participam voluntariamente do programa: Chevrolet, Fiat, Honda, Kia e Volkswagen. Este ano, 31 modelos de cinco categorias poderão sair de fábrica etiquetados.

O selo brasileiro é diferente do modelo europeu, que destaca informações sobre a quantidade de poluentes que cada modelo lança na atmosfera. “No caso do Brasil, o principal é o consumo do automóvel”, destaca Mozart Schmidt de Queiroz, gerente executivo de Desenvolimento Energético da Petrobras.

O selo será renovado anualmente e um carro que teve classificação E (muito consumo) poderá no ano seguinte obter uma qualificação melhor de acordo com as melhorias técnicas feitas pelo fabricante. O Em agosto, o Inmetro vai analisar novos modelos que poderão receber o selo. “O consumidor vai utilizar esta etiqueta como critério para compra do seu veículo”, acredita o presidente do Inmetro.