domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mégane foi “brasileiro” que mais cresceu













Carro da Renault aumentou as vendas em 88,4%, o melhor desempenho de um carro feito no Brasil; o que mais cresceu foi o Sportage, da Kia: 675,8%. O Mégane vendeu 11.074 unidades no ano passado, um número bem inferior ao registrado pelos líderes do segmento. O Civic, primeiro colocado no ranking dos sedãs médios, vendeu 47.761 carros, o Corolla vendeu 34.463. O mérito do carro da Renault não foi o volume de vendas, mas o crescimento em relação ao ano anterior. O Mégane aumentou em 88,4% as vendas em relação a 2006, quando vendeu apenas 5.879 unidades. Foi o carro fabricado no Brasil que mais cresceu em 2007. No ranking geral de crescimento ele ficou na décima primeira posição, tendo portanto dez importados à sua frente.O carro que mais aumentou as vendas em 2007 foi o Sportage, que, no entanto, partiu de uma base muito baixa, de apenas 281 unidades em 2006. O utilitário esportivo da Kia vendeu 2.180 unidades no ano passado e o porcentual de crescimento chegou a 625%. Entre os carros com maior volume de venda, destaque para o Spacefox: a perua da Volks, fabricada na Argentina, que vendeu 27.613 unidades no ano passado e teve um crescimento de 131,9%. O utilitário esportivo Tucson, da Hyundai, também teve um crescimento excepcional, de 246,2%, passando de 3.566 para 12.346 unidades.O CRV, da Honda, o PT Cruiser, da Chrysler, a perua Peugeot 307 SW e o Citroën C4 também figuram na lista dos dez carros que mais aumentaram as vendas em 2007, todos tiveram crescimento de mais de 100% em relação a 2006 (veja abaixo o ranking).Trinta e oito modelos cresceram acima da média do mercado, que foi de 27,8%, entre eles os campeões de vendas, como o Gol, mais uma vez o mais vendido no país. O carro da Volks fechou o ano com um aumento de vendas de 28,6%, bem próximo da média, enquanto o seu principal concorrente, o Palio, cresceu bem mais: 36,3%.Entre os dez mais vendidos, o Celta foi o que teve o pior desempenho, já que praticamente não cresceu: vendeu somente 28 unidades a mais que no ano anterior. Muitos compradores do Celta migraram para o Prisma, que não entrou no ranking de crescimento porque não esteve à venda durante os doze meses de 2006.Entre as japonesas, destaque para o Civic, com aumento de 63%, enquanto o Corolla, seu concorrente direto, teve queda de vendas (-2,5%) em 2007.O estudo aponta também que o Siena, Strada, Polo, Golf e Montana tiveram um bom crescimento. O Ka aumentou suas vendas em 47,8% e deve crescer ainda mais neste ano, com o novo modelo.Vinte e oito modelos – entre eles Zafira, Fox, Hilux, Fiesta Sedan, Picasso, Corsa e Peugeot 206 não alcançaram a média de crescimento do mercado, que foi de 27,8%. Mas pior foi o desempenho de carros como Fit, Clio, Scenic, perua Palio e Parati e mais 13 modelos. Eles integram a lista dos que, além de não acompanharem o mercado, tiveram queda de vendas em 2007.O estudo é importante para entender como caminha o mercado de veículos no Brasil e como está se comportando cada modelo. Os que perderam participação e, mais ainda, os que venderam menos do que em 2006, devem tomar novo rumo neste ano. Produto que não vende não se mantém. Só existem dois caminhos para os carros que não acompanham o crescimento do mercado: a renovação ou o fim da linha.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Porque devemos usar cinto de segurança?

As imagens que vocês verão, são impressionantes, espero que cada à partir deste vídeo tenha a consciência do uso intensivo da necessidade do cinto de segurança.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Alternativas em Detroit













O Salão Internacional do Automóvel da América do Norte, conhecido como Salão de Detroit, termina neste fim de semana com um balanço mais positivo do que parece à primeira vista. A ênfase nos temas ambientais outra vez sobressaiu, como em todos os últimos salões, sem deixar de lado a escalada de alto desempenho que continua a atrair consumidores ou simples sonhadores.Sinal dos novos tempos, a Ferrari apresentou sua primeira incursão aos motores a álcool. Nada mais fácil de desenvolver, porém lá estava o 430 Spider Biofuel, com 10% de ganho em potência. Na mesma linha ecológica estreou a marca californiana Fisker: um passo à frente com o Karma, carro esporte híbrido que combina motor convencional e elétrico. Terá preço atrativo de US$ 80 mil, cerca de 50% mais caro que um Corvette. Este, aliás, uma das atrações, na impressionante versão ZR1, de 620 cv.As marcas americanas recuperaram prestígio junto à imprensa especializada americana. Motor Trend, Auto Week e uma associação de jornalistas elegeram, em destaques do ano, Cadillac CTS, nova F-150 e Chevy Malibu. Picape Dodge Ram redesenhada ganhou inteligente compartimento embutido nas laterais da caçamba. GM e Ford revelaram novas estratégias para enfrentar, simultaneamente, escalada de preço da gasolina e emissões de CO2.A Ford anunciou nova geração de motores com injeção direta e turbocompressor, seguindo os passos da Volkswagen na Europa. Dentro do cenário americano, a empresa destacou que essa tecnologia se paga em 2,5 anos com a economia de combustível, enquanto um motor diesel leva 7,5 anos e um híbrido, nada menos de 12 anos. Seria a resposta ao esforço dos europeus em vender lá motores a diesel e aos japoneses, centrados nos híbridos. A Toyota, contudo, admitiu no salão que precisa explorar algo além dessa tecnologia.Por outro lado, a GM anunciou apoio financeiro à pequena empresa de pesquisa Coskata, que pretende produzir álcool a partir de resíduos agrícolas e orgânicos a um preço muito menor e de forma sustentável. Pela primeira vez, um grupo automobilístico se envolve diretamente na obtenção de combustível. GM aposta que um terço do petróleo será substituído pelo álcool nos EUA até 2030.Agora, além dos japoneses, os coreanos se insinuam em novos segmentos. A Hyundai lançou seu primeiro sedã premium com motor V8 e tração traseira. O Genesis tem porte de BMW Série 5 ou Mercedes Classe E e preço bem inferior. O espantoso crescimento dos crossovers (misto de utilitário e station) atraiu a Toyota com o interessante Venza e a Mercedes, com o futuro GLK, de linhas um tanto discutíveis. Já o Passat CC, na moda do cupê de quatro portas, foi muito bem recebido em Detroit.Para o Brasil, além do crossover Ford Edge importado do Canadá, veio a confirmação do atraente utilitário Chevrolet Captiva que, trazido do México sem imposto de importação, terá preço competitivo. O compacto Aveo, produzido na mesma fábrica, poderia chegar também, mas haveria conflito com o Corsa. E o compacto Verve, sucessor do Fiesta, exibido na versão sedã em Detroit (ao lado do hatch), tem tudo para ser produzido em Camaçari (BA) e exportado, para toda a América, da Argentina ao Canadá.RODA VIVAFORD desenvolverá três outras ações de lançamentos este ano, além do Edge: motores flex de 2 litros e os novos Focus hatch e sedã. Mas terá que fazer muitas contas para que o crossover canadense alcance preço atrativo, pagando 35% de imposto de importação. Como o mexicano Fusion chega sem esse ônus, deve ser muito rentável, ajudando no quebra-cabeça financeiro.PARECE que a fábrica de motores paranaense Tritec, hoje parada e pertencendo à Chrysler, está sem muitas alternativas. Fiat desanimou e GM desistiu de negociar. Nova fábrica de motores GM ficará mesmo no estado vizinho de Santa Catarina, onde o governo mais ajuda do que atrapalha. Motores 1,8 l continuarão a ser fornecidos à Fiat, por seu baixo custo, pelo menos nos próximos dois anos.CRESCIMENTO estonteante de 28% nas vendas internas de 2007 sobre 2006 superou o da China e da Argentina, países que vinham em ritmo mais forte nos últimos tempos. Ao longo de 50 anos de história da indústria, fora a fase inicial e a recuperação sobre base comparativa muita fraca entre 1993 e 1995 (plano do carro popular), a aceleração do mercado interno nunca foi tão forte.PRIMEIRA experiência em grande escala de utilização de veículos elétricos será em Israel, em parceria com a aliança Renault-Nissan, em 2011. Motorista pagará tarifa por quilômetro rodado e terá ampla rede de pontos para abastecer. Tornou-se viável porque, nesse país, 90% dos automóveis rodam menos de 70 km/dia, autonomia semelhante à das baterias, pelo menos enquanto são novas.AINDA este ano chegam as etiquetas eletrônicas que vão ajudar a monitorar a frota e o pagamento de impostos por meio de uma rede de antenas. Quanto aos rastreadores via GPS e rede celular, a resistência à implantação obrigatória nas linhas de montagem das fábricas continua muito forte, inclusive de importadores. Pode ocorrer recuo, total ou parcial, por parte do governo. (Texto: Fernando Calmon ).

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Aparição Relâmpago



São Paulo, 28 de janeiro.

Numa noite chuvosa de segunda-feira, a rede de revendedores Volkswagen estava reunida na casa de shows Credicard Hall. A convenção Road Show (encontro semestral da rede) comemorava os bons resultados de 2007 e os planos para 2008. Os concessionários foram apresentados a novidades como a perua Jetta Variant e versões inéditas de Fox, Golf e Polo. No final do discurso do presidente Thomas Schmall, a surpresa: um novo Gol vermelho entrou no palco. Schmall assumiu o volante e “foi embora” com o grande segredo, que não passou mais de meio minuto no palco.
Foi o suficiente para alguns donos de revendas mais atentos memorizarem alguns detalhes do carro. E alguns deles colaboraram para acertar alguns detalhes em relação às projeções do Gol publicadas na Autoesporte de fevereiro (edição 513). Felizmente foi necessário corrigir apenas pequenos detalhes, como a inclinação das colunas dianteiras (do pára-brisa) e o relevo dos pára-choques.
“Olhando as projeções de vocês, me vem à memória claramente o Novo Gol que vi no palco, de frente e traseira”, afirmou um concessionário que pede anonimato. Mesma opinião de um diretor de revenda presente à convenção. A entrada de câmeras e celulares foi proibida, nas não houve revista dos convidados. Até agora não há notícia de vazamento de supostas imagens feitas durante o evento.
O Novo Gol começa a ser produzido em abril e deve chegar às lojas até junho, com motores 1.0 e 1.6 da família Fox. Trata-se de um projeto totalmente novo, feito sobre a base do Fox e do Polo, com motores transversais e bom aproveitamento de espaço interno. E que terá derivações sedã e picape no ano que vem. Para maiores detalhes, expectativa de preço e o que acontece com o Gol atual, confira a Autoesporte que está nas bancas. E, claro, as primeiras fotos do modelo feitas no Brasil, ainda disfarçado.