quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Air bags serão obrigatórios?

Ainda tratados como equipamentos de luxo no Brasil, os freios ABS e os air bags tendem a se tornar comuns nos carros nacionais. "Com o aumento da demanda, esses recursos ficarão mais baratos", afirma Sérgio Ricardo Fabiano, engenheiro da SAE Brasil (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade). Com o lançamento do Punto, a Fiat deu um passo nessa direção ao oferecer esses itens em um pacote por menos de R$ 3 mil (antes o custo passava dos R$ 5 mil), novidade que logo foi estendida para o restante da linha da marca. Depois foi a Volkswagen que disponibilizou o ABS e os air bags frontais para o Polo por um preço semelhante ao da concorrente. Na Fiat, a iniciativa está dando resultados. "Apenas 2% dos Palio saíam da fábrica com air bag e ABS, ao passo que no Punto esse número chega a 16% das versões ELX e HLX (na Sporting esses itens são de série)", diz Ferreira. Outro dado importante vem da Bosch, que em 2007 começou a produzir sistemas ABS no Brasil. Segundo a empresa, a taxa de instalação do equipamento nos carros brasileiros aumentou de 3% em 2004 para 13% em 2008.
>>>Mesmo carros com baixo volume de produção, como o Lobini H1 e o Troller T4, terão de atender às novas normas de segurança. >>>Com projetos antigos, VW Kombi e Fiat Mille poderão sair de linha em 2014 devido às grandes mudanças exigidas em suas estruturas.
Carros de segmentos superiores, como o Renault Mégane e o Honda Civic, por exemplo, trazem air bags e ABS de série em todas as versões. A Renault, aliás, já apostou mais nos air bags, oferecendo-os de série até nas versões básicas do Clio na época do seu lançamento no Brasil, em 1999. Com o tempo, porém, a empresa percebeu que o consumidor não via o equipamento como diferencial e a necessidade de reduzir o preço do carro (R$ 1 mil já faz muita diferença no segmento dos populares) levou embora as bolsas infláveis.
Obrigatório nos Estados Unidos e presente em quase todos os carros na Europa (embora não seja lei), o air bag poderá se tornar equipamento de série por aqui em 2012. "Acredito que, sem as bolsas infláveis, os carros não conseguirão atingir os níveis de segurança dos ocupantes exigidos pelas novas normas", relata Fabiano, da SAE. Um crash-test realizado pela Pro Teste no ano passado comparou o VW Fox vendido no Brasil com o mesmo modelo exportado para a Europa e chegou à conclusão de que o resultado - bastante favorável ao modelo de exportação - deveu-se basicamente à presença dos air bags frontais e dos cintos com pré-tensionador, itens de série lá fora e opcionais aqui. Pelo menos até 2012.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Tiguan é eleito o SUV do ano na Alemanha

Carsale – O Volkswagen Tiguan mal chegou ao mercado europeu e já começa a acumular títulos. O utilitário esportivo compacto foi considerado o melhor modelo em sua categoria pelos leitores da publicação alemã Off Road, faturando a eleição "SUV of de Year" ("Utilitário Esportivo do Ano").




Com 17,4% dos votos, o Tiguan deixou para trás 20 concorrentes, superando até mesmo o BMW X3 e o Land Rover Freelander, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente. Ao todo, 58 mil pessoas participaram da votação, que dividiu 87 modelos de 38 fabricantes em oito categorias.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Entrega Marcante

Parece um gigantesco terminal de um aeroporto futurista, construido com estrutura de almumínio e vidro. Amplo, arejado e com vãos livres enormes.
Ao entrar, depara-se com uma escada rolante de duas mãos com o acesso ao piso superior, onde se encontra um Shopping Center relativamente pequeno, mas de muito bom gosto, com lojas variadas, restaurantes, lanchonete, cafeteria, salão de beleza, livraria e sala de espero em todo o saguão.
Esse lugar chama-se AUDI CENTER e fica em Ingolsadt, a 120 quilômetros de Munique, na Alemanha.
É um centro de entrega diretas aos clientes, que compram nas concessionárias em qualquer país da Europa e optam por receber seus carros na porta da fábrica.
É exatamente isso, na porta da fábrica, pois é só atravessar a rua e lá está o portão principal da montadora.
Ao chegar no AUDI CENTER, o cliente dirige-se para o check in e retira seu cartão de embarque, onde então descritos a hora e no número da plataforma de embarque. Depois, é só aguardar, usufruindo do agradável ambiente, circulando entre as várias lojas ou beliscando uma goloseima. Raros aqueles que embarcam se uma sacola merchandising, cheia de pacotes e lembrancinhas com as quatro argolas entrelaçadas, incluindo um mascote da marca em pelúcia, que é o golfinho.
Enquanto aguarda o horário de "embarque", é importante ficar atento à chamada de seu nome pelo sistema de alto-falante,com aquela voz típica de aeroporto internacional, a qual anuncia também o modelo do veículo, o destino e a plataforma à qual o cliente deverá dirigir-se.
Ao ser chamado, o cliente é recebido no portão de embarque por uma pessoa trajada como uma aeromoça ou um comissário, que o acompanha até o local da plataforma onde se encontra seu carro. Daí para frente, é feita a entrega, com todas as explicações sobre a operacionalidade do veículo e as orientações sobre os procedimentos de revisões e garantia.
Caso o cliente deseje conehcer a montadora, visitando inclusive grande parte da linha de montagem, basta inscrever-se antecipadamente e incluir-se num grupo de visitantes horas antes do horário de retirada de seu carro. Os grupos são formados por 20 pessoas, como fones de ouvidos portáteis para ouvir as esplicações do guia. O roteiro é surpreendente, pois antes de cadas "estação', ou etapa de fabricação, existe um estande demonstrativo das atividades do setor, alguns de forma miniaturizada auto-explicativa, mas todos altamente didáticos. é uma situação marcante na vidas das pessoas, que provavelmente tornar-se-ão aficionadas pela marca e exepcionais multiplicadoras de opinião.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Mégane foi “brasileiro” que mais cresceu













Carro da Renault aumentou as vendas em 88,4%, o melhor desempenho de um carro feito no Brasil; o que mais cresceu foi o Sportage, da Kia: 675,8%. O Mégane vendeu 11.074 unidades no ano passado, um número bem inferior ao registrado pelos líderes do segmento. O Civic, primeiro colocado no ranking dos sedãs médios, vendeu 47.761 carros, o Corolla vendeu 34.463. O mérito do carro da Renault não foi o volume de vendas, mas o crescimento em relação ao ano anterior. O Mégane aumentou em 88,4% as vendas em relação a 2006, quando vendeu apenas 5.879 unidades. Foi o carro fabricado no Brasil que mais cresceu em 2007. No ranking geral de crescimento ele ficou na décima primeira posição, tendo portanto dez importados à sua frente.O carro que mais aumentou as vendas em 2007 foi o Sportage, que, no entanto, partiu de uma base muito baixa, de apenas 281 unidades em 2006. O utilitário esportivo da Kia vendeu 2.180 unidades no ano passado e o porcentual de crescimento chegou a 625%. Entre os carros com maior volume de venda, destaque para o Spacefox: a perua da Volks, fabricada na Argentina, que vendeu 27.613 unidades no ano passado e teve um crescimento de 131,9%. O utilitário esportivo Tucson, da Hyundai, também teve um crescimento excepcional, de 246,2%, passando de 3.566 para 12.346 unidades.O CRV, da Honda, o PT Cruiser, da Chrysler, a perua Peugeot 307 SW e o Citroën C4 também figuram na lista dos dez carros que mais aumentaram as vendas em 2007, todos tiveram crescimento de mais de 100% em relação a 2006 (veja abaixo o ranking).Trinta e oito modelos cresceram acima da média do mercado, que foi de 27,8%, entre eles os campeões de vendas, como o Gol, mais uma vez o mais vendido no país. O carro da Volks fechou o ano com um aumento de vendas de 28,6%, bem próximo da média, enquanto o seu principal concorrente, o Palio, cresceu bem mais: 36,3%.Entre os dez mais vendidos, o Celta foi o que teve o pior desempenho, já que praticamente não cresceu: vendeu somente 28 unidades a mais que no ano anterior. Muitos compradores do Celta migraram para o Prisma, que não entrou no ranking de crescimento porque não esteve à venda durante os doze meses de 2006.Entre as japonesas, destaque para o Civic, com aumento de 63%, enquanto o Corolla, seu concorrente direto, teve queda de vendas (-2,5%) em 2007.O estudo aponta também que o Siena, Strada, Polo, Golf e Montana tiveram um bom crescimento. O Ka aumentou suas vendas em 47,8% e deve crescer ainda mais neste ano, com o novo modelo.Vinte e oito modelos – entre eles Zafira, Fox, Hilux, Fiesta Sedan, Picasso, Corsa e Peugeot 206 não alcançaram a média de crescimento do mercado, que foi de 27,8%. Mas pior foi o desempenho de carros como Fit, Clio, Scenic, perua Palio e Parati e mais 13 modelos. Eles integram a lista dos que, além de não acompanharem o mercado, tiveram queda de vendas em 2007.O estudo é importante para entender como caminha o mercado de veículos no Brasil e como está se comportando cada modelo. Os que perderam participação e, mais ainda, os que venderam menos do que em 2006, devem tomar novo rumo neste ano. Produto que não vende não se mantém. Só existem dois caminhos para os carros que não acompanham o crescimento do mercado: a renovação ou o fim da linha.