sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

GM revela fotos do conceito Meriva



Aos poucos a GM vai divulgando o conceito do Opel Meriva, que apresentará no Salão de Genebra, a partir do dia 6 de março. Hoje a montadora revelou as primeiras fotos oficiais do modelo, que já teve esboço publicado neste blog. O protótipo, que conta com portas traseiras de abertura contrária ao modo tradicional (do tipo "suicida"), deve inspirar a próxima geração da minivan na Europa.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Honda admite aliança com a maior rival

Queda das vendas no mercado japonês preocupa presidente da empresa. Acordo com a Toyota é possivel, segundo o executivo. A Honda admitiu nesta quarta-feira (27) que está aberta a fazer alianças com outras montadoras e não descarta nem uma sociedade com sua principal rival, a Toyota.
"Temos que trabalhar para fazer da Honda uma companhia mais global", disse o presidente da empresa, Takeo Fukui. "Não descarto fazermos uma aliança com outra companhia, nem mesmo com a Toyota, mas é preciso estudar com cuidado cada caso", acrescentou o executivo durante uma entrevista coletiva em Tóquio.
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Fukui pode ainda fazer uma aliança semelhante às que a Honda tem com a Nissan, terceira principal fabricante japonesa de automóveis, e com a Renault, da França, com o objetivo de torná-la mais internacional e poder ser mais competitiva diante do aumento dos preços de matéria prima como aço e ferro. O presidente da Honda disse quanda que vai apostar na produção de venda de minicarros no Japão, e espera que este tipo de produto continue com um grande mercado em seu país. "Poderíamos ter sido mais fortes no setor dos minicarros, já que somos uma empresa que começou com o negócio das motocicletas, mas não temos ido muito bem neste campo", reconheceu o presidente e diretor-executivo do segundo fabricante de carros do Japão. Depois que a procura por carros no Japão registrou em 2007 o pior índice dos últimos 35 anos, Fukui explicou que não acredita que exista uma solução imediata para revitalizar o mercado japonês. O presidente da Honda renovou seu compromisso com o desenvolvimento de carros ecológicos, tanto nos modelos elétricos como nos de motores biocombustíveis. Segundo Fukui, a Honda prevê para 2012 a venda de 400 mil veículos movidos a motores híbridos de gasolina e eletricidade em todo o mundo.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E por que não fazê-lo

Em qualquer ramo de atividade o termo "estacionamento para clientes" é justificado, pois, de fato, é apenas um local para estacionar os veículos dos clientes daquelas empresas, como uma comodidade para facilitar o relacionamento comercial.

Talvez devêssemos chamar de ESTOQUE DE NEGÓCIOS ou ESTACIONAMENTO DE NEGÓCIOS ou, ainda, PORTAL DAS VENDAS, ou seja lá como mais é possível batizar o novo nome do tradicional estacionamento para clientes.

Olhando por outro prisma, ou seja, se considerarmos com mais critério os estacionamento de clientes, observaremos que num momento de crise, ou de competitividade acirrada, vários e bons negócios estão estacionados sob nossos narizes e sem que consigamos farejar as oportunidades. É um desperdício absurdo de negócios potenciais.

Por que será que segmentos, que não tem nada a ver com o seu negócio, preocupam-se mais com o conforto e segurança de seus clientes ao estacionar os veículos?

Para quem freqüenta churrascarias, restaurantes, cafés, boates, hotéis, etc... sabe exatamente do que estou falando, apenas para citar alguns exemplos no segmento de alimentação e serviços.

Minha intriga tem fundamento a partir do seguinte raciocínio: se gastamos pouco mais de R$50,00 talves R$100,00, o que justificaria de merecer-mos esse tipo de tratamento se quando vamos a uma concessionária de veículos gastar no mínimo R$15.000,00, não temos, às vezes, nem vaga para estacionar?

Será que não merecemos ao menos um guarda-chuva, para não chegar molhado quando for comprar o carro novo?

Quantas voltas daremos no quarteirão de olho em alguma vaga livre, mesmo que seja em uma rua ao lado ou nas imediações da concessionária?

Pode parecer bobagem, mas a influência na decisão de comprar começa antes do contato com o vendedor, antes mesmo de se entrar no showroom.

Em algumas concessionárias, o desleixo é tão grande que mais parece um pátio do Detran, cheio de veículos apreendidos por irregularidades.

O cliente que se vire, estacione onde quiser, ou melhor, onde achar uma vaguinha, que certamente não será a melhor, nem a mais próxima da entrada do showroom, e que aliás, é sempre bem apertada entre dois carros, quando a encontra.

"INSPIRE-SE NO ATENDIMENTO DE ALGUM HOTEL DE LUXO"

Em primeiríssimo lugar, preveja um lugar para o "acolhimento" (prestaram atenção na frase) do veículo, ou seja, uma espécie de portal coberto bem em frente à principal entrada do showroom, algo que seja protegido contra as chuvas, como um tipo de toldo. Lembre-se das áreas de chegada dos veículos nas recepções de qualquer bom hotel. Inspire-se no atendimento de algum hotel de luxo que você tenha gostado e que não seja suntuoso, mas de bom gosto.

Faça com que o fluxo de entrada, obrigue todos os veículos passarem por esse ponto, ou, melhor, pararem exatamente nesse local para que sejam recepcionados pelos seus Capitães Manobristas.

Os gestos que acompanharão esse receptivo são dignos de comissão de frente das escolas de samba. É ensaiado, com sorrisos, tirando-se o chapéu ou boné num cumprimento respeitoso, abrindo-se as portas do carro para o cliente e seus acompanhantes, sempre de forma solicita e cordial, inclusive na devolução do veículo.

Utilizando-se sempre um diálogo previamente ensaiado e bem proferido do tipo :
  • Bom dia, seja bem-vindo à (nome da concessionária) ou marca empresarial.

  • Deixe seu automóvel sob os meus cuidados.

  • Qual o setor da empresa de seu interesse?

  • Perfeitamente. A nossa recepcionista (nome da recepcionista) o encaminhará. Dirija-se à recepção, por favor.

Nessa altura da leitura você está imaginando porque não pensou nisso antes, já que aparentemente é muito simples de operar e barata de implantar.

Lembro-me sempre de um empresário, pelo qual mantinha grande respeito e admiração, um visionário do segmento aeronáutico civil, o Comandante Amaro Rolim, da TAM, que, num mercado altamente competitivo, conseguia sempre inovar, renovar e incrementar seus negócios. Em todos os aeroportos que não dispunham do equipamento Finger, aqueles túneis que se acoplam entre as portas dos aviões e os terminais de passageiros, o Comandante Rolim instituiu o famoso tapete vermelho (tipo passadeira) com cordões de isolamento colocados aos pés das escadas de acesso, tanto para embarque como desembarque. Faça chuva ou faça sol, esse procedimento é de lei.

Em uma das várias vezes, no aeroporto de Congonhas, o Comandante Rolim Amaro, encontrava-se pessoalmente conduzindo os clientes para o embarque e recolhendo os tíquetes das passagens, e foi-lhe perguntado qual a influência desse procedimento no desempenho dos resultados da empresa. Como resposta : "E POR QUE NÃO FAZÊ-LO?" Em primeiro lugar, os passageiros não são passageiros, são clientes fiéis. O passageiro passsa, o cliente da TAM mantém sua fidelidade, por isso um tapete vermelho é o mínimo que posso fazer para ele sentir-se privilegiado com um rei. E por último, sendo mais objetivo com sua resposta, afirmou: "A influência no desempenho dos resultados é muito grande porque com este simples procedimento conseguimos não só instituir um diferencial competitivo, mas também desenvolver em nossa equipe o senso de comprometimento padronizado de atendimento, independentemente do cargo hierárquico ou função. Mexemos com as atitudes de nosso pessoal."

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Apenas 65% dos proprietários levam carro para recall

Em menos de dois meses, as fabricantes de veículos anunciaram seis campanhas de recall (quatro de carros e duas de motos). Além disso, a importadora Stuttgart Sportcar divulgou a chamada para revisão do utilitário-esportivo Porsche Cayenne e a Volkswagen é investigada pelo Ministério da Justiça por conta de problemas envolvendo o banco traseiro do modelo Fox. Em 2007, foram 44 casos de recall no País. Apesar do número elevado de recalls, a média de proprietários de veículo que levam o carro para reparo é de 65%, segundo as montadoras.

Divulgação
Média de respostas às chamadas de reparo da Renault chega a 70%; Logan (foto), foi alvo de um amplo recall em 2007 (Foto: Divulgação)
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De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a resposta do cliente está ligada à marca e ao modelo do carro, por isso o número pode variar muito de montadora para montadora. A General Motors, por exemplo, calcula que 80% dos clientes retornam a chamada. Já a Renault afirma que entre 65% e 70% dos consumidores fazem os consertos necessários. Segundo a Fiat, a quantidade de carros envolvidos nas chamadas e o tipo de problema influenciam muito na procura pelo serviço. No caso do recall do Fiat Stilo, feito no ano passado por causa de um defeito na direção, o índice de reparo foi de 98%, de acordo com a montadora. Isso porque o problema deixava a direção dura.

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Veja os modelos de carros e motos que tiveram recall em 2008O diretor de fiscalização do Procon-SP, Paulo Arthur Góes, explica que não existe uma lei que obrigue o proprietário do veículo a procurar uma concessionária para arrumar o defeito, entretanto, acredita que a forma como o comunicado é divulgado no Brasil deve ser revista para que o consumidor entenda melhor a gravidade das falhas. “Temos uma comissão que tem discutido com a Anfavea a padronização do comunicados para os tornar mais transparentes e mais claros ao consumidor”, comenta Góes. O representante do Procon reconhece que, neste caso, a garantia de segurança do veículo passa a ficar nas mãos do proprietário. “O consumidor precisa ter uma postura de cidadão”, afirma.

O que diz a lei
Pela Lei 8.078/90, do Código de Defesa do Consumidor, as empresas são obrigadas a anunciar em emissoras de televisão e rádio e em jornais e revistas os chamados de reparo assim que detectam as falhas na produção. “A empresa não pode colocar o produto no mercado sabendo do risco de nocividade. Isso é absurdo, é crime”, destaca o diretor do Procon-SP. Como no Brasil não há um órgão específico para controlar a qualidade dos veículos, como existe nos Estados Unidos, outra questão em debate é a omissão das montadoras. De acordo com o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, dos 44 processos de recall monitorados em 2007, em três foram apurados indícios de infração.


Divulgação
Ao invés do recall, Volks disponibililzou anéis de borracha para o Fox (Foto: Divulgação)
Neste ano, o caso que chamou a atenção do Ministério da Justiça foi o do Fox, da Volkswagen. O DPDC abriu investigação formal contra a Volks por suspeita de descumprimento das regras do chamamento de clientes, com base em denúncias de que pelo menos oito pessoas tiveram o dedo mutilado pela argola que auxilia no rebatimento do banco traseiro.

A empresa não fez o recall, por alegar que se o mecanismo for utilizado de acordo com as instruções do manual do carro, não há risco de lesões. Além disso, disponibilizou nas concessionárias uma peça de borracha que evitaria o acidente. Se o DPDC comprovar o defeito na peça, a Volkswagen poderá pagar multa de até R$ 3 milhões.

Projeto de lei
Na opinião do deputado federal Hugo Leal (PSC-RJ), a resposta do consumidor é ainda menor do que o número apresentado pelas fabricantes — não passa de 10%. Por esse motivo, Leal quer efetivar um projeto de lei que obrigue o proprietário a responder ao comunicado. “Apenas 5% fazem recall. Existem veículos que alcançam 10%, em caso excepcional”, afirma Leal, com base em dados do DPDC. Para o deputado, a questão só será resolvida quando o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) passar a cobrar a regulamentação do carro submetido a recall, já que é o órgão que faz o registro dos veículos. “Quando se compra um carro, o nome e o endereço do proprietário são registrados. Com esses dados, o Denatran tem condição de enviar o comunicado de recall na residência do proprietário e, assim, obriga-lo a tomar as medidas necessárias”, defende Leal. Dessa forma, segundo o deputado, a venda e a transferência de carros com recalls pendentes seria proibida. “As montadoras são obrigadas a ir à mídia, mas quem não assiste, não lê, dificilmente sabe se o carro está em uma lista”, ressalta o deputado.