domingo, 5 de outubro de 2008

Chevrolet confirma Malibu no Salão do Automóvel

Sedã norte-americano poderá ser comercializado no país
A Chevrolet confirmou a sua terceira atração para a 25ª edição do Salão do Automóvel, que acontecerá entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro em São Paulo (SP). Trata-se do Malibu, sedã grande (para os padrões brasileiros) que foi eleito como o carro do ano nos Estados Unidos.
Segundo a montadora, o carro virá em um primeiro momento apenas para exposição, mas poderá ser comercializado de acordo com a aceitação do público. Caso realmente seja vendido por aqui, o Malibu concorreria com Ford Fusion e VW Jetta, ficando posicionado entre o Vectra e o Omega.
Todos os modelos contam com itens como airbag duplo frontal e do tipo cortina, freios com sistema anti-travamento (ABS) e controle de tração. O sedã usa um motor 2.4 Ecotec de quatro cilindros, que gera 171 cv de potência.
A marca afirmou que, além da versão movida a gasolina, o Malibu híbrido exibido durante o Quatro Rodas Experience também estará exposto na mostra paulista. O Camaro conversível e o elétrico Volt são os outros modelos confirmados pela GM.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

No duelo entre C4 Picasso e Scénic, detalhes favorecem Citroën


Apesar de ser quase R$2.000 mais cara, a Grand C4 Picasso tem concepção mais moderna e desempenho mais empolgante que o da Renault Grand Scénic
Uma diferença de quase R$ 2.000, mais exatamente R$ 1.810, pesa em qualquer bolso, mas quando ela se refere a dois veículos com preços de quase R$ 90 mil, a importância dessa diferença diminui. No caso deste comparativo, entre as minivans Renault Grand Scénic e a Citroën Grand C4 Picasso, não só ela perde relevância como até se justifica. As diferenças entre elas podem parecer detalhes, mas poucas vezes detalhes pesaram tanto a favor de um produto contra o outro. Neste caso, a favor da Citroën. Para começar, as duas são importadas da França. Também têm preços próximos, tamanhos próximos, motores de cilindrada igual e o mesmo número de lugares, para sete passageiros. Quem quiser olhar as fichas técnicas de ambas, logo abaixo, verá também que as suspensões seguem a mesma disposição, que os freios são a disco nas quatro rodas e que até as rodas são da mesma medida, de aro 16”. Teoricamente, comprar uma ou outra seria como trocar seis por meia-dúzia, mas a escolha está longe de ser tão simples. A razão mais forte para isso é que, apesar de ambas serem novidade no mercado brasileiro, a Renault Grand Scénic está prestes a sofrer mudanças estéticas importantes, o que fará o modelo atual perder valor mais rápido. Considerando sua data de lançamento, ela poderia ter sido trazida ao Brasil bem antes, mas sabemos que foi o câmbio favorável que facilitou sua importação justamente agora. A Grand C4 Picasso, apresentada há menos tempo, se aproveitou do mesmo quadro, mas tem mais tempo de vida pela frente. Mesmo que fosse só isso o que pesasse a favor da minivan da Citroën, a balança continuaria bastante desequilibrada. O caso é que há mais fatores que tornam a Grand C4 Picasso uma compra mais interessante.Ao volantePara começar, a minivan da Citroën tem algo que a Scénic só conseguiria ter com uma reestilização. Trata-se do sistema VisionSpace, que, em miúdos, traz a linha superior do pára-brisas quase até a cabeça do motorista, o que permite uma visibilidade que nunca tivemos em nenhum carro que não fosse conversível, por exemplo. Com isso, motoristas mais altos conseguem enxergar o semáforo quando estão esperando perto da faixa de pedestres, algo realmente extraordinário.Para evitar que o sol ofusque o condutor em finais de tarde de outono, os pára-sóis correm por trilhos até o nível em que eles ficariam posicionados se o teto não fosse recuado. Com isso, o motorista continua capaz de proteger os olhos sem, com isso, perder seu campo de visão.Apesar de maior (4,59 m, contra 4,50 m, da Scénic), a Grand C4 Picasso é mais leve (1.560 kg, contra 1.645 kg) e mais potente (143 cv, contra 138 cv), com mais torque disponível (200 Nm, contra 187 Nm). As duas minivans contam com câmbios automáticos de apenas quatro marchas, o que prejudica ambas, mas, na Citroën, quase não se nota a falta que uma quinta marcha faz.A experiência de dirigir as duas é completamente diferente. Enquanto a Grand C4 Picasso responde prontamente aos comandos do acelerador, reduzindo as marchas sempre que o motorista precisa, a Grand Scénic teima em achar que deve deixar o motor crescer de giro sozinho em vez de reduzir a marcha, mesmo quando um caminhão se aproxima rápido demais no lado oposto em uma ultrapassagem. Isso mesmo com o sistema Proactive, que teoricamente aprende a maneira de conduzir da pessoa que está atrás do volante. Das duas, a Citroën é única em que se pode confiar plenamente na estrada.Em curvas, as duas são tão estáveis quanto a altura permite. E se saem bem, considerando sua proposta familiar. A Grand C4 Picasso se destaca pelo comportamento mais esportivo. A visibilidade é ótima nas duas, com vantagem para a Grand C4 Picasso, e o que não é tão fácil de ver os sensores ajudam a enxergar, especialmente em manobras de estacionamento. Ambas têm sensores na dianteira e na traseira.A letargia da Grand Scénic não interfere no conforto que ela oferece aos passageiros, que fica no mesmo nível do que a Grand C4 Picasso proporciona. Como já dissemos, as duas carregam até sete pessoas e o espaço interno para os passageiros da segunda fileira de bancos é bem razoável em ambas. Na terceira fileira não se recomenda que adultos viajem, apenas em trajetos curtos. Ali, só gente miúda.MercadoComo as duas são importadas, elas, por uma questão de prudência das empresas, vêm só nas cores mais vendidas do mercado, os famosos preto e prata. É a garantia de que o que vier será vendido, ainda que demore um pouco.Dentre elas, pelo menos a Grand C4 Picasso tem a garantia de ser fabricada aqui por perto, na Argentina, em um prazo relativamente curto. A Renault Grand Scénic, que também poderia ser fabricada na América do Sul, não deve vir devido aos baixos volumes de venda. Uma prova disso, recente, é o Kangoo, que mudou completamente na Europa e chega agora ao Brasil com a aparência que está saindo de linha no Velho Continente. A desculpa de a plataforma não estar disponível não serve, uma vez que ela é a mesma do Mégane Sedan e da Grand Tour. Para justificar mais investimentos por aqui, a Renault, primeiro, precisa provar que caiu no gosto dos brasileiros, algo que o Logan e o Sandero estão fazendo por ela. Quem sabe num futuro próximo, com o mercado mantendo o crescimento atual, ela não escolha fazer aqui também modelos mais sofisticados? Será a única maneira de ela enfrentar com igualdade de condições um produto mais moderno, como a Grand C4 Picasso. Ainda que a vitória, como aconteceu neste comparativo, se dê nos detalhes.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

SEGREDO!-Chevrolet Viva aparecerá no salão como conceito


Sucessor do Corsa foi mostrado na comemoração dos cem anos da GM mundial
A última vez em que falamos no novo Corsa, de quarta geração, foi em outubro do ano passado. Na época, dizíamos que o carro substituiria o Astra. Um ano depois, a própria GM, na comemoração de seu centenário, resolveu voltar ao assunto, até porque muita água já correu por debaixo desta ponte desde então. E até imagens do novo carro ela revelou. A bem da verdade, o novo Corsa será apresentado no Salão do Automóvel deste ano como carro-conceito. Veja aí acima a foto da dianteira do novo hatch.Para começar, aquele Corsa que foi flagrado em uma oficina da GM, em São Caetano do Sul, serviu de base para um modelo novo, conhecido internamente como projeto Viva. Ele dará origem a uma família inteiramente nova de veículos, com sedã, picape e, quem sabe, perua e minivan (a nova Meriva européia). Para o lugar do Astra, o que deve ser oferecido será o novo Chevrolet Cruze, que será fabricado em São José dos Campos.Ainda que se pareça com o Corsa D, o novo carro terá uma dianteira diferenciada, mais ligada à nova identidade visual da Chevrolet no mundo. A plataforma também deve ser diferente da que o modelo usa no Velho Continente. O novo Corsa deve usar a plataforma do Corsa atual alongada (só para a marca manter o costume).Com isso, o carro, que na Europa tem 2,51 m de entreeixos, pode ser um pouquinho maior por aqui. Seu motor será, infelizmente, o mesmo 1,8-litro atualmente comercializado, mas com potência ampliada para 129 cv. A GM continuará a dever, nos modelos pequenos, motores mais atuais, como os Ecotec vendidos na Europa.Na época, cogitávamos que o modelo que ficaria no lugar do atual Corsa possivelmente seria o Aveo, vendido atualmente na China, nos EUA e na Europa. A mesma plataforma usada no Celta, da segunda geração do Corsa (a primeira fabricada aqui), seria alongada e utilizada para abrigar a carroceria do carrinho, possivelmente com mudanças visuais. O Aveo tem 2,48 m de entreeixos, mas vocação de carro menos sofisticado do que o futuro Corsa/Viva. Também teria versões hatch e sedã. Se vier, talvez ele entre no lugar do Celta.Sejam quais forem os planos da GM, o que é certo é que o novo carro-conceito que a empresa apresentará no Salão do Automóvel deste ano antecipa o sucessor do Corsa. Aos visitantes e apaixonados por veículos, vale ficar de olho.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

VW Pickup Concept aparece em feira na Alemanha

Modelo antecipa a futura picape média da Volkswagen, que será fabricada na Argentina no ano que vem
O mistério em torno da nova picape média da Volkswagen chegou ao fim. Não porque a versão de produção em série tenha sido anunciada, nem porque o nome, que oscila entre Robust e Taro, tenha sido anunciado, mas sim porque a marca mostrou, na principal feira de veículos comerciais da Alemanha, em Hannover, a Pickup Concept. Capaz de transportar uma tonelada de carga, a picape até pode definir o nome do novo produto, que pode ser tão prosaico e óbvio como Pickup, mesmo.Além das imagens e da firula sobre um veículo de salvamento e resgate, um disfarce que pode agradar aos surfistas, a Pickup Concept teve confirmadas poucas informações oficiais. O comprimento, por exemplo, será de 5,18 m. Já os motores serão turbodiesel com common rail. No mais, mistério, mas já sabemos que ela terá uma grande variedade de opções: cabine simples, dupla, e trações 4x2 e 4x4. Suas principais concorrentes serão Toyota Hilux, Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton, Ford Ranger e Chevrolet S10. A nova picape média será feita, de início, apenas em Pacheco, na Argentina. De lá, será exportada para toda a América do Sul, Austrália, África do Sul e alguns países da Europa. Nos EUA, nem pensar, segundo nossas fontes. Tudo porque os concessionários da marca naquele país consideram que a picape usa materiais bem inferiores em qualidade ao que os consumidores norte-americanos esperam, além de entrar em um segmento pouco interessante. Depois do primeiro flagrante quase sem camuflagem, em abril deste ano, chegamos a mostrar a vocês uma projeção feita pelo designer argentino Jorge Luis Fernández, do site Area 75.Disputado, este mercado tem apresentado diversas novidades. Além da Frontier fabricada no Brasil, há também a nova Hilux, com mudanças mínimas, e, num futuro próximo, a picape derivada do Iveco Massif, que aqui deve ser lançado com outra aparência e o emblema Fiat.