quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O que você pode fazer pelo seu carro


Como todo equipamento, um carro exige alguns cuidados básicos para ter uma vida mais longa. Se forem bem tratados, os veículos atuais podem rodar por muitos anos sem maiores problemas. Além disso, essas medidas preventivas, além de representar economia e segurança, garantem a valorização de seu patrimônio na hora da revenda. Clique nos itens abaixo e veja algumas dicas para conservar e prologar a aparência e a vida de seu carro.
ALINHAMENTO Junto com o balanceamento e o rodízio de pneus, o alinhamento é vital para a segurança, conservação e maior economia. Recomenda-se executar esses serviços a cada 10000 quilômetros para evitar o consumo prematuro dos pneus, o desequilíbrio do carro e o desgaste do sistema de suspensão e da direção.
ANTENAS Ela ainda é um objeto visado por ladrões e vândalos. Se for do tipo telescópico, elétrica ou não, tome o cuidado de sempre recolhê-la antes de deixar o veículo. Se for do tipo rosqueado, retire e guarde dentro do carro em local que não seja visível do lado de fora. O melhor é parar sempre em um estacionamento de confiança.
BANCOS Mesmo os revestidos de tecido sintético, que são bem mais resistentes, mancham. Vazamentos de produtos químicos, alimentos líquidos ou pastosos e barro encabeçam a lista dos maiores responsáveis pela sujeira. Para uma limpeza profunda, procure uma empresa de confiança para a lavagem. Os de plástico podem ser limpos com um pano úmido. Porém, é importante não deixar que a sujeira, ou a poeira em excesso, se acumule. Bancos revestidos de couro também necessitam de cuidados. Para limpá-los, use um pano umedecido. O couro de boa procedência é impermeável e não encharca, nem fica quebradiço com o tempo. O ideal é hidratar o couro com vaselina líquida a cada seis meses. Retire o pó e aplique a vaselina. Tire o excesso e espere três horas até o couro absorver o produto. Em regiões mais quentes e úmidas, essa manutenção deve ser feita a cada dois meses. Procure estacionar sempre à sombra, pois o sol tende a ressecar o couro, causando rachaduras irrecuperáveis em sua superfície.
CAMBAGEM É o ajuste que determina o ângulo entre o chão e a linha vertical da roda. O controle dessa inclinação, que pode ser positivo ou negativo, influencia as características de rolamento das rodas. Um sinal de que existe problema na cambagem é o desgaste irregular dos pneus. Uma checagem nas rodas a cada 10000 quilômetros, incluindo aí o rodízio dos pneus, é indicada. Oficinas especializadas fazem a leitura da inclinação por meio de sensores eletrônicos. Havendo necessidade, o acerto é feito apertando ou soltando um jogo de parafusos no braço de suspensão da roda ou diretamente no eixo. O alinhamento e o balanceamento devem ser incluídos no ajuste para que o acerto seja realmente eficiente
CATALISADOR É um dispositivo instalado no escapamento com a função de transformar substâncias poluentes em gases menos nocivos à atmosfera. Dependendo da qualidade do combustível utilizado, pode durar 80000 quilômetros. Porém, está sujeito a danos especialmente por estar instalado na parte inferior do veículo. Evite entrar em poças de água profundas e procure desviar de pedras maiores, que podem causar estragos. Catalisador danificado perde a eficiência, já que seus elementos internos, de cerâmica, se desfazem e não conseguem mais transformar os gases. E um novo custa bem caro.
CINTO DE SEGURANÇA Peça fundamental para a segurança do motorista e dos passageiros e de uso obrigatório por lei. Verifique sempre se os engates e os pontos de fixação da peça estão bem conservados e presos. As tiras devem estar bem costuradas e sem folgas. Os mecanismos também devem ser constantemente lubrificados. A manutenção inclui uma limpeza regular. Um pano umedecido com um detergente suave é indicado para manter as tiras limpas.
EQUIPAMENTOS DE EMERGÊNCIA Se não tiver estepe, extintor de incêndio e o triângulo de sinalização no carro, você pode ser multado, já que a legislação o obriga a tê-los. Equipamentos como macaco ou chave de roda são de apoio, mas não são obrigatórios. Porém, todos são de extrema utilidade e nunca podem faltar em um veículo. Cuide para que estejam sempre à mão e em plenas condições de uso. Estepe: Deve estar sempre calibrado e balanceado. Se precisar usá-lo e ele estiver murcho, prefira colocá-lo na parte traseira, instalando o pneu bem calibrado na frente. Extintor: Num incêndio, retire o lacre de inviolabilidade, levante a alavanca e aperte o gatilho na direção do fogo. Triângulo: Indica que um carro parado está com problemas. Deve ser colocado a uma distância de, no mínimo, 50 metros do veículo. Macaco: Atenção redobrada às instruções de uso que vêm no manual do proprietário. Macaco mal colocado pode causar acidentes. Chave de roda: A melhor é a do tipo cruzeta, que permite o uso dos pés para ajudar a soltar os parafusos da roda. Há outros itens que podem ser bastante úteis em emergências ou ocasiões imprevistas: luvas de tecido, panos para limpar as mãos e para forrar o chão (no caso de uma troca de pneu) ou os bancos e o porta-malas (quando for transportar algum objeto sujo ou molhado).
ESCAPAMENTO Com o uso constante, sofre desgaste provocado pelos resíduos corrosivos de combustível e óleo e deve ser trocado sempre que apresentar buracos ou rachaduras, para não comprometer o bom desempenho do motor. Composto por câmaras de expansão, conversores catalíticos e tubos, é o sistema responsável por recolher e eliminar os gases queimados no processo de combustão no motor, bem como pela redução do nível de ruído produzido por seu funcionamento, graças a um silenciador interno. Ele abafa o ruído do escape. Dentro do silenciador, há tubos perfurados e defletores que desviam o fluxo do gás, reduzindo sua velocidade e a pressão. Isso diminui as vibrações e o ruído.
FARÓIS A maioria dos motoristas não sabe, mas é necessário fazer revisões periódicas dos faróis do carro. As lâmpadas devem ser trocadas a cada dois anos, aproximadamente. Além disso, buracos e depressões nas cidades e estradas fazem com que os faróis percam a regulagem de fábrica em até três meses. Por isso, recomenda-se fazer uma revisão completa a cada noventa dias. Lembre-se: olhos ofuscados por luz alta podem demorar até meio minuto para se recuperar. Quanto maior a velocidade, maiores os riscos de acidentes.
FUSÍVEIS São simples de trocar porque geralmente a caixa que os contém encontra-se em lugares de fácil acesso. O mais difícil é saber a que setor eles se referem. Por exemplo, se os faróis não acendem, a busca começa pelo quadro de fusíveis. Ele varia de lugar conforme o modelo do veículo. Para identificar a peça danificada, verifique um a um. Os queimados apresentam a fina lâmina interna rompida. Na dúvida, procure a informação no manual do proprietário (sempre uma leitura obrigatória), onde encontrará o esquema das posições de cada peça e seu equivalente. Em carros mais modernos, com eletrônica embarcada, a queima de fusíveis é mais rara. Em todo caso, é bom ter alguns de reserva no carro.
LATARIA Nos carros atuais, ela já vem bem protegida de fábrica contra ferrugem e outros agentes nocivos ao metal. Também não é difícil conservar a lataria do veículo contra poeira ou barro. Contra acidentes ou vandalismo isso já é bem mais complicado. Riscos, batidas de porta em estacionamentos ou ainda pequenos amassados que aparecem por alguém ter encostado no carro acontecem com freqüência. O mais importante é não deixar o conserto para mais tarde. Isso pode significar prejuízos maiores que os da batida. Pequenos retoques, “martelinho de ouro” e outros recursos são facilmente encontrados em serviços de reparos rápidos para resolver esses problemas. Procure fazer sempre, no mínimo, dois orçamentos antes de ordenar o serviço.
LIMPADOR DE PÁRA-BRISA É um equipamento de primeira necessidade. Seu bom funcionamento é sinônimo de segurança, em dias de neblina ou chuva. Verifique periodicamente a pressão do braço do limpador, a borracha das palhetas (se ela passa e deixa marcas no vidro, está na hora de trocá-las), bem como o jato do esguicho de água do pára-brisa.
LUZES O bom funcionamento das luzes é fundamental em um veículo e pode evitar situações de perigo. E não só os faróis. Lanternas, piscas, luzes de freio e de ré, iluminação interna, luzes do painel, bem como a fonte de energia – a bateria –, devem ser constantemente checados para que não haja surpresas. No caso da bateria, observe se os cabos estão oxidados (geralmente há o acúmulo de um pó pastoso esbranquiçado), ou se estão frouxos ou soltos.
PINTURA A pintura lisa ou sólida é a mais comum (e mais barata) e usa apenas pigmentos de cores. Utiliza-se laca ou esmalte para essa camada. Na pintura metálica, a tinta recebe a chamada carga de efeito, ou seja, laca acrílica e pigmentos de alumínio que deixam a superfície brilhante. A pintura perolizada leva pó de pérola e pigmento de mica (de origem mineral), que tornam as cores mais intensas. Embora a formulação das tintas tenha evoluído consideravelmente nos últimos tempos, tornando a superfície pintada mais resistente ao ataque de produtos químicos, certos cuidados devem ser tomados para mantê-la em ordem. Lave sempre que pegar poeira ou barro, após transitar em estradas de terra ou sob chuva. Não utilize querosene nem solvente. O ideal é usar um detergente bem suave, lavando e enxaguando rapidamente toda a superfície. Não deixe secar ao sol. Encerar e polir com regularidade, no mínimo a cada 90 dias, é importante para conservar a pintura e a boa aparência.
RODAS Buracos e guias são os seus maiores inimigos. Elas amassam e entortam em choques mais fortes e só uma troca resolve o problema. Rodas em bom estado e pneus com especificação correta, devidamente calibrados, evitam desgastes, melhoram a segurança e economizam combustível. Para cada tipo de veículo, existem rodas com medidas adequadas para não prejudicar seu desempenho. Portanto, não é só a beleza que conta na hora de escolher rodas que não sejam originais de fábrica para seu carro.
TETO SOLAR Esse equipamento exige um bom funcionamento das borrachas de vedação e lubrificação das articulações. É preciso ler o manual de cada fabricante com atenção, pois só ele contém as informações específicas para que você cuide bem do seu teto, prolongando sua vida útil. Quando o carro já sai de fábrica equipado com ele, não há problemas de desvalorização na hora da revenda. Atenção: o mesmo não acontece se o teto for colocado depois.
VIDROS Para evitar riscos precoces, nunca ligue o limpador de pára-brisa quando o vidro estiver seco. Ele normalmente acumula poeira, óleo e outras sujeiras. Para lavar os vidros, utilize sempre muita água com detergente suave ou limpa-vidros e uma flanela macia. Não deixe que a sujeira se acumule. Eles devem estar sempre bem limpos para não prejudicar a visibilidade, principalmente, e contribuem com a boa aparência do veículo.

domingo, 5 de outubro de 2008

Chevrolet confirma Malibu no Salão do Automóvel

Sedã norte-americano poderá ser comercializado no país
A Chevrolet confirmou a sua terceira atração para a 25ª edição do Salão do Automóvel, que acontecerá entre os dias 30 de outubro e 9 de novembro em São Paulo (SP). Trata-se do Malibu, sedã grande (para os padrões brasileiros) que foi eleito como o carro do ano nos Estados Unidos.
Segundo a montadora, o carro virá em um primeiro momento apenas para exposição, mas poderá ser comercializado de acordo com a aceitação do público. Caso realmente seja vendido por aqui, o Malibu concorreria com Ford Fusion e VW Jetta, ficando posicionado entre o Vectra e o Omega.
Todos os modelos contam com itens como airbag duplo frontal e do tipo cortina, freios com sistema anti-travamento (ABS) e controle de tração. O sedã usa um motor 2.4 Ecotec de quatro cilindros, que gera 171 cv de potência.
A marca afirmou que, além da versão movida a gasolina, o Malibu híbrido exibido durante o Quatro Rodas Experience também estará exposto na mostra paulista. O Camaro conversível e o elétrico Volt são os outros modelos confirmados pela GM.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

No duelo entre C4 Picasso e Scénic, detalhes favorecem Citroën


Apesar de ser quase R$2.000 mais cara, a Grand C4 Picasso tem concepção mais moderna e desempenho mais empolgante que o da Renault Grand Scénic
Uma diferença de quase R$ 2.000, mais exatamente R$ 1.810, pesa em qualquer bolso, mas quando ela se refere a dois veículos com preços de quase R$ 90 mil, a importância dessa diferença diminui. No caso deste comparativo, entre as minivans Renault Grand Scénic e a Citroën Grand C4 Picasso, não só ela perde relevância como até se justifica. As diferenças entre elas podem parecer detalhes, mas poucas vezes detalhes pesaram tanto a favor de um produto contra o outro. Neste caso, a favor da Citroën. Para começar, as duas são importadas da França. Também têm preços próximos, tamanhos próximos, motores de cilindrada igual e o mesmo número de lugares, para sete passageiros. Quem quiser olhar as fichas técnicas de ambas, logo abaixo, verá também que as suspensões seguem a mesma disposição, que os freios são a disco nas quatro rodas e que até as rodas são da mesma medida, de aro 16”. Teoricamente, comprar uma ou outra seria como trocar seis por meia-dúzia, mas a escolha está longe de ser tão simples. A razão mais forte para isso é que, apesar de ambas serem novidade no mercado brasileiro, a Renault Grand Scénic está prestes a sofrer mudanças estéticas importantes, o que fará o modelo atual perder valor mais rápido. Considerando sua data de lançamento, ela poderia ter sido trazida ao Brasil bem antes, mas sabemos que foi o câmbio favorável que facilitou sua importação justamente agora. A Grand C4 Picasso, apresentada há menos tempo, se aproveitou do mesmo quadro, mas tem mais tempo de vida pela frente. Mesmo que fosse só isso o que pesasse a favor da minivan da Citroën, a balança continuaria bastante desequilibrada. O caso é que há mais fatores que tornam a Grand C4 Picasso uma compra mais interessante.Ao volantePara começar, a minivan da Citroën tem algo que a Scénic só conseguiria ter com uma reestilização. Trata-se do sistema VisionSpace, que, em miúdos, traz a linha superior do pára-brisas quase até a cabeça do motorista, o que permite uma visibilidade que nunca tivemos em nenhum carro que não fosse conversível, por exemplo. Com isso, motoristas mais altos conseguem enxergar o semáforo quando estão esperando perto da faixa de pedestres, algo realmente extraordinário.Para evitar que o sol ofusque o condutor em finais de tarde de outono, os pára-sóis correm por trilhos até o nível em que eles ficariam posicionados se o teto não fosse recuado. Com isso, o motorista continua capaz de proteger os olhos sem, com isso, perder seu campo de visão.Apesar de maior (4,59 m, contra 4,50 m, da Scénic), a Grand C4 Picasso é mais leve (1.560 kg, contra 1.645 kg) e mais potente (143 cv, contra 138 cv), com mais torque disponível (200 Nm, contra 187 Nm). As duas minivans contam com câmbios automáticos de apenas quatro marchas, o que prejudica ambas, mas, na Citroën, quase não se nota a falta que uma quinta marcha faz.A experiência de dirigir as duas é completamente diferente. Enquanto a Grand C4 Picasso responde prontamente aos comandos do acelerador, reduzindo as marchas sempre que o motorista precisa, a Grand Scénic teima em achar que deve deixar o motor crescer de giro sozinho em vez de reduzir a marcha, mesmo quando um caminhão se aproxima rápido demais no lado oposto em uma ultrapassagem. Isso mesmo com o sistema Proactive, que teoricamente aprende a maneira de conduzir da pessoa que está atrás do volante. Das duas, a Citroën é única em que se pode confiar plenamente na estrada.Em curvas, as duas são tão estáveis quanto a altura permite. E se saem bem, considerando sua proposta familiar. A Grand C4 Picasso se destaca pelo comportamento mais esportivo. A visibilidade é ótima nas duas, com vantagem para a Grand C4 Picasso, e o que não é tão fácil de ver os sensores ajudam a enxergar, especialmente em manobras de estacionamento. Ambas têm sensores na dianteira e na traseira.A letargia da Grand Scénic não interfere no conforto que ela oferece aos passageiros, que fica no mesmo nível do que a Grand C4 Picasso proporciona. Como já dissemos, as duas carregam até sete pessoas e o espaço interno para os passageiros da segunda fileira de bancos é bem razoável em ambas. Na terceira fileira não se recomenda que adultos viajem, apenas em trajetos curtos. Ali, só gente miúda.MercadoComo as duas são importadas, elas, por uma questão de prudência das empresas, vêm só nas cores mais vendidas do mercado, os famosos preto e prata. É a garantia de que o que vier será vendido, ainda que demore um pouco.Dentre elas, pelo menos a Grand C4 Picasso tem a garantia de ser fabricada aqui por perto, na Argentina, em um prazo relativamente curto. A Renault Grand Scénic, que também poderia ser fabricada na América do Sul, não deve vir devido aos baixos volumes de venda. Uma prova disso, recente, é o Kangoo, que mudou completamente na Europa e chega agora ao Brasil com a aparência que está saindo de linha no Velho Continente. A desculpa de a plataforma não estar disponível não serve, uma vez que ela é a mesma do Mégane Sedan e da Grand Tour. Para justificar mais investimentos por aqui, a Renault, primeiro, precisa provar que caiu no gosto dos brasileiros, algo que o Logan e o Sandero estão fazendo por ela. Quem sabe num futuro próximo, com o mercado mantendo o crescimento atual, ela não escolha fazer aqui também modelos mais sofisticados? Será a única maneira de ela enfrentar com igualdade de condições um produto mais moderno, como a Grand C4 Picasso. Ainda que a vitória, como aconteceu neste comparativo, se dê nos detalhes.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

SEGREDO!-Chevrolet Viva aparecerá no salão como conceito


Sucessor do Corsa foi mostrado na comemoração dos cem anos da GM mundial
A última vez em que falamos no novo Corsa, de quarta geração, foi em outubro do ano passado. Na época, dizíamos que o carro substituiria o Astra. Um ano depois, a própria GM, na comemoração de seu centenário, resolveu voltar ao assunto, até porque muita água já correu por debaixo desta ponte desde então. E até imagens do novo carro ela revelou. A bem da verdade, o novo Corsa será apresentado no Salão do Automóvel deste ano como carro-conceito. Veja aí acima a foto da dianteira do novo hatch.Para começar, aquele Corsa que foi flagrado em uma oficina da GM, em São Caetano do Sul, serviu de base para um modelo novo, conhecido internamente como projeto Viva. Ele dará origem a uma família inteiramente nova de veículos, com sedã, picape e, quem sabe, perua e minivan (a nova Meriva européia). Para o lugar do Astra, o que deve ser oferecido será o novo Chevrolet Cruze, que será fabricado em São José dos Campos.Ainda que se pareça com o Corsa D, o novo carro terá uma dianteira diferenciada, mais ligada à nova identidade visual da Chevrolet no mundo. A plataforma também deve ser diferente da que o modelo usa no Velho Continente. O novo Corsa deve usar a plataforma do Corsa atual alongada (só para a marca manter o costume).Com isso, o carro, que na Europa tem 2,51 m de entreeixos, pode ser um pouquinho maior por aqui. Seu motor será, infelizmente, o mesmo 1,8-litro atualmente comercializado, mas com potência ampliada para 129 cv. A GM continuará a dever, nos modelos pequenos, motores mais atuais, como os Ecotec vendidos na Europa.Na época, cogitávamos que o modelo que ficaria no lugar do atual Corsa possivelmente seria o Aveo, vendido atualmente na China, nos EUA e na Europa. A mesma plataforma usada no Celta, da segunda geração do Corsa (a primeira fabricada aqui), seria alongada e utilizada para abrigar a carroceria do carrinho, possivelmente com mudanças visuais. O Aveo tem 2,48 m de entreeixos, mas vocação de carro menos sofisticado do que o futuro Corsa/Viva. Também teria versões hatch e sedã. Se vier, talvez ele entre no lugar do Celta.Sejam quais forem os planos da GM, o que é certo é que o novo carro-conceito que a empresa apresentará no Salão do Automóvel deste ano antecipa o sucessor do Corsa. Aos visitantes e apaixonados por veículos, vale ficar de olho.