quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Negócio - Sonho sem pesadelo


Embora toda compra seja emocional, é preciso usar um pouco da razão no momento de adquirir veículo usado, tomando cuidados importantes antes de assinar o cheque
Ao comprar um carro usado, de particular, em feiras, agências ou concessionárias, o consumidor deve deixar de lado a paixão à primeira vista e tomar alguns cuidados importantes para não arrumar um verdadeiro "casamento forçado", sem direito a divórcio.
Mecânico É sempre bom levar um mecânico de confiança para uma análise geral do carro. Ele pode identificar problemas mais sérios. Se não for possível, o comprador deve fazer um test-drive, observando se sai fumaça azulada do escapamento, sintoma de que o motor está queimando óleo e, em breve, precisará de uma retífica; se a caixa de marchas emite barulhos diferentes, como um ronco, que é sinal de problemas; se a suspensão range ou permite que a carroceria balance muito ao passar por lombadas, o que significa que os amortecedores precisam ser trocados; se o volante está alinhado, pois, quando entorta em cima, é sinal de que algo também entortou embaixo; e se os freios estão funcionando perfeitamente (pedal não pode estar esponjoso, distância de parada não pode ser muito longa, entre outros).
Lanterneiro Mais importante do que levar um mecânico é pedir a um lanterneiro que examine o carro, pois a aparência, que é fundamental para a sua valorização ou não, depende, principalmente, do estado da lataria e da pintura. Esse profissional, com certeza, poderá identificar o tipo de acidente em que, porventura, o veículo tenha se envolvido e se o serviço de reparo foi de qualidade. Se não for possível levar um lanterneiro, observe se as portas, capô, pára-choque e tampa traseira estão alinhados ou se existem diferentes tons na pintura, que são sinais de que o carro se envolveu em alguma batida.
Pneus Observe bem o estado dos pneus, pois eles são caros. Um pneu 175/70 (medida mais comum) custa em torno de R$ 200. Se o comprador tiver que trocar os quatro, vai gastar cerca de R$ 800. Existem algumas malandragens de vendedores inescrupulosos, como virar o dano (rasgo, ovo etc.) para o lado de dentro, dificultando a visualização por parte do comprador.
Hodômetro Observar a quilometragem que aparece no hodômetro do veículo é importante, mas ela não é garantia de nada, pois atualmente existem fraudadores capazes de adulterar qualquer equipamento, seja ele digital, seja mecânico. Por isso, é fundamental que a quilometragem registrada no hodômetro seja compatível com o estado geral do veículo. Muitas vezes o carro acusa uma quilometragem baixa, que não condiz com o desgaste avançado de pedais, volante, alavanca do câmbio e até revestimento dos bancos. Nesses casos, provavelmente o hodômetro foi adulterado.
Motor trocado O comprador tem que prestar muita atenção ao comprar um veículo que teve o motor trocado, para não levar um verdadeiro "abacaxi" para casa. O Detran passou a exigir o número do motor no ato da transferência. Existem muitos carros rodando por ai que tiveram o propulsor trocado, mas o antigo proprietário não providenciou a regularização no Detran. Nesses casos, o comprador não consegue a transferência, porque o número do motor não bate com o que está registrado no órgão de trânsito. Algumas agências recorrem a um serviço privado de pesquisa, que informa se o número do motor é o mesmo registrado no Detran. Outro problema gerado por essa exigência é que, em alguns veículos (como Fiat Marea, Ford Ranger, entre outros), o número do motor fica tão escondido que o comprador tem que levar o carro a uma concessionária, para que sejam retiradas algumas peças (dependendo do veículo, esse serviço pode custar até mais de R$ 300) e emitido um laudo informando o número do motor. Portanto, carro com motor trocado precisa ter nota fiscal do novo propulsor.
Particulares Ao comprar um carro de particular, os cuidados devem ser maiores, principalmente com a documentação. Também é preciso cautela com algumas pessoas que se apresentam como particulares, mas que, na verdade, são vendedores profissionais não-regulamentados. Essas pessoas podem, inclusive, comercializar veículos salvados de segurados (os chamados perda total), sem informar ao cliente sobre isso.
Agências Se for comprar carro em agências, prefira aquelas que já estão há mais tempo estabelecidas no mercado. Procure também informações sobre a idoneidade do estabelecimento, perguntando por exemplo a quem já fez negócio com a empresa.
Feiras O cuidado também deve ser dobrado nesses locais e o negócio somente deve ser fechado na segunda-feira (as feiras são geralmente nos fins de semana), depois de uma ampla consulta aos órgãos de trânsito sobre multas, queixas de furto, impedimentos etc.
Carros PT Outros "abacaxis" que circulam por ai são os carros batidos que são dados como perda total pelas seguradoras e acabam vendidos em leilões. Tem muita gente recuperando esses carros e os vendendo como se não tivessem se envolvido em um grave acidente. Além do problema da insegurança, o comprador desse tipo de veículo tem o desgosto de não conseguir fazer seguro do veículo, pois as próprias seguradoras não aceitam (elas têm uma lista com os números de chassis desses carros) e não informam aos Detrans e ao público de uma forma geral (por meio de sites, por exemplo) quais veículos foram dados como perda total. Pesquisar junto às seguradoras para saber se elas fariam seguro do veículo pretendido é uma atitude providencial para evitar a compra de um carro perda total.
Micos Não custa nada fazer uma pesquisa de mercado para saber se o carro que está sendo comprado é daqueles que acabam gerando um "casamento", em vez de um negócio.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Ford divulga imagem do novo Fusion

Modelo estará disponível no próximo ano aos americanos
A Ford divulgou nesta quarta-feira (29) uma fotografia da versão 2010 do Fusion norte-americano, sedan médio da marca. As linhas do automóvel ficaram mais agressivas, com faróis angulados e uma grade cromada ainda maior. Segundo o press-release divulgado pela marca, o fabricante disponibilizará três motorizações: um quatro cilindros Duratec, de 2,5L e 174cv, uma versão retrabalhada do V6 3,0L com 240cv, e por fim, um novo propulsor V6 3,5L com impressionantes 263cv. Todas as versões utilizarão o câmbio 6F35 da Ford, automático de seis velocidades.

Manutenção - Começando do zero

Pneus com menos de 1,6mm de sulco devem ser substituídos. Fique atento para as luzes vermelhas de advertência


Você acabou de fechar o negócio e, embora esteja feliz com o carrão, não sabe como o ex-dono cuidava dele. Para evitar decepções, é bom tomar alguns cuidados iniciais Para que a felicidade com a compra do carro usado não se transforme em decepção, comece criando um novo plano de manutenção para o veículo. Substituir algumas peças, como a correia dentada, por exemplo, pode evitar grandes prejuízos depois.
Correira dentada A sua troca deve ser a primeira providência após a compra do carro, pois, se arrebentar, pode danificar válvulas, pistãos e até bielas, causando um grande prejuízo.
Óleo A troca deve ser a segunda medida depois de receber as chaves, pois o óleo é responsável não só pela lubrificação como pela refrigeração do motor. É importante lembrar que o filtro também deve ser substituído, para evitar a contaminação do óleo novo. O produto tem que ter as especificações previstas no manual do proprietário, e deve ser trocado a cada seis meses ou 5.000 quilômetros.
Filtros São baratos e vale a pena trocá-los após fechar o negócio. Além dos filtros de combustível e de ar, não se esqueça do filtro de cabine, do sistema de ar-condicionado, que pode evitar doenças respiratórias.
Líquidos Como você não sabe quando o proprietário anterior trocou o fluido de freio e da direção hidráulica e o líquido do sistema de refrigeração, o melhor é levar o carro ao mecânico de confiança e pedir que ele faça a substituição de todos.
Pastilhas e lonas Assim que puder, faça uma revisão do sistema de freios, trocando, além do fluido de freio, pastilhas e lonas, para evitar que elas danifiquem discos e tambores.



Filtro de ar sujo aumenta o consumo de combustível. Verifique também o estado dos cintos de segurança
Cinto de segurança Todos os cintos de segurança devem ser substituídos após choques frontais, "off-set" (de quina), laterais ou capotamentos. Portanto, se existe a suspeita de que seu carro esteve envolvido em algum acidente, e foi submetido a um esforço muito grande, é melhor trocá-los, para que possam salvar as vidas dos ocupantes na próxima vez. Lembre-se também de que o cinto tem data de validade (geralmente fica numa etiqueta, na fita do cinto).
Luzes Peça a um eletricista de confiança para checar se todas as luzes do painel estão funcionando de forma correta, pois são alertas sobre problemas. Fique de olho principalmente nas luzes de pressão do óleo (indica que o nível está baixo e você deve parar no primeiro posto para trocar ou completar, com o óleo correto), de temperatura (se piscar de forma intermitente é sinal de que o motor está com superaquecimento e você deve parar o carro imediatamente), de freio (que indica problemas no circuito, como nível de fluido muito baixo) e de cinto (que vai lembrá-lo de colocar o cinto, que pode salvar sua vida e evitar multa de R$ 127,69 e perda de cinco pontos no prontuário).
Pneus Não devem ter sulcos com menos de 1,6 mm de profundidade, "ovos" nas laterais ou rasgos na banda de rodagem para poderem oferecer segurança. Você também deve ficar atento para saber se o pneu tem as especificações corretas para o seu veículo, como índices de carga e velocidade, pois o antigo dono, para economizar na hora da venda, pode ter colocado pneus diferentes, que não são apropriados para o desempenho do carro. Não se esqueça também de calibrá-los corretamente antes do primeiro passeio.
Alinhamento e balanceamento São procedimentos relativamente baratos e devem ser feitos logo que possível, para evitar o consumo prematuro dos pneus, o desequilíbrio do carro e o desgaste do sistema de direção.
Equipamentos Lembre-se de conferir se o estepe, a chave de roda e o macaco estão em condições de uso, para não ter que ficar no acostamento esperando por uma ajuda.
Recall Ligue para o serviço de atendimento da marca e procure saber se existe algum tipo de recall (chamado para substituição gratuita de componentes com defeitos) programado para o seu veículo e se o dono anterior o levou até o concessionário para essa troca. Você terá que fornecer o número do chassi.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Preço não é tudo

Carro de custo ultrabaixo traz mais dúvidas do que certezas
Ainda é cedo para tirar conclusões, mas a crise econômica global pode trazer reflexos profundos à gama de produtos da indústria automobilística. Em cada continente o cenário apresenta contornos diferentes. Nos EUA, apesar da queda de 50% no preço do petróleo, parece irreversível a diminuição do tamanho dos carros e um encolhimento de participação de picapes e utilitários esporte nas vendas totais. O consumidor americano - meio a contragosto - aparentemente se convenceu de que sedãs/hatches/stations são mais racionais para o uso nas cidades. Devem voltar a representar mais de 60% das vendas totais em curto prazo. A sociedade aprendeu que, além do preço da gasolina, pesa bastante a dependência de países complicados para fornecimento de petróleo.No outro lado do Atlântico, a Europa sempre forçou o uso racional por meio da forte taxação sobre os combustíveis. Porém, a idéia fixa sobre as emissões de gás carbônico (CO2) vai encarecer a produção e, provavelmente, a economia associada de consumo obtida em cada motor não compensará o preço mais alto dos novos modelos. É possível que a meta de diminuição gradativa de CO2 seja abrandada.No Japão sinais de mudanças são tênues. Motores a diesel não têm quase nenhuma aceitação por lá e os híbridos combustão-elétrico ainda patinam. Microcarros já fazem parte da paisagem urbana - mais de um terço do mercado - e talvez continuem a avançar.E o Brasil? Com ajuda dos biocombustíveis, em especial o etanol, a situação mostra-se de certa forma confortável. Cerca de 80% das vendas concentram-se em modelos compactos e derivados (inclusive picapes). Nos últimos tempos, se voltou a discutir a possibilidade de fabricar aqui os chamados veículos de custo ultrabaixo. Algo parecido ao indiano Tata Nano, por US$ 3.000, o mais barato do mundo. No recente Congresso da SAE Brasil, entidade de engenheiros da mobilidade, o tema mereceu um painel à parte.A realidade na Índia, onde motos e triciclos reinam, é bem diferente. O que se debateu foi a aceitação de um modelo similar no Brasil. Considerando a taxa de câmbio em torno dos 2 reais por dólar, acrescendo impostos e margens de comercialização, o Nano teria preço sugerido teórico de R$ 12.800,00. Ocorre que lhe faltam muitos componentes, desde a tampa do porta-malas à tampa do porta-luvas, sem contar o motor de baixa potência e rodas pequenas (12 pol.). No total, 12 itens. O estudo avaliou quanto o comprador estaria disposto a pagar para atingir o nível de equipamentos do carro nacional mais barato. A soma deu R$ 20,2 mil, mesmo compensando as duas portas a mais do indiano. O Mille de entrada custa R$ 23,2 mil.Encontraria compradores por uma diferença de preço tão pequena? Talvez sim, mas a questão crucial é se a procura sustentaria a viabilidade de produção. O Gurgel BR-800, fabricado entre 1988 e 1991, foi o produto nacional mais próximo do conceito Nano. Sem escala produtiva, nunca apresentou preço competitivo, apesar do generoso incentivo fiscal na forma de alíquota do IPI criada especificamente para o modelo (5%). Como preço não é tudo, o carro de custo ultrabaixo traz mais dúvidas do que certezas.
RODA VIVA
ANFAVEA vai propor ao Denatran um novo cronograma para instalação de rastreadores em todos os veículos, previsto para iniciar em agosto de 2009. O programa começaria em janeiro de 2010 pelos modelos mais caros. Gradualmente se estenderia ao restante da produção ate o final de 2010. Espera-se que roubos e furtos de veículos, além do preço do seguro, diminuam.
MOTOR a gasolina de 4 cilindros, 2,7 litros, 158 cv é o grande destaque da Hilux 2009, que recebeu retoques na parte dianteira. Disponível só na versão SR, cabine dupla, 4x2, custa R$ 80 mil – cerca de R$ 18 mil a menos que a diesel equivalente. Traz conforto acústico ímpar para uma picape media. Toyota espera participação nas vendas de 10%, mas potencial é maior.
HILUX SW4 mudou mais visualmente e agora pode transportar sete passageiros (na última fileira, só de baixa estatura). Resultado indica certo rebuscamento de estilo, talvez desnecessário. Motor de ciclo Otto será flex, quando estiver disponível dentro de seis meses (Toyota admite, sem sinalizar prazo). Suspensões continuam muito bem acertadas e novo revestimento em couro bege, melhor.
EFEITO colateral da possível compra da Chrysler pela General Motors surgiria nas estatísticas globais de vendas de veículos. Embora sem importância para a conclusão das negociações, a GM recuperaria o posto de maior produtor mundial com certa folga. Este ano tudo indica que a Toyota alcançaria aquela posição, dependendo de alguns mercados. A empresa americana lidera há 77 anos.
NOVO triciclo nacional, o Pompéo, em desenvolvimento há dois anos, tem chamado atenção até no exterior. A motorização prevista está entre 250 e 500 cm³ de baixo peso. Há estudos de aplicação híbrida ou mesmo elétrica. Pormenores do projeto podem ser vistos em www.triciclopompeo.com.br .