sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Vendas de motos caem 18,58 % e fábricas dão coletivas

Queda brusca em relação a setembro fez com que Honda e Yamaha paralisassem a produção por dez dias em Manaus
Em outubro, foram emplacadas apenas 150.100 motocicletas – uma queda de 18,58% em relação ao mês de setembro, quando foram vendidas 184.368 unidades, segundo dados divulgados pela Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição dos Veículos Automotores.Em geral o setor de veículos – autos, comerciais leves, ônibus e motos - registrou retração de 13,81 %, ou seja, o setor de motos teve o pior desempenho. A principal causa da queda tão brusca é a dificuldade em se conseguir crédito, apontam os especialistas. O que prejudica em cheio o mercado de duas rodas, já que o financiamento respondeu por 40% das vendas em 2006, de acordo com dados da Abraciclo (Associação dos fabricantes do setor).“A aprovação do crédito não está acontecendo”, declarou Sérgio Reze, presidente da Fenabrave. Porém, Reze acredita que a crise é “menos” pior do que parece. “O barulho da explosão foi maior do que os estragos causados por ela”, afirmou ao se referir à crise mundial do sistema financeiro.O presidente da Fenabrave também aponta outra saída para o mercado de motos: “o consórcio é uma ferramenta que pode ajudar o setor de motos a reagir. Antigamente essa modalidade sustentava a indústria de duas rodas”. Só para se ter uma idéia, em 2000, 58% das vendas de motocicletas foram feitas por meio do consórcio, segundo números da Abraciclo. Em 2006 esse percentual caiu para 36%.Apesar da queda de quase 20% na veda de veículos de duas rodas, Reze afirmou estar otimista e não vê motivos para pânico. “Novembro não será pior que outubro”. Parte de seu otimismo vem das vendas acumuladas. O setor de motos registra um crescimento de 19,86 % em 2008. Entre janeiro e outubro deste ano foram emplacadas 1.657.962 contra apenas 1.383.259 no mesmo período de 2007. Além disso, o crescimento acumulado ainda está acima da projeção que a Fenabrave fez para o setor em 2008. Segundo números divulgados no início do ano, a projeção de crescimento do setor de motos era de 18,50%. Férias ou ParalisaçãoEntretanto as montadoras estão mais cautelosas que os distribuidores. Em função da crise, que atingiu seu ápice no início de outubro, Honda e Yamaha paralisaram parcialmente a produção de motos de baixa cilindrada durante dez dias no final do mês passado – entre 20 e 30 de outubro. Procurada pela Agência INFOMOTO, a líder de mercado, Honda, não se pronunciou oficialmente sobre os motivos da paralisação. A assessoria de imprensa da empresa afirmou que não se tratou de férias coletivas, mas sim de uma paralisação parcial. Duas linhas de montagem de até 150 cc ficaram inoperantes. Como resultado, a Honda deixou de produzir 40.000 motos no período.Já a Yamaha enviou um comunicado oficial admitindo as férias coletivas de 55% dos 4.289 funcionários de Manaus por dez dias. “O recesso, breve e parcial, se dá em meio à crise de confiança que tomou o Sistema Financeiro em âmbito mundial, cujos reflexos já são notados em nosso mercado de atuação. O primeiro sinal mais evidente foi a elevação de restrições à concessão de linhas de crédito direto ao consumidor, por parte de Bancos e Financeiras.”A Yamaha ainda anunciou que produziu apenas 24.000 das 42.000 unidades previstas para o mês de outubro. A Yamaha Motor da Amazônia também paralisou duas linhas de montagem de motos de baixa cilindrada. Contudo, Honda e Yamaha já retomaram a produção normalmente.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Desânimo sem vez

“Crise” não foi tema evitado nessa 25ª edição do Salão do Automóvel

Salões de automóveis costumam ter clima de festa e ninguém deseja que a palavra crise passe nem perto. Ainda assim, o tema não foi evitado nessa 25ª edição da exposição do Parque Anhembi, em São Paulo, que se encerra domingo (9/11). O balanço final indica que as marcas veteranas se assustaram menos que as novatas. Entre estas, as francesas mais que as japonesas. Nada que ameace investimentos ou lançamentos de produtos. Os próximos seis meses serão de observação e cautela.Executivos experientes, no entanto, projetam crescimento das vendas internas de até 5% em 2009 sobre o recordista 2008. Este ano a barreira de 3 milhões de unidades pode até não cair, mas, com certeza, no próximo. Dezenas de ações que incluem novidades de pequena, média ou grande repercussão estão nos planos de fabricantes e importadores para os próximos meses.Nosso salão internacional alcançou sucesso quanto à participação de público (cerca de 600.000 visitantes) e estréias. Primeiras unidades do novo Honda Fit, por exemplo, estavam lá. O carro, já nas concessionárias, cresceu em dimensões, além de ganhar motores mais potentes (ambos flex, independentemente da caixa de câmbio). A marca japonesa trocou o insosso câmbio CVT por um automático tradicional, segundo ela, a pedido dos clientes. Dodge Trazo, produzido no México em acordo com a Nissan, também estreou. Essa é versão sedã do Tiida, que recebeu nova grade, motor flex e chega em meados do próximo ano.Estreantes do início de 2009, Nissan Livina/Grand Livina (paranaenses), Citroën C4 hatch (argentino) e Mercedes-Benz CLC (mineiro) comprovam a diversificação de produção para o mercado brasileiro. A Ford não receou em mostrar o conceitual Verve 2-portas, base para o novo Fiesta, em 2010. Nem a Volkswagen titubeou ao antecipar a nova picape média argentina, prevista para a virada de 2009 para 2010. O modelo conceito Chevrolet GPix só disfarça o sucessor do atual Corsa e indica que haverá um utilitário esporte – de quatro portas e não duas, como no Salão – para enfrentar o EcoSport. Também tiveram vez os exercícios de idéias. A Fiat exibiu um bugue ecológico – motor elétrico e painéis de fibra natural –, enquanto a Renault ousou com um misto de picape e conversível de quatro lugares baseado no Sandero.Quem importa aposta que o novo patamar do dólar até a faixa de R$ 2,10 não trará grandes dificuldades. O preço do minúsculo smart 2-lugares – previsto em torno de R$ 55.000,00 pela Mercedes – custará quase a metade do que alguns chegaram a pagar. Motor de menos de 1.000 cm³ e baixo peso ajudaram nos impostos e no frete. Outros modelos permanecem nos planos, eventualmente em quantidades menores, como Chevrolet Malibu, Fiat 500, VW Tiguan.Outros importadores mantêm-se de prontidão. Do XC60, da Volvo, aos chineses estreantes com o compacto Lifan LF 520, passando pelos ágeis coreanos (os Hyundais i30 e Genesis; os Kias Soul e Rio). Continua a expectativa sobre a confirmação da nova fábrica Hyundai, em Piracicaba (SP), nos próximos dias.O fato é que os sustos da crise global merecem reflexão e prudência. No entanto, desânimo no Salão pareceu mesmo palavra deixada de lado.
RODA VIVA
REAÇÃO do Grupo Peugeot-Citroën à experiência bem-sucedida do Logan na Europa terá resposta à altura. Fontes agora confirmam o lançamento em 2010 de um modelo na mesma faixa de preço, porém com estilo mais atraente. O carro ainda é segredo guardado a sete chaves. Pelo menos inicialmente não seria fabricado aqui ou na Argentina. Mas, nunca se sabe...
MAHINDRA não produzirá automóveis, embora esteja atenta aos sinais do mercado brasileiro. Novo minivan Xylo, de oito lugares, a ser produzido em Manaus (AM) dentro de um ano, terá inicialmente motor diesel. Pawan Goenka, presidente da empresa indiana, afirmou que AVL (Áustria) e Bosch (Alemanha) já trabalham em um motor flex para o mesmo modelo em 2010.
LINEA, pelo preço competitivo em relação aos equipamentos de série, pode ir melhor que o Marea, apesar de não ser seu substituto direto. Motor de 1,85 litro/132 cv, câmbio manual automatizado mais suave do que no Stilo e suspensões bem acertadas destacam-se no dia-a-dia. Largura do habitáculo e alguns parafusos aparentes podem tornar difícil enfrentar esse segmento.
REGULAMENTAÇÃO do Denatran para dispositivos antifurto obrigatórios mudou um pouco. Além do cronograma para automóveis e comerciais leves se estender entre agosto de 2009 e agosto de 2010, dispositivos atuais de bloqueio na chave (transponder) agora são aceitos. Manteve-se a instalação de rastreadores GPS de fábrica e contratação opcional do serviço.
VISANDO especialmente quem dirige longas horas em estradas, está disponível o sistema que alerta, por som ou vibração, se o motorista tender a dormir. Preso na orelha (sensível à inclinação da cabeça para frente), custa em torno de R$ 20,00 a R$ 40,00. Empresa brasileira que o produz começa a distribuição em concessionárias de caminhões.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vendas caem em outubro

Restrição ao crédito pode ter influenciado queda
A crise econômica é o assunto da mídia. Se o preço subiu, é culpa da crise; se as vendas caíram, também. No mercado de carros não é diferente. Outubro teve queda de vendas em relação a setembro e em relação a outubro do ano passado (veja abaixo). O resultado foi logo creditado à situação econômica mundial.Mas é preciso observar quem é que está perdendo com a crise. Uma breve análise do mercado mostra que a crise não atinge todos os setores de forma idêntica. Ao contrário, alguns segmentos sofrem mais, outros menos. É claro que os segmentos dos carros mais baratos são mais atingidos, enquanto o mercado dos carros de luxo não está sendo atingido pela retração.Números de outubroAs vendas do Gol, o carro mais vendido no Brasil, caíram 17% e a do Pálio 22%. O Sandero perdeu 38% em relação às vendas do mês anterior, enquanto o sedã Siena perdeu 25%, e o Corsa Classic (com carroceria velha) 26%. Agora vamos para o outro lado do mercado:As vendas do Volkswagen Touareg, um carro que custa R$ 247 mil, se mantiveram estáveis, assim como as do Porsche 911 e da Ferrari. As vendas do X6, o utilitário esportivo de luxo da BMW, cresceram 14% em outubro, um carro que custa R$ 390 mil. E o Audi TT foi o modelo com o maior crescimento de vendas no mês da crise: aumento de 40% em relação a setembro. O Audi TT custa R$ 234 mil.O volume de venda dos carros de luxo é infinitamente menor do que os populares, mas o comportamento de vendas mostra claramente quem é que a crise está atingindo. Os ricos compram a vista, enquanto os menos afortunados dependem de crédito, que a crise está limitando.Restrição ao créditoA restrição ao crédito pode ter influenciado no comportamento do mercado de carros em outubro, mas a pequena queda de vendas registrada em relação a outubro do ano passado (- 2,4%) já estava prevista pelas montadoras, pois no segundo semestre do ano passado as vendas bateram todos os recordes históricos. A queda de vendas em relação a setembro foi maior: 10,9%, mas também nesse caso a retração é explicada: setembro teve o segundo melhor volume de venda mensal da história da indústria automobilística, com 268,7 mil unidades. Foram vendidos em outubro 239.266 veículos automotores, conforme dados preliminares do Renavam.A restrição ao crédito é responsável pela queda nas vendas, segundo dirigentes de montadoras. “A vontade de comprar persiste, o consumidor continua indo às concessionárias, mas a aprovação do crédito está mais rigorosa”, disse o diretor de uma das grandes montadoras à agência AutoInforme. O crédito – que fez explodir o mercado nos últimos dois anos – é a mola propulsora da venda de carros. Uma vez restrito, naturalmente tem impacto direto no volume de vendas. No entanto, as ações do governo anunciando socorro, especificamente aos consumidores de carros, abranda o medo da crise na indústria automobilística.O ministro Guido Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meireles, confirmaram aos dirigentes do setor que o presidente Lula não quer que a falta de crédito interrompa o ciclo de crescimento de vendas de veículos. Para isso, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal vão liberar crédito extra a partir desta semana.Outubro teve 23 dias úteis, o “maior” mês do ano, por isso a queda de vendas é ainda mais significativa. Foi a segunda pior venda diária do ano, com 10.403 unidades. Mas está longe de ser um volume desprezível. Ao contrário, outubro manteve o patamar de 10 mil carros/dia, número conquistado em julho do ano passado e que nunca mais caiu.Inflação tem a maior alta do anoOutubro registrou a maior alta da Inflação do Carro neste ano, 0,98%. O aumento do custo de manter e andar com o carro esta agora em 5,78% este ano.Nem os combustíveis, que não tinham subido de preço até agora, escaparam das altas do mês passado. A gasolina subiu 0,80% e o álcool 2,37%. Mas no acumulado do ano a gasolina subiu apenas 0,82% e o álcool 1,19%. O que está pesando no bolso este ano é a lona de freio já esta 23% mais cara. O balanceamento de rodas subiu 16% de janeiro a outubro e Estacionamento, que ficou 16,7% mais caro.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Rastreamento - Fora do mapa

Crown Telecom fecha as portas, mas garante manter contato e ressarcir clientes. VW tem responsabilidade solidária sobre equipamentos instalados nas concessionárias
A falta de contato e conseqüente sensação de desamparo acompanha clientes da empresa mineira de rastreadores de veículos via satélite (GPS) Crown Telecom há quase um ano. Com problemas desde o fim de 2007, depois de ter rompido contrato de fornecimento do serviço por parte da Volkswagen do Brasil, a Crown acabou fechando as portas em meados deste ano. Sentindo-se lesada pela companhia canadense WebTech Wireless (WEW), especializada em GPS, da qual era distribuidora exclusiva no Brasil, e a quem acusa pela quebra do contrato com a VW, a Crown busca na Justiça o ressarcimento dos prejuízos, avaliados em cerca de US$ 67 milhões (R$ 108 milhões calculadas na época do início da ação, em maio). Com a quantia pleiteada, espera ressarcir clientes e fornecedores, além de resolver seu passivo trabalhista. Em primeira instância, a Crown já obteve sentença favorável.A história começou em 2003, quando a Crown Telecom foi uma das pioneiras no serviço de rastreamento via satélite no Brasil. Dois anos depois, passou a ser a distribuidora oficial no país dos equipamentos WebTech e vendia o serviço diretamente ao consumidor final, sendo o aparelho fornecido a título de comodato. Com o crescimento da empresa e o aumento da demanda pelo rastreamento de veículos no Brasil, veio o contrato com a Volkswagen. A partir de dezembro de 2006, os rastreadores passaram a ser equipamento de série em praticamente todos os modelos da marca. Além disso, também podiam ser instalados dentro das concessionárias.
Rompimento
O contrato com a VW, de acordo com a Crown, era de dois anos. Distribuidora WebTech, a Crown fornecia os equipamentos à fabricante alemã, que os disponibilizava em seus modelos. Mas, seis meses depois, em junho de 2007, quando mais de 60 aparelhos já haviam sido vendidos, foi surpreendida com uma quebra de contrato pela Volkswagen. "O crescimento do mercado automotivo foi muito grande. Tínhamos a previsão de instalar 400 mil peças, mas a demanda da VW era de 560 mil. Isso gerou um certo estresse e a WebTech quis aproveitar a oportunidade para assumir diretamente esse contrato. Mas isso não pode ser feito, é uma interferência em contratos de outros", desabafa o fundador e presidente da Crown Telecom, José Antônio Pereira Júnior.E esse é o motivo central da ação movida contra a WebTech, cujos argumentos já foram inicialmente aceitos pelo juiz Geraldo Senra Delgado, da 24ª Vara Cível de Belo Horizonte, em sentença proferida no mês passado. A WebTech contestou a decisão e, no momento, os autos encontram-se conclusos para despacho.
Lesados
José Antônio Júnior alega que todas as reclamações de clientes que, até o momento, chegaram a seu conhecimento foram atendidas e afirma que está aberto a responder a todos os questionamentos (pelo e-mail presidencia@crowntelecom.com.br). A disponibilidade pode responder a anseios como o da técnica têxtil Lúcia Sarmento Gama Fogli, que comprou um VW Gol com o rastreador Crown exatamente em dezembro de 2006, em São Paulo. "A VW oferecia o serviço gratuito por um ano. Exatamente um ano depois, em janeiro de 2008, recebi um boleto de R$ 500 para a renovação e paguei, pensando que a manutenção do serviço estava em ordem. Mas depois ligaram querendo cobrar de novo, dizendo que eu não havia pago. Liguei para a concessionária VW e eles disseram que não havia mais vínculo", conta. Lúcia tentou contatos com a empresa, em vão.Menos sorte teve o dentista Bruno Castro Ferro, de Jaguariúna (SP), que teve o veículo furtado em julho. "Procurei a Crown de todas as formas, busquei informações na internet e vi que muita gente estava reclamando. Descobri até um telefone que seria do dono, mas não deu em nada", lembra Bruno, dizendo que, se o rastreador estivesse funcionando, provavelmente o carro teria sido recuperado. Em Belo Horizonte, logo no início das reclamações contra a Crown, Veículos mostrou o drama do empresário Rodrigo Aguiar (reportagem publicada em 13 de fevereiro de 2008), dono de quatro carros supostamente rastreados pela empresa com a qual ele não conseguia mais contato. Rodrigo teve uma Kombi furtada logo depois da reportagem e prejuízo, com a carga, de R$ 80 mil. "Cheguei a ir no escritório deles, que ainda estava funcionando, e me propuseram o ressarcimento do que eu havia gasto com o equipamento, mas o prejuízo que tive com o furto da carga foi muito maior", acrescenta.
Justiça
Para os consumidores lesados com a suspensão do serviço, claro que a tentativa ideal é um novo contato com a empresa. Mas, não surtindo efeito, a solução pode estar na Justiça. Segundo o advogado Geraldo Magela Freire, presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Minas Gerais, todos os consumidores que adquiriram o serviço antes do rompimento do contrato entre VW e Crown têm direito garantido por lei e a VW responde solidariamente (artigos 7º e 25º do Código de Defesa do Consumidor). Como o valor é baixo, a questão pode ser resolvida nos Procons.A coordenadora do Procon Municipal, Stael Riani, acrescenta que, conforme o tipo de contrato, também a concessionária que vendeu o carro e/ou instalou o equipamento pode ser responsabilizada. Já com relação à Crown, ela explica que a situação é mais complicada, já que a empresa não tem endereço para ser localizada. A questão teria de ser resolvida na Justiça comum, por meio de penhora eletrônica de bens, se ainda não foi decreta a falência, ou habilitação de crédito da massa falida, no caso de falência decretada. A VW informou que não vai se pronunciar sobre o assunto, já que se encontra na esfera judicial.
Endereço
No prédio em que funcionava a sede da Crown Telecom, na Avenida Raja Gabaglia, 1.781, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a informação é de que o andar antigamente destinado à empresa foi desocupado há cerca de quatro meses e, atualmente, já pertence a outra firma. Desde fevereiro, a central de atendimento não atende mais ligações e a página da empresa na internet (www.crowntelecom.com.br) atualmente exibe comunicado, em inglês, informando sobre o processo contra a WebTech.