terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Barulhos no Ford Fusion

Proprietários reclamam de barulho metálico e vibração nos freios
O que eu fiz para merecer esse barulho e essa vibração tão forte nos freios do meu Fusion?” Essa pergunta é sempre feita pelo advogado Rodrigo Valladão Nogueira, de Campanha (MG). Proprietário de um Ford Fusion 2006, ele diz que não agüenta mais esse ruído, que lembra dois canos de metal batendo um no outro. “É tão alto que os passageiros comentam e atrai até a atenção de quem passa pela calçada”, diz Rodrigo.
Além dos vários contatos que fez com o serviço de atendimento ao consumidor da Ford, o advogado levou o veículo diversas vezes à concessionária, que fica a 50 quilômetros de onde mora. “Já fizeram mais de dez tentativas para tentar eliminar o barulho e a trepidação no pedal. Tentaram ajustes, troca das pinças dianteiras, das pinças traseiras ou das duas, diversos tipos de graxas, antes e depois da montagem das peças nos discos... e nunca resolveram. O barulho diminuía e, depois de dois dias, voltava ainda mais forte. Até mandaram o carro para Belo Horizonte, mas voltou do mesmo jeito. Hoje tenho receio de usar o carro.”
O mesmo problema atormenta o gerente industrial José Antônio de Almeida, de Três Pontas (MG). “Desde que comprei meu Fusion 2007, foram mais de oito visitas à concessionária e mais de 100 dias sem o carro. A cada revisão, a reclamação era sempre a mesma, ou seja, ruído muito forte nos freios, tanto o dianteiro quanto o traseiro. Às vezes em ambos”, diz José Antônio.
Na revisão de um ano do seu Fusion 2007, o funcionário público Érico Marcelo Flores, de Porto Alegre (RS), reclamou pela primeira vez do forte ruído nos freios. “Sempre que eu passava por ruas de paralelepípedo ou por estradas com o pavimento irregular, dava para ouvir o barulho metálico vindo dos freios, em alguns momentos os dianteiros, em outros os traseiros. Já o levei mais de cinco vezes para a autorizada solucionar o problema. Na visita mais recente, pediram para deixar o carro e nem deram previsão de entrega”, afirma Érico.
Segundo nossa apuração feita em diversas concessionárias espalhadas pelo Brasil, o problema estaria em um pino de fixação que fica dentro do cavalete das pinças de freio. Por causa do tamanho desses cavaletes e de suas molas de fixação, que seriam fracas demais, com o passar do tempo os pinos apresentam folga, ocasionando o ruído. A trepidação ocorre porque as pastilhas e o cavalete vibram juntos, transmitindo essa trepidação ao pedal de freio.
O POVO RECLAMA
“Considerando as dez vezes que fui à concessionária, em média foi uma visita à oficina a cada dois meses. E não acharam a solução.”Ricardo Bueno Borges, empresário, Santa Rita do Sapucaí (MG)
“Levei meu carro mais de dez vezes à autorizada. Tentaram ajustes, trocaram cada uma das pinças duas vezes e não resolveram nada.”Carlos Eduardo da Silva, empresário, Itu (SP)
“Sempre que o carro sai da oficina, alguns dias depois o barulho volta.”Viegas Junior, empresário, Belo Horizonte (MG)
RESPOSTA
A Ford diz que sua área técnica está à disposição dos clientes para eliminar o ruído. E completa: “Salientamos, no entanto, que a questão não causa qualquer tipo de risco ao condutor.”


Por Waldez Carmo Amorim

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segredos e medos que o medo de dirigir pode revelar

Texto: Mirna Bom Sucesso
Às vezes, a vida parece estacionar no subsolo da experiência humana. E acordar, e levantar, e dormir é um guiar eterno em estrada sem curva. Madalena recebeu a maior oportunidade profissional de sua vida: gerenciar uma equipe de representantes de uma indústria de cosmético. O salário quadriplicaria. Hospedagem seis estrelas. Um carro importado zerinho para viajar de uma região a outra semanalmente. Era felicidade o que ela deveria sentir; em vez disso, sentiu o peito esmagado por um caminhão. Teve de dizer “não, obrigada. Não sei dirigir”.O gerente de Madalena riu. “Ok, damos um mês para você tirar sua habilitação”. Ele não estava entendendo. Dirigir era algo que ela nunca faria na vida. Não sentia que tinha nascido para a coisa. Diante de um volante, seus braços amoleciam, ficavam sem circulação.Já sofreu acidente de carro, Madalena? Não. Já viu alguém morrer no carro, Madalena? Não. Já foi atropelada, Madalena? Não. Então, Madalena, o seu medo é de assumir a direção da sua vida. Tire férias e pense. Procure um psiquiatra, terapeuta, macumbeiro, curandeiro, sei lá. Se vira! Volte com a habilitação.“Medo de assumir a direção da sua vida”. Todo mundo diz isso para quem tem medo de dirigir. Clichê. Psicanálise selvagem. O medo de Madalena era uma espinha interna, dessas que se anunciam apenas em vermelhidão. Agora, acordara dolorida e sem sinal de que eclodiria. Apertou. Doeu. Nada saía dali.O rapaz que acelerou sobre o corpo do frentista sabe dirigir. O rapaz que se suicidou na contramão sabia dirigir. O outro que atropelou não sei quantos na calçada sabe dirigir. Sabiam assumir a direção da própria vida? Não podia ser essa a lógica.Madalena procurou o psiquiatra, o terapeuta, o macumbeiro, o curandeiro. Não era mais pelo emprego, era pela espinha que não parava de doer.Pode ter sido um tratamento ou todos ao mesmo tempo. Um dia, simplesmente ela se lembrou... Se lembrou como se nunca tivesse esquecido. Como poderia ter esquecido aquilo? Quando criança, lá pelos seis ou sete anos, Madalena adorava carros. Especialmente o carro do tio, aquela máquina mágica que a levava ao encontro dos primos nas férias. Pedia ao tio para ficar dentro dele, na garagem. Sonhava em guiar aquela coisa o mais rápido possível.Era anos 80, ok. O tio deixava. Mas o primo mais velho, não. Ele dizia que sem ele era perigoso. Agora, a espinha latejava. De súbito, ela viu, ela estava sobre o colo do primo, subjugada pelo prazer dele.Não sabe ao certo quantas vezes foram, que ameaças ouviu para manter o silêncio por tantos anos. Recordava-se, porém, que, numa das tentativas de fuga, ele pressionou seus braços com tanta força que dedos vermelhos afloraram na pele branca. Era uma lembrança sem airbag. Esborrachou-se nela. Da espinha, agora, só sangue.Madalena tem feito o exercício de se sentar ao volante e se conscientizar de que só existem ele e ela. Não é fácil. É como acelerar na beira do abismo. Vez ou outra, tempestades de recordações a fazem pisar no freio. Mas, agora, ela sabe o motivo. Assumir a direção da vida talvez seja estar consciente das razões que nos fazem dizer sim ou não. Ela estava disposta a dizer sim ao prazer de guiar.E você? Jogue uma pedra no poço do seu medo de dirigir. Pode ser que o trânsito, a violência ou a insegurança a faça tilintar logo na superfície rasa. Mas, se o eco for mudo, aproxime-se, silencie e escute o segredo que ele pode revelar. Só podemos curar o que conhecemos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Volkswagen Arena, a nova picape do Gol, roda em mula de Polo

Nova utilitária da marca vem bem maior para enfrentar Fiat Strada, que domina o mercado
Na semana passada, o WebMotors publicou uma matéria sobre um Volkswagen Polo Sedan com a coluna B alargada. O modelo que vimos tinha um faixa com cerca de 20 cm, com isso, o novo carro chegaria a um entreeixos próximo de até 2,70 m.Depois que publicamos a matéria houve uma “chuva” de e-mails comentando a reportagem, assim como um, enviado por um ex-funcionário da VW, que contradisse nossa tese. A mula não seria a de um novo carro médio para a VW, mas sim para disfarçar a nova Saveiro. O nome da picape, inclusive, deve mudar: cogita-se o nome Arena para o novo modelo.O leitor, que por motivos óbvios não quer se identificar, acrescentou que há aproximadamente dois anos, no início do desenvolvimento do novo Gol, o Polo alongado já rodava por aí. A mula é montada com as mesmas chapas e assoalho da Saveiro atual, mas conta com o eixo traseiro do Golf para agüentar mais peso.O protótipo usa vidros laterais traseiros totalmente escurecidos, para esconder os lastros que simulam a utilização de carga. De acordo com nosso informante, a limusine de Polo roda livremente pelas rodovias de São Paulo, em direção aos campos de provas da Bridgestone, em São Pedro, e da Goodyear, em Americana.O mercado de picape pequenas deve ficar agitado, em 2009. A Fiat lançará a Strada cabine dupla e a Volkswagen chegará com a nova Saveiro/Arena. Recentemente o WebMotors publicou as imagens de uma mula da futura picape do Viva. Outra novidade para apimentar o segmento é a chegada da picape Peugeot 207. O que será então da Chevrolet Montana e da Ford Courier? Será que haverá espaço para tanta carga?Em breve a mula do novo carro deve dar lugar a seu protótipo, que começará circular com a roupa de costume, ou seja, camuflagem pesada. Se você, leitor, souber de algo mais a respeito disso, ou se conseguir flagrar qualquer novidade antes que ela seja oficialmente lançada, não hesite em entrar em contato pelo e-mail editorial@webmotors.com.br e nos enviar as imagens, pelas quais não haverá nenhuma outra remuneração que não o gosto de dividir a novidade com os outros leitores. Não se esqueça de autorizar expressamente a publicação das fotos e também de nos contar a história do flagrante em detalhes. A comunidade de leitores agradece!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Raio-x para não comprar um carro roubado



Veja os detalhes em que você deve prestar atenção antes de comprar um carro.
Quer saber como proceder na hora de comprar um carro? Clique na imagem abaixo e confira as dicas elaboradas pelo Centro de Experimentação em Segurança Viária (Cesvi) sobre como verificar a procedência de veículos e a identificar algumas técnicas de adulteração usadas pelos ladrões.

Comprar um carro de um particular ou em feiras livres em geral permite que você encontre ótimas ofertas. Mas também traz risco maior de deparar com um carro roubado. “É preciso ter cuidado com esses supostos negócios da China”, diz Cyro Vidal, presidente da comissão sobre direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo.
Segundo ele, cerca de 40% dos veículos roubados ou furtados no país não são recuperados e acabam em desmanches ou têm seus documentos fraudados e são vendidos no mercado de usados aqui ou em países vizinhos.
A fraude pode até não ser identificada na hora da transferência do automóvel para seu nome, porém dificilmente ela passará despercebida no momento de uma vistoria no Detran ou em blitze policiais. E, se isso acontecer, o carro será devolvido ao devido proprietário, deixando você com o prejuízo e a dor de cabeça de poder ser chamado a depor como portador de mercadoria roubada.