quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Chrysler aposta no 200C



200C faz parte de uma nova escola de design da Chrysler



Montadora quer driblar a crise e mostra conceito de sedã com motor elétrico
A ordem nos Estados Unidos é reduzir. E isso inclui principalmente as três grandes montadores locais: Chevrolet, Ford e Chrysler, que estão em momentos difíceis. Por isso, a terceira quer se redimir e voltar ao ritmo normal. Para tanto, ela mostra o conceito 200C no Salão de Detroit. Trata-se de um sedã de porte médio com visual totalmente diferente dos atuais modelos da Chrysler, mais compacto e objetivo. O design lembra um pouco o do Opel Insignia, apresentado pela General Motors no último ano. Os faróis são grandes e trazem iluminação com xenônio. A grade segue o padrão da Chrysler e tem acabamento cromado, assim como parte do parachoque. A lateral é lisa e possui poucos vincos. Na traseira, a forma diferente das lanternas acompanha o design arrojado da tampa do porta-malas, que traz um vinco chamativo. E há mais detalhes cromados nos parachoques.


Modelo conta com tecnologia híbrida e tem autonomia de 650 km

Por dentro, a tecnologia “verde” fica evidenciada nos bancos. O design lembra algumas plantas, principalmente pelos orifícios, que são feitos em forma de pétalas. O revestimento é branco e no volante ainda há mais acabamento cromado. Entre a farta tecnologia aplicada, destaque para os sistemas de conectividade encontrados no sedã. Sob o capô há tecnologia híbrida. Ele conta com um propulsor elétrico movido a baterias e um outro a combustão para recarregá-las. São 268 cv de potência e uma autonomia de 650 km, segundo a Chrysler. Além disso, o desempenho também surpreende por se tratar de um veículo elétrico. De acordo com a montadora, ele chega aos 100 km/h em menos de 7 segundos e tem velocidade máxima de 195 km/h.




Interior é bem diferente e se destaca pelas tecnologias de conectividade

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Toyota A-BAT, a picape conceito para Detroit

A japonesa Toyota vai mostrar nos Estados Unidos uma picape com “cara” e tamanho de automóvel
A Toyota mostrará no Salão Internacional de Detroit uma picape conceito chamada A-BAT. O grande diferencial do modelo é que, ao contrário da tendência mundial, onde os veículos são cada vez maiores, a Toyota buscou total versatilidade em um veículo utilitário de tamanho médio. Uma forma de fugir da tendência natural norte-americana, onde os modelos são grandalhões e bebem horrores. Com entre eixos de 2,85 m e 4,60 m de comprimento, o carro-conceito tem dimensões semelhantes às de uma picape média, como Ford Ranger ou Chevrolet S10 cabine simples.De acordo com Kevin Hunter, presidente do estúdio de design da Toyota, “esse é um modelo ‘verdadeiramente urbano’ pois preza pela mobilidade e robustez”. Outra vantagem de estar desenvolvida em um “espaço reduzido” é a eficiência do funcionamento do sistema híbrido, com motor elétrico e outro a combustão de quatro cilindros e baixas emissões de poluente.A idéia do A-BAT é essa: produzir um utilitário urbano com a praticidade de um automóvel. A versatilidade fica mais evidente quando os bancos traseiro, retráteis, se transformam em uma extensão da caçamba. Essa mesma “engenhoca” existe em um modelo da Chevrolet, a picape grande Avalanche. A GM chegou a cogitar a vinda do utilitário para o Brasil , mas o projeto (ainda) não se concretizou.Para manusear a carga, assim como entrar no veículo, a Toyota utilizou portas “suicidas”. A parte traseira ficou visualmente parecida com a cabine estendida da Fiat Strada. Porém o grande diferencial é poder usar o espaço como um avanço da caçamba ou como um confortável banco para passageiros. Neste caso não existe nada de banco da sogra.Para se tornar um “urbanóide” de marca maior a Toyota aplicou rodas de aro 19”, GPS, sensor de estacionamento, tomadas de corrente contínua, console que se transforma em mesa, bateria sobressalente, tomadas de 12V, laptop, internet por rádio e hard disk para ouvir música.Como o tempo no trânsito pode ser longo, o teto-solar capta energia para recarregar o sistema de navegação e luzes do painel. Outra opção de economia. Segundo Alan Schneider, chefe da equipe de design, "na hora de projetar este conceito embutimos a silhueta trapezoidal do Toyota Prius, com uma caçamba acoplada. Um novo conceito de picape".

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Teste de colisão revela carros perigosos

Crash test feito pela PRO TESTE constata que o Brasil exporta modelos seguros e vende mais no País a versão sem itens básicos de segurança.
A PRO TESTE fez um crash test (teste de colisão) com o modelo do Fox mais vendido no Brasil, e na comparação com o modelo europeu os resultados mostraram que, enquanto os passageiros do carro vendido na Europa não sofreriam grandes danos, o motorista brasileiro sofreria lesões tão graves que poderia morrer devido à falta de proteção aos adultos do banco da frente. Os modelos fabricados em São José dos Pinhais (PR) para o mercado interno não incorporam, como de série, os itens de segurança que adotam na Europa.
O motorista do Fox brasileiro testado sofreria ferimentos graves na cabeça, na nuca e no tórax depois do choque, o que muito provavelmente o levaria à morte. Já o do carro vendido na Europa teria danos mínimos na cabeça. A diferença se explica pela presença do airbag, que evita que o motorista bata a cabeça no volante, e de um cinto de segurança mais moderno na versão européia. No modelo europeu, o passageiro que viaja ao lado do motorista sofreria impacto apenas nas coxas. Já o brasileiro, ao menos, não teria risco de morte, mas machucaria seu joelho direito e sua cabeça.
O teste de colisão foi realizado com a metodologia da EuroNCAP (European New Car Assessment Program ­– Programa Europeu de Avaliação de Carros Novos). O veículo foi comprado anonimamente, em uma concessionária, como faria qualquer outro consumidor interessado em adquirir um Fox, e enviado para o mesmo laboratório na Alemanha que avaliou esse modelo brasileiro de carro, em 2005. O Fox foi o escolhido para o teste porque ele é fabricado no Brasil para o mundo todo. Já o Fox europeu foi testado pela própria EuroNCAP.
A PRO TESTE avalia que apesar do péssimo resultado, se fosse comparado com outros modelos nacionais semelhantes, o Fox brasileiro provavelmente seria considerado até mais seguro que os demais. A análise da carroceria do Fox mostra que ele foi projetado para ser um veículo seguro, mas de nada adianta a estrutura se os equipamentos essenciais de segurança não estão presentes.
O objetivo da PRO TESTE, com esse crash test,é pressionar todas as montadoras para que vendam, no Brasil, carros com igual configuração mínima de segurança que na Europa. Até porque a falta de segurança apresentada pelo Fox pode ser verificada na grande maioria dos automóveis mais vendidos do país.
A versão básica do Fox brasileiro é desprovida de uma série de itens de segurança, vendidos como opcionais. Na Europa, as concessionárias não vendem um carro sem esses itens. Portanto, os carros testados eram bem diferentes. Mas, apesar de uma eventual comparação ser injustificável do ponto de vista técnico, ela é válida porque essas são as versões mais vendidas nos dois mercados, e as mais acessíveis ao consumidor em cada país.
Não há qualquer lei, na Europa ou no Brasil, que obrigue todos os carros a ter itens básicos de segurança de série. Porém, na Europa, é impossível comprar um Fox sem dois airbags e um cinto de segurança moderno, com pré-tensionador, limitadores de esforço e aviso sonoro caso o motorista não o coloque.Veja as imagens do Crash Test do Fox.
Contatos: Vera Lúcia Ramos - Assessora de ImprensaTel (21) 9419-8852 / (11) 5573-3595 ramal 202 (11) 9102-3292PRO TESTE - Associação Brasileira de Defesa do ConsumidorRio de Janeiro - Av. Sernambetiba, 6420 CEP: 22630-013 FONE (21) 3906-3800. São Paulo - Rua Dr Bacelar 173,cj 52, Vila Clementino -SP.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Em busca da fluidez no trânsito


Harmonia com planejamento, apoio logístico e, sobretudo, vontade política
Os congestionamentos, mesmo em cidades médias, têm levado às críticas de praxe sobre o “excessivo” número de carros nas ruas. Na realidade, apesar dos impostos muito pesados sobre os veículos, os investimentos em infra-estrutura foram deixados de lado em razão do longo período inflacionário. Assim, nem os transportes públicos, nem as vias passaram por processos de ampliação e modernização. Na realidade até o tamanho da frota é desconhecido. Sabe-se o número de veículos emplacados diariamente, mas não os que deixam de circular ao fim de sua vida. Atestados de óbito para carros são raros. Muitos citam o atual número, quase cabalístico, de 6,5 milhões de veículos só na cidade de São Paulo. A frota real, porém, situa-se numa faixa de 20% a 25% abaixo do informado pelo Denatran. Basta verificar o Estudo da Frota Circulante Brasileira, do Sindipeças, baseado em taxas de sucateamento, roubos, furtos e acidentes com perda total. O trânsito poderia melhorar se a tecnologia fosse usada em harmonia com planejamento, apoio logístico e, sobretudo, vontade política. Uma alternativa das mais úteis é a vigilância eletrônica, hoje voltada quase totalmente para arrecadação com multas. Exemplo positivo: câmera Solo Terra, da empresa americana Autoscope, para monitorar veículos em movimento. Há representante no Brasil, a paranaense Perkons. O sistema baseia-se em visão computacional, incluindo câmera colorida e processador de vídeo em tempo real. Trata-se de uma unidade compacta, de fácil instalação em estruturas fixas, sem necessidade de embutir sensores no asfalto. As lentes possuem zoom de longo alcance, capazes de ampliar a área varrida, mesmo em condições climáticas adversas. Possibilita fazer gerenciamento das informações em tempo real por meio de GPRS (celular) ou links via rádio com custos compatíveis. Os órgãos de trânsito passariam a ter controle das situações anômalas e poderiam tomar decisões mais rápidas para solução dos problemas, antes da formação de longos congestionamentos. Entre as possibilidades estão detecção de presença, contagem e sentido de circulação de veículos, além de ocupação da pista, medição do tempo médio entre veículos e sua classificação por tamanho em até cinco categorias. Há outras configurações para gestão do trânsito, prevenção de acidentes e suas conseqüências na fluidez: tamanho da fila em cada faixa (no campo de visão da câmera), quantidade de veículos que se aproximam em grupos (define o perfil da via ou cruzamento), sentido das conversões (quando houver opção), identificação de pedestres, bicicletas e veículos parados na pista ou no acostamento, além de detecção de fumaça em princípios de incêndios. Uma câmera desse tipo é ideal para vias expressas e cruzamentos, mas também de grande utilidade em pontes, túneis e passagens em nível. O consumo de energia baixo permite utilizar painéis de energia solar. Em dias de chuva forte transforma-se em complemento eficiente aos agentes de trânsito, que vêem seu trabalho bastante prejudicado e, muitas vezes, ficam impedidos de atuar em função dos alagamentos. Quantas câmeras dessas estão instaladas no Brasil? Nenhuma. A fluidez do trânsito não agradece.
RODA VIVA
CHEGA já em março o Ford Fusion 2010 com frente reestilizada, novas lanternas traseiras e bancos dianteiros mais confortáveis. Foi apresentado, em novembro, no Salão de Los Angeles. Motor de 2,5 litros agora entrega 174 cv. Também será oferecida a versão V6 de 263 cv. Vem do México, isento do imposto de importação e continuará com preço competitivo.
GASOLINA deverá diminuir de preço esse ano, segundo avaliação do Banco Central. O petróleo, de fato, caiu 70%, mas o real se desvalorizou cerca de 50% em relação ao dólar. Se fosse uma conta direta, a gasolina custaria 60% menos. Não espere milagres. A Petrobrás aumentou quase nada antes e agora também será frugal no desconto. Essa contabilidade sustenta os investimentos.
NISSAN X-Trail é um utilitário esporte de qualidades apreciáveis. Dirigibilidade, postura ao volante, visibilidade, comandos de tração, posicionamento das saídas de ar e espaço interno são pontos fortes. Perdeu em agilidade com motor 2 litros/138 cv para seu preço diminuir. Ainda assim, vindo do Japão, paga imposto integral, tornando difícil concorrer com Captiva e Tucson.
NAVEGADOR Blaupunkt Travel Pilot é dos melhores já avaliados pela coluna. Programa Nav N Go e mapas Tele Atlas formam combinação imbatível. Digitação do endereço simplificada, bateria de fácil substituição (três horas de autonomia), ótima definição da tela, menus amigáveis e desenho limpo destacam-se. Falha: falta navegação direta à residência. Preço: R$ 949,00.
ESTILO do Jeep clássico inspira produtos 68 anos depois de criado (1940). Como o Mahindra Thar, exibido em dezembro, no Salão de Bologna. No caso, trata-se de uma reedição atualizada, pois foi o primeiro modelo fabricado pela marca indiana, em 1945, sob licença Willys.