quinta-feira, 12 de março de 2009

Honda lança primeira moto flex do mundo

CG Titan 150 Mix tem tecnologia bicombustível e parte de R$ 6.340


A Honda saiu na frente no mercado de motos bicombustíveis com a CG Titan 150 Mix. Trata-se da primeira moto produzida em série no mundo a adotar a tecnologia utilizada nos carros nacionais desde 2003. A motocicleta começa a ser vendida em todas as concessionárias da marca por R$ 6.340 na versão de entrada. O sistema funciona com um módulo de controle do motor, conhecido como ECM. Interligado a sensores que monitoram o desempenho do propulsor, ele transmite aos bicos injetores informações sobre a mistura de álcool e gasolina que está sendo utilizada. Ele possui quatro programas de funcionamento: só álcool, só gasolina, mais álcool do que gasolina e mais gasolina do que álcool. Baseado nestas informações, ele auxilia os bicos a trabalharem com a quantidade necessária de combustível para a queima

Diferença está nos adesivos e no instrumento que auxilia o motociclista a dosar as quantidades de álcool e gasolina
Segundo a Honda, algumas alterações foram necessárias para se adaptar ao novo sistema, como uma tela antichamas adotada no bocal interno do tanque de combustível, além de bicos injetores com maior vazão. O motorista será auxiliado por um novo instrumento localizado no painel. Por meio de luzes espia, ele informa se há a necessidade do motorista colocar gasolina no motor para que ele possa dar a partida a frio. Vale lembrar que a CG “flex” não possui o compartimento de gasolina utilizado nos carros bicombustíveis — mas já abandonado no novo Polo E-Flex. A CG Titan 150 Mix traz a mesma motorização das demais versões. Ela gera 14,2 cv de potência a 8.500 rpm e 1,32 kgfm de torque a 6.500 rpm quando abastecido com gasolina. Rodando com álcool, a potência é elevada para 14,3 cv e o torque fica em 1,45 kgfm. A versão topo de linha ESD vem equipada com partida elétrica, freio dianteiro a disco e sai por R$ 7.290.

terça-feira, 10 de março de 2009

Aventura Solidária

Médicos paulistas largaram empregos e venderam tudo o que tinham para viajar de jipe e ajudar comunidades carentes espalhadas pelo Brasil
Fabrício Migues
Junte o sonho de viajar pelo Brasil de carro e o desejo de poder ajudar pessoas necessitadas. Essa é a realidade do casal de médicos Danielle Bouhid Bertolini e Carlos Alberto Maknavicius, conhecidos como Médicos da Terra, que visitam municípios com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e oferecem atendimento médico gratuito para comunidades carentes.
“Queríamos conhecer vários lugares no Brasil e também fazer um projeto social. A idéia surgiu quando ficarmos sabendo da história de Robert e Grace, um casal que viaja pelo mundo com seu carro. Não apenas por turismo, mas também para ajudar”, conta Danielle.

Danielle faz questão de ir até a casa das pessoas, não apenas para atender, mas para verificar as condições em que vivem, para orientar sobre cuidados higiênicos
O casal começou a planejar a viagem no final de 2006. Passou 2007 inteiro se preparando e chegou a participar da ação social do Rally dos Sertões. Em outubro, ambos se demitiram do emprego e saíram de São Paulo, dando início à viagem. Venderam tudo o que tinham e compraram um Land Rover Defender 110, ano 2003. “Como a idéia era visitar lugares de difícil acesso, precisávamos de um carro que pudesse nos levar a qualquer lugar. Assim, conseguimos visitar pessoas que têm dificuldades de chegar até o posto de atendimento”, diz a médica. O carro foi adaptado para que eles pudessem morar nele. A parte traseira recebeu armários onde os equipamentos médicos são armazenados, espaço para biblioteca, geladeira e fogão. “Tivemos que prepará-lo inteiro, pois iríamos passar muito tempo dentro do veículo.”
Sobre a manutenção do veículo, Danielle conta não há concessionárias Land Rover em todos os lugares, por isso precisa escolher algum lugar específico para fazer a manutenção. O carro fica parado apenas dois dias na revenda, geralmente. “Já aconteceu do alternador quebrar, mas aí contamos com a ajuda de uma oficina em São Paulo, a The Specialist, que nos envia a peça e nos dá todo o suporte para conserto em caso de quebra.”

Como funciona


Danielle e Carlos dividiram a viagem em cinco partes, uma para cada região. A primeira visitada foi o Sudeste. Atualmente estão no Nordeste. De lá vão para o Norte, depois para o Centro-Oeste e finalmente para o encerramento no Sul. O casal estima que deve encerrar a aventura solidária em abril de 2009.
Os médicos fizeram um levantamento de todas os municípios com o pior IDH de cada estado. Eles passam uma semana em cada uma deles. Antes de chegar nas cidades, entram em contato com a secretaria municipal de saúde. O agente sanitário do município indica as comunidades com mais necessidade no local. “E nós vamos lá. Enfrentamos grandes desafios para chegar nessas comunidades. Há lugares que carros comuns não passam”, comenta Danielle.
Segundo a médica, é extremamente importante ir até o local para conhecer a condição de higiene da família. “Além de atender as pessoas, verificar a saúde de todos, queremos também ver a realidade delas. Aproveitamos essas visitas para dar orientações de higiene pessoal, de alimentação, enfim, colaborar para que a família possa ter uma condição de vida melhor e mais segura.”
Balanço

Na primeira etapa da viagem, na região Sudeste, 587 famílias foram beneficiadas
A primeira parte da viagem, pela região Sudeste, já foi concluída. E os números são impressionantes: Em três meses, 11 cidades dos quatros estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo) foram visitadas. O casal rodou, no total, 13.840 quilômetros e consumiu 1.544 litros de diesel. O mais importante: 587 famílias foram beneficiadas diretamente. “Além do atendimento domiciliar, fizemos palestras para as comunidades e verificamos pressão de arterial de muitas outras pessoas. Agradeço às secretarias municipais por onde passamos por todo o apoio”, comenta Danielle.
A dupla possui um site (http://www.medicosdaterra.com.br/), onde há um blog. Nele, o casal escreveu um breve resumo dessa primeira passagem: “Mais do que lugares longínquos, conhecemos pessoas simples de valores inestimáveis, recebemos presentes plantados por suas próprias mãos e vimos um Brasil onde o banheiro a céu aberto é a regra, um Brasil pobre, onde a maior riqueza é o próprio ser humano.”
O casal conta com apoio da AGR Surgical, empresa de material cirúrgico, BB Seguros e MTK, empresa de roupas. O site é feito pela Traço Publicidade. “Apesar dessa ajuda, muita coisa ainda sai do nosso bolso. Mas estamos muito felizes em poder realizar esse sonho.”

quinta-feira, 5 de março de 2009

VW Polo chega a sua quinta geração no Salão de Genebra

Maior, mais leve e mais seguro, novo Polo deve ser fabricado no Brasil até o ano que vem
Esse pode ser considerado o maior lançamento internacional do ano. E um dos mais bem guardados da história. A Volkswagen divulgou as primeiras imagens oficiais da quinta geração do VW Polo, modelo de sucesso na Europa e na maior parte dos países onde é vendido. A nova geração traz um bocado de novidades. A plataforma PQ25, a mesma usada no Skoda Fabia e no Seat Ibiza, é a mais óbvia delas. O compacto premium da Volkswagen também entrou de cabeça no esforço da empresa de reduzir emissões e melhorar consumo e desempenho.Com 3,95 m de comprimento e 1,68 m de largura, o Polo V está maior que a atual geração em 3 cm no comprimento e 3 cm na largura. O entreeixos, ainda que não revelado pela VW, deve ser o mesmo do Ibiza, com 2,47 m. É o mesmo da atual geração do carro. O porta-malas também continua do mesmo tamanho, com 280 l de capacidade de carga.As maiores vantagens, segundo a VW, estão na redução de peso e no aumento de segurança. O novo Polo foi pensado para conseguir cinco estrelas no rigoroso teste de segurança europeu, o EuroNCAP.Haverá sete motores à disposição dos consumidores europeus: quatro a gasolina (1,2-litro de 60 cv, ou 44 kW, 1,2-litro de 70 cv, ou 51 kW, 1,4-litro de 85 cv, ou 63 kW, e 1,2-litro TSI (turbo) de 105 cv, ou 77 kW) e três a diesel (1,6-litro TDI de 75 cv, ou 55 kW, 1,6-litro TDI de 90 cv, ou 66 kW e 1,6-litro TDI de 105 cv, ou 77 kW).O modelo mais econômico, com pacote BlueMotion e motor 1.6 TDI de 90 cv, consegue fazer 26,3 km/l e emite apenas 96 g/km de CO2. Com isso, segundo a VW, ele é o carro de cinco lugares a diesel mais eficiente do mundo em termos de consumo de combustível.A produção começa no final de março e, no início de julho, o carro já estará à venda em todo o Velho Continente. No Brasil, espera-se que o carro chegue em 2010, ainda que não com a mesma plataforma, mas sim a atual, modificada para comportar o novo desenho.

terça-feira, 3 de março de 2009

Custo do airbag obrigatório preocupa motoristas

Marcos Vieira/EM/D.A Press
Sérgio Pinheiro, engenheiro: "Fica mais caro, mas dá segurança"
Marinella Castro - Estado de Minas O airbag garante a segurança em casos de acidentes. No momento de decidir pela compra do equipamento, que eleva em mais de 10% o valor do carro popular, o consumidor acaba escolhendo não instalar o opcional. A conta é prática e leva em consideração as limitações do bolso. Para um automóvel que custa R$ 23,8 mil, por exemplo, o equipamento não sai por menos de R$ 2,8 mil. Mas, como ocorreu com os cintos de segurança, nos próximos cinco anos o uso do airbag, hoje considerado item de luxo, vai deixar de ser uma escolha do consumidor e se tornar obrigatório. A expectativa é de que a produção nacional, em larga escala, barateie o produto. A lei que torna obrigatória a instalação do airbag para o condutor e para o passageiro do banco dianteiro do carro foi aprovada pela Câmara Federal. Os novos modelos deverão oferecer o equipamento de segurança a partir do primeiro ano da regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que vai definir também o cronograma de implantação. Para os carros zero e modelos já existentes, a obrigatoriedade será a partir do quinto ano depois da definição das regras. O prazo estendido a 2014 agradou às montadoras, que durante as discussões do projeto fizeram pressões contrárias à aprovação, alegando alta no preço final dos veículos. Na quinta-feira, a Anfavea se posicionou de modo favorável à lei, que aguarda por sanção do presidente Lula. É importante ficar claro que o airbag não excluirá os cintos de segurança, esclareceu a entidade. A nutricionista Regina Janot teve uma experiência com o equipamento e considera importante que o custo caia para torná-lo acessível. "Sofri um acidente grave e fui protegida pelo airbag, lembra. Depois do ocorrido, a nutricionista incluiu em seu veículo importado airbags também nos bancos de trás. Foi muito caro. Cerca de R$ 2 mil cada um. Atualmente, o equipamento é importado e instalado nos carros pelas montadoras. A assessora de relações governamentais da Rhodia, Renata Bley, informou que a empresa, que produz o fio usado no airbag, e as empresas de autopeças Takata e TRW, poderão desenvolver a cadeia produtiva do airbag nacional em um prazo de um ano, porque já possuem a tecnologia para isso. A empresa afirmou que a obrigatoriedade vai permitir a produção em grande escala, o que fará cair o preço. Ela ressaltou ainda que, além do ganho social com a segurança e a queda de gastos com acidentes, a produção nacional vai garantir empregos. O airbag certamente vai encarecer o carro, mas é um item importante para a segurança, comenta o engenheiro Sérgio Pinheiro, que por enquanto não pensa em instalar o produto em seu veículo. Acho que gastaria pelo menos R$ 1,5 mil, calcula.O presidente do Sincodiv-MG, Mauro Pinto, considera que a tecnologia não terá impacto nas vendas das montadoras. Vai haver um custo que deve ser absorvido pelo mercado. Ele pondera, no entanto, que modelos antigos que hoje não oferecem a possibilidade do opcional terão de se adequar à nova lei. No ano passado, dos três milhões de carros produzidos no Brasil, apenas 300 mil saíram da fábrica com airbag, em sua maioria modelos com preços acima de R$ 50 mil. Um outro projeto é defendido em Brasília propondo a fixação de um calendário de implantação progressiva do airbag pelas montadoras, partindo de 30% no primeiro ano até 100% no quinto ano. O enfermeiro Wellington Souza já chegou a pensar em adicionar o equipamento em seu carro, mas desistiu. Me custaria cerca de R$ 1,6 mil pondera.