terça-feira, 24 de março de 2009

União Européia quer regular uso de chips de localização

De acordo com diretrizes propostas ontem 21, pela Comissão Européia, chips embutidos em objetos como produtos de supermercado e até animais de estimação terão que ser desativados em pontos de venda para proteger a privacidade dos compradores.

Uma consulta pública está sendo lançada sobre uma lei que a comissária de Mídia e Sociedade de Informação da União Européia, Viviane Reding, espera ser aplicada em todos os 27 Estados membros.

Temporariamente agendadas para serem adotadas antes do verão de 2008, as diretrizes propostas visam obter equilíbrio entre proteção de privacidade e ambiente propício para o desenvolvimento de tecnologias, segundo porta-voz da comissão.

O pacote de diretrizes proposto por Reding encoraja a criação de um símbolo comum que identifique que o produto contém um chip, para que ele não seja usado secretamente. O marcador também deve ser desativado no local da venda, a menos que o cliente peça o contrário.

A recomendação prevê ainda que as associações comerciais que representam os fabricantes devem criar códigos de conduta de uso do identificador.

No Brasil

O país também está discutindo o uso de chips. Em São Paulo, a implantação de uma etiqueta eletrônica nos veículos deve começar em maio, segundo o presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella. Um dos objetivos do chip é identificar veículos com dívidas ou problemas de documentação. Apenas na Capital, eles são 1,7 milhão, ou 30% da frota.

A etiqueta eletrônica será colada no pára-brisa dos carros e armazenará informações como o código de identificação, a placa e o Renavan. Os dados serão captados por antenas espalhadas por toda a cidade de São Paulo – cerca de 2.500, segundo previsão da CET. Depois, as informações serão enviadas para uma central de controle por meio de transmissão celular.

Fonte: www.reuters.com.br

segunda-feira, 23 de março de 2009

Não compre no escuro - Pão de forma queimado "Kombi"

Está à procura de uma Kombi para trabalhar ou transportar a galera? Conheça os defeitos mais recorrentes no modelo da Volkswagen, que se incendeia facilmente

Estevam Paiva/Divulgação
Incêndio: Kombi ardendo em chamas não é cena rara de se presenciar no trânsito
O modelo focalizado nessa semana pela série “"Não compre no escuro"” é a Kombi, o primeiro multiuso brasileiro. O objetivo da série é auxiliar na compra de um usado, além de ajudar a quem já tem o modelo a montar um plano de manutenção. Para isso, especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruído) informam os problemas mais frequentes do modelo e o custo médio para repará-los. Os defeitos listados nessa edição não se aplicam ao motor 1.4 flex devido a seu pouco tempo de lançamento, mas confira os recalls pelos quais passou o modelo. O principal dilema do modelo com motor a ar é a facilidade com que pega fogo. Pela insegurança, ganhou o apelido de “Jesus está chamando”. O que provoca o incêndio é o vazamento de combustível sobre o tampa do distribuidor. Fique atento ao estado da mangueira e não hesite em trocá-la, se necessário.

A Kombi começou a ser fabricada no Brasil em 1957, equipada com motor 1.2 de 30cv. Até então, o modelo era apenas montado em território nacional. O índice de nacionalização da Kombi começou com 50% e foi paulatinamente alcançando a totalidade. Aos poucos, também iam surgindo diversas versões de acabamento (standard, luxo, especial e turismo), utilidades (furgão para transportar carga, furgão para transportar pessoas, picape simples ou cabine dupla) e diferentes números de portas e janelas. Em 1967, o sistema elétrico passa a ser de 12 volts e o motor ganha mais potência: 1.500cm³, de 44cv.

Em 1975, além de algumas mudanças estilísticas que a aproximavam do modelo alemão (que não incluía as portas corrediças), o motor ganha mais força, tendo agora um propulsor 1.6, de 52cv. Com o motor 1.6 do Passat, em 1981, chega ao mercado a Kombi a diesel, que se diferenciava das outras pelo radiador que ostentava à frente. Já em 1982, o modelo também podia ser abastecido com álcool. Com apenas cinco anos de lançamento, em 1986, a versão diesel saía de linha. Em 1997, a Kombi teve seu teto elevado em 11cm e ganhou a tão esperada porta corrediça. O motor tinha injeção eletrônica multiponto. Em 2006, a Volkswagen aposentou o motor refrigerado a ar e adotou o 1.4 flex refrigerado a água
Volkswagen/Divulgação
Em 1997, o modelo ganhou portas corrediças, que já a equipava na Europa desde 1967


Problemas e orçamento

Fique de olho. A relação custo/benefício atrai, mas tome muito cuidado com o veículo, que pega fogo facilmente. Além disso, motorista e passageiros da frente podem se ferir gravemente em acidente frontal pela proximidade deles junto à lataria. O para-choque da Kombi é o motorista e, se estiver lá, passageiro da frente. Confira outros defeitos da modelo, que também tem o apelido de pão de forma pelo desenho da carroceria.

MECÂNICOS

Suspensão dianteira apresenta folga nas mangas de eixo e no pino central. Troca das mangas de eixo e embuchamento do pino central: R$ 700

Folga no setor de direção
Troca: R$ 720

Folga nos coxins
Troca: R$ 290

Quebra do suporte da alavanca de marcha
Reparo: R$ 130

Quebra do cabo de embreagem
Troca: R$ 60

Quebra do cabo do acelerador
Troca: R$ 55

Folga no virabrequim
Calço (paliativo): R$ 200
Retífica: a partir de R$ 600

Quebra do diferencial
Troca: R$ 690

Vazamento de óleo no motor pela tampa de válvulas e retentor do volante, pelo cárter e capa de tucho
Reparo: de R$ 54 a R$ 420

Caixa de marcha quebra a coroa e o pinhão
Troca: R$ 870

Motor a diesel
Os modelos a diesel apresentam superaquecimento

Motor1.4 flex
Borra no motor
Limpeza: a partir de R$ 350

Quebra da embreagem
Troca do kit embreagem: R$ 450

ELÉTRICOS

Queima da bobina de ignição causado por defeito na central eletrônica
Troca da central: R$ 970
Troca da bobina: R$ 120

Aterramento ineficiente (pode causar queima da central eletrônica)
Reparo: R$ 100
Troca da central: R$970

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS

Folgas na direção e na suspensão
Má regulagem das portas
Para-choques, faróis e retrovisores bambos
Péssimo isolamento de vidros, componentes internos das portas, vergalhões de sustentação e lâmina do teto
Afrouxamento dos bancos

A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALLS

Para consultar se sua Kombi está em dia com os recalls consulte a Central de Relacionamento com Clientes da Volkswagen pelo telefone
0800 019 5775

Kombi 1.4 ( refrigerado a água) e 1.6 2006: Verificação da galeria de combustível e troca da peça
Ano do recall: 2006

Kombi 1.4 (refrigerado a água) e 1.6 2006: Substituição do amortecedor da direção
Ano do recall: 2006

Kombi 1.4 (refrigerado a água) 2006: Instalação de nova versão do software dos motores
Ano do recall: 2006

Kombi 2004 e 2005: Substituição do mecanismo reclinável do encosto do banco dianteiro
Ano do recall: 2005

Kombi 2002: Troca de componentes do sistema de freio
Ano do recall: 2002

Colaboraram para a reportagem:
AutoWay (31-3442-7342); Alinha Rodas (31-3295-3913); o “tira-grilos” Luiz Fernando Machado (31-3226-2677); Autowatt (31-2526-4516); Magnus Alinhamento (31-3463-9720); THC Centro Automotivo (31 - 3422-2505).

Pesquisa indica os carros mais roubados do país


Fiat Mille está no topo do ranking de 2008, segundo Susep

Pesquisa semestral realizada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) classificou os carros mais roubados no Brasil entre janeiro a junho do ano passado. A estatística calcula o índice de roubo de acordo com o número de veículos expostos, versão e tempo em que está segurado - dados fornecidos pelas seguradoras. Os automóveis sem seguro não foram considerados nesta pesquisa.

O Fiat Mille quatro portas lidera o ranking com 436 registros, 3,67% das 11,8 mil unidades seguradas do modelo. Em seguida aparecem Gol Power 1.0 16 V (3,47% ) e Santana 1,8 (2,47% ). O Gol Special Xtreme 1.0, versão criada por uma antiga concessionária da VW, apresentou 1.236 ocorrências, com índice de roubos de 2,28%. Dos 15 carros mais roubados, 13 são da Volkswagen e 9 deles são versões do Gol.

AUTOMÓVEIS MAIS ROUBADOS ENTRE JANEIRO E JUNHO DE 2008

MODELO - ÍNDICE DE ROUBO
1) Fiat Mille/ Mille EX/ Smart 4p - 3,67%
2) Volkswagen Gol 1.0 Power 16v 76cv 4p - 3,47%
3) Volkswagen Santana 1.8 Mi - 2,57%
4) Volkswagen Parati 1.6Mi/1.6Mi City/T.Field T.Flex - 2,47%
5) Volkswagen Gol 1.6 Mi Power Total Flex 8V 4p - 2,45%
6) Volkswagen Gol 1.6 Mi/ Power 1.6 Mi 4p - 2,38%
7) Volkswagen Santana 2.0 Mi 2p e 4p - 2,34%
8) Volkswagen Gol Special Xtreme 1.0 Mi 2p - 2,28%
9) Volkswagen Gol 1.0 Plus 16v 4p - 2,18%
10) Volkswagen Gol CLi/CL/Copa/Stones 1.6 - 2,05%
11) Volkswagen Gol City 1.0 Mi Total Flex 8V 2p - 2,01%
12) Fiat Palio Celebration 1.0 Fire Flex 8V 4p - 1,94%
13) Volkswagen Gol 1000 Mi 2p / 1000i - 1,88%
14) Volkswagen Kombi Standard/ Luxo/ Série Prata - 1,76%
15) Volkswagen Gol 1000 Mi 16V/ Ouro 4p - 1,67%

domingo, 22 de março de 2009