segunda-feira, 11 de maio de 2009
Reviravolta total?
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Não compre no escuro - Mitsubishi L200
A MMC Automotores do Brasil começou a fabricar a L200 brasileira em 1998. O índice de nacionalização das primeiras unidades era bem baixo e o desenho da picape se mantinha o mesmo da primeira geração. Linhas retas e conjunto óptico retangular.
Cronologia
As primeiras unidades, importadas entre 1991 e 1998, usavam motores turbodiesel de 2,5 litros e tração 4x4. Com o início da produção brasileira, alguns componentes da L200 passaram a ser fabricados na planta de Catalão.
A primeira grande atualização da L200 ocorreu em 2003, com o lançamento da versão Sport. Uma nova picape e a única fabricada no mundo com este desenho. Diferente da antiga, a nova ganhou contornos arredondados, conjunto óptico mais moderno composto por lanternas em forma de círculos. Se comparada com a primeira L200, a Sport conta com uma cabine maior e caçamba menor.
Linha do tempo
1991 – Lançada no mercado nacional a L200 importada do Japão, com motor 2,5 litros turbodiesel
1998 – Inaugurada a linha de produção da L200, na fábrica de Catalão, em Goiás
1999 – Primeira reestilização do modelo: faróis com duplos refletores e a tampa da caçamba passa a ser lisa
2000 – É lançada uma versão mais simples, a L, com valor mais acessível
2001 – Nasce uma versão esportiva denominada de GLS HPE, com 118 cv de potência e suspensão reforçada
2003 – Surge a L200 Sport, com linhas mais arredondadas e motores de 121 cv ou HPE, de 141 cv
2006 – Em julho, nasce a versão Outdoor para ocupar o lugar da Sport. Algumas mudanças nos componentes
2007 – Em novembro chega a L200 Triton
2008 – Em março chega ao fim a primeira geração da L200, com o lançamento da Série especial Savana, construída sobre a L200 Outdoor
Sopa de letrinhas
A nomenclatura HPE serve para designar as versões esportivas da marca. Todas as L200 utilizam o mesmo motor de 4 cilindros em linha turbodiesel de 2,5 litros. A diferença da linha GLS para a HPE está na potência e na preparação da suspensão. A primeira tem 121 cv e a segunda, 141 cv.
Outro artifício utilizado pela empresa de Catalão foi oferecer as edições Savana (incorporada em 2003) e GL (modelo de entrada) de um modelo anterior quando um novo era apresentado. Por exemplo, quando a L200 Sport foi lançada, a primeira geração continuava à disposição na pele da Savana ou da GL.
A diferença da Savana são alguns itens de série exclusivos, como snorkel e pneus de cravo para trilhas. Atualmente, a Mitsubishi relançou a Savana na carroceria da L200 Sport, devida à chegada da L200 Triton, também montada em Catalão.
Comprando uma L200 usada
Olhos bem atentos com relação ao uso das Mitsubishi L200. Geralmente estes utilitários não são adquiridos para andar apenas no asfalto. Caçambas arranhadas ou amassadas indicam que elas pegavam no pesado mesmo. Fuja dos modelos com pneus recondicionados ou recauchutados, pois, a estabilidade da L200 depende e muito da qualidade dos pneus.
A Mitsubishi L200 teve dois recalls anunciados para os modelos Outdoor e Sport. Um deles envolve os modelos fabricados em 2007. Na convocação, a MMC Automotores explica que existe a falta do parafuso da trava do cubo da roda. “A utilização prolongada do veículo com o defeito apresentado causa soltura da trava, folga no cubo dianteiro e ruído metálico, com possível perda do controle do veículo”, acrescentou a publicação.
O segundo, que envolve modelos na versão Outdoor fabricados em 2006 e 2007, exige a troca das rodas. Conforme o anúncio, elas podem trincar e causar acidentes.
A linha Sport fabricada em 2004 também acumula dois recalls. Um deles envolve a substituição das porcas da bandeja da suspensão dianteira e o segundo pede a verificação da trava de abertura do capô.
Carros da Mitsubishi dificilmente caem em oficinas independentes. Isso ocorre porque existem poucos mecânicos especializados em motores a diesel e também porque há pouca informação repassada pelo fabricante.
Ao todo são 112 concessionárias com a marca dos três diamantes espalhadas pelo Brasil.
As L200 são muito robustas e confiáveis. Mecânicos consultados pelo WebMotors dizem que é muito difícil uma delas dar problema. Quando dá, entretanto, o prejuízo é alto, já que a mecânica é toda importada.
Antes de sair andando com uma, veja a quantidade de fumaça emitida pelo escapamento a partir dos 3.000 rpm. Se ela sair muito escura, isso é sinal de problemas. Com relação à transmissão automática, repare se as trocas estão sendo feitas no tempo correto e se não há patinação das marchas.
Outro ponto crucial é a bomba injetora. Quando não são feitas as limpezas periódicas, ela pode trincar o cabeçote do motor. Por isso, pergunte ao proprietário do carro se ele tomou este cuidado.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
SEGREDO - Bajaj ULC deve ser futuro Renault brasileiro
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SP multará por falta à inspeção
As primeiras multas para quem desrespeitar a lei municipal da inspeção veicular ambiental na capital paulista começarão a ser emitidas neste mês para os veículos com placas de final 1 que forem flagrados circulando irregularmente na cidade. O valor da multa é de R$ 550. As autuações serão feitas por meio do sensoriamento remoto, equipamento móvel capaz de fazer até 6 mil leituras de placa por dia. Os dados captados pelo equipamento, que pode ser instalado em qualquer via do Município, serão cruzados com o banco de informações dos veículos inspecionados.
Responsável pela coordenação do programa, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente anunciou ontem o início das fiscalizações e o balanço dos três primeiros meses de inspeção dos veículos leves. Cerca de 22 mil carros e 43 mil motos da frota paulistana com placas de final 1 perderam o prazo para o teste - que venceu no dia 30 - e estão sujeitos às punições previstas na lei.
Além da multa, os veículos que perderam o prazo ficam automaticamente com o licenciamento bloqueado no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). "O sensoriamento remoto tira uma foto da placa e o sistema já está cruzando os dados para ver se esse veículo de placas final 1 fez ou não fez a inspeção. Estamos estruturando o processo", diz o engenheiro Márcio Schettino, coordenador da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da inspeção veicular ambiental na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. "A legislação diz que você multa o carro em circulação que está em desacordo com a lei. Não estamos parando o carro (o que caberia só à PM). Será como os radares de rodízio."
Em 2009, estão obrigados a fazer a inspeção ambiental 1,5 milhão de carros fabricados de 2003 a 2008, 700 mil motos e 317 mil veículos movidos a diesel. O sensoriamento remoto até então só era usado como instrumento para detectar os carros mais poluentes fabricados até 2002 e convocá-los para a inspeção. A frota de "velhinhos"só vai ser obrigada a realizar o teste a partir de 2010.
Schettino faz questão de ressaltar que a ideia principal do programa é educar os proprietários dos veículos. Até por isso nenhuma multa foi aplicada até hoje - o programa começou há um ano para os veículos movidos a diesel. "Mas a multa também é uma forma de conscientizar. Vamos fazer porque é preciso", ressaltou o coordenador.
As blitze, outra forma de fiscalização do programa, estão sendo discutidas com a Polícia Militar e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
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