quarta-feira, 3 de junho de 2009

XC60 INOVA EM TECNOLOGIA

No início deste ano, a revenda Rota Premium (Volvo/Land Rover) ofereceu um test drive com o crossover XC60. O novo veículo da marca sueca impressiona pelo design robusto, motor potente e, especialmente, pela boa oferta de soluções tecnológicas para o motorista e demais passageiros.

Agora, o crossover XC60 segue a sua trilha é é eleito a “Melhor Compra 2009” pela revista Quatro Rodas na categoria Utilitários Esportivos de Luxo. O novo crossover da Volvo superou concorrentes como o Hyundai Veracruz 3.8 V6 (2º) e o Land Rover Discovery 3 4.0 V6 S (3º). Lançado em janeiro deste ano no Brasil, o XC60 vem alcançando números expressivos e já é o líder de vendas da Volvo no País, respondendo por 62% do mix da marca.

Com 373 unidades vendidas de janeiro a abril deste ano, o novo modelo contribuiu decisivamente com o volume total de 600 carros comercializados, um crescimento de 61% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no mês de abril, foram vendidas 197 unidades do modelo, que combina a força de um SUV e o charme de um cupê.

O preço sugerido é de R$ 138,5 mil, na versão XC60 Comfort. Além da Comfort, a Volvo oferece também as versões Dynamic (R$ 156,5 mil) e a Top (R$ 165,9 mil), todas equipadas com motor turbo de seis cilindros e 285 cv. As três versões do XC60 possuem também como item de série o dispositivo inédito de segurança City Safety, que freia o carro automaticamente na iminência de uma colisão até 30 km/h, mesmo que não haja qualquer reação por parte do motorista.


Propaganda enganosa?

Colunista - Anelisa Lopes

Anelisa Lopes

Formada pela PUC-SP, a jornalista Anelisa Lopes, 27 anos, nem sempre preferiu as bonecas aos carros. Há quatro anos em contato com o jornalismo automotivo, já teve a oportunidade de conhecer de perto uma infinidade de modelos, de diversas marcas e segmentos

Para escrever a coluna de hoje, aproveitei o gancho do último texto do colega Fernando Pedroso, quando ele cita a propaganda do Hyundai i30. Para quem ainda não viu, durante o comercial, o modelo é comparado com Mercedes-Benz, BMW Série 1 e carros ingleses. Para nós, jornalistas automotivos que respiramos carros, ou mesmo para especialistas no assunto, é um pouco de ofensa contra os consumidores fazer tal relação.

Não estou desmerecendo o i30. Não tive a oportunidade de dirigi-lo ainda, mas o vi no Salão do Automóvel e, sinceramente, não me causou grandes emoções. Briga no segmento de hatches médios, composto por Ford Focus, Chevrolet Astra, Fiat Stilo, Nissan Tiida, Citroën C4, Peugeot 307, VW Golf e Subaru Impreza.

É muita pretensão se colocar no meio de Mercedes-Benz e companhia. Para quem já entrou e pôde dirigir um alemão, sabe bem do que estou falando. Essa não é a primeira vez que a Hyundai fez comparações do tipo. Assim que o Azera foi anunciado, citaram Lexus 350, Mercedes-Benz Classe C e BMW Série 7 na comparação. Alguém já esteve a bordo do Lexus 350 e do Série 7? Sem comentários...

Já no anúncio do Vera Cruz, a marca foi notificada por um órgão de propaganda por citar equipamentos de série que não estavam disponíveis no mercado brasileiro. A própria Kia já deu queixa contra a Hyundai por não citar o Sportage como rival do Tucson durante um comercial. Os dois modelos são feitos sobre a mesma plataforma. Resumindo, o Conar suspendeu a veiculação do anúncio. Dessa vez, a briga ainda foi dentro de casa...

Quem, há um ano e meio, dois anos, não se sentiu tentado a comprar um Tucson? Bonitinho, bom custo-benefício... Diversos amigos vieram me perguntar a respeito do carro. Eu não tenho nada contra nem a favor, mas, sem sempre dizia para quem comprasse, que rezasse para não precisar da assistência técnica depois. Serviço que a prima do meu namorado teve de engolir.

Ela foi uma das primeiras a comprar um Azera, no início do ano passado. Na época, dirigi o carro. Pelo preço, convidativo, mas, olhando a concorrência (Honda Accord, Toyota Camry, Ford Fusion...) fica para trás. Bom, o caso foi que bateram no carro dela. Moradora de Uberaba (MG), ficou três meses à espera da peça, ou seja, com o carro parado na garagem. Perdeu as contas de quantas ligações teve de fazer para a Caoa, distribuidora oficial da marca no Brasil. Nem sei que fim levou a história, mas, com certeza, a alegria da compra já deve ter ido embora faz tempo...

terça-feira, 2 de junho de 2009

Q5 inaugura sistemas de segurança da Audi

Para quem achou que o segmento de utilitários esportivos seria composto somente por SUVs de grandes dimensões, enganou-se. A turma do Mercedes-Benz GLK, Volvo XC60 e Volkswagen Tiguan ganhou mais um membro. Apesar de alguns deles serem chamados de crossovers (mistura de dois ou mais segmentos na concepção de um veículo), a verdade é que as montadoras descobriram um novo nicho dentro do mercado de utilitários que tem mostrado crescimento.

E é nele onde o Audi Q5 passará a disputar. Com menores dimensões que o Q7, estará disponível nas revendas em quatro versões de acabamento – com duas opções de motores – com preços entre R$ 205.840 para a versão de entrada e R$ 263.300 para a topo de linha. O lançamento inaugura dois sistemas de segurança na linha da marca alemã: um assistente de frenagem em descidas e um piloto automático que calcula a distância do carro da frente. Apesar de inéditos na linha Audi, já são conhecidos por modelos da Jeep e Volvo.

Tecnologias à parte, o mérito do modelo está no conjunto mecânico. Há duas opções de motorização: uma 2.0 Turbo FSI de 214 cv de potência e 35,7 kgfm de torque e uma 3.2 V6 de 269 cv de potência e 33,7 kgfm de torque a 3.500 rpm. Associados a eles há uma transmissão S-Tronic, de sete velocidades; as trocas podem ser feitas por meio de borboletas atrás do volante.

Transmissão continua sendo ponto forte

O iCarros avaliou, em trecho rodoviário e curto percurso off Road, a versão equipada com motor 2.0 turbo. A sensação não foge ao padrão dos outros modelos da Audi, tanto no desempenho como no conforto a bordo. O bloco turbo possui um sistema que controla a variação de abertura e fechamento das válvulas, alterando o desempenho em baixas e altas rotações. A força máxima aparece entre 1.500 e 4.200 giros.

A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,2 segundos e a velocidade máxima atingida é de 222 km/h, dados fornecidos pela Audi. Para tornar a condução mais divertida, basta mudar a alavanca do câmbio do modo drive para o sequencial. O sistema possui duas embreagens, sendo que uma troca as ímpares e a outra é responsável pelas pares. Dessa forma, a perda de força é imperceptível e, mesmo quando o carro está embalado e é preciso desacelerar ou a situação contrária, quando é necessária uma súbita aceleração. Neste caso, o uso das borboletas atrás do volante é primordial.

O trecho off road foi montadora para apresentar o sistema de assistência em descidas, de série em todas as versões. Em uma ladeira íngreme, com o botão selecionado, não existe necessidade de usar o freio. Basta segurar o volante. Além dele, o Q5 também oferece três modos de suspensão, de acordo com o tipo de condução: automática, conforto ou esportiva. Este sistema, porém, é opcional, assim como o piloto automático adaptativo. Com controle de distância do carro da frente e velocidade, pode frear ou parar o carro sozinho.


Exterior e cabine seguem linha do Q7

Tanto a dianteira como a traseira do carro destaca as atenções para o conjunto óptico. Ele atrai pelos faróis de xenônio, que possuem 12 leds de luzes diurnas e noturnas. De acordo com a Audi, consomem menos energia. Esta linguagem faz parte da nova identidade visual da marca. Em relação às linhas, o Q5 não foge muito do padrão adotado para o irmão maior Q7.

Uma das premissas para o desenvolvimento do Q5 foi o espaço interno. Com 2,81 metros de entre-eixos, o modelo leva com folga cinco passageiros. No compartimento de bagagem há espaço para 540 litros. Com os bancos rebatidos, a área aumenta sua capacidade para 1.560 litros.

Há três versões de acabamento: Attraction (2.0), Ambiente (2.0 e V6) e Ambition (V6). A de entrada vai ser responsável por 55% das vendas da linha. Além dos sistemas já citados como opcionais, o Q5 ainda pode receber: assistente de mudança de faixa, faróis com iluminação adaptativa, computador de bordo com controle de diversas funções e equipamento premium de áudio Bang & Olufsen, além de abertura, travamento e ignição do motor por sensor de presença.


Teste drive materno

Levar e trazer crianças, fazer compras e servir de carro no dia a dia não é para qualquer um, ou melhor, para qualquer carro. Hatches não têm espaço suficiente e SUVs são grandes demais. Esportivos de dois lugares então, nem pensar. Para cumprir o papel de ‘carro de mãe’, um automóvel precisa ser simples de usar, espaçoso e, de preferência, não muito caro.
Nessas condições, acaba-se tendo um leque de opções entre os monovolumes, sedãs e peruas. Mas, se uma mãe fosse escolher entre os três, quem levaria a melhor? Para responder a essa questão, o iCarros convidou a gerente de RH e mãe de gêmeos de 6 anos Adriana Spadoni, 37, para testar o Nissan Livina, o Renault Symbol e o Volkswagen Spacefox. Adriana terá a missão de escolher qual das três opções é a mais adequada para a sua rotina, já que ela pretende trocar de carro.

O atual carro da gerente de RH é um Renault Scénic RT 1.6 16v 2001. Ela admite que prefere carros com visual diferenciado, ‘com cara de mau’, como o Renault Sandero Stepway, por exemplo. Porém, para comportar seu casal de filhos e ainda levá-la todos os dias para trabalho, Adriana abre mão de suas preferências pela praticidade dos carros familiares.

Teste drive 1: monovolume
Modelo: Nissan Livina
Entre-eixos: 2,60 metros
Porta-malas: 449 litros

Representante do segmento de monovolumes, o Nissan Livina 1.8 agradou à Adriana pelo arranjo do espaço interno, como, por exemplo, o piso baixo do carro: ‘Facilita a entrada e saída das crianças’, diz. O espaço no banco traseiro também mereceu elogios. Apesar de ter apenas dois filhos, Adriana leva os amigos dos gêmeos. O vão entre os bancos dianteiros possibilita a interação entre mãe e filhos no banco de trás, mas o carro não tem aquele espelho em cima do retrovisor interno, que permite olhar o que acontece na parte traseira sem a necessidade de se virar.

Apesar do Renault Scénic e o Livina serem monovolumes, ambos guardam diferenças entre si. Um aspecto negativo do carro francês, segundo a gerente de RH, é a visibilidade frontal, atrapalhada pelas largas colunas A. No Livina, as colunas são mais finas e a visibilidade é melhor, como Adriana observou. Porém, o Renault leva vantagem sobre o Nissan nos porta-trecos. O Scénic possui dois deles escondidos no assoalho. ‘É bom para guardar os brinquedos das crianças e para não deixar objetos expostos’, conta.

Com um preço sugerido de R$ 50.690, o Nissan Livina 1.8 é equipado com um motor flex de 125 cv de potência quando abastecido com gasolina e 126 cv com álcool. De série, a marca oferece câmbio automático de quatro marchas, ar-condicionado, trio elétrico e direção elétrica com assistência variável. Tantas comodidades agradaram e, na opinião de Adriana, o Livina é um carro fácil de dirigir e com preço bom: ‘Imaginei que era bem mais caro’, diz. Em relação ao design, a gerente de RH elogiou a frente do modelo, com grade imponente, mas a traseira, simples e quadrada, ficou devendo.

A bordo do carro, a mãe parecia encantada até a hora de trancar as portas. Sem contar com o fechamento por controle remoto (disponível apenas nas versões 1.6 SL e 1.8 SL), é preciso um certo malabarismo para trancá-lo, apesar de as quatro portas terem acionamento elétrico e travamento central. A falta da trava por controle remoto é importante na opinião de Adriana: ‘Uma mãe não pode perder tempo para trancar o carro. Até fechar as portas, os filhos já saíram correndo’.

Teste drive 2: sedã
Modelo: Renault Symbol
Entre-eixos: 2,47 metros
Porta-malas: 506 litros

Os sedãs foram representados pelo Renault Symbol, avaliado na versão Privilége, com preço sugerido de R$ 44.490. Nesta configuração, o carro entrega direção hidráulica, ar-condicionado digital, trio elétrico e duplo airbag frontal. Além disso, à favor de Adriana, conta com controle remoto na chave.

No primeiro contato com o Symbol, Adriana foi apresentada aos 506 litros de capacidade do porta-malas e se surpreendeu: ‘Como é grande!’. Quando ela teve seus filhos, ela possuía um Fiat Palio e, na hora de comprar os carrinhos de bebê, um pra cada filho, precisou optar pelos que cabiam no porta-malas, não necessariamente os que queria adquirir.

Outro item do Symbol que agradou à Adriana, com seu 1,52 metro de altura, foi a regulagem do banco. Com a altura ajustada, o carro proveu uma boa visibilidade e o motor 1.6 16v flex de 115 cv (a) e 110 cv (g) deu conta nas ladeiras. Assim como o Livina, o Symbol é um carro confortável e fácil de dirigir, segundo a mãe.

‘O carro é bonito’, diz Adriana. Porém ela não é fã de sedãs: ‘Não é minha preferência’. O pouco espaço para quem vai atrás pesa nesse tipo de carro, principalmente os que são derivados de compactos. Nesse caso, o argentino Symbol é feito sobre a plataforma do Clio sedã que, por sua vez, é derivado do Clio hatch.

Teste drive 3: perua
Modelo: Volkswagen SpaceFox
Entre-eixos: 2,46 metros
Porta-malas: 430 litros

Por muito tempo, as peruas eram as melhores opções para quem precisava carregar a família, mas, hoje, esse tipo de carro está ameaçado pelos monovolumes. Para provar que ainda há esperança para o segmento, Adriana rodou no Volkswagen Spacefox Sportline. O modelo custa R$ 50.380 e é equipado com um motor 1.6 8v flex de 101 cv (g) e 103 (g). Os itens de série incluem ar-condicionado, direção hidráulica e trio elétrico.

No geral, Adriana gostou do carro: ‘O volante é molinho. É gostoso de dirigir’, relata. O design, principalmente da traseira, foi elogiado. Outro fato bem avaliado pela mãe foi a quantidade de porta-trecos, como o que há embaixo do banco de motorista. Já o traseiro, que desliza sobre trilhos, é útil para quem tem filhos pequenos: ‘Você pode trazer a cadeirinha para mais perto, dá até para colocar a chupeta na boca do nenê’, avalia. A principal decepção foi com o acabamento, muito simples e que abusa de plásticos. Perto dos outros carros testados, o Spacefox ficou devendo, e muito: ‘Parece o Gol de dez anos atrás’, diz. Cabe aqui uma explicação: o modelo ao qual Adriana se refere é um VW Gol CL 1998, com o acabamento mais básico. O carro pertence à mãe dela e a gerente o utiliza no dia do rodízio do seu carro.

Veredicto da mãe

Primeiro lugar: Nissan Livina
Apesar do senão das travas, o Livina foi o escolhido da gerente de RH. ‘É maior, mais confortável e bonito por dentro’.

Segundo lugar: Renault Symbol
Bonito, confortável, porta-malas espaçoso, mas sem muita folga no banco traseiro. ‘O Symbol é muito confortável, mas não tem tanto espaço’.

Terceiro lugar: VW SpaceFox
Apesar de prático e espaçoso, o acabamento pesou contra o Spacefox, que termina no último posto: ‘O acabamento é muito simples e chega a ser grosseiro’.