quinta-feira, 30 de julho de 2009

Kia Soul - Coreano irreverente

Montadora lança no Brasil crossover compacto que chama a atenção pelo design diferente. Modelo é equipado com motor 1.6 16V, que desenvolve 124cv de potência

Fotos: Oswaldo Palermo/Kia Motors/Divulgação
De Guarulhos (SP) - A coreana Kia Motors lançou esta semana no mercado brasileiro o crossover Soul, modelo de estilo classicamente urbano, que foi apresentado pela primeira vez como conceito no Salão de Detroit de 2006. Fabricado nas instalações de Gwangju, na Coreia do Sul, o modelo chega com uma única opção de motorização, um quatro cilindros 1.6 16V, a gasolina, que desenvolve 124cv de potência máxima. A montadora aposta no amplo espaço interno e no estilo irreverente do crossover para vender 600 unidades do modelo por mês no Brasil.

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O Kia Soul é realmente um crossover que foge dos padrões no que diz respeito ao visual. Com 4,1 metros de comprimento e 2,55 metros de entre-eixos, o modelo mescla formas arredondadas com linhas retas, que conferem aspecto diferenciado. Tem 1,61m de altura, com linha de cintura elevada e teto que se inclina até a porta traseira. Na frente, os grandes faróis e a grade cromada enfatizam a robustez. As lanternas traseiras verticais contam com lentes transparentes.

É um veículo com proposta urbana, que se destaca pela praticidade do interior, com um porta-malas de 340 litros, volume semelhante ao de um hatch médio. Tem 14 porta-objetos na ampla cabine, que conta ainda com bandejas e um compartimento grande sem tampa que comporta uma garrafa de 1,5 litro. As portas têm bolsas próprias para mapas e revistas.

O modelo será comercializado em cinco versões, com diferentes pacotes de itens de série. Os equipamentos opcionais do modelo básico são ar-condicionado, para-brisa degradê, volante com controles remotos incorporados, rodas de liga leve 16 ou 18 polegadas, retrovisores com desembaçador e câmbio revestido em couro. A versão topo de linha traz ainda spoiler traseiro, câmera traseira e teto solar elétrico, entre outros.

Motor 1.6 16V desenvolve 124 cv de potência. Modelo tem quadro de instrumentos redondos
O motor é um 1.6 a gasolina, equipado com injeção eletrônica de combustível e comando variável contínuo de válvulas. Gera 124cv de potência e torque de 15,9kgfm a 4.200rpm. O crossover tem as opções de câmbio manual de cinco marchas ou transmissão automática de quatro velocidades. Acelera até 100km/h em 10,6 segundos (manual) ou 12 segundos (automático). A velocidade máxima é de 175km/h. O sistema de freios tem ABS com distribuidor eletrônico de força de frenagem (EBD) é item de série a partir da segunda versão. A direção tem assistência elétrica progressiva.

No quesito segurança, o Kia Soul traz de série para todas as versões airbags para motorista e passageiro, além de dois pontos de ancoragem Isofix no banco traseiro, para prender cadeirinhas de crianças. A versão de entrada tem preço sugerido de R$ 51.490, enquanto a topo de linha, com transmissão automática, pode chegar a R$ 64.900.

Dirigindo

O Kia Soul tem tudo para agradar ao consumidor brasileiro. Tem design diferente, dimensões compactas e bom espaço interno. O entre-eixos maior e a largura ajudam a ampliar a sensação de espaço. O acabamento é honesto, com materiais de boa qualidade e arremates bem feitos. O painel tem desenho moderno, com comandos à mão do motorista. A posição de dirigir é boa e os bancos são confortáveis.

A visibilidade não é o ponto forte do modelo. As colunas traseiras largas e os vidros laterais pequenos comprometem a visão em manobras. Para facilitar, a versão topo de linha vem equipada com câmera traseira, que projeta imagem no retrovisor interno, com imagem bem definida. Entretanto, falta no modelo a cobertura interna do porta-malas, que protege a bagagem dos olhos dos amigos do alheio.

Na apresentação do Kia Soul, em São Paulo, dirigimos a versão equipada com câmbio automático de quatro velocidades. O motor 1.6 de 124cv dá conta do recado, com respostas relativamente rápidas para sua cilindrada. As retomadas de velocidade são eficientes e as trocas de marchas são feitas de forma suave, sem trancos. Mas são apenas quatro marchas, que contribuem para tornar o funcionamento do motor muito áspero acima de 3.500rpm.

Nas retas das rodovias paulistas, o Kia Soul mostrou bom comportamento, com a direção bem calibrada. As suspensões não foram muito exigidas, mas foi possível perceber que são mais firmes, privilegiando a estabilidade e deixando um pouco de lado o conforto, pois transfere as irregularidades do solo para dentro da cabine. Os freios, com ABS e EBD, mostraram eficiência.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Líderes do semestre

Gol sozinho não consegue mais vencer a dupla Palio e Siena

O ranking de vendas do primeiro semestre indicou que enquanto os líderes se consolidam, alguns modelos conseguiram galgar posições intermediárias em razão de novidades apresentadas. Analisando com atenção o segmento mais importante, os compactos, conclui-se que, sem a ajuda do Voyage, o Gol sozinho não consegue mais vencer a dupla Palio e Siena, como no passado. É bom observar a briga Civic x Corolla, que pode trazer surpresas.

Entre os destaques do semestre, o Azera deu uma bela arrancada na segunda colocação, enquanto surgiu o novo recordista de participação, a picape Strada com 57%. Houve avanços também de outros líderes, como Omega, Palio Weekend, Mégane Grand Tour, Mercedes SLK e Fit. Já o Mercedes Classe S teve um pequeno recuo na liderança, bem como o EcoSport.

Os segmentos de utilitários esporte foram reformulados, considerando a dificuldade de classificar pequenos, médios e grandes. Há gerações diferentes, modelos derivados de automóveis e outros aspectos técnicos como distância entre eixos e largura. Surgiram, assim, novos líderes: Captiva (médio) e Pajero Full (grande).

Os percentuais abaixo referem-se aos principais modelos de cada segmento com ênfase àqueles de maior venda. Seleção e classificação não seguem critérios comerciais dos fabricantes. Trata-se de ranking técnico que considera dimensões e referências utilizadas no mercado europeu de grande influência aqui. Compilação foi executada, a partir do Renavam, por Paulo Garbossa, da ADK.

Compactos: Gol+Voyage, 20,9%; Palio+Siena, 16,6%; Celta+Prisma, 10,5%; Corsa hatch+sedã+Classic, 9,7%; Uno, 9,4%; Fox, 7,7%; Fiesta hatch+sedã, 6,9%; Ka, 4,4%; Logan+Sandero, 3,8%; 206/207 hatch+sedã, 2,9%; Punto+Linea, 2,1%; C3, 1,8%; Polo hatch+sedã, 1,78%. Gol e Voyage aumentam vantagem; Ka passou Logan e Sandero.
Médios-compactos: Civic, 20%; Corolla, 17%; Vectra hatch+sedã, 12%; Golf+Bora+Jetta, 10,5%; Astra hatch+sedã, 10,2%; Focus hatch+sedã, 8%; C4 hatch+sedã, 6%; 307 hatch+sedã, 5%; Stilo, 4%. Civic apertado pelo Corolla.
Médios-grandes: Fusion, 34%; Azera, 32%; Mercedes C+CLC, 8%; Accord, 6,6%; Passat, 6,2%; BMW 3, 5%. Fusion, agora, acossado pela Azera.
Grandes: Omega, 54%; BMW 5/6, 14%; Chrysler 300, 13%. Omega voltou a crescer.
Topo: Mercedes S+CL, 44%; BMW 7, 21%; Maserati Quattroporte, 15%. Classe S tranquilo.
Stations pequenas: Palio, 51%; SpaceFox, 30%; 207 SW, 10%. Sem ameaças à Palio Weekend.
Stations médias: Mégane, 48%; Jetta, 20%; Passat, 18%. Mégane ficou dona do segmento.
Monovolumes pequenos: Fit, 46%; Meriva, 29%; Idea, 23%. Meriva superou Idea.
Monovolumes médios: Picasso+Grand, 47%; Zafira, 33%; Scénic+Grand, 13%. Líder continua subindo.
Pickups pequenas: Strada, 57%; Montana, 19%; Saveiro, 18%. Strada ainda mais forte.
Pickups médias: S10, 34%; Hilux, 27%; L200, 20%. S10 continua firme.
Utilitários esporte pequenos: EcoSport, 39%; Tucson, 19%; CR-V,13%. EcoSport folgado.
Utilitários esporte médios: Captiva, 36%; Santa Fé, 18%; Hilux SW4, 13%. Difícil desbancar Captiva.
Utilitários esporte grandes: Pajero Full, 25%; Veracruz, 18%; Range Rover, 8%. Posições a consolidar.
Esporte: Mercedes SLK, 48%; 911, 14%; Audi TT, 9%. Preço ajudou o líder a acelerar.


RODA VIVA


CENÁRIO de vendas internas, ao final do ano, converge, segundo previsões da Anfavea e da Fenabrave. Números dos fabricantes (3 milhões de unidades) são um pouco mais otimistas do que os das concessionárias. Lado ruim é que volume de exportações e importações estarão quase empatados. Historicamente, o Brasil costuma exportar duas vezes mais do que importa.

ALÉM do conjunto equilibrado de sempre, realçado pela tração nas quatro rodas, o A6 sofreu retoques de estilo e recebeu um motor inteiramente novo. Essa unidade é interessante por adotar compressor no lugar do turbocompressor com bons resultados. São 290 cv e nada menos que 43 kgf.m de torque em um V-6 de 3 litros suave e silencioso. Acelerações impressionam.

SYMBOL conseguiu colocar-se melhor no mercado porque a Renault retirou o Logan com motor mais potente. Havia conflito de preços. O mais recente sedã compacto tem presença e estilo muito superior ao Clio e é agradável de dirigir, em cidade e estrada, pela suspensão bem calibrada. Precisa melhorar em detalhes de acabamento e acalmar o vai e vem da alavanca de câmbio.

INDICAÇÕES de perspectivas melhores para a economia brasileira foram referendadas pela Pirelli, que completou 80 anos no país. Empresa pretende ampliar suas vendas totais em 20% até 2011, apesar das incertezas sobre a reação das motocicletas, segmento muito importante para a marca.

SEGURANÇA sob novos ângulos é tema do livro do jornalista J. Pedro Correa: 20 anos de lições de trânsito. Reúne 26 entrevistas, em 256 páginas, e reflete sua experiência e especialização no tema, vinculadas ao Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST), que coordenou com entusiasmo. PVST, dos mais importantes em execução no país, vai além dos caminhões.

sábado, 18 de julho de 2009

Nissan Skyline Crossover chega este mês no Japão

Misto de cupê e utilitário esportivo, destaque do modelo são os itens de segurança
A partir do dia 18, a Nissan dará início às vendas do Skyline Crossover, no Japão. O modelo que mistura características de cupê e de utilitário esportivo tem como O grande destaque do veículo fica por conta das tecnologias de segurança e prevenção de acidentes. O preço ainda não foi divulgado pela marca.

O sistema eletrônico LDP (Lane Departure Prevention) avisa se o veículo sair da faixa de rolamento através de quatro câmeras que acompanham todo o trajeto percorrido e auxiliam a retomar o caminho correto. Já o Around View Monitor System permite ao motorista a visualização de obstáculos próximos durante a manobra, e o FCW (Forward Collision Warning) calcula a distância do veículo à frente e alerta sobre sua aproximação.

O Skyline Crossover tem ainda o Safety Drive Guide, que fornece informações em tempo real, o Controle Dinâmico do Veículo (VDC), cintos de três pontos na traseira com travamento, sistema de frenagem de emergência, airbags e outros dispositivos de segurança.

O modelo recebeu a certificação SU-LEV, que significa redução de 75% na emissão de poluentes e taxa de reciclagem de 95%, de acordo com os padrões da Associação dos Fabricantes de Automóveis do Japão.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Tire dúvidas sobre controle de tração

Sistema ficou conhecido na Fórmula 1 e em carros da marca alemã BMW.
Dispositivo evita que as rodas girem em falso e que o veículo patine

Todo motorista já ouviu falar em controle de tração, principalmente quando se trata de competições automobilísticas. A Fórmula 1 se encarregou de popularizar o assunto ao polemizar o uso desse dispositivo nos carros das equipes que também chegou aos automóveis de passeio.

Já faz certo tempo que alguns veículos importados de grande cilindrada são equipados com tal recurso e ao que parece a inovação deve implementar cada vez mais os carros médios e também os nacionais. Mas afinal de contas, o que é e como funciona o controle de tração?

De uma marca para outra esse dispositivo é conhecido por siglas diferentes, embora o equipamento seja o mesmo. O mais comum é a abreviação do inglês “traction control system”, ou seja TCS. Para os brasileiros, a marca que mais difundiu esse recurso foi a BMW, com o recurso chamado de ASC+T, um sistema de controle de estabilidade e tração.

Esse dispositivo foi desenvolvido com o objetivo de aumentar a segurança no trânsito, em razão disso é considerado um sistema embarcado de segurança ativo. Esse equipamento funciona impedindo as rodas motrizes, ou seja, aquelas que tracionam, de perder o contato com o solo ao reduzir a força enviada às rodas, principalmente durante as arrancadas e curvas. O controle de tração pode ser instalado em carros com todo tipo de tração, seja apenas nas rodas dianteiras, nas traseiras ou nas quatro rodas. O mais comum ainda são nas rodas traseiras, pois os carros mais potentes contam com essa configuração.

O controle de tração é um sistema eletrônico gerenciado por uma central que atua sobre os freios e o motor do carro. Sua característica autoblocante impede que uma roda receba mais tração que a outra, em outras palavras, perca tração ao girar em falso, sem obter aderência para empurrar o carro para frente. Os sensores dos freios ABS identificam o momento em que a roda tende a girar em falso e imediatamente enviam essa informação para a central eletrônica, que comanda o sistema de injeção de combustível e assim passa a diminuir o fornecimento ao motor. A central também aciona o sistema de freios ABS para bloquear a roda sem tração.

Sistema atua sobre os freios e o motor do carro (Foto: Reprodução/TV Globo)

Com isso, evita-se que o torque seja enviado de forma desigual às rodas, permitindo um maior controle do carro em situações de baixa velocidade, principalmente no momento de aceleração nas saídas de curva. Na prática seria como se o motorista percebesse a patinagem e assim aliviasse o pé do acelerador momentaneamente para retomar a aceleração em seguida. A grande diferença é que tudo isso funciona numa fração de segundos, coisa que nem o motorista mais habilidoso conseguiria fazer com tal maestria.

Cada vez mais os equipamentos eletrônicos avançados têm um papel fundamental em veículos de maior potência, os carros superesportivos, mas o que inicialmente só era visto em carrões já está disponível até mesmo nos modelos populares, como, por exemplo, o sistema de freios ABS.


O controle de tração anda de mãos dadas com o ABS e também com o controle de estabilidade. A soma de todos esses recursos, sem dúvida alguma, proporciona enorme segurança ao condutor. Esses recursos mostraram-se tão eficientes que a União Européia vai tornar obrigatório o controle de estabilidade (ESP) em toda a Europa a partir de 2011. De acordo com a comissão responsável pela norma, atualmente metade dos carros vendidos no Velho Continente são equipados com o controle de estabilidade. Com esse recurso obrigatório nos carros, o objetivo é evitar 80% dos acidentes nas estradas.