quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Punto Sporting 1.8 16V E.torQ - Seis por uma dúzia

Versão esportiva do hatch compacto da Fiat ganhou mais fôlego e ficou mais econômica com o novo motor produzido pela FPT, que aposenta o ultrapassado 1.8 de origem GMa

Fotos: Beto Magalhães/EM/D.A PRESS
A linha Punto foi a primeira a receber os novos motores E.torQ 1.6 16V e 1.8 16V, desenvolvidos pela FPT Technologies (do Grupo Fiat) e produzidos na nova fábrica de Campo Largo (PR). Com o novo motor 1.8, bem mais moderno e eficiente que o anterior, o Sporting ficou mais esperto e passou a beber menos. Outra novidade importante é o câmbio automatizado Dualogic (que a Fiat, infelizmente, insiste em chamar de automático), que possibilita trocas manuais ou automáticas e que antes não equipava o hatch.

Até o Dualogic melhorou

A história dos novos motores E.torQ começa em março de 2008, quando a Fiat comprou a fábrica de Campo Largo (PR), onde eram produzidos os motores Tritec, frutos de uma parceria entre Chrysler e BMW. Por meio da sua empresa FPT Technologies, a Fiat investiu R$ 250 milhões na modernização da fábrica e no desenvolvimento de dois novos motores, 1.6 16V e 1.8 16V, a partir do Tritec 1.6, que equipava o Mini Cooper. Segundo os engenheiros da FPT, 70% dos componentes dos E.torQ são novos. A primeira linha a ser equipada com esses motores foi a do Punto, que passou a ter sete versões, incluindo a Sporting 1.8 16V, que pode ser equipada com câmbio manual ou automatizado Dualogic.

CORAÇÃO Em relação ao Tritec 1.6, os novos E.torQ receberam diversas atualizações nos componentes, que atingem bielas, pistãos, anéis, câmara de combustão, transmissão do virabrequim para o comando de válvulas (por corrente) e coletor de admissão (em plástico). As mudanças tiveram como objetivo facilitar a montagem; aumentar a resistência e rigidez estrutural; reduzir atrito, peso, tempo de combustão e necessidade de manutenção; e melhorar o fluxo da mistura ar/combustível. Na prática, essas alterações proporcionaram melhor torque em baixas rotações, economia de combustível, redução do nível de ruídos e vibrações e das emissões de poluentes e mais suavidade de funcionamento.

RODANDO Toda essa linguagem técnica pode ser traduzida em mais fôlego, principalmente em baixas rotações, quando esses motores multiválvulas costumam deixar a desejar. No caso da versão Sporting, só falta força quando o motor está abaixo das 2.200rpm. Quando se atinge 2.500rpm, e o tanque está abastecido apenas com etanol, o E.torQ 1.8 16V já entrega 93% do torque (da força), que representa 17,5kgfm, suficiente para que o carro consiga boas retomadas de velocidade, o que pode ser traduzido em ultrapassagens mais seguras. As acelerações e a máxima também são dignas de uma versão esportiva - com etanol, segundo a Fiat, a aceleração até 100km/h fica abaixo dos 10 segundos e a velocidade máxima vai além dos 190km/h.

CASAMENTO Outra novidade importante para a família Punto é o câmbio automatizado Dualogic, que a Fiat insiste em dizer que é automático. A transmissão, que antes não era oferecida para a linha, agora está disponível nas versões 1.8 16V (Sporting e Essence). Como o novo motor exigiu o desenvolvimento de um novo software para este tipo de câmbio, o casamento entre os dois foi interessante, pois os engenheiros conseguiram reduzir um pouco os trancos. Mas o Dualogic ainda continua exigindo uma certa paciência quando se quer andar mais rápido, pois o conjunto continua “pensando” um pouco (mesmo no modo S, esportivo); e nas subidas mais íngremes, quando fica mudando de 1ª para 2ª e acaba fazendo com que o motorista tenha que arrancar no meio da subida. Nessas situações, o melhor é usar o modo manual, que é bem mais prazeroso numa tocada esportiva e mais seguro para encarar ladeiras.

ADEREÇOS No mais, a versão Sporting continua com os mesmos adereços esportivos externos (faróis com máscara negra, rodas de liga de 16 polegadas com desenho exclusivo e grafitadas, minissaias laterais e saída de escape cromado) e internos (cintos de segurança, aros dos instrumentos, maçanetas das portas e faixas no painel na cor vermelha; e pedaleira em alumínio). O espaço interno é um pouco limitado, principalmente no banco traseiro. A lista de equipamentos de conforto e segurança é ampla, com destaque para o sistema Blue&Me (opcional), que possibilita fazer e receber ligações telefônicas por comando de voz; para airbag duplo e freios ABS (de série); e para airbags laterais e de cortina (opcionais).

VEREDICTO Com o novo motor 1.8, o Punto Sporting, que é um carro que tem belas linhas (criadas pelo mestre Giorgetto Giugiaro) e bom nível de equipamentos, virou outro veículo, mais gostoso de dirigir e mais econômico. Mas, como a carroceria é exatamente a mesma, o porta-malas é um pouco limitado, a frente raspa com certa facilidade em entradas e saídas de rampa e a visibilidade traseira é ruim.

Veja a galeria completa de fotos do Fiat Punto Sporting Dualogic 2011!

Versão Sporting tem vários adereços, como rodas, aerofólio no teto e ponteira cromada do escapamento

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Antigos do Brasil - A saga do jipessauro

Produzido no Brasil a partir de 1962, o Toyota Bandeirante tinha como principais características a robustez e a durabilidade, mas parou no tempo e saiu de linha

Fotos: Toyota/Divulgação
A Toyota do Brasil Indústria e Comércio Ltda foi fundada em janeiro de 1958, em São Paulo, onde produzia veículos fora de estrada. O primeiro modelo da marca montado em território nacional foi o Land Cruiser, que tinha motor seis cilindros a gasolina, de 3.8 litros e 123cv de potência. Em 1960, a Toyota reformulou o projeto e passou a equipá-lo com um quatro cilindros a diesel, o OM 324 da Mercedes-Benz. Mas foi em 1962 que a Toyota inaugurou suas novas instalações e introduziu no mercado um jipe robusto, equipado com propulsor a diesel, denominado Bandeirante.

O modelo era comercializado com quatro tipos de carroceria: picape, jipe com capota de lona e de aço e perua, que na verdade era um jipe mais alongado. O motor era o mesmo Mercedes-Benz OM 324 de 78cv e 19,6kgfm de torque. O câmbio tinha quatro marchas à frente, sendo a terceira e quarta sincronizadas. A tração era permanente nas quatro rodas e o freio de estacionamento atuava sobre o eixo cardã.

Veja mais fotos do Toyota Bandeirante!

O Toyota Bandeirante ficou conhecido por ser um veículo rústico indicado especialmente para condições severas de trabalho. Não oferecia conforto e o desempenho era apenas satisfatório. O motor a diesel, extremamente ruidoso, não chegava a ser dos mais econômicos. O jipe era o mais curto, com 3,79m de comprimento e, por ser mais leve, apresentava melhor consumo de combustível. Já a perua, com 4,26m de comprimento, tinha boa capacidade de carga, enquanto a picape transportava até 1.000 quilos.

TROCA-TROCA
Desde o lançamento até 1976, o Toyota Bandeirante praticamente permaneceu sem alterações, parado no tempo. Apenas o motor foi substituído pelo OM 314, também da Mercedes-Benz, um 4.0 litros de quatro cilindros a diesel de 85cv. Em 1990, outra mudança na motorização: o modelo passou a ser equipado com o Mercedes-Benz OM 364, de 90cv. Mas os propulsores da marca alemã eram um dos pontos fracos do Bandeirante, embora fossem de fácil manutenção e de longa durabilidade. Além disso, provocam trincas em partes da carroceria devido ao peso. Então, em 1994, o modelo ganhou o motor Toyota 14B, um quatro cilindros a diesel de 3.7 litros mais leve, que chegava a 96cv a 3.400rpm.

Maior do que o jipe Willys, o Toyota Bandeirante era o verdadeiro pau para toda obra. Os modelos equipados com os motores Mercedes-Benz tinham muito torque em baixa rotação, detalhe que garantia desempenho impecável em terrenos escorregadios e irregulares. A relação de marchas da transmissão também contribuía para a boa performance. A primeira, muito curta, transformava o jipe em um legítimo trator. Durante muito tempo, o sistema de freios do Bandeirantes foi dotado de tambores nas quatro rodas. Os discos só chegaram às rodas dianteiras em meados dos anos 1990.

A série especial Sport marcou a despedida do Bandeirante em 2001, após 39 anos e 103.750 carros produzidos


Mas a história do Toyota Bandeirante teve fim em 2001, quando a produção na fábrica do Brasil foi definitivamente encerrada. O modelo morreu como um velho dinossauro, ultrapassado, apesar de ser seguido por uma verdadeira legião de fãs. Em quatro décadas foram produzidas 103.750 unidades do modelo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Personal car - Anjo da graxa

Especialista presta consultoria a quem entende pouco de automóvel na tentativa de reduzir orçamento de serviços e revisões realizados em oficinas independentes e de concessionárias

Jackson Romanelli/EM/D.A.Press
Falta de tempo e, principalmente, pouco conhecimento técnico são barreiras para muitos proprietários ao fazer a manutenção do carro. Atento a este verdadeiro nicho de mercado, o ex-mecânico Valter Carvalho deixou o cargo de supervisor de pós-vendas em uma concessionária Peugeot de Belo Horizonte para se tornar consultor automotivo. O trabalho do profissional, também conhecido como personal car, consiste basicamente em acompanhar e autorizar reparos e revisões, procurando reduzir o preço do orçamento inicial em até 40%.

A ideia surgiu há cinco anos, quando Carvalho trabalhava como supervisor de frotistas em uma concessionária Mitsubishi. “Comecei a observar que os preços cobrados pelos serviços eram muito altos e autorizados sem qualquer tipo de questionamento. Isso facilitava peças e serviços desnecessários”, revela o especialista, que denuncia o fato de concessionárias estabelecerem altas metas de vendas para consultores técnicos e mecânicos. “Se o objetivo do dia for comercializar R$ 10 mil e somente 15 carros forem atendidos na assistência técnica, a meta deve ser batida, independente da necessidade dos serviços.”

Entre os exemplos de empurroterapia mais comuns apontados por Carvalho estão descarbonização de válvulas, descontaminação do motor, higienização de ar-condicionado e limpeza de bicos injetores. “É importante salientar que existem profissionais e oficinas idôneas, além de veículos com real necessidade de conserto. No entanto, já vi peças sendo inclusas em orçamentos de carros de pouca quilometragem sob a desculpa de que o reparo é preventivo”, alerta.

VERIFICAÇÃO
Por dia, Carvalho assegura fazer uma média de quatro atendimentos. A partir do pedido, o personal car vai até a autorizada ou oficina particular, avalia o orçamento e retira o desnecessário da lista. “Cabe ao cliente autorizar a execução do serviço e a forma de pagamento. Durante o reparo também verifico se as peças são genuínas, originais ou paralelas”, explica o personal car, que também oferece translado e assessoria para compra de novos e usados. “Vamos aonde o veículo estiver para avaliar o estado de conservação da parte mecânica, lataria, pintura, estrutura e outras partes. Quem ainda não encontrou o modelo ideal também pode contar com a minha ajuda”, complementa Carvalho, que cobra de R$ 120, para acompanhar uma revisão, a R$ 200, para pesquisar carro usado de procedência.

Depois de não concordar com os preços das duas primeiras revisões de um Citroën Xsara Picasso 2008, a estudante Patrícia Vasconscelos Gontijo contratou os serviços do personal car. “Não tenho muita noção sobre carros e nunca imaginei que poderiam cobrar tão caro. Durante a revisão de 30 mil quilômetros, a concessionária fez um orçamento de quase R$ 1.800. Com a ajuda do Valter, conseguimos reduzir o valor para R$ 500”, relata.

VARIADOS
Em Itajubá, no Sul do estado, José Antônio Gomes trabalha de forma diferente por meio de ordens de serviço e assistências variadas, que custam de R$ 20 a R$ 100. “Ofereço praticamente de tudo, desde uma simples lavagem até regularização de documentos, vistoria e perícia”, comenta o personal car, que está no ramo há dois anos e atua com a ajuda de parceiros, que lhe repassam uma comissão de cerca de 10% sobre os serviços. “Eu terceirizo e ao mesmo tempo acompanho. Caso a pintura não fique boa, nosso parceiro terá de refazê-la até o cliente aprovar. Além disso, quem me contrata ganha um desconto nas empresas que realizam os reparos explica.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vazam imagens do Mercedes CLS

Modelo ganha novo visual e motorização para lançamento no Salão de Paris

  Divulgação

Vazaram na internet as imagens do Mercedes–Benz CLS. O novo cupê de quatro portas tem grade dianteira cromada e painel frontal mais agressivo. O design do farol se manteve intacto, mas as luzes de LED de destacam e o diferenciam da versão anterior. É certamente mais elegante que o modelo antigo.

  Divulgação

No interior, o CLS continua a utilizar a sua disposição de quatro lugares, com um console central que se estende por toda a extensão da cabine. O modelo tem um novo motor de 3.5 V6 e injeção eletrônica, bem como um V8 twin-turbo de 4.6 litros bom para cerca de 430 cavalos e 71.3 kgfm de torque. A versão AMG não estará muito longe, com o totalmente novo V8 5.5 litros twin-turbo sob o capô.

  Divulgação

O novo Mercedes CLS será lançado oficialmente no Salão de Paris, em setembro.