quinta-feira, 25 de setembro de 2008

VW Pickup Concept aparece em feira na Alemanha

Modelo antecipa a futura picape média da Volkswagen, que será fabricada na Argentina no ano que vem
O mistério em torno da nova picape média da Volkswagen chegou ao fim. Não porque a versão de produção em série tenha sido anunciada, nem porque o nome, que oscila entre Robust e Taro, tenha sido anunciado, mas sim porque a marca mostrou, na principal feira de veículos comerciais da Alemanha, em Hannover, a Pickup Concept. Capaz de transportar uma tonelada de carga, a picape até pode definir o nome do novo produto, que pode ser tão prosaico e óbvio como Pickup, mesmo.Além das imagens e da firula sobre um veículo de salvamento e resgate, um disfarce que pode agradar aos surfistas, a Pickup Concept teve confirmadas poucas informações oficiais. O comprimento, por exemplo, será de 5,18 m. Já os motores serão turbodiesel com common rail. No mais, mistério, mas já sabemos que ela terá uma grande variedade de opções: cabine simples, dupla, e trações 4x2 e 4x4. Suas principais concorrentes serão Toyota Hilux, Nissan Frontier, Mitsubishi L200 Triton, Ford Ranger e Chevrolet S10. A nova picape média será feita, de início, apenas em Pacheco, na Argentina. De lá, será exportada para toda a América do Sul, Austrália, África do Sul e alguns países da Europa. Nos EUA, nem pensar, segundo nossas fontes. Tudo porque os concessionários da marca naquele país consideram que a picape usa materiais bem inferiores em qualidade ao que os consumidores norte-americanos esperam, além de entrar em um segmento pouco interessante. Depois do primeiro flagrante quase sem camuflagem, em abril deste ano, chegamos a mostrar a vocês uma projeção feita pelo designer argentino Jorge Luis Fernández, do site Area 75.Disputado, este mercado tem apresentado diversas novidades. Além da Frontier fabricada no Brasil, há também a nova Hilux, com mudanças mínimas, e, num futuro próximo, a picape derivada do Iveco Massif, que aqui deve ser lançado com outra aparência e o emblema Fiat.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Hora da verdade - Avaliação técnica do Honda Accord EX 3.5 V6


Linhas modernas conferem ao Accord aspecto discretamente esportiva

BOM

Climatização
É automático digital. Apresentou ótimo funcionamento e tem opção de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. Para os passageiros de trás, há difusor de ar específico ajustável no fim do console central, além de dutos abaixo dos assentos dianteiros. O sistema está bem vedado e a rumorosidade de funcionamento é satisfatória. O tempo gasto para dar a sensação de conforto em todo o habitáculo após meia hora trancado ao sol foi bom.

Câmbio
É automático de cinco marchas e a alavanca está no túnel central. Não tem opção de troca manual seqüencial. Na zona central do quadro de instrumentos, há display vertical informando a opção e marcha selecionada. As relações de marchas/diferencial atendem bem a dinâmica do veículo no uso na cidade e em rodovias. As trocas são suaves, sem trancos, e tem resposta imediata em kick-down.

Motor
A performance é notável para a relação peso/potência. Proporciona excelente dirigibilidade em qualquer condição de uso. As retomadas de velocidade e aceleração são brilhantes, independentemente do peso e uso do ar-condicionado. O seu funcionamento é bem elástico e a rumorosidade, aceitável. Mesmo com torque máximo atuando em alta rotação, sua condução é ótima em rotações mais baixas.

Vedação
Boa contra água e poeira. Nível interno de ruído O efeito aerodinâmico é praticamente nulo, mas no habitáculo surgem vários ruídos quando se trafega sobre pisos irregulares.

Direção
A coluna de direção tem ajuste manual em altura e distância e o volante tem boa pega e tamanho. O sistema tem reações equilibradas, boa sensibilidade e ótima resposta. O diâmetro de giro satisfaz em manobras de estacionamento e a velocidade do efeito/retorno é aceitável. A precisão na reta e em curvas é boa e as cargas do sistema assistido estão bem definidas.

Iluminação
O sistema tem sensor crepuscular e o quadro de instrumentos, iluminação permanente dia/ noite. Há luz de cortesia nos pára-sóis, porta-malas, porta-luvas e base inferior das portas dianteiras. O farol, com regulagem automática de altura em função da carga transportada, tem luz baixa com lâmpadas de descarga de alta voltagem (HID-Xenônio). Apresentou ótimo resultado em iluminação e conta com auxílio de faróis de neblina embutidos no pára-choque. No teto há duas lanternas (zona anterior e posterior), ambas com duplo spot fixo integrado. O quadro de instrumentos, console central e interruptores elétricos dos painéis de porta são de fácil identificação noturna.



Limpador do pára-brisa
São quatro os jatos de água no pára-brisa, com boa vazão, e quando acionados, palhetas de boa qualidade ativam o sistema de varredura automaticamente, atingindo ótima área. Tem sensor de chuva. O reservatório de água instalado dentro do vão do motor tem fácil acesso e 4,5 litros de capacidade volumétrica para atender também os esguichos das lentes dos faróis.

Estepe/Macaco
O estepe, que está instalado dentro do porta-malas, tem a roda e pneu iguais aos de uso. O kit de troca (macaco, chave de rodas e extensão de acionamento) estão ao lado do estepe. São cinco os prisioneiros fixos por cubo, o que facilita o apoio e a centragem da roda. A operação de troca é normal.

REGULAR

Vão do motor
O motor preenche bem o vão, e o acesso à manutenção é limitado para vários componentes. O resultado da insonorização é bom em relação ao habitáculo. Os itens de verificação constante estão bem identificados e têm fácil manuseio. O capô tem bom ângulo de abertura. Uma barra une as duas torres dos amortecedores para minimizar a torção da carroceria.

Nível interno de ruído
O efeito aerodinâmico é praticamente nulo, mas no habitáculo surgem vários ruídos quando se trafega sobre pisos irregulares.

Suspensão
O conforto de marcha em função da alta performance do motor e dos pneus da série 50 (ruins no conforto e muito vulneráveis a buracos) é um pouco prejudicado pela maior rigidez das suspensões, e as imperfeições do solo (asfalto ruim e remendado, terra com costelas e calçamento irregular) são transferidas para dentro. A estabilidade é boa, com inclinação moderada da carroceria, além de excelente precisão no contorno de curvas de raios variados. No limite da aderência lateral e direcional, tem auxílio no sistema eletrônico de controle da estabilidade e tração (VSA).

Freios
Estão muito bem dimensionados e calibrados nos dois eixos. O pedal de freio tem ótima sensibilidade e o ABS atuou com eficiência. Ao trafegar sobre piso de paralelepípedo, surge rumorosidade metálica do conjunto dianteiro (pinças/ pastilhas/ discos). O freio de estacionamento é por comando manual e atuou normalmente. Em frenagem simulada de emergência, em alta velocidade, sobre piso molhado (asfalto liso), não ocorreu alteração da trajetória e o espaço percorrido até a imobilização foi coerente com a velocidade. 

Alarme
Ao dar comando por controle remoto instalado na própria chave de ignição, que é codificada, os vidros não sobem automaticamente, mas o sistema antiesmagamento funcionou bem. Não tem proteção volumétrica contra invasão do habitáculo por meio da quebra dos vidros, mas tem a perimétrica das partes móveis.

RUIM

Acabamento da carroceria
As portas traseiras estão desniveladas na união da base inferior das colunas C e as portas dianteiras, em relação aos pára-lamas. A tampa do porta-malas está descentralizada e o capô, desnivelado em relação ao pára-lama esquerdo. A qualidade final da pintura não é boa, pois contém vários pontos com manchas no verniz.

Altura do solo
Não tem chapa protetora em aço para toda a zona inferior do motopropulsor, havendo apenas um pequeno e curto prolongamento plástico abaixo do pára-choque. Em saídas de garagem, com desnível, raspa a base inferior do pára-choque dianteiro e o prolongamento plástico. Com o veículo carregado ocorrem interferências na zona central do chassi ao transpor quebra-molas.

EXTRA

Porta-malas
O declarado pela fábrica é de 453 litros, o mesmo encontrado com o banco traseiro na posição normal.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Inflação do carro: itens que mais subiram


Lona de freio ficou 79% mais caro, em três anos

Alguns produtos e serviços necessários para o motorista andar e manter o carro tiveram alta expressiva nos últimos três anos. A lona de freio lidera a lista e é a campeã dos aumentos, ficou 79% mais cara de agosto de 2001 a agosto de 2008, conforme pesquisa AutoInforme feita mensalmente para apurar a Inflação do Carro.Na média, o motorista pagou 20,8% mais caro para andar e manter o carro nos últimos três anos. O resultado é ligeiramente mais baixo que o da inflação oficial. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) foi de 20,99% no mesmo período.Logo após a lona de freio, os itens que mais subiram no período foram a revisão do carro, que subiu 63,5% e o óleo do motor, que está custando 58,4% mais caro. Os combustíveis são os itens de maior peso na composição da Inflação do Carro, pois são responsáveis por 36% dos gastos totais com o carro. O álcool subiu acima da média, ficando 23,1% mais caro em três anos, mas a gasolina teve alta de apenas 16,4%.O seguro do carro é outro item importante nos gastos com o carro. Segundo a pesquisa, o seguro total está custando 27% mais caro.Mas a pesquisa também indicou que muitos itens subiram menos que a média e alguns até caíram de preço, caso do estacionamento por duas horas, que ficou 1,1% mais barato. O alinhamento de direção subiu apenas 1,1% e a lavagem completa ficou apenas 6,6% mais cara.


Veja nos quadros os itens que mais subiram de agosto/2001 a agosto/2008, e os itens que mais caíram no mesmo período.








sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Conheça os 20 caminhões mais emplacados em agosto

Modelo que já havia sido o mais vendido de 2007, continua mantendo uma boa média de comercialização em 2008

Segundo a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o caminhão mais emplacado no mês de agosto foi o Volkswagen 8.150 Delivery. O veículo leve obteve 619 unidades emplacadas no período, desbancando o Mercedes-Benz L1620, por 46 unidades. Na terceira colocação ficou outro Volks. Foram emplacados 538 modelos do VW 24.250.O VW 8.150 vem colecionando uma história de vendas de respeito. Em 2007, se tornou o caminhão mais vendido do mercado nacional (6.144 unidades) e fez história ao se tornar o primeiro veículo Volkswagen a liderar a lista dos mais vendidos. Título que era revezado por modelos da grande rival, Mercedes-Benz. Confira a lista completa dos 20 caminhões mais emplacados em agosto:
Marca/Modelo - Quantidade
1º VW 8.150 - 619
2ºMB L 1620 - 573
3º VW 24.250 - 538
4º MB 710 - 382
5º MB AXOR 2540 - 317
6º VW 19.320 - 278
7º VW 25.370 - 275
8º IVECO STRALIS - 270
9º FORD C-815 - 262
10º FORD F4000 - 238
11º VOLVO VM 260 - 230
12º FORD C-2428 - 219
13º MB 915C - 209
14º FORD F350 - 209
15º MB ATEGO 2425 - 208
16º MB L 1318 - 201
17º FORD C-2422 - 195
18º FORD C-1317 - 193
19º MB LS 1634 - 185
20º VW 13.180 - 184
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