segunda-feira, 8 de junho de 2009

Utilitário esportivo: segmento que mais cresce

Segmento tem 45 opções e cresceu 21,5% de janeiro a abril
Em meio a crise financeira, à dificuldade de financiamento e o medo de investir, um segmento de carros se destacou, e muito, neste ano no Brasil. É o dos utilitários esportivos. Muitas marcas passaram a oferecer versões com preços mais atrativos e houve muitos lançamentos nos últimos meses. É o segmento que oferece o maior número de opções ao comprador: 45 até hoje (26). Amanhã (27) serão 46, com o lançamento do Audi Q5, uma versão abaixo do luxuoso Q7.

O consumidor respondeu bem à oferta e foi às compras. Nem a falta do desconto do IPI para a maioria dos modelos (que não atingiu carros com motor acima de 2000cc) arrefeceu o mercado. Ao contrário: enquanto o mercado de carros e comerciais leves cresceu 0,5% nos quatro primeiros meses do ano, o setor de utilitários esportivos teve uma evolução de 21,6%, o que significou um aumento de 1,1 ponto percentual na participação do segmento no mercado total: passando de 5% para 6,1%.

Foram vendidos de janeiro a abril 52.590 unidades, para um mercado total de 864.867. No ano passado foram apenas 43.265 utilitários esportivos, para um mercado total semelhante, de 860.751 unidades.

O utilitário esportivo forma hoje o quinto segmento em participação nas vendas totais, perdendo apenas os carros de entrada, os hatchs e os sedãs pequenos e sedãs médios. Ganha em volume de vendas de todas as outras categorias: sedãs grandes, peruas, picapes médias, picapes pequenas, minivans, hatchs médios e furgões.

O Ecosport teve um crescimento residual, de apenas 1,3%, mas continua na liderança do segmento, com 15.665 unidades. No ano passado vendeu 15.469. O ano de 2009 iniciou com a presença de muitas novidades, como o Captiva, da GM, que vendeu 4.315 carros de janeiro a abril. A Honda passou a trazer a versão mais barata do CRV do México, eliminando o imposto de importação (antes vinha do Japão) e reduzindo substancialmente o preço para o consumidor. De 787 unidades vendidas no primeiro quadrimestre do ano passado, o CRV passou para 4.648. Foi o maior crescimento percentual este ano: 490%.

A Ford lançou o Edge, que vendeu 415 unidades nos quatro meses, a Dodge trouxe o Jorney (481 carros). O Hyundai Santa Fé cresceu 58%, vendendo 2.109 unidades. Outros modelos com menor presença no mercado também tiveram grande crescimento, como o Touareg, que passou de 84 unidades de janeiro a abril do ano passado para 265 este ano (aumento de 215%), o Volvo XC60, que vendeu este ano 358 carros.

O Tucson, da Hyundai, vendeu 6.014, mantendo a posição de segundo colocado no ranking dos utilitários esportivos, perdendo apenas para o Ecosport. Mas não cresceu este ano: nos quatro primeiros meses do ano passado ele vendeu 6.625 (caiu 9,2%). O outro coreano, o Sportage, da Kia, cresceu 5,7%: vendeu 1.921 carros este ano.

A GM registrou 35,9% de aumento de vendas do Tracker, e mesmo assim retirou o carro de linha, por causa da chegada do Suzuki Vitara (638 unidades este ano).

sábado, 6 de junho de 2009

Honda lança três motos no Brasil

Scooter mais vendida da marca chega ao país; Conheça as substitutas da Twister, Falcon e Tornado


Scooter Honda Lead 110 é a maior novidade da Honda












A Honda está lançando simultaneamente três novos modelos no mercado nacional. A scooter Lead 110 chega para enfrentar a Suzuki Burgman AN 125 (R$ 5.990) e Yamaha Neo 115 (R$ 5.543). As duas são líderes de vendas do segmento, nesta ordem. Em 2009, a primeira colocada tem mais de 1.000 unidades comercializadas por mês. No ano passado, a Suzuki comercializou mais de 20 mil scooters, número que vem chamando a atenção da montadora conterrânea.

A motoneta Lead 110 é o modelo mais vendido da Honda mundo afora. Utiliza motor de 108cc dotado de injeção eletrônica e transmissão automática CVT. A potência máxima é de 9,2 cavalos a 7.500 rpm.

Debaixo do banco comporta dois capacetes abertos e tem um compartimento de carga embutido na carenagem frontal. Utiliza roda de 12 polegadas na dianteira e 10 pol na traseira. O preço sugerido é de R$ 6.250. Começará a ser vendida a partir de julho.

Honda 300R é a substituta da Twister 250












STREET SPORT - Os fãs da Twister ficaram sem muitas opções na faixa das 250cc com o fim da produção do modelo, desde que os novos limites de emissão de poluentes entraram em vigor no início de 2009. Em julho chegam as lojas a substituta da esportiva de entrada da Honda, a novíssima CB 300R. A grande novidade está no motor de 300 cilindradas e injeção eletrônica.

Com motor maior que a antecessora, a 300R desenvolve torque de 2,81 kgfm a 6.000 rpm e 26,5 cavalos a 7.500 giros. A nova Honda irá enfrentar as mesmas concorrentes da Twister, a Yamaha Fazer e Kasinski Comet 250R. O preço de fábrica é R$ 11.490.

Honda XRE chega para entrar no lugar da Tornado e Falcon















TRAIL - XRE 300 chega ao mercado com a missão de substituir ao mesmo tempo a XR 250 Tornado e NX4 Falcon. A robusta trail encara tanto o asfalto quanto os pisos de terra e parte de R$ 12.890. Mas os fãs terão que esperar mais dois meses, pois a novidade chegará às lojas em agosto.

Donos da Falcon devem sentir a diferença de potência, pois a NX4 tem motor de 400cc, contra os 300cc da sucessora. A autonomia também foi reduzida de 1,53 litros para 12,4 l. Já os fãs da Tornado terão um upgrade sensível. A XRE 300 é mais equipada, mais pesada (144,5 kg) e mais potente.

Na frente, utiliza roda de 21 polegadas e 18 pol na traseira, ambas de alumínio, calçadas em pneus de uso misto Metzeler Enduro 3. O propulsor desenvolve 26,1 cavalos a 7.500 rpm.

Ciclística

A trail da Honda foi montada sobre um novo chassi - berço semiduplo - que, segundo a montadora, oferece agilidade e fácil pilotagem. Na dianteira, garfo telescópico de longo curso e freio a disco de 256 mm de diâmetro e cáliper de duplo pistão. Na traseira, suspensão monoamortecida (Pro-Link), com tensão de mola ajustável e balança de alumínio (Aluminium Swing Arm). Ao menos na teoria guarda o DNA off-road da Tornado para rodar com desenvoltura em estradas de terra.

O destaque fica por conta do novo freio traseiro: um disco de 220 mm de diâmetro com pinça de pistão simples. Na cor dourada, as pinças conferem visual ainda mais sofisticado ao novo modelo trail da Honda. O peso a seco da XRE 300 é de 144,5 kg – 7,5 kg mais leve que a Falcon, porém 10 kg mais pesada que a XR 250.

Disponível nas cores preta, vermelha e amarela metálica, a moto chega à rede de concessionárias em agosto. No primeiro ano, a Honda espera vender 40 mil unidades da XRE 300. O preço público sugerido é de R$ 12.890,00 (base Estado de São Paulo) e não inclui despesas com frete e seguro. Porém, na prática esta moto deverá ser comercializada em torno de R$ 13.500,00. Sua principal concorrente, a Yamaha Lander 250 (2008), tem 20,7 cv de potência máxima e custa R$ 12.331,00.

Ficha técnica

Motor: 291,6cc, DOHC, monocilíndrico, 4 tempos, 4 válvulas, arrefecido a ar
Potência máxima: 26,1 cv a 7.500 rpm
Torque máximo: 2,81 kgf.m a 6.000 rpm
Diâmetro x curso: 79,0 x 59,5 mm
Alimentação: injeção eletrônica de combustível PGM-FI
Relação de compressão: 9,0 : 1
Farol (alto/baixo): 60/55W
Sistema de partida: elétrica
Capacidade do tanque: 12,4 litros (2,3 litros de reserva)
Óleo do motor: 2,0 litros (1,4 litro para troca)
Transmissão: 5 velocidades
Embreagem: multidisco em banho de óleo
Suspensão dianteira: garfo telescópico com 245 mm de curso
Suspensão traseira: pro-link com 225 mm de curso
Freio dianteiro: disco simples de 256 mm de diâmetro e cáliper de duplo pistão
Freio traseiro: disco simples de 220 mm de diâmetro e cáliper de pistão simples
Pneu dianteiro: 90/90 – 21M/C (54S)
Pneu traseiro: 120/80 – 18M/C (62S)
Chassi: berço semiduplo
Altura do assento: 860 mm
Altura mínima do solo: 259 mm
Dimensões (C x L x A): 2.171 x 830 x 1.181 mm
Entre-eixos: 1.417 mm
Peso seco: 144,5 kg
Cores: preta, vermelha e amarela metálica
Preço: R$ 12.890,00

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Quanto realmente custa a inspeção veicular?

No início deste ano, quando a prefeitura de São Paulo deu início às inspeções ambientais houve quem não gostasse da ideia, apesar do esforço do município em reduzir a poluição do ar paulistano. Um dos motivos de reprovação é o fato de os carros mais novos (a partir de 2003) serem os primeiros da lista, além da taxa a ser paga pelo serviço: R$ 52,89. A prefeitura prometeu devolver o valor caso o carro fosse aprovado de primeira no teste, mas, até o início do ano, não havia deixado claro como faria a devolução. Quem não fizer a inspeção, além de não poder efetuar o licenciamento do veículo, pode ser multado.

Para quem está com o carro em ordem e passa sem problemas pela inspeção, o prêmio é a taxa de agendamento devolvida. Mas, para os reprovados, além de perder o valor pago pela inscrição, os custos e o tempo perdido para regular o carro são grandes. Para conferir qual é o ‘custo da fumaça’, o iCarros utilizou um Ford Ecosport 1.6 flex ano 2005 das fotos como modelo.


Calvário

Quem não passar na inspeção veicular recebe um papel indicando que o proprietário do veículo tem 30 dias para reagendar o teste e este é o prazo que ele tem para colocar o carro em ordem. O Ecosport utilizado de modelo passou na análise, mas, e se não estivesse ok? Um dos problemas mais comuns é o combustível. Se estiver adulterado, a queima dentro do motor não será ideal e isso influenciará nos testes. Vale a pena investir num combustível de melhor procedência.


Outra peça que pode reprovar o carro é o filtro de ar do motor. Caso esteja em más condições ou entupido, a queima de combustível também não será ideal e é possível que o veículo seja reprovado. No caso do Ecosport, a peça custa R$ 32 e outros R$ 90 de mão-de-obra para efetuar a troca da peça em uma concessionária Ford da capital paulista.


Velas ruins ou em curto influenciam a queima e deixam o motor desregulado. O jogo de velas (com quatro) do Ecosport custa R$ 48 mais os R$ 90 cobrados por meia hora de mão de obra na oficina da montadora. Como as trocas das velas e do filtro de ar do motor são serviços mais simples, a concessionária diz que pode trocar as duas peças cobrando apenas uma mão-de-obra, caso as substituições sejam feitas em conjunto.


Ao contrário dos carros que utilizam carburadores, os modelos com injeção eletrônica dificilmente ficam com a marcha lenta desregulada. Se isso acontecer, há algo errado com o motor e o problema pode ser desde o combustível ruim a uma falha em algum dos sensores da injeção eletrônica. A diagnose do defeito demanda meia hora de mão-de-obra na concessionária Ford, ou seja, mais R$ 90 apenas para descobrir qual o problema.


Um fator decisivo na reprovação de um carro na inspeção é o catalisador. A peça reage quimicamente nos gases que saem do motor, reduzindo as emissões de poluentes. Se estiver com defeito, desgastado pelo uso ou por combustível ruim, a peça perde eficiência e aumenta os níveis de poluição emitidos pelo veículo.


Se, até agora, as peças não passaram dos R$ 100 é melhor pegar uma cadeira. Um conversor catalítico original para nosso Ecosport 1.6 flex custa a bagatela de R$ 947 e mais R$ 180 pela mão-de-obra. Além disso, o catalisador é uma peça dificilmente encontrada nos estoques das lojas e precisa ser encomendada. O mais alarmante é que o preço alto estimula a compra de peças ‘genéricas’ ou, pior ainda, escapamentos sem o catalisador. Em ambos os casos, a substituição não ajuda em nada na hora da inspeção.


Outro ponto que os proprietários devem ficar atentos é ao agendamento para o conserto. Algumas oficinas pedem que a visita seja marcada com antecedência e o carro fica parado um dia para diagnose. Para trocar as peças é preciso fazer mais outro agendamento. O ideal é não deixar para o final dos 30 dias de prazo para regulamentar o carro, pois ele pode ficar preso na oficina.


Passo a passo


Após ter pago a taxa pelo teste, o proprietário agenda a inspeção em uma das cinco unidades da Controlar, empresa responsável pelo teste. A data para o agendamento varia de acordo com a placa do veículo:

Final da placa | Início do agendamento | Início da inspeção | Término da inspeção

1 | 5 de janeiro | 1 de fevereiro | 30 de abril

2 | 1 de fevereiro | 3 de março | 31 de maio

3 | 1 de março | 2 de abril | 30 de junho

4 | 1 de abril | 3 de maio | 31 de julho

5 | 1 de maio | 3 de junho | 31 de agosto

6 | 1 de maio | 3 de junho | 31 de agosto

7 | 1 de junho | 3 de julho | 30 de setembro

8 | 1 de julho | 3 de agosto | 31 de outubro

9 | 1 de agosto | 2 de setembro | 30 de novembro

0 | 1 de setembro | 3 de outubro | 31 de dezembro


Como funciona?


Os pontos de inspeção da Controlar estão espalhados pela cidade, sendo duas na zona oeste de São Paulo, dois na zona leste e um na zona sul. No caso do Ecosport, o carro foi levado ao centro de inspeção da Barra Funda, na Zona Oeste. Por lá, o atendimento foi rápido e não havia fila de espera. Antes de entrar na baia de inspeção, um funcionário da Controlar aborda o motorista e, se necessário explica todo o processo e tira dúvidas sobre o teste. Após isso, o motorista entrega o carro ao funcionário.


Já na baia, um técnico verifica os níveis de água e óleo do motor, além de vazamentos e barulhos. Depois, com o auxílio de um espelho, checa o sistema de escape por baixo do carro em busca de alterações. Depois da verificação visual, o técnico acopla um sensor na ponta do escapamento e mede os níveis de óxidos de carbono, diluição dos poluentes e emissão de hidrocarbonetos. Os números variam de acordo com as especificações de cada carro.


Todo o processo não levou mais de cinco minutos e na saída outro funcionário aborda o motorista novamente e pergunta se restou alguma dúvida. Para testar os conhecimentos, perguntamos sobre a devolução da taxa de inspeção e sobre o teste para motocicletas. O funcionário respondeu a ambas corretamente.

Consciência

A inspeção veicular ambiental não serve apenas de empecilho ao licenciamento. É o primeiro passo para a criação de uma cultura de manutenção dos carros e para a conscientização ambiental. Para isso, não basta apenas passar no teste. Andar de forma mais racional ajuda a diminuir a poluição e economiza combustível, ajudando o bolso e o poluído ar paulistano.


Serviço


Contato: www.controlar.com.br (agendamento e emissão de boleto para pagamento da taxa) ou (11) 3545 6868


Inscrição para a devolução da taxa, caso o carro passe de primeira no teste: http://www.devolucaoinspecao.prefeitura.sp.gov.br/


Guia da Inspeção Veicular elaborado pela prefeitura de São Paulo: http://www.prefeitura.sp.gov.br/portal/a_cidade/noticias/index.php?p=28031


Endereços dos postos de atendimento da Controlar em São Paulo:

- Centro de Inspeção Jaguaré: av. Engenheiro Billings, 2100 - zona oeste

- Centro de Inspeção Pq. São Jorge: av. Condessa Elizabeth de Robiano, 1.822 - zona leste

- Centro de Inspeção Anchieta: rua Francisco Bautista, 163 (altura do km 12 da Via Anchieta) - zona sul

- Centro de Inspeção Barra Funda: rua Gustav Willi Borghoff, 450 - zona oeste

- Centro de Inspeção São Miguel: rua Cembira, 422 - zona leste


Área Verde

Os modelos mais e menos verdes

Os melhores e piores carros para o meio-ambiente

O Greener Cars, organização sem fins lucrativos que faz parte do American Council for an Energy Efficient Economy (conselho americano para uma economia eficiente de energia), sediado em Washington (EUA), listou os 12 carros mais e menos verdes de 2008. A entidade tem como missão divulgar e estudar formas de proteger o meio ambiente.

Mais verdes

  • Honda Civic GX 1.8
  • Toyota Prius 1.5
  • Honda Civic Hybrid 1.3
  • Smart Fortwo Convertible / Coupe 1.0
  • Toyota Yaris 1.5
  • Nissan Altima Hybrid 2.5
  • Toyota Corolla 1.8
  • Mini Cooper / Clubman 1.6
  • Ford Focus 2.0
  • Toyota Camry Hybrid 2.4
  • Honda Civic 1.8
  • Honda Fit 1.5

Menos verdes

  1. Volkswagen Touareg 5.0
  2. Bugatti Veyron 8.0
  3. Mercedes-Benz Gl320 CDI 3.0
  4. Jeep Grand Cherokee 3.0
  5. Mercedes-Benz R320 CDI 3.0
  6. Lamborghini Murcielago/ Murcielago Roadster 6.5
  7. Mercedes-Benz Ml320 CDI 3.0
  8. Mercedes-Benz G55 AMG 5.4
  9. Hummer H2 6.0
  10. GMC Yukon 2500 6.0
  11. Bentley Azure 6.7
  12. Bentley Arnage 6.7