quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Hora da verdade - Avaliação técnica do Honda Accord EX 3.5 V6


Linhas modernas conferem ao Accord aspecto discretamente esportiva

BOM

Climatização
É automático digital. Apresentou ótimo funcionamento e tem opção de temperatura diferenciada para condutor e passageiro. Para os passageiros de trás, há difusor de ar específico ajustável no fim do console central, além de dutos abaixo dos assentos dianteiros. O sistema está bem vedado e a rumorosidade de funcionamento é satisfatória. O tempo gasto para dar a sensação de conforto em todo o habitáculo após meia hora trancado ao sol foi bom.

Câmbio
É automático de cinco marchas e a alavanca está no túnel central. Não tem opção de troca manual seqüencial. Na zona central do quadro de instrumentos, há display vertical informando a opção e marcha selecionada. As relações de marchas/diferencial atendem bem a dinâmica do veículo no uso na cidade e em rodovias. As trocas são suaves, sem trancos, e tem resposta imediata em kick-down.

Motor
A performance é notável para a relação peso/potência. Proporciona excelente dirigibilidade em qualquer condição de uso. As retomadas de velocidade e aceleração são brilhantes, independentemente do peso e uso do ar-condicionado. O seu funcionamento é bem elástico e a rumorosidade, aceitável. Mesmo com torque máximo atuando em alta rotação, sua condução é ótima em rotações mais baixas.

Vedação
Boa contra água e poeira. Nível interno de ruído O efeito aerodinâmico é praticamente nulo, mas no habitáculo surgem vários ruídos quando se trafega sobre pisos irregulares.

Direção
A coluna de direção tem ajuste manual em altura e distância e o volante tem boa pega e tamanho. O sistema tem reações equilibradas, boa sensibilidade e ótima resposta. O diâmetro de giro satisfaz em manobras de estacionamento e a velocidade do efeito/retorno é aceitável. A precisão na reta e em curvas é boa e as cargas do sistema assistido estão bem definidas.

Iluminação
O sistema tem sensor crepuscular e o quadro de instrumentos, iluminação permanente dia/ noite. Há luz de cortesia nos pára-sóis, porta-malas, porta-luvas e base inferior das portas dianteiras. O farol, com regulagem automática de altura em função da carga transportada, tem luz baixa com lâmpadas de descarga de alta voltagem (HID-Xenônio). Apresentou ótimo resultado em iluminação e conta com auxílio de faróis de neblina embutidos no pára-choque. No teto há duas lanternas (zona anterior e posterior), ambas com duplo spot fixo integrado. O quadro de instrumentos, console central e interruptores elétricos dos painéis de porta são de fácil identificação noturna.



Limpador do pára-brisa
São quatro os jatos de água no pára-brisa, com boa vazão, e quando acionados, palhetas de boa qualidade ativam o sistema de varredura automaticamente, atingindo ótima área. Tem sensor de chuva. O reservatório de água instalado dentro do vão do motor tem fácil acesso e 4,5 litros de capacidade volumétrica para atender também os esguichos das lentes dos faróis.

Estepe/Macaco
O estepe, que está instalado dentro do porta-malas, tem a roda e pneu iguais aos de uso. O kit de troca (macaco, chave de rodas e extensão de acionamento) estão ao lado do estepe. São cinco os prisioneiros fixos por cubo, o que facilita o apoio e a centragem da roda. A operação de troca é normal.

REGULAR

Vão do motor
O motor preenche bem o vão, e o acesso à manutenção é limitado para vários componentes. O resultado da insonorização é bom em relação ao habitáculo. Os itens de verificação constante estão bem identificados e têm fácil manuseio. O capô tem bom ângulo de abertura. Uma barra une as duas torres dos amortecedores para minimizar a torção da carroceria.

Nível interno de ruído
O efeito aerodinâmico é praticamente nulo, mas no habitáculo surgem vários ruídos quando se trafega sobre pisos irregulares.

Suspensão
O conforto de marcha em função da alta performance do motor e dos pneus da série 50 (ruins no conforto e muito vulneráveis a buracos) é um pouco prejudicado pela maior rigidez das suspensões, e as imperfeições do solo (asfalto ruim e remendado, terra com costelas e calçamento irregular) são transferidas para dentro. A estabilidade é boa, com inclinação moderada da carroceria, além de excelente precisão no contorno de curvas de raios variados. No limite da aderência lateral e direcional, tem auxílio no sistema eletrônico de controle da estabilidade e tração (VSA).

Freios
Estão muito bem dimensionados e calibrados nos dois eixos. O pedal de freio tem ótima sensibilidade e o ABS atuou com eficiência. Ao trafegar sobre piso de paralelepípedo, surge rumorosidade metálica do conjunto dianteiro (pinças/ pastilhas/ discos). O freio de estacionamento é por comando manual e atuou normalmente. Em frenagem simulada de emergência, em alta velocidade, sobre piso molhado (asfalto liso), não ocorreu alteração da trajetória e o espaço percorrido até a imobilização foi coerente com a velocidade. 

Alarme
Ao dar comando por controle remoto instalado na própria chave de ignição, que é codificada, os vidros não sobem automaticamente, mas o sistema antiesmagamento funcionou bem. Não tem proteção volumétrica contra invasão do habitáculo por meio da quebra dos vidros, mas tem a perimétrica das partes móveis.

RUIM

Acabamento da carroceria
As portas traseiras estão desniveladas na união da base inferior das colunas C e as portas dianteiras, em relação aos pára-lamas. A tampa do porta-malas está descentralizada e o capô, desnivelado em relação ao pára-lama esquerdo. A qualidade final da pintura não é boa, pois contém vários pontos com manchas no verniz.

Altura do solo
Não tem chapa protetora em aço para toda a zona inferior do motopropulsor, havendo apenas um pequeno e curto prolongamento plástico abaixo do pára-choque. Em saídas de garagem, com desnível, raspa a base inferior do pára-choque dianteiro e o prolongamento plástico. Com o veículo carregado ocorrem interferências na zona central do chassi ao transpor quebra-molas.

EXTRA

Porta-malas
O declarado pela fábrica é de 453 litros, o mesmo encontrado com o banco traseiro na posição normal.

Avaliações do engenheiro Daniel Ribeiro Filho, da Tecnodan.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Inflação do carro: itens que mais subiram


Lona de freio ficou 79% mais caro, em três anos

Alguns produtos e serviços necessários para o motorista andar e manter o carro tiveram alta expressiva nos últimos três anos. A lona de freio lidera a lista e é a campeã dos aumentos, ficou 79% mais cara de agosto de 2001 a agosto de 2008, conforme pesquisa AutoInforme feita mensalmente para apurar a Inflação do Carro.Na média, o motorista pagou 20,8% mais caro para andar e manter o carro nos últimos três anos. O resultado é ligeiramente mais baixo que o da inflação oficial. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado) foi de 20,99% no mesmo período.Logo após a lona de freio, os itens que mais subiram no período foram a revisão do carro, que subiu 63,5% e o óleo do motor, que está custando 58,4% mais caro. Os combustíveis são os itens de maior peso na composição da Inflação do Carro, pois são responsáveis por 36% dos gastos totais com o carro. O álcool subiu acima da média, ficando 23,1% mais caro em três anos, mas a gasolina teve alta de apenas 16,4%.O seguro do carro é outro item importante nos gastos com o carro. Segundo a pesquisa, o seguro total está custando 27% mais caro.Mas a pesquisa também indicou que muitos itens subiram menos que a média e alguns até caíram de preço, caso do estacionamento por duas horas, que ficou 1,1% mais barato. O alinhamento de direção subiu apenas 1,1% e a lavagem completa ficou apenas 6,6% mais cara.


Veja nos quadros os itens que mais subiram de agosto/2001 a agosto/2008, e os itens que mais caíram no mesmo período.








sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Conheça os 20 caminhões mais emplacados em agosto

Modelo que já havia sido o mais vendido de 2007, continua mantendo uma boa média de comercialização em 2008

Segundo a Fenabrave – Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, o caminhão mais emplacado no mês de agosto foi o Volkswagen 8.150 Delivery. O veículo leve obteve 619 unidades emplacadas no período, desbancando o Mercedes-Benz L1620, por 46 unidades. Na terceira colocação ficou outro Volks. Foram emplacados 538 modelos do VW 24.250.O VW 8.150 vem colecionando uma história de vendas de respeito. Em 2007, se tornou o caminhão mais vendido do mercado nacional (6.144 unidades) e fez história ao se tornar o primeiro veículo Volkswagen a liderar a lista dos mais vendidos. Título que era revezado por modelos da grande rival, Mercedes-Benz. Confira a lista completa dos 20 caminhões mais emplacados em agosto:
Marca/Modelo - Quantidade
1º VW 8.150 - 619
2ºMB L 1620 - 573
3º VW 24.250 - 538
4º MB 710 - 382
5º MB AXOR 2540 - 317
6º VW 19.320 - 278
7º VW 25.370 - 275
8º IVECO STRALIS - 270
9º FORD C-815 - 262
10º FORD F4000 - 238
11º VOLVO VM 260 - 230
12º FORD C-2428 - 219
13º MB 915C - 209
14º FORD F350 - 209
15º MB ATEGO 2425 - 208
16º MB L 1318 - 201
17º FORD C-2422 - 195
18º FORD C-1317 - 193
19º MB LS 1634 - 185
20º VW 13.180 - 184
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Todos de olho grande


Fabricantes mundiais estão de olho no mercado brasileiro
A grande expansão de vendas do mercado brasileiro, a partir de 2004, está viabilizando segmentos anteriormente com pouca oferta de modelos. Um deles é o de utilitários esporte médios que cresceu quase 100% nos primeiros sete meses do ano, em relação a 2007. No ano atingirá cerca de 20.000 unidades, menos de 1% do mercado de veículos de passageiros, porém a lucratividade atrai novos protagonistas.Produtos mexicanos serão cada vez mais atraentes no Brasil, pois o acordo comercial elimina o imposto de importação. A maioria dos modelos lá fabricados está voltada, ainda, para os EUA. Mas o cenário vai mudar com o perfil de veículos menores, no momento exigido pelos americanos. Aqui a Ford foi a primeira a se beneficiar, com o Fusion. E a GM traz agora o utilitário esporte Chevrolet Captiva. Insere no segmento um preço atraente – entre R$ 93.000,00 (4x2) e R$ 100.000,00 (4x4 por demanda) –, ao se considerar seu motor V6 de alumínio de 261 cv, o mais barato do mercado. E há ainda um 4-cilindros/2,4L/170 cv, que também poderia ser oferecido em 2009.Com 4,57 m de comprimento (menos que o Vectra) e entreeixos de 2,71 m, o Captiva oferece bom espaço interno e estaciona sem dificuldade. O estilo é equilibrado, capaz de agradar em diferentes mercados. A qualidade dos materiais do interior, os equipamentos de série (controlador de cruzeiro, ar-condicionado digital, redes duplas no porta-malas, etc.) e os recursos de segurança (seis airbags, controle de trajetória, monitor de pressão dos pneus) o tornam um modelo muito competitivo frente aos concorrentes – do Tucson ao Hilux SW4 (em breve com motor a gasolina). Fazem falta computador de bordo e regulagem de distância do volante.Câmbio automático de seis marchas, com comando seqüencial, permite rodar a 120 km/h a apenas 2.000 rpm. O motor tem potência e torque (33 kgf.m) de sobra. A unidade avaliada só com tração dianteira, em Los Cabos, México, mostrava uma breve instabilidade direcional ao se arrancar com firmeza, mas a GM garante que na versão adquirida aqui isso desaparece. O Captiva tem potencial de conquistar, facilmente, até 50% de participação no segmento, inclusive pela capilaridade dos 550 distribuidores da marca.O outro extremo do mercado também terá novidades. Carlos Ghosn, presidente da aliança Renault-Nissan, em viagem ao Brasil admitiu pela primeira vez que poderá lançar aqui um modelo de menos de US$ 10 mil (R$ 16 mil, sem impostos), baseado no que está sendo desenvolvido com o fabricante indiano Bajaj. “Não igual, porque a legislação e o estágio de exigência dos compradores são diferentes. Todos têm o desejo em comum de adquirir um automóvel novo. Hoje, inclusive, o carro nacional mais barato, embora antigo, já custa R$ 16.000,00 sem impostos”, analisou.Como todos os fabricantes mundiais estão de olho grande no crescimento do nosso mercado, a Nissan fabricará seu primeiro automóvel brasileiro, o monovolume Livina, de 5 e 7 lugares, sobre a arquitetura dos compactos anabolizados Logan/Sandero. Para confirmar a regra, a Suzuki volta ao Brasil depois de cinco anos, inicialmente como importadora. Não seria surpresa se também produzisse.
RODA VIVA
MODA aventureira continua a ter novos seguidores. Renault confirmou, para outubro, o Sandero Stepway com a fórmula suspensão elevada-adereços de praxe. Como a Fiat se deu a liberdade de classificar a station Palio Adventure Locker como “SUV light”, a Renault classifica o Stepway de “modelo estilo crossover”. Crossover não é estilo, mas um tipo de carroceria, bem diferente...
BOA iniciativa da Anfavea ao organizar o seminário “Desafio da Mobilidade Urbana”, semana passada, em São Paulo, SP. Tema está longe ser levado a sério no Brasil, além de idéias simplistas de excesso de carros nas ruas. Quase nada de recursos de informática se aplica, nem mesmo painéis eletrônicos informativos. No futuro, pedágio urbano pode até ser considerado. Antes, há muito por fazer.
SEM os enfeites de aventura e suspensões na altura normal, a station Palio Weekend ELX destaca-se pelas linhas – o melhor trabalho dos estilistas de Betim, MG até o momento –, além do espaçoso porta-malas. Pena que agora já não é mais possível a opção do motor de 1,8 L/114 cv (etanol). Em cidade, o motor de 1,4 L/85 cv dá conta do recado, porém carregada, na estrada, deixa bem a desejar.
IDENTIFICAR álcool (etílico) como etanol é o primeiro passo, considerado pelos produtores nacionais, para torná-lo matéria-prima cotada em bolsa e preço estável. Não se trata apenas de trocar o nome nos postos de abastecimento. Há necessidade de especificação físico-química mundial do produto. Brasil e EUA começam a acertar os ponteiros nesse rumo. Muito bom.
RESOLVIDO o imbróglio das novas placas de identificação que não encaixam nos pára-choques de alguns modelos. Contran autorizou dimensões até 15% menores que o padrão, nesses casos. Com um pouco mais de atenção, poderia ter-se evitado esse estorvo regulatório desnecessário.