quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

BYD inicia vendas do F3DM, primeiro híbrido plug-in do mundo


Ao contrário do Volt, veículo não tem tração inteiramente elétrica, mas também por motor a combustão
A China, sem alarde, vem conquistando grandes coisas no mundo automotivo. Depois de se tornar um dos mercados mais importantes do planeta, algo quase natural, diante de sua população, ela resolveu se destacar também em avanços tecnológicos. Foi isso que fez a BYD, que lançou esta semana o primeiro carro híbrido que pode ser reabastecido na tomada, ou híbrido plug-in, como eles vêm sendo chamados. O F3DM (Dual Mode, ou dois modos) pode rodar até 100 km apenas com a energia de suas baterias.Apesar de ser uma bela conquista, a marca exagerou na comemoração ao dizer que bateu a Toyota e a GM na corrida por esse tipo de veículo. A Toyota pode até ter sido vencida, mas a General Motors está desenvolvendo um veículo muito mais sofisticado do que híbrido plug-in. O Volt, apesar de também poder ter suas baterias carregadas na tomada, não é exatamente um híbrido, mas sim um veículo elétrico com autonomia estendida por um motor a combustão, que não participa da tarefa de movimentá-lo. É isso que caracteriza um modelo de tração híbrida.De qualquer maneira, o sistema híbrido dois-modos do BYD F3DM acaba tendo três modos de atuação e também permite que o motor a combustão acione um gerador para esticar a autonomia do veículo. Pena é a BYD não dispor de uma assessoria de imprensa eficiente, que possa enviar imagens e informações consistentes do novo carro. Ficamos sem saber, por exemplo, para quanto a autonomia do F3DM pode ser esticada, mas não deve ser pouca coisa. Assim, a baixa potência do motor BYD371QA do F3DM acaba fazendo sentido. Isso porque o sedã chinês é grande: tem 4,53 m de comprimento, 1,71 de largura e 1,52 m de altura, um porte semelhante ao do Toyota Corolla, modelo que claramente inspirou o desenho do híbrido chinês.Com ciclo Atkinson, que já explicamos quando falamos do Ford Fusion 2010, o BYD371QA gera 68 cv e 90 Nm entre 4.000 rpm e 4.500 rpm. Ele é todo de alumínio e tem apenas três cilindros, que deslocam apenas apenas 1 litro.O motor elétrico tem 102 cv e 400 Nm de torque desde a imobilidade, o que confere ao sedã acelerações excelentes. Seriam ainda melhores se o peso não fosse de 1.560 kg, devido às baterias de óxido ferroso, instaladas no assoalho do sedã para não roubar espaço de carga ou dos passageiros. Mesmo com tudo isso para carregar o F3DM acelera de 0 a 100 km/h em 10,5 s. A máxima, em prol da autonomia, é limitada a 150 km/h.Com tudo isso, o que o sedã da BYD tem de melhor é seu preço. São 150 mil iuan, a moeda chinesa. Em reais, isso equivale a R$ 52 mil, o valor que a Honda anda cobrando pelo novo Fit, ou R$ 10 mil a menos do que a Honda pede pelo Civic. E com um custo de rodagem muito mais baixo e mais limpo. Para 2009, a BYD pretende começar a produzir veículos totalmente elétricos. Quem sabe ela também não programe começar a vender seus carros no Brasil? Bem que nós poderíamos ajudá-la na meta de aumentar a produção do sedã para 200 mil no ano que vem.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Kit de xenônio está proibido a partir de 2009


Somente automóveis com a instalação original e limpador de farol poderão utilizar o sistema
O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) publicou uma resolução (número 294) que proíbe o kit de xenônio. Só poderão usar o sistema de iluminação com gás xenônio os carros com faróis originais de fábrica.A argumentação do Contran é que as lâmpadas de xenônio, quando adaptados a um conjunto óptico que não foi feito para funcionar com esse tipo de sistema, prejudicam os outros motoristas. Um exemplo: quando o automóvel está com sobrecarga, especialmente no eixo traseiro, o facho tende a ficar mais alto e acaba ofuscando os outros motoristas. O kit, no mercado de reposição, varia de R$ 500 a R$ 1,5 mil. De acordo com a lei, todo veículo equipado com faróis de xenônio deve ter limpadores de farol, para que sujeiras na lente não mudem a direção do facho de luz, algo que só está presente em modelos originais. Segundo o Contran, o desrespeito à norma é considerado infração grave, que prevê multa de R$ 127 e retenção do veículo.Recentemente, a Citroën lançou o C4 Pallas com faróis de xenônio opcionais. O valor sugerido pelo equipamento é de R$ 6,7 mil. Isso porque o que equipa o sedã da Citroën não é apenas um kit, mas todo um conjunto projetado para utilizar o sistema com descarga de gás xenônio, com regulagem de altura do facho.Se o guarda lhe parar e você quiser teimar com ele sobre a originalidade do seu xenônio, prepare-se para ter em mãos o manual do proprietário do carro. Você só ficará sem a multa se for comprovado que seu carro veio com o sistema de fábrica e atende aos requisitos da resolução. Arranque as lâmpadas coloridas e as coloque na árvore de natal. É melhor tê-las lá do que estragar o bolso do seu papai Noel.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Pirataria: peças de automóveis também estão na lista

Texto: Alexandre Akashi/Oficina Brasil
Peças falsas elevam a probabilidade de acidentes, pois não têm compromisso com a qualidade
Rolamentos, pastilhas de freio, caixas de direção, catalisadores, amortecedores, palhetas limpadoras de vidros, filtros e lâmpadas são os produtos automotivos preferidos por piratas e falsificadores, segundo relatório da CPI da Pirataria, da Câmara dos Deputados Federais, de 2004. A notícia não é nova, mas as ações tomadas pelo setor produtivo da cadeia automotiva no combate a falsificação, sim.Uma delas é a inclusão do setor de autopeças na campanha intitulada “Com produto pirata não tem mágica”, elaborada pelo Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), e que abrange ainda os mercados de vídeo, cabos elétricos, suprimentos de informática ótica/brinquedos/tênis, e produtos de limpeza/cosméticos. Essa preocupação indica que a presença de componentes ilegais no mercado de reposição é um fato, e tem incomodado as marcas líderes, a ponto de os sindicatos patronais se mobilizarem para alertar, por meio de um filme publicitário veiculado na Rede Globo, em âmbito nacional, toda a cadeia consumidora (dono do carro, reparador, varejista e distribuidor) sobre os riscos à saúde e os prejuízos causados pela pirataria ao cidadão e à comunidade.
Casos reais
A falsificação de velas automotivas não aparece na lista de produtos divulgada pela CPI da Pirataria, mas também é um fato. Isso porque a NGK é grande fornecedora de peças para as montadoras no mundo inteiro e, além disso, possui grande parte do mercado de velas automotivas no Brasil. No mês passado, a NGK informou que detectou um lote de peças irregulares no mercado de reposição, em São Paulo e nas regiões Sul, Nordeste e Centro-Oeste. "Precisamos de apenas uma reclamação no nosso call center técnico para verificar a existência do problema", afirma o chefe de Assistência Técnica da NGK, Ricardo Namie.Diante da evidência, a NKG disparou alertas para toda a base de distribuidores e rede varejista de autopeças, com instruções de como identificar a peça fajuta (veja ao lado). "Os falsários estão cada vez mais sofisticados", afirma Namie. "Já copiam até a nossa embalagem tipo berço, que criamos especificamente para o mercado brasileiro como forma de coibir isso", revela.Outra indústria que sofre constantemente com a falsificação dos produtos que fabrica é a Sabó. O diretor de Aftermarket, Marcus Vinícius da Silva, conta que os retentores (outro produto não identificado pela CPI) são alvos freqüentes de pirataria e, por conta disso, criou procedimentos no call center técnico que ajudam a identificar irregularidades. "A falta de nota fiscal sempre denuncia a ilegalidade do produto", comenta Silva. Apesar do investimento constante na divulgação dos riscos causados pela pirataria e falsificação, dados da empresa revelam que a presença de retentores falsos no mercado tem sido mais freqüente. A cada semana, cerca de cinco reclamações recebidas pelo call center técnico são identificadas como problemas por falsificação do produto. Um destes investimentos é o Caderninho Sabó, que na edição de novembro dedicou amplo editorial a conscientizar o consumidor (reparador) dos riscos da pirataria.
Acesso
E por onde entram as peças piratas? De acordo com a CPI da Pirataria, os pontos de entrada de autopeças ilegais são os portos, e depois elas partem para as cidades de Londrina (PR), Maringá (PR), Ribeirão Preto (SP), Araras (SP) e Rio Claro (SP), onde são nacionalizadas, embaladas e distribuídas. A procedência, segundo a CPI, são os países da Ásia e da antiga Cortina de Ferro (Rússia, Armênia, Azerbaijão, Bielorrússia, Estônia, Geórgia, Cazaquistão, Quirguistão, Lituânia, Letônia, Moldávia, Tadjiquistão, Turcomenistão, Ucrânia, Uzbequistão e os estados-satélites da Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Bulgária e Romênia)."O processo é facilitado pela existência de parque industrial nessas cidades e pela rede de estradas que permite a distribuição dos produtos, com rapidez e eficiência, para os milhares de pontos de venda existentes em todo o território nacional", informa o relatório.
Prejuízos
Mas, afinal, quais são os riscos e prejuízos que o uso de peças falsificadas pode trazer ao reparador? A resposta é: muitos. O uso de peças impróprias fere o Artigo 21, Seção III, Capitulo IV, Título I, do Código de Defesa do Consumidor, que diz: &lsquoNo fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quando a estes últimos, houver autorização em contrário do consumidor. Além disso, peças falsas elevam a probabilidade de acidentes e, conseqüentemente, o risco de morte, pois não têm compromisso com a qualidade. Vender ou instalar peça falsa ou pirata é crime, e, na melhor das hipóteses, o reparador tem de arcar com o prejuízo financeiro do conserto do veículo.
Soluções
A falsificação no setor de autopeças começou, segundo o relatório da CPI da Pirataria, na década de 90. De acordo com o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), o comércio de peças falsas chega a 10% do mercado legal. Uma das formas de combater a falsificação é, segundo o coordenador do GMA, Antonio Carlos Bento, inibir o subfaturamento dos produtos importados, trabalho realizado em conjunto com a receita federal. Um exemplo disso ocorreu recentemente com rolamentos. A explicação é simples: se um produto chega ao país por um preço muito abaixo do que ele é praticado no mercado, significa que há algo de errado nele. Assim, quando o reparador se deparar com produtos de marcas conhecidas, mas com preço muito baixo, deve desconfiar. Enquete realizada no site do jornal Oficina Brasil no período de 26/11 a 1º/12, com 700 internautas, revelou que cerca de 25% deles não sabem diferenciar uma peça original da falsificada. Em verdade, as falsificações têm ficado cada vez mais parecidas fisicamente com as peças originais. Mas, como já foi mencionado nesta reportagem, não têm nenhum tipo de compromisso com a qualidade.
Aprenda a não comprar gato por lebre
1. Se o preço está muito abaixo do praticado no mercado, recuse. Não existe promoção milagrosa que reduz o valor de um produto de marca pela metade do preço2
2. Procure sempre adquirir produtos em varejos confiáveis. Se você é varejo, compre apenas de distribuidores conhecidos e oficiais
3. Peça sempre nota fiscal
4. Confira as embalagens dos produtos. Nenhuma empresa séria permite erros de gramática5. Em caso de dúvida, consulte o call center técnico da empresa.O FNCP disponibiliza o telefone 0800 771 FNCP (3627) para qualquer cidadão denunciar casos de pirataria. Neste número, agentes públicos de todo o Brasil (fiscais aduaneiros, policiais civis, militares etc) podem também fazer consultas e obter informações para melhor combater a pirataria, o subfaturamento e outras atividades ilícitas envolvendo produtos irregulares.Existe uma norma técnica que define o que é peça de reposição original, de pós-venda, remanufaturada e recondicionada. A norma é a ABNT 15.296 e dispõe, em suma, que: Peça de reposição original, chamada de genuína ou legítima, é destinada a substituir a peça de produção original (que integra o produto original) para manutenção ou reparação e é concebida pelo mesmo processo de fabricação (tecnologia), apresentando as mesmas especificações técnicas da peça que substitui. Peça de reposição ou pós-venda: destinada a substituir peça de produção original ou peça de reposição original que tem como característica a sua adequação e intercambialidade, podendo ou não apresentar as mesmas especificações técnicas, características de qualidade da peça de produção original. Peça remanufaturada: de produção original, usada, que foi submetida ao processo industrial pelo próprio fabricante original deste produto ou em estabelecimento autorizado por este fabricante para que sejam restabelecidas as funções e requisitos técnicos originais. Peça recondicionada: de produção original usada ou de reposição original usada ou também de reposição usada que foi submetida a um processo técnico e/ou industrial para o restabelecimento das funções e requisitos técnicos originais.
Certificação
Todas as partes de um veículo são concebidas com base em uma norma técnica, que define as características mínimas de segurança que um componente deve apresentar para ser utilizado, independente da categoria acima em que ela se enquadre. Assim, uma pastilha de freio, por exemplo, possui características construtivas e de material mínimos que oferecem segurança para o consumidor. As peças falsas e piratas geralmente não respeitam estas características. São simplesmente cópias mal feitas da original, com utilização de material mais barato e processos de fabricação duvidosos. Existem ainda aquelas peças que parecem, mas não são. Passam por originais aos olhos do consumidor mais desatento. Tem embalagens parecidas, com as mesmas cores das originais, que servem apenas para confundir o comprador. Para combater esse tipo de ação, o Sindipeças tem trabalhado junto com o Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) com objetivo de certificar compulsoriamente (obrigatoriamente) autopeças nacionais e importadas.Entre os produtos que serão avaliados estão os que influem direta e indiretamente na segurança veicular, como rodas para automóveis e veículos comerciais sistema de suspensão (molas e amortecedores) sistema de freios (pastilhas, lonas, líquido de freio) espelhos retrovisores rolamentos sistema de iluminação (faróis, lanternas, lâmpadas, cabos) bomba de combustível líquido aditivo de radiador do motor e correias, tubos e mangueiras.
Resta, portanto, aguardar. A previsão para se iniciar a certificação compulsória é o segundo semestre de 2009. Quando isso ocorrer, muitos fabricantes terão de adaptar os processos, mas, os que trabalham de acordo com as normas não terão que se preocupar. Será benéfica para o mercado, uma garantia a mais para o reparador e excelente para o consumidor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

DuPont faz megapesquisa sobre preferência mundial de cores


Branca é a mais querida em quatro regiões, assim como a prata, enquanto a preta só venceu na Europa

Uma das maiores fabricantes de tintas automotivas do mundo, a DuPont, divulgou a tonalidade preferida pelos motoristas no planeta. O resultado não foi o esperado pelos brasileiros, que gostam mais da cor prata. As cores quentes também passaram longe do topo da lista. Acredite se quiser, a moda mundial é mesmo o famoso estilo Black and White (branco e preto), exatamente nessa mesma seqüência. Com o branco em primeiro lugar.O mais interessante da pesquisa divulgada pela empresa é que foram analisadas isoladamente nove regiões do mundo.
Veja a seguir o resultado:
Brasil - O WebMotors já havia cantado a bola sobre a preferência dos brasileiros pelo prata em reportagem. Aliás, lá está explicado com fundamentação de especialistas o porquê do cenário monocromático no trânsito nacional. Por aqui, a cor prata é a opção mais escolhida, com 31% da preferência; a preta ficou em segundo, com 25%, e a cinza, com 16%. A cor branca só aparece na 4ª posição, com 11%, e a vermelha surge com 8%. O bege e o azul ficaram empatados com 3% (cada uma) e o verde tem 2% das preferências. Apenas 1% dos brasileiros escolhe carros amarelos ou dourados.
Estados Unidos - Nos EUA, a predominância nas ruas é do branco. Por lá, 20% dos automóveis utilizam esta tonalidade, sendo que 16% são sólidas e 4%, metálicas. Em 2º lugar, empatados, estão preto e prata, com 17% da preferência. Azul (13%), cinza (12%) e vermelho (11%) completam o ranking norte-americano, seguidos por bege (5%), verde (3%) e amarelo (2%).


China - No país onde a produção anual gira em torno de 6 milhões de automóveis, quem manda são as cores monocromáticas, algo semelhante ao Brasil. O prata lidera com 32%, seguido pela cor preta, com 31%. O cinza aparece como a 3ª tonalidade mais adquirida, com 15%, seguida pelo azul, com 9%. As cores vivas aparecem no final da lista. A vermelha tem 5% das preferências, a laranja tem 3% e a amarela, 2%, empatada com a verde. A cor branca é a mais rejeitada pelos chineses e registra só 1%.


Europa - No Velho Continente, a predominância fica por conta da cor preta (26%). A cor prata aparece na seqüência, com 20% do volume, e a cinza com 18%. O azul surge com 13%, branco com 10%, vermelho com 7%, bege com 4% e verde com 2%. O amarelo aparece na Europa em menos de 1% dos carros.


Índia - A nação, famosa por anunciar a produção do automóvel mais barato do mundo, o Tata Nano, prefere os carros de cor branca (28%). O fiel concorrente da tonalidade neutra é o prata, com 27%. Para os indianos o vermelho (12%) é o terceiro mais escolhido, seguido por azul (8%), preto (7%), amarelo (7%), cinza (4%) e bege (4%). A pintura menos escolhida da Índia é a verde (1%).


Japão - No País do Sol Nascente a preferência é a de automóveis pintados de branco (32%). A tinta prata aparece em segundo lugar, com 28%, e a preta tem 13%. As tonalidades azuis e cinzas surgem com 7% cada uma e as vermelhas e verdes com 3%. O índice de outras na pesquisa japonesa atinge o volume de 5%.


México - Na nação mexicana a preferência de cor para os automóveis dividida pela branca e pela preta, com 20% para cada uma. Na 3ª posição aparece o prata, com 17%. Carros cinza contam com 13% da preferência, seguidos por azuis (12%) e vermelhos (11%). O amarelo surge na pesquisa com 3%, o verde, com 2% e o bege, com 1%.


Rússia - A cor prata é a preferida entre os russos, com 30%, seguida por preta e vermelha, com 14% cada uma, pela verde, com 13%, azul, com 12%, e branca, com 10%. A tonalidade cinza aparece com 3%, acompanhada de perto por bege e amarela, com 2% cada uma.


Coréia do Sul - Definitivamente esta é a nação da pesquisa que prefere os carros prateados. Eles estão com 50% da preferência. A cor preta aparece com 25%, o branco com 18% e a cinza, com 3%. Azul representa 2%, vermelho, 1% e amarelo, 1%.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Cargo 1217 se mantém como caminhão usado mais valorizado do ano


O modelo de ano 2001 lidera o ranking da Assovesp com folga e já tinha se consagrado como o mais valorizado do primeiro semestre

No mercado de caminhões usados se conta muito a liquidez, o estado do veículo, a marca, o ano e, principalmente, se ele tem fama de bom de serviço e de “beber” pouco. Se trata de um segmento difícil de ser entendido, mas a voz dos lojistas impacta de forma profunda na hora da compra e da venda dos veículos comerciais. Por enquanto, quem está mandando nesse mercado é o Ford Cargo 1217. No acumulado de janeiro a novembro de 2008, o modelo é o usado mais valorizado, com um índice de 22,5%.O 1217 de ano 2001 continua imbatível e já havia sido coroado como o usado mais valorizado do primeiro semestre, segundo o ranking da Assovesp/Sindiauto (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo).O Cargo 1217 é bastante utilizado no setor da construção civil, com implemento de bomba de concreto em obras e também nas entregas de materiais de construção.Campeão da depreciaçãoMas, existe o outro lado da moeda. No levantamento da Assovesp junto às revendedoras independentes de caminhões usados de São Paulo, ficou constatado que o veículo com o maior índice de depreciação – de janeiro a novembro deste ano – foi o GMC 12-170, ano 2001, com 6,7%.Pelo visto, a maré não anda boa para os lados do 12-170. Tudo porque no primeiro semestre, ele também liderou a lista dos caminhões que perderam mais valor de revenda. Esse GMC médio é indicado às aplicações de caçambas basculantes, compactadores de lixo, carroçaria de madeira, além de diversos tipos de baú, como alumínio, sider ou frigorífico.

Veja a lista do acumulado de janeiro a novembro de 2008:


Caminhões mais valorizados

Ford Cargo 1217 (2001) + 22,5%

Ford Cargo 1217 (2002) + 18,6%

Ford Cargo 1215 (1999) + 13,8%

Ford Cargo 1215 (2000) + 13,1%

Volkswagen 16.220 (2000) + 9,4%

Mercedes-Benz 914 (1999) + 9%

Volkswagen 16.220 (1999) + 8,7%

Mercedes-Benz 914 (2000) + 8%

Volkswagen 15.180 (2002) + 7,89%

Mercedes-Benz 914 (2001) + 7,84%


Mais desvalorizados:

GMC 12-170 (2001) - 6,7%

GMC 12-170 (2002) - 6,2%

GMC 12-170 (2000) - 4,9%

Volkswagen 8.150 (2008) - 0,9%

Mercedes-Benz LS 1634 (2002) - 0,74%

Mercedes-Benz LS 1634 (2003) - 0,73%

Volkswagen 13.180 (2006) - 0,5%

Mercedes-Benz LS 1634 (2004) - 0,4%

Volkswagen 8.150 (2007) - 0,2%

Volkswagen 15.180 (2004) - 0,1%

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Preço do usado tem a maior queda em oito anos


Redução de 2,14% no preço é a maior desde 2000, quando foi iniciada a pesquisa AutoInforme/Molicar

O impacto da crise no setor de usados foi fulminante. Os preços despencaram nos últimos dois meses e com a perda do valor do bem, muita gente deixou de trocar o usado pelo novo, desaquecendo ainda mais o movimento do setor. A pesquisa Autoinforme/Molicar, feita com base em onze mil anos-modelos carros usados fabricados de 1999 a 2008, mostrou uma queda de preços de 2,14%, a maior desde que os estudos foram iniciados, em 2000.Há casos de quedas mais expressivas, de até 20% em apenas um mês. Foi o caso do Mercedes Benz SLK 230 Kompressor, ano 2003, que era cotado por R$ 150 mil em outubro e teve o preço reduzido para R$ 120 mil. O Fiat Marea Turbo 2.0, ano 1999 ficou 19,6% mais barato, com seu preço caindo de R$ 20,4 mil para R$ 16,4 mil.O preço do Hyundai Tucson 2.7 GLS 4x4, ano 2007, caiu de R$ 81.880 para R$ 68 mil, uma redução de 16,9%. O Toyota Corolla XLI 1.8, ano 2001, ficou 16,2% mais barato. Cotado por R$ 23.880,00 no fim de outubro foi encontrado por R$ 20 mil em novembro.A pesquisa detectou queda de mais de 10% em mais de 200 modelos. Mesmo carros que são muito procurados, como Gol, Palio e Corsa ficaram mais baratos. A queda foi generalizada. Os carros usados de 2003 foram os que mais caíram de preço no mês. A variação por ano de fabricação oscilou entre 1,79% (2008) a 2,46% (2003). Veja o quadro.Desde 2006 que o preço do caro usado vem caindo. O aumento expressivo na venda de carros novos dos últimos anos aumentou a oferta no setor de usados e conseqüentemente o preço caiu.A pesquisa apurou uma leve alta de 0,36% no preço do usado durante todo o ano de 2005. Em 2006 a queda foi brusca: - 7,2% e no ano passado outra queda significativa, de 5,3%. Neste ano a queda de preço vinha sendo bem mais branda, por conta da grande demanda no setor por causa do aumento do poder aquisitivo da classe média e das facilidades de financiamento. Tanto que mesmo considerando a queda de 2,14% registrada em novembro o carro usado perdeu apenas 2,3% nos onze meses do ano.A queda de preços em novembro dificilmente será revertida. A tendência é de novas desvalorizações nos próximos meses, mesmo que o mercado de novos se recupere. Isso porque há temor entre os comerciantes de investir no estoque, por causa da instalibidade internacional. As concessionárias só aceitam o usado como parte de pagamento se o preço for bem abaixo das cotações do mercado, caso contrário não conseguem girar o estoque.Os lojistas independentes não estão comprando. Só arriscam em carros de alto giro, mesmo assim jogam o preço lá em baixo.Por enquanto o consumidor resiste a entregar o seu valioso bem por preço tão baixo, mas quem quiser trocar o usado pelo zero terá que aceitar as miseráveis ofertas feitas pelas concessionáriasAlessandro Teixeira, 36 anos, de São Paulo, tentou negociar o seu Fiesta Personalite 2003, com motor 1.0 numa troca com um Civic. Fez uma pesquisa e o menor preço que encontrou no seu Fiesta foi R 18 mil. Pediu R$ 17 mil como parte de pagamento em um Civic LX automático, que custa R$ 62 mil. A concessionária Honda ofereceu R$ 13 mil e não aceitou contra-oferta. Alessandro não fez o negócio.Por marca, os carros da Honda foram os que mais caíram de preço, 4,05% seguidos pelos da Audi, 3,97%. Os carros da Citroën foram os que menos caíram de preço, 1,08%.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O significado dos certificados

O real significado da certificação e os seus benefí cios para o consumidor

A certificação de produtos, serviços e processos é coisa muito séria. No Brasil, a certificação só pode ser feita por órgãos acreditados pelo INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade. E o que significa o termo acreditação? Significa que o órgão / organismo ou empresa certificadora foi avaliada e aprovada pelo INMETRO para conduzir processos de certificação, ou seja, ela adota os padrões exigidos por este órgão para fazer determinado trabalho. Resumidamente: tem fé pública!No setor automotivo, apenas e tão somente o IQA, Instituto da Qualidade Automotiva, está acreditado pelo INMETRO para fazer as certificações.Qualquer coisa diferente disso, não vale. O consumidor precisa ficar atento para não confundir certificação com avaliação ou outros termos que pretendam dar o mesmo caráter, significado, importância e finalidade.O IQA é um organismo sem fins lucrativos, criado, em 1995, por meio de iniciativa de entidades que representam o setor automotivo, tais como: SINDIPEÇAS - Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos AutomotoresSINDIREPA-SP - Sindicato da Indústria de Reparadores de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo , ANFAVEA - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores , ABCQ - Associação Brasileira de Controle da QualidadeABIPLAST - Associação Brasileira da Indústria de PlásticoAEA - Associação Brasileira de Engenharia AutomotivaCETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, FCAV - Fundação Carlos Alberto Vanzolini da Universidade de São PauloFENABRAVE - Federação Nacional da Distribuição de Veículos AutomotoresFINEP - Financiadora de Estudos e Projetos, INST - Instituto Nacional de Segurança no Trânsito, IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo.SETEC/MCT - Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação / Ministério da Ciência e Tecnologia e Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Mogi e Região. Os estabelecimentos que recebem o selo de certificação passam por auditorias periódicas realizadas por profissionais especializadosPara receber a certificação, os estabelecimentos têm de comprovar a utilização de padrões e melhores práticas de gestão, processos e aspectos técnicos aplicáveis a cada situação.A auditoria verifica o uso de equipamentos obrigatórios, a qualificação dos profissionais, a organização da empresa, a qualidade das instalações e processos de execução dos serviços e produtos aplicados. Ainda existe muita falta de informação sobre o assunto e também com relação aos termos utilizados. Por exemplo, confunde-se certificação com qualificação. Para esclarecer esses pontos é importante conhecer a correta definição dessas terminologias. Qualificação é uma nova possibilidade de aprimorar os processos e iniciar contato com as práticas da qualidade. É o primeiro passo para uma certificação IQA com reconhecimento INMETRO, porém não passa disso.Quando o consumidor vê a expressão “Empresa Qualificada” deve entender que a empresa em questão está no início de uma longa caminhada em direção à obtenção da sua certificação. Que bom que começou, mas ainda não dá para mostrar ao consumidor que o seu produto e/ou serviço respeita integralmente aos requisitos de desempenho global exigidos para que seja certificada.A qualificação adapta a empresa ao processo de melhoria contínua por meio da especialização de sua mão-de-obra, gerenciamento de informações técnicas e administrativas e da maneira correta de utilizar as ferramentas e equipamentos que as normas brasileiras exigem.Mostrar que a empresa presta serviços com padrão de qualidade reconhecido pelo selo da Qualidade do o IQA é um diferencial de mercado que deve ser valorizado.As mudanças proporcionadas pela qualificação incluem melhor organização, apresentação, processos mais eficientes, mão-de-obra melhor aproveitada.Já a certificação é um trabalho mais aprimorado que tem como o ponto de partida a qualificação. Para iniciar um processo de certificação, a empresa interessada assina um contrato para que depois sejam realizadas as atividades de avaliação que consistem em ensaios no produto e auditoria na fábrica. Os requisitos e abrangência das avaliações são definidos nos programas e regulamentos de certificação aplicáveis para cada tipo de produto/serviço.Os resultados das avaliações são submetidos à Comissão Técnica de Certificação (CTC) para aprovação. Esta comissão é independente da equipe de avaliação e é formada por membros que representam os produtores, consumidores e neutros, tendo total imparcialidade nas decisões tomadas.Ao obter o resultado satisfatório, a empresa recebe um certificado de conformidade, concedendo uma licença para o uso da marca de conformidade da certificação em seus produtos/serviços.Após a concessão da certificação, serão realizadas periodicamente as atividades de acompanhamento de forma a garantir que as condições iniciais da certificação sejam mantidas e também verificar a correta utilização da marca de conformidade.O IQA auxilia o desenvolvimento das melhores condições para a comercialização - tanto importação quanto exportação - de componentes automotivos de qualidade como pneus, capacetes, cilindros GNV, etc. Também atua em toda a cadeia automotiva, desde as montadoras, fabricantes de autopeças, distribuidores, varejistas, aplicadores (centros de reparação - oficinas) e retíficas de motores, além de ser o organismo de certificação de sistemas de gestão de empresas (ISO 9001, ISO 14001, etc.).Por ser um órgão de certificação da qualidade de credibilidade é que o IQA assina a campanha Carro 100% / Caminhão 100% - Quem tem chega bem, a primeira iniciativa, no Brasil, de conscientização incentivar o motorista a fazer a manutenção preventiva de seu veículo para garantir mais segurança no trânsito, reduzir as emissões de poluentes, além de gerar mais economia no consumo de combustível e valorizar o preço do carro na revenda.

Antônio Carlos Bento é coordenador do GMA – Grupo de Manutenção Automotiva composto pelo Sindipeças – Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores; Andap – Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças; Sincopeças-SP – Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos no Estado de São Paulo; Sindirepa-SP – Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo, entidades que representam a cadeia de reposição independente de veículos.

sábado, 13 de dezembro de 2008

O carro elétrico do futuro terá motor...

O carro elétrico do futuro terá motor, direção, suspensão e freio dentro de cada aro


Definitivamente, os motores a combustão são os grandes vilões do novo século. Para extingui-los, alguns apostam na subversão dos mais sólidos conceitos automobilísticos. Pense em como seria um carro sem coluna de direção e transmissão - e com nada sob o capô. Aliás, não tem nem capô. Pois é assim que a Siemens VDO planeja o eCorner, uma reinvenção da roda que poderá equipar a próxima geração de carros elétricos. Segundo a empresa, os conceitos do eCorner estarão nas ruas dentro de 15 anos.
A idéia é integrar todos os mecanismos de rodagem em módulos dentro de cada roda. Motor elétrico, direção, suspensão e freio seriam itens eletrônicos miniaturizados que substituiriam o emaranhado de conexões mecânicas e sistemas hidráulicos atuais. Cada eCorner poderá reagir de forma independente, podendo até alterar o comportamento do carro dependendo de seu estilo ou da situação de uso.
Outro aspecto revolucionário é o espaço gerado pela ausência de coluna de direção, túnel de transmissão e, principalmente, motor. "Veremos alguns designs bem futuristas, graças a essa tecnologia", diz Dave Royce, diretor de estratégia corporativa da Siemens VDO. Sem falar na redução de peso, que vai refletir no desempenho do carro. O preço de um eCorner será obviamente maior que o de uma roda comum, mas os pesquisadores garantem que a eliminação de várias peças irá compensar, com custos de manutenção menores, mais segurança e menos danos ambientais.




1. O CONJUNTO A parte externa da roda continua coberta por um pneu, mas com sensores para controlar a pressão. A revolução está dentro, onde o eCorner exige uma arquitetura padronizada, com módulos que podem ser trocados de forma simples. A Siemens VDO garante que o peso não será muito maior que o de um conjunto de roda comum, mas o preço deve ir longe.
2. MOTOR Cada recheio de roda abriga um motor elétrico que trabalha sozinho ou em parceria com um motor a combustão, no caso de um carro híbrido. A prioridade, porém, é que seja 100% elétrico. Assim, o sistema de motores individuais elimina as conexões mecânicas, além de aproveitar 96% da energia produzida - num automóvel a gasolina, essa eficiência é de 30%.
3. FREIOS Chamados de Electronic Wedge Brakes (EWB), terão discos acionados por pequenos motores elétricos, em vez de pistões - reduzindo o peso e o espaço ocupado por dutos hidráulicos. Quando houver desaceleração, cada motor elétrico ainda funcionará como um dínamo, ajudando a frear o carro ao mesmo tempo que aproveita a energia para recarregar as baterias.
4. SUSPENSÃO Cada roda terá um conjunto de suspensão ativa, com sensores eletrônicos aliados a amortecedores motorizados, para gerenciar o contato dos pneus com o asfalto. Tudo pequeno, para caber dentro do aro, que terá medida maior que as usadas hoje. Os sistemas auxiliares (ESP e ABS) vão trabalhar integrados, para garantir a melhor aderência possível.
5. DIREÇÃO O sistema de direção passa a ser todo eletrônico e motorizado, abolindo as conexões mecânicas entre o volante e as rodas. Além de economizar peças, tem várias vantagens dinâmicas: cada roda pode alterar seu ângulo ou velocidade de forma independente. Um sistema de estacionamento automático será o próximo passo.
DO AR PRA RUA Parte do conceito do eCorner vem da tecnologia fly-by-wire, adotada nos avõies nos anos 70, que trocaram os sistemas mecânicos e hidráulicos por cabos e motores elétricos. Vantagens: menos peso e complexidade, além de impedir que o piloto ultrapasse limites estruturais da aeronave. No Brasil, isso teve início com a linha Palio de 2001, que ganhou acelerador eletrônico.
Por Leonardo Nishihata

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Acesso garantido




Nem todos os locais estão adaptados para os deficientes, mas isso está mudando
Se na Europa e nos Estados Unidos é comum a preocupação em construir edifícios adaptados aos portadores de deficiência física, por aqui só agora é que começam a aparecer locais que possam receber bem o cadeirante. A regra vale também para os estabelecimentos que lidam com automóveis, como concessionárias, postos de combustível, oficinas e lojas de autopeças.
Para conquistar um cadeirante, a empresa precisa fazer com que ele se sinta à vontade, confortável, sem que dependa de favores para ter acesso às instalações da loja. “Existe uma questão cultural aí. Enquanto nos países que sofreram com guerras a cadeira de rodas é vista como um instrumento de reabilitação, como volta à vida, no Brasil as pessoas ainda a encaram como um sinal de declínio”, afirma Monica Cavenaghi, diretora da Cavenaghi, empresa que trabalha há quatro décadas com soluções de mobilidade.
Hoje o mercado já notou a importância de atender com eficiência esse segmento. Exemplo disso é o grupo Grand Brasil, que abriu uma revenda que reúne num só local várias empresas com diferentes serviços destinados a deficientes. Cada uma mantém profissionais para orientar quem quer tirar uma nova habilitação, obter isenção de impostos e fazer o seguro de carros adaptados, além de haver um show room de carros da Renault, Nissan, Peugeot, Toyota e Fiat.









Abertura do caixa tem de ser mais baixa


Uma unanimidade entre os especialistas é que os locais de melhor estrutura para portadores de deficiência são os shoppings de automóveis. “Sem dúvida, são os locais de melhor acessibilidade”, afirma José Roberto Cardoso, gerente de vendas da Grand Special, divisão da Grand Brasil. “É preciso que evolua essa cultura de fazer rampas, portas largas, estacionamento exclusivo e banheiros adaptados”, diz Robson Aparecido Jeronimo, vendedor da concessionária Honda André Ribeiro e ele próprio deficiente físico. Aliás, sua contratação é um passo a mais na direção de atender melhor os cadeirantes. “Eles se sentem mais à vontade para compartilhar suas necessidades com alguém que entende seu problema”, diz.
Em geral, os piores locais são os edifícios antigos, muitos sem elevadores em que caibam cadeira de rodas ou com corredores estreitos. Até uma mesa pode esconder uma armadilha – algumas não permitem encaixar uma cadeira de rodas. Você sabe como deve ser uma boa loja, revenda ou posto de combustível aos olhos desse cliente? Então descubra agora o que eles devem ter para atender bem um cadeirante.



Se a loja não for toda plana, deve ter rampas

  • Vagas de estacionamentoDevem ser apropriadamente sinalizadas, mas só isso não basta. Precisam ter um espaço adicional de circulação nas laterais de 1,2 metro e estar associadas a rampas e outras formas de acesso. Não adianta ter vaga ampla mas haver uma escada para acessar o interior da loja.
  • Local de atendimentoPrecisa ser plano para o cadeirante ter acesso a todos os locais, utilizando o mínimo de rampas. As mesas devem ser adequadas, para encaixar a cadeira de rodas. O piso deve ser sempre regular, estável e antiderrapante, com rampas e barras de apoio laterais. Dependendo do local, deve haver um elevador especial.
  • BanheiroTem de ser largo e permitir que a cadeira de rodas dê uma volta completa, para o cliente não precisar sair de ré. Deve ter barras de apoio e estar disposto em área de livre circulação. A torneira tem de ser facilmente utilizável para quem esteja sentado.
  • Caixa Deve ter uma abertura mais baixa, para que o cadeirante possa pagar com facilidade. Outra solução são os terminais de pagamento sem fio para cartões de débito ou crédito, algo fundamental no caso dos postos de combustível.
  • Atendimento O deficiente físico deve ser atendido com naturalidade, como se faz com qualquer outro cliente, sem excesso de zelo, o que pode constrangê-lo. O ideal é procurar conversar sempre sentado, para evitar que o vendedor fique olhando para baixo e o cadeirante, para cima.

Por Por Luís Perez Fotos Renato Pizzutto

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Segredos do cofre

Sabe como escolher uma blindadora? Então é hora de aprender que existe até documentação especial
Quem decide blindar seu automóvel precisa saber que a escolha da blindadora é o momento mais importante de todo o processo. Afinal, sua segurança será definida a partir dessa decisão. Muita gente simplesmente escolhe uma empresa indicada por um amigo ou que descobriu em algum anúncio, deixa o carro lá e só volta para pegá-lo depois do serviço. Acabou de fazer tudo errado. Quer aprender como se faz?
A escolha da blindadora
Em primeiro lugar, é preciso conhecer pessoalmente a empresa onde será feita a proteção. É preciso ir à oficina em que a blindagem será instalada. Verifique há quantos anos a empresa está no mercado e o tempo de garantia que oferece.Peça que a blindadora mostre seu Certificado de Registro (CR) no Exército. Sem esse documento, a empresa não pode atuar no segmento. Questione ainda se os materiais usados na blindagem foram aprovados em testes feitos pelo Exército e se isso pode ser comprovado por uma cópia do Relatório Técnico Experimental (ReTEx), expedido pelo próprio Exército. Por acaso o funcionário gaguejou, disse que o documento não está lá no momento ou tentou desviar sua atenção para a montagem dos carros? Então pode agradecer e ir embora. Empresa séria não faz isso.
A qualidade do serviço
Procure saber antecipadamente quanto tempo levará o serviço - 30 dias é o prazo regular. Algumas empresas permitem o acesso a fotos da evolução do processo, mostrando que o veículo está de fato recebendo a blindagem oferecida. Pesquise pelo menos duas empresas e só depois bata o martelo - não pelo fator preço, mas pela segurança que elas oferecem. É essencial também checar as áreas que receberão a blindagem. Para não perder o cliente, algumas oferecem blindagem parcial, só para os vidros, o que é proibido pelo Exército. Fuja dessas empresas.
Os chamados requisitos de conformidade da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) estipulam o que deve ser obrigatoriamente blindado: teto, vidros, colunas, atrás do banco traseiro (porta-objetos), caixas de rodas, portas, proteção entre o painel e o motor, maçanetas, por trás dos espelhos retrovisores e tanque de combustível.
"Além desse cuidado, a Abrablin tem tomado medidas para que os interessados escolham com maior confiança a blindadora, como o selo Membership, que indica que ela está com os documentos em dia, e o Selo de Qualidade, criado em parceria com o Cesvi Brasil, que será implantado para qualificar as blindadoras a executar os serviços de proteção e reparo da blindagem", afirma Christian Conde, presidente da Abrablin.
Durante a visita, peça para mostrar se eles fazem nas portas e janelas o "overlap", que é a sobreposição de uma peça de metal no vãos, para evitar que um projétil passe entre o vidro e a caneleta ou entre a porta e a moldura. Não pode haver nenhuma fresta livre para a entrada da bala.
As garantias
Cerca de 95% das blindagens feitas hoje em dia são do nível III-A. "É a que resiste a praticamente todas as armas de mão. Acima desse nível, o uso é restrito. Um dos truques feitos por empresas de má-fé é cobrar como se fosse III-A uma blindagem inferior. Daí a importância de toda a documentação que atesta o serviço", diz Emerson Feliciano, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do Cesvi Brasil.
Outro indicativo de qualidade é o preço. "Se a empresa cobrar menos de 35?000 reais, desconfie. É menos do que o preço de custo dos vidros e da parte opaca, sem falar dos impostos", explica Jairo Candido, presidente do grupo Inbra. A blindagem de um modelo médio, como um Toyota Corolla, custa de 45.000 a 60.000 reais, fora o valor do carro.
Manual de uso
No dia-a-dia, é preciso ficar atento ao fato de o material da blindagem significar uma carga a mais (coisa entre 100 e 300 quilos), o que provoca desgaste maior de componentes como suspensão, freios e embreagem. Uma boa dica é preferir caminhos mais longos de bom asfalto, em lugar de encarar ruas esburacadas ou o anda-e-pára de congestionamentos, de maneira a reduzir o desgaste do conjunto mecânico.
Outras precauções ajudam a retardar o efeito do tempo: instalação de amortecedores na máquina de vidro para adequá-la ao maior peso e velocidade de acionamento, reforço na suspensão para manter a altura após a blindagem e até um chip de aumento de torque e potência que proporciona melhor desempenho. Algumas blindadoras já incluem essas modificações na hora de executar o serviço. Não se esqueça de perguntar antes de fechar o negócio.
Em relação à garantia, ela é de dois anos, prazo em que qualquer problema no material balístico deve ser reparado pela empresa. Algumas dão garantia de até cinco anos para a delaminação (descolamento da película interna dos vidros). O motorista, porém, também tem de tomar seus cuidados. Para limpeza os vidros, por exemplo, nunca se deve usa r produtos químicos ou abrasivos, que podem danificar alguma camada da blindagem. Ideal é usar água e sabão neutro, aplicados com uma flanela, sempre tomando cuidado com anéis ou relógios.
Para evitar trincas comuns, as grossas janelas devem estar levantadas ao fechar a porta do carro. Vidros fechados, aliás, são uma regra de ouro do carro blindado - eles só devem ser abertos ao passar por uma cancela de shopping ou pedágio em estrada. Sendo assim, manter o ar-condicionado em ordem é fundamental. Para conservar o vidro, é preciso ainda evitar ao máximo estradas esburacadas. Carro parado sob sol e calor intenso faz com que a delaminação seja mais rápida. Portanto, é melhor estacioná-lo em local coberto.
HAJA PAPELADA
A blindadora deve ter o Certificado de Registro (CR) no Exército. Além disso, para cada carro, ela tem de fazer uma solicitação específica. A empresa deve exigir alguns documentos do dono do veículo: RG, CPF, comprovante de residência, Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), certidões negativas e criminais das justiças Federal, Estadual e Militar dos últimos cinco anos e atestado de antecedentes criminais pela Polícia Federal. Outro documento é o Termo de Compromisso, que especifica todo o material usado, bem como o nível de segurança. É o termo legal no qual a empresa se responsabiliza pela blindagem. Uma cópia desse termo, acompanhada do requerimento do proprietário, da cópia da autorização de blindagem (fornecida pelo Exército) e da cópia do CRLV, será enviada à Região Militar, que emitirá uma carteira com a inscrição "veículo blindado". Esse documento é de uso obrigatório para a circulação de tais veículos. O motorista poderá ser multado e até ter o carro retido ao circular sem ele.
O BLINDADO QUE É UM BARATO
Se você está sem dinheiro para blindar, o usado pode ser uma boa opção. Mas exige cuidados:
• Prefira um modelo em torno de dois ou três anos de uso.
• Leve o carro a uma vistoria técnica para descobrir se há áreas desprotegidas ou consertos malfeitos. Custa cerca de 700 reais e costuma seguir um acordo: é pago pelo comprador se tudo estiver em ordem. Caso contrário, o prejuízo é do vendedor.
• Teste os vidros elétricos para saber se eles estão subindo e descendo sem problemas. O peso do vidro pode causar uma pane no motorzinho.
• Verifique toda a suspensão (amortecedores, molas, buchas e até pneus), que sofre desgaste maior em função do aumento do peso.
• Cheque se borrachas, frisos e vidros estão perfeitamente alinhados. Esses detalhes denunciam se a blindagem está em ordem ou não.
• Verifique se os vidros não apresentam bolhas ou descascados (delaminação). Se houver, não podem superar 1 centímetro quadrado. O ideal é comprar um usado com os vidros em perfeito estado.
Por Luís Perez Ilustração Stefan

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Como proceder em caso de alagamentos

Dicas úteis para você enfrentar situações de chuva forte com o mínimo risco para o seu carro
De maneira geral, o proprietário de um veículo não tem noções de como proceder no caso de ter de passar por uma região em que há alagamento provocado por chuvas fortes. Com isto, muitas vezes, acaba piorando os danos sofridos pelo veículo, aumentando os custos do reparo que deverá ser feito ou até condenando o veículo. Responsável por um estudo que classifica os veículos de acordo com sua vulnerabilidade a danos provocados por alagamentos, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) recomenda uma série de atitudes a serem tomadas para minimizar os danos ao veículo caso seja impossível evitar a região alagada.
  • Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.
  • Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.
  • É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.
  • No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição "1". Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre "N" e "1", de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.
  • Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como "WINTER" ou "SNOW". Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.
  • Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.
  • É recomendado desligar o ar-condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor.
  • Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.
  • Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.
  • Pode haver, entre outros, a contaminação do canister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.
  • Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.
Índice de danos de enchente
Com o objetivo de proporcionar mais um indicativo técnico para os mercados automobilístico, segurador, reparador e para o consumidor final, o CESVI BRASIL lançou um estudo que aborda o risco relacionado a alagamentos e os possíveis danos que os veículos possam sofrer em função de suas características mecânicas e eletroeletrônicas.
Por meio dele, foi elaborado um índice de danos de enchente, que deu origem um ranking que indica e compara a eficiência de cada veículo em manter seu funcionamento quando envolvido em alagamento, garantindo sua mobilidade.




Por Vinícius de Oliveira

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Barulhos no Ford Fusion

Proprietários reclamam de barulho metálico e vibração nos freios
O que eu fiz para merecer esse barulho e essa vibração tão forte nos freios do meu Fusion?” Essa pergunta é sempre feita pelo advogado Rodrigo Valladão Nogueira, de Campanha (MG). Proprietário de um Ford Fusion 2006, ele diz que não agüenta mais esse ruído, que lembra dois canos de metal batendo um no outro. “É tão alto que os passageiros comentam e atrai até a atenção de quem passa pela calçada”, diz Rodrigo.
Além dos vários contatos que fez com o serviço de atendimento ao consumidor da Ford, o advogado levou o veículo diversas vezes à concessionária, que fica a 50 quilômetros de onde mora. “Já fizeram mais de dez tentativas para tentar eliminar o barulho e a trepidação no pedal. Tentaram ajustes, troca das pinças dianteiras, das pinças traseiras ou das duas, diversos tipos de graxas, antes e depois da montagem das peças nos discos... e nunca resolveram. O barulho diminuía e, depois de dois dias, voltava ainda mais forte. Até mandaram o carro para Belo Horizonte, mas voltou do mesmo jeito. Hoje tenho receio de usar o carro.”
O mesmo problema atormenta o gerente industrial José Antônio de Almeida, de Três Pontas (MG). “Desde que comprei meu Fusion 2007, foram mais de oito visitas à concessionária e mais de 100 dias sem o carro. A cada revisão, a reclamação era sempre a mesma, ou seja, ruído muito forte nos freios, tanto o dianteiro quanto o traseiro. Às vezes em ambos”, diz José Antônio.
Na revisão de um ano do seu Fusion 2007, o funcionário público Érico Marcelo Flores, de Porto Alegre (RS), reclamou pela primeira vez do forte ruído nos freios. “Sempre que eu passava por ruas de paralelepípedo ou por estradas com o pavimento irregular, dava para ouvir o barulho metálico vindo dos freios, em alguns momentos os dianteiros, em outros os traseiros. Já o levei mais de cinco vezes para a autorizada solucionar o problema. Na visita mais recente, pediram para deixar o carro e nem deram previsão de entrega”, afirma Érico.
Segundo nossa apuração feita em diversas concessionárias espalhadas pelo Brasil, o problema estaria em um pino de fixação que fica dentro do cavalete das pinças de freio. Por causa do tamanho desses cavaletes e de suas molas de fixação, que seriam fracas demais, com o passar do tempo os pinos apresentam folga, ocasionando o ruído. A trepidação ocorre porque as pastilhas e o cavalete vibram juntos, transmitindo essa trepidação ao pedal de freio.
O POVO RECLAMA
“Considerando as dez vezes que fui à concessionária, em média foi uma visita à oficina a cada dois meses. E não acharam a solução.”Ricardo Bueno Borges, empresário, Santa Rita do Sapucaí (MG)
“Levei meu carro mais de dez vezes à autorizada. Tentaram ajustes, trocaram cada uma das pinças duas vezes e não resolveram nada.”Carlos Eduardo da Silva, empresário, Itu (SP)
“Sempre que o carro sai da oficina, alguns dias depois o barulho volta.”Viegas Junior, empresário, Belo Horizonte (MG)
RESPOSTA
A Ford diz que sua área técnica está à disposição dos clientes para eliminar o ruído. E completa: “Salientamos, no entanto, que a questão não causa qualquer tipo de risco ao condutor.”


Por Waldez Carmo Amorim

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segredos e medos que o medo de dirigir pode revelar

Texto: Mirna Bom Sucesso
Às vezes, a vida parece estacionar no subsolo da experiência humana. E acordar, e levantar, e dormir é um guiar eterno em estrada sem curva. Madalena recebeu a maior oportunidade profissional de sua vida: gerenciar uma equipe de representantes de uma indústria de cosmético. O salário quadriplicaria. Hospedagem seis estrelas. Um carro importado zerinho para viajar de uma região a outra semanalmente. Era felicidade o que ela deveria sentir; em vez disso, sentiu o peito esmagado por um caminhão. Teve de dizer “não, obrigada. Não sei dirigir”.O gerente de Madalena riu. “Ok, damos um mês para você tirar sua habilitação”. Ele não estava entendendo. Dirigir era algo que ela nunca faria na vida. Não sentia que tinha nascido para a coisa. Diante de um volante, seus braços amoleciam, ficavam sem circulação.Já sofreu acidente de carro, Madalena? Não. Já viu alguém morrer no carro, Madalena? Não. Já foi atropelada, Madalena? Não. Então, Madalena, o seu medo é de assumir a direção da sua vida. Tire férias e pense. Procure um psiquiatra, terapeuta, macumbeiro, curandeiro, sei lá. Se vira! Volte com a habilitação.“Medo de assumir a direção da sua vida”. Todo mundo diz isso para quem tem medo de dirigir. Clichê. Psicanálise selvagem. O medo de Madalena era uma espinha interna, dessas que se anunciam apenas em vermelhidão. Agora, acordara dolorida e sem sinal de que eclodiria. Apertou. Doeu. Nada saía dali.O rapaz que acelerou sobre o corpo do frentista sabe dirigir. O rapaz que se suicidou na contramão sabia dirigir. O outro que atropelou não sei quantos na calçada sabe dirigir. Sabiam assumir a direção da própria vida? Não podia ser essa a lógica.Madalena procurou o psiquiatra, o terapeuta, o macumbeiro, o curandeiro. Não era mais pelo emprego, era pela espinha que não parava de doer.Pode ter sido um tratamento ou todos ao mesmo tempo. Um dia, simplesmente ela se lembrou... Se lembrou como se nunca tivesse esquecido. Como poderia ter esquecido aquilo? Quando criança, lá pelos seis ou sete anos, Madalena adorava carros. Especialmente o carro do tio, aquela máquina mágica que a levava ao encontro dos primos nas férias. Pedia ao tio para ficar dentro dele, na garagem. Sonhava em guiar aquela coisa o mais rápido possível.Era anos 80, ok. O tio deixava. Mas o primo mais velho, não. Ele dizia que sem ele era perigoso. Agora, a espinha latejava. De súbito, ela viu, ela estava sobre o colo do primo, subjugada pelo prazer dele.Não sabe ao certo quantas vezes foram, que ameaças ouviu para manter o silêncio por tantos anos. Recordava-se, porém, que, numa das tentativas de fuga, ele pressionou seus braços com tanta força que dedos vermelhos afloraram na pele branca. Era uma lembrança sem airbag. Esborrachou-se nela. Da espinha, agora, só sangue.Madalena tem feito o exercício de se sentar ao volante e se conscientizar de que só existem ele e ela. Não é fácil. É como acelerar na beira do abismo. Vez ou outra, tempestades de recordações a fazem pisar no freio. Mas, agora, ela sabe o motivo. Assumir a direção da vida talvez seja estar consciente das razões que nos fazem dizer sim ou não. Ela estava disposta a dizer sim ao prazer de guiar.E você? Jogue uma pedra no poço do seu medo de dirigir. Pode ser que o trânsito, a violência ou a insegurança a faça tilintar logo na superfície rasa. Mas, se o eco for mudo, aproxime-se, silencie e escute o segredo que ele pode revelar. Só podemos curar o que conhecemos.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Volkswagen Arena, a nova picape do Gol, roda em mula de Polo

Nova utilitária da marca vem bem maior para enfrentar Fiat Strada, que domina o mercado
Na semana passada, o WebMotors publicou uma matéria sobre um Volkswagen Polo Sedan com a coluna B alargada. O modelo que vimos tinha um faixa com cerca de 20 cm, com isso, o novo carro chegaria a um entreeixos próximo de até 2,70 m.Depois que publicamos a matéria houve uma “chuva” de e-mails comentando a reportagem, assim como um, enviado por um ex-funcionário da VW, que contradisse nossa tese. A mula não seria a de um novo carro médio para a VW, mas sim para disfarçar a nova Saveiro. O nome da picape, inclusive, deve mudar: cogita-se o nome Arena para o novo modelo.O leitor, que por motivos óbvios não quer se identificar, acrescentou que há aproximadamente dois anos, no início do desenvolvimento do novo Gol, o Polo alongado já rodava por aí. A mula é montada com as mesmas chapas e assoalho da Saveiro atual, mas conta com o eixo traseiro do Golf para agüentar mais peso.O protótipo usa vidros laterais traseiros totalmente escurecidos, para esconder os lastros que simulam a utilização de carga. De acordo com nosso informante, a limusine de Polo roda livremente pelas rodovias de São Paulo, em direção aos campos de provas da Bridgestone, em São Pedro, e da Goodyear, em Americana.O mercado de picape pequenas deve ficar agitado, em 2009. A Fiat lançará a Strada cabine dupla e a Volkswagen chegará com a nova Saveiro/Arena. Recentemente o WebMotors publicou as imagens de uma mula da futura picape do Viva. Outra novidade para apimentar o segmento é a chegada da picape Peugeot 207. O que será então da Chevrolet Montana e da Ford Courier? Será que haverá espaço para tanta carga?Em breve a mula do novo carro deve dar lugar a seu protótipo, que começará circular com a roupa de costume, ou seja, camuflagem pesada. Se você, leitor, souber de algo mais a respeito disso, ou se conseguir flagrar qualquer novidade antes que ela seja oficialmente lançada, não hesite em entrar em contato pelo e-mail editorial@webmotors.com.br e nos enviar as imagens, pelas quais não haverá nenhuma outra remuneração que não o gosto de dividir a novidade com os outros leitores. Não se esqueça de autorizar expressamente a publicação das fotos e também de nos contar a história do flagrante em detalhes. A comunidade de leitores agradece!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Raio-x para não comprar um carro roubado



Veja os detalhes em que você deve prestar atenção antes de comprar um carro.
Quer saber como proceder na hora de comprar um carro? Clique na imagem abaixo e confira as dicas elaboradas pelo Centro de Experimentação em Segurança Viária (Cesvi) sobre como verificar a procedência de veículos e a identificar algumas técnicas de adulteração usadas pelos ladrões.

Comprar um carro de um particular ou em feiras livres em geral permite que você encontre ótimas ofertas. Mas também traz risco maior de deparar com um carro roubado. “É preciso ter cuidado com esses supostos negócios da China”, diz Cyro Vidal, presidente da comissão sobre direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo.
Segundo ele, cerca de 40% dos veículos roubados ou furtados no país não são recuperados e acabam em desmanches ou têm seus documentos fraudados e são vendidos no mercado de usados aqui ou em países vizinhos.
A fraude pode até não ser identificada na hora da transferência do automóvel para seu nome, porém dificilmente ela passará despercebida no momento de uma vistoria no Detran ou em blitze policiais. E, se isso acontecer, o carro será devolvido ao devido proprietário, deixando você com o prejuízo e a dor de cabeça de poder ser chamado a depor como portador de mercadoria roubada.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Como seria o VW SP2 atualmente? Marcelo Rosa responde

Designer do Paraná recria o clássico esportivo com estilo moderno

No ano passado, um dos maiores clássicos nacionais, o VW SP2, comemorou seus 35 anos, como se pode ver na matéria que publicamos a respeito. Apesar de suas belas linhas, o veículo tinha pouca potência e acabou não conseguindo entregar a performance que sua aparência prometia. Passados tantos anos, e considerando a quantidade de modelos antigos que vem ganhando releituras modernas, como Fiat 500, VW New Beetle, Ford Mustang, Dodge Challenger e outros, como seria um SP2 moderno? Longe de ter de ficar só na imaginação, você agora pode visualizar o bicho graças ao trabalho do designer Marcelo Rosa, do Paraná.“Sou fanático por carros e me formei em Design na Universidade Federal do Paraná, me especializando em Design Automobilístico na FUMEC-MG. Sempre achei interessante a idéia de recriar carros que fizeram sucesso no passado, é como se fosse possível reviver uma época ou um tempo que não volta mais. Ultimamente temos visto a indústria automobilística apostar bastante nessa idéia. Então, porque não propor o redesign de um ícone nacional? Assim surgiu a idéia”, disse Rosa ao WebMotors.Diante do resultado, a pergunta que todos querem fazer, se esse modelo teria chances de ser fabricado oficialmente, tem uma resposta triste. “O projeto, a princípio não tem pretensões comerciais, mas fica como proposta. Com a indústria automobilística nacional em alta e com a grande importância mundial que vem conquistando, seria normal pensar num projeto 100% nacional e para o mercado mundial.”Isso não impede Rosa de continuar desenvolvendo a idéia. “Inicialmente, o carro se limita ao design exterior, mas numa segunda fase do projeto será desenvolvido o interior também. O design do carro segue as características da versão original, frente comprida e baixa, motor traseiro e detalhes como o formato dos faróis e lanternas semelhantes aos do SP2 dos velhos tempos, além de faixas refletivas nas laterais, ligando lanterna traseira ao farol dianteiro, pisca separado do conjunto ótico dianteiro, lanterna de ré única no lado esquerdo inferior, entrada de ar na altura dos vidros e até mesmo o formato dos vidros laterais terminando na mesma linha onde começa o vidro traseiro. São detalhes pequenos, mas importantes para criar essa sensação de que já vimos esse carro antes.”Como não é um projeto que vise a produção comercial, não há medidas, mas idéias básicas sobre o veículo. “As medidas foram alteradas, mas as proporções, pelo menos comprimento/altura, foram praticamente mantidas. O que foi bastante modificada é a largura do carro, para ficar mais próxima da dos modelos esportivos atuais. O Novo SP2 ficou mais largo. Com rodas de aro 18” na dianteira e 19” na traseira, o porte do modelo se aproxima do de um Porsche Boxster.”E se o carro pudesse mesmo existir? Manteria o triste apelido de “Sem Potência”? Não se Rosa pudesse influenciar. “Com relação à motorização a VW já tem hoje uma série de motores fabricados fora do país de última geração e com grande potência. Uma nova plataforma também seria necessária, até pelo fato de a Volkswagen não produzir hoje no Brasil carros com motor traseiro. Mas nada impediria de se desenvolver o modelo sobre uma plataforma já existente, com motor dianteiro. Talvez ele perderia um pouco da identidade, mas nós não perderíamos o prazer de ver um SP-2 2012 rodando pelas ruas do Brasil”, arremata Rosa. Quem sabe alguém resolve colocá-lo em produção, ainda que artesanal? Fica a torcida.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Em Breve, na sua oficina

Effa M100 mostra a realidade

Carro mais barato do Brasil passou pela avaliação dos reparadores e mostrou que ainda precisa ter muitos
Muito já foi dito sobre os carros chineses, mas você saberia como agir se um deles chegasse à sua oficina? Não se trata de um "exercício de previsão do futuro", já que os modelos das fabricantes do país asiático são uma realidade em nosso mercado e estarão, em breve, na sua empresa.
Para desvendar os mistérios desses automóveis, levamos o novo Effa M100 à Engin Engenharia Automotiva, reparadora pertencente ao engenheiro Paulo Aguair, para checar junto a uma equipe de consultores a qualidade de construção do compacto e revelar aos profissionais do or os principais segredos de sua manutenção.
A unidade avaliada, como todas as importadas até agora, é equipada com ar-condicionado, faróis de neblina, rádio com CD player, trava elétrica em todas as portas e vidros elétricos nas portas dianteiras, entre outros. Veja a seguir quais são as qualidades e os pontos fracos do compacto chinês em nosso inédito raio-x.


O sistema de captação de ar do M100 difere dos demais veículos, pois antes de ser filtrado, o ar passa pelo coletor de admissão



Motor
O M100 usa um pequeno propulsor 1.0 de 47 cv com corpo de borboleta a cabo, atuador da marcha lenta (motor de passo) e sensor de posição da borboleta. Estas duas últimas são desenvolvidas pela Bosch, assim como a bobina e o sensor Map.
Uma novidade neste veículo está no coletor de admissão: em seu interior, a peça contém uma tubulação que encaminha o ar externo para o filtro de ar e o ar filtrado novamente para o coletor, ou seja, a entrada do coletor é dividida em dois tubos, um que leva o ar para o filtro e outro que o recebe filtrado.
O motor do M100 utiliza sistema de ignição por distribuidor e uma bobina. Na hora de revisar o modelo, vale uma importante dica: o reparador deve ficar atento com o cabo de aceleração. Caso ele esteja posicionado incorretamente, pode ficar em atrito com o distribuidor e, conseqüentemente, se danificar.
Apesar do pouco espaço destinado à correia dentada, não há maiores dificuldades para trocá-la. Na maioria dos veículos, o sistema de retorno de combustível para o tanque é realizado no filtro, mas, no M100, a volta da gasolina é feita na flauta (tubulação das válvulas injetoras). Para trocar o filtro de óleo, basta remover a peça, localizada ao lado do cárter.
O sistema de suporte do motor é semelhante ao do antigo Fiat 147, com uma travessa no sentido longitudinal e dois coxins nas extremidades para apoiar o bloco do M100. Mas, nesse ponto, há um inconveniente, já que o reparador poderá ter dificuldades na hora da troca dos coxins. No câmbio, existem dois coxins inferiores cuja substituição será bem mais fácil.


O modelo utiliza sistema de ignição antigo, com distribuidor comandado mecanicamente, por um eixo posicionado no cabeçote
Câmbio
Para engatar ou trocar de marchas, o condutor terá dificuldade, pois o movimento da alavanca de marchas é duro. O mecânico não terá problemas para substituir embreagem, pois o cambio está bem posicionado, o que proporciona facilidades em caso de manutenção. O sistema de acionamento é a cabo e conta com um contrapeso para o acionamento do garfo.
Uma tampa de ferro protege a correia sincronizada

Suspensão e direção
No M100, as extremidades da barra estabilizadora estão fixadas ao braço oscilante da suspensão. O sistema é simples e prático tanto na montagem quanto na desmontagem. No teste, o veículo demonstrou ser instável, às vezes puxando para a direita e outras para a esquerda, além de gerar um ruído que parece estar localizado no interior da caixa de direção.



O reparador deve ficar atento, pois a bateria requer água destilada


Freio
O sistema dianteiro é composto por discos e pinças flutuantes. Já a traseira contém tambores e lonas de freio, além de uma válvula equalizadora responsável por distribuir o fluído de acordo com a carga.

O motor visto por baixo, possui travessa semelhante aos Fiat 147

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Strada Cabine dupla - Carga mista

Mostramos a versão definitiva da picape Fiat Strada cabine dupla. Modelo será lançado no primeiro semestre de 2009 nas versões Adventure Locker e Working.
A picape Strada cabine dupla será apresentada entre fevereiro e março, porém, o Estado de Minas e o Portal Vrum antecipam o modelo, que será exatamente este da foto acima. O desenvolvimento da picape foi noticiado com exclusividade pela reportagem do caderno Veículos do jornal Estado de Minas em junho, e, mesmo depois de alguns protótipos fotografados, o fabricante ainda insiste em desmentir o fato. A direção da empresa chegou a dizer que os protótipos em testes não passavam de mula para enganar a imprensa. O projeto é chamado internamente de X4 e, é resposta da Fiat às futuras picapes Volkswagen Saveiro e Peugeot 207, que terão a cabine estendida, versão já existente na linha Strada.
Será a primeira picape compacta a sair de fábrica com capacidade para cinco ocupantes, mas terá apenas duas portas. O banco traseiro será inteiriço e terá cinto de segurança e apoios de cabeça para os três ocupantes. Os bancos da frente serão do Palio de duas portas para facilitar o acesso à parte de trás. Entretanto, o espaço para acomodação dos ocupantes de trás será menor do que os modelos da linha Palio. A picape será comercializada nas versões Adventure Locker e Working.Ela terá a opção de teto solar, o mesmo já usado atualmente na linha e será posicionado entre os bancos dianteiro e traseiro. O estepe ficará na caçamba, que teve sua capacidade de carga reduzida por conta do aumento do habitáculo para a colocação do banco traseiro. Por fora, a mudança só é percebida porque o vidro lateral está maior e lembra o do Palio de duas portas. A Fiat tem pressa em lançar a novidade e acelerou o ritmo dos testes, sendo que algumas unidades do modelo já seguiram para a matriz italiana.O que você achou da Strada cabine dupla? Clique aqui e comente!MotoresCom a aquisição da fábrica de motores Tritec, a Fiat não precisará usar os propulsores 1.8 da Powertrain. Já estão em testes em modelos da linha Palio os novos motores 1.6 16V, que chamam a atenção pelo funcionamento silencioso, sendo menos ruidosos até mesmo que o Fire 1.0. São a gasolina, mas até o seu lançamento já terão a tecnologia flex disponível. Outra novidade será a adoção do câmbio Dualogic nos modelos Idea, Siena e Palio Weekend e o lançamento dos modelos será ao longo do ano de 2009, que promete ser tão agitado com as novidades como já ocorreu esse ano.MultiusoO Doblò reestilizado será lançado no segundo semestre de 2009. As alterações visam a deixá-lo com o visual igual ao modelo europeu, atualizado em 2005. O modelo já foi flagrado em testes pela nossa equipe em junho. A versão aventureira terá novos adereços no estilo da linha Adventure do Palio, porém, os faróis de neblina e milha serão alinhados na horizontal. Além das mudanças visuais, o modelo terá opção do motor 1.4 Fire (atualmente o modelo é comercializado somente com a motorização 1.8).Face Lift IdeaO monovolume passará por sua primeira reestilização no primeiro semestre de 2010. O projeto toma força no ano que vem com a montagem dos primeiros protótipos para os testes iniciais. O Idea, lançado no país em 2005, terá como modificações principais a dianteira e a traseira. É certo também que já venha com os novos motores Tritec, abandonando o powertrain 1.8 e o motor 1.4 Fire com mais potência. No momento, enquanto os protótipos ganham forma, a engenharia de Betim realiza testes com os concorrentes diretos do Idea, sendo que são vistos diariamente rodando com o Chevrolet Meriva e o Honda Fit.BravoA versão nacional do hatch médio também segue em desenvolvimento pela engenharia italiana, e os protótipos montados em Betim tomam as estradas de Minas todos os dias para os testes de rodagem. A chegada do modelo é prevista para o fim de 2009 como linha 2010.
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CONHEÇA AS PRINCIPAIS CAUSAS DA DISTORÇÃO HARMÔNICA NO SOM AUTOMOTIVO


Veja quais são as principais razões do problema e aprenda a evitá-los
Um dos assuntos mais importantes relacionados ao trio elétrico é a distorção harmônica. Neste artigo, vamos saber quais são as principais causas deste problema.
Nos campeonatos e eventos ligados ao som automotivo, é comum encontrarmos instaladores que julgam saber, apenas de ouvido, quando um sistema de áudio está reproduzindo som com distorção. Na realidade, isso é muito difícil de acontecer, pois quando o ouvido humano de uma pessoa comum ouve um som distorcido, este som já estava distorcendo o sinal de áudio a muitos passos do volume atrás.
Em ambientes abertos, onde há varios sistemas de áudio funcionando a grande amplitude, detectar o momento em que um dos sistemas está reproduzindo sinal de áudio distorcido, apenas no ouvido, é uma missão quase impossível. Mas o que é distorção harmônica?


Distorção Harmônica
Quando observamos um sinal de áudio sem distorção, vemos que este é uma sinóide, isto é, um sinal completamente arredondado.No sinal distorcido ele se apresenta achatado, enquanto que no sinal sem distorção ele é todo arredondado.
Este achatamento do sinal de áudio, no sinal distorcido, também é chamado de “enquadramento”. Muitas pessoas utilizam o termo “enquadrou a onda” para dizer que o sinal de áudio distorceu.Mas o que causa este achatamento no sinal de áudio?

Principais causas
Podemos dizer que há várias fontes para este problema. Porém, e infelizmente, o principal causador de distorção em um sistema de áudio é o mau uso do sistema.Claro que há muitos outros fatores que podem levar o sistema a reproduzir áudio com distorção. Então podemos catalogar os principais fatores:
Excesso no uso do volume do CD/DVD player


Este é um caso interessante, mas pouca gente sabe que nunca, em um sistema de áudio, pode-se utilizar o ajuste de volume no máximo. Sugerimos que o maior nível que se deva colocar 75% da graduação do controle. Isto é, se o volume vai de 0 a 62, podemos colocar este ajuste no máximo no nível 47, pois, dali em diante, não se estará utilizando a melhor parte do pré-amplificador do CD/DVD player, o que diminui a qualidade sonora do sistema.

Excesso nos ajustes de áudio do CD/DVD player
Outros excessos cometidos com grande facilidade, por usuários de trios elétricos, estão nos ajustes das frequências nos CD/DVD players, isto é, nos ajustes de graves (bass), médios (mid) e agudos (treble). Isto sem contar com o ajuste de equalizadores que alguns CD/DVD players possuem. Uma dica boa aqui é nunca ultrapassar a barreira do +3db. Para baixo não há problema, mas para cima a possibilidade de problemas com o sinal de áudio é muito grande.
Utilização da saída SUB do CD/DVD player em trios elétricos.


Quando analisamos as frequências que um trio elétrico reproduz com maior rendimento, vemos que as frequências acima de 60 Hz são as que mais se destacam. Assim, a utilização da saída SUB (com a função de filtro low-pass ativada), está completamente fora de uso em um sistema de trio. O uso desta saída para amplificadores que vão alimentar woofers ou subwoofer em trios pode danificar facilmente os alto-falantes, pois em ambientes abertos frequências tão baixas não possuem rendimento. Desta forma, o usuário tende obter um resultado satisfatório de seus alto-falantes. Porém, como grande parte das frequências que tem um bom rendimento em ambiente aberto foi filtrada (retirada) pela saída SUB do CD/DVD player, os alto-falantes não terão o rendimento esperado pelo usuário, que elevará cada vez mais a intensidade do volume até a saturação da entrada do amplificador ou até a saturação da própria saída RCA SUB do CD/DVD player.

Excesso nos ajustes de áudio em crossovers ativos

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É muito comum o uso de crossover ativo (divisor de frequências ativo) em sistema de trio.Porém os ajustes neste equipamento são de suma importância para o bom funcionamento do sistema. Além da escolha da frequência de corte em cada via, pode-se ajustar a intensidade de saída do sinal de áudio, por meio de um ganho. o Ajuste deste ganho deve ser feito com muito cuidado, para que não se sature nem a entrada do amplificador ligado a ele e nem a própria saída da via do crossover. Seguindo a dica já mencionada, nunca ultrapasse a barreira do +3dB.

Excesso no ajuste do nível de ganho dos amplificadores

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Nos amplificadores de maior qualidade, o ajuste de ganho não altera a potência final do amplificador. Isto é, com os CD/DVD players que temos no mercado hoje, com o nível de ganho no mínimo ou no máximo, a potência final do amplificador será a mesma. Porém, será atingida em nível de volume diferente. Dica importante, quanto mais baixo deixarmos os ajustes de ganho, aproveitaremos melhor a graduação de volume do CD/DVD player, assim teremos mais qualidade sonora no sistema e a possibilidade de distorção no sistema diminuirá, pois teremos uma grande graduação do volume para utilizar.

Falta de corrente elétrica na alimentação dos amplificadores
Esta causa decorre do grande preconceito que o brasileiro tem em não achar necessário colocar mais baterias no sistema de áudio.
Mas, como a potência está diretamente relacionada á quantidade de corrente elétrica disponível, quanto mais potência tivermos no sistema mais baterias devemos ter. A falta de bateria (corrente elétrica) leva á diminuição da tensão de alimentação, que por sua vez leva á diminuição da tensão interna de funcionamento do amplificador, que inevitavelmente levará qualquer amplificador automotivo, não importando marca, modelo ou até tipo, a ter distorção na saída. Dica importante: monitore sempre a tensão das baterias durante o funcionamento do sistema com multímetros de leitura rápida (multímetro digital com função MAX/MIN) na função MIN (mínimo).

Qualidade da gravação do arquivo MP3

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Este é um item novo com que se preocupar. Com o advento do MP3, o CD comum está ficando obsoleto. Mas, com o objetivo de colocar mais músicas num CD-R, muitos gravam os arquivos MP3 com resolução muito baixa, o que leva á compreensão dinânica da música e em perda considerável da qualidade sonora e algumas vezes em um sinal, mesmo em volumes baixos, com distorção. Assim, uma dica importante na hora de converter CD´s de áudio em arquivos MP3: utilize resoluções acima de 128k, assim você garantirá uma qualidade sonora maior e uma menor possibilidade de se ter distorção já no CD/DVD player.
Conclusão. Como vimos nesse artigo, a distorção harmônica, ao contrário do que muitos pensam, não é causada nos amplificadores, mas sim em outros pontos. Como o amplificador é a última peça eletrônica na escola do sistema de áudio, ele acaba por levar a culpa injustamente. Os ajustes e a alimentação do sistema de áudio são os grandes vilões no aparecimento da distorção harmônica no sistema.