quinta-feira, 25 de junho de 2009

Aprenda a tornar sua oficina um local ambientalmente correto

O mês de junho é marcado por comemorações ao meio ambiente. É certo afirmar que toda ação humana tem efeitos ambientais, positiva ou negativamente, inclusive a atividade realizada pelas oficinas mecânicas.

Sob o ponto de vista positivo, o diretor do Sindirepa-SP (Sindicato da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), Antonio Gaspar, ressalta que o trabalho executado no dia a dia da oficina mecânica é, em si, um ato a favor do meio ambiente. “A simples regulagem de um motor torna o veículo menos agressivo à natureza”, diz Gaspar.

E, apesar do resíduo originado da reparação ser altamente prejudicial, é possível trabalhar sem agredir o meio ambiente. Veja no quadro algumas dicas e técnicas que você pode utilizar na oficina para torná-la ambientalmente correta.

Trabalhe a infraestrutura

1. Água: com uma simples reforma, é possível fazer a coleta da água da chuva que cai na calha para uso interno, na lavagem de peças, descarga de banheiros etc. Não serve para consumo. “É importante comunicar a empresa de saneamento básico da cidade para legalizar a ação”, revela o diretor do Sindirepa-SP, Antonio Gaspar.

2. Telhado: o uso de telhas transparentes ajuda a economizar energia elétrica. Segundo Gaspar, é possível obter financiamento diferenciado nas instituições financeiras, com taxas de juros menores do que as praticadas pelo mercado, para obras que buscam melhorar a relação da empresa com o meio ambiente.

3. Piso: a instalação de uma caixa separadora de óleo é muito importante para evitar que o óleo caia na rede de esgoto. Também é importante impermeabilizar o piso, com inclinação para o centro e a tubulação para a caixa separadora. Isso impede a contaminação do lençol freático ao lavar o piso da oficina.

4. Gases: é importante também o uso de conexões para lançamento de gases na parte externa da oficina, para não haver acúmulo de gases emitidos ao se realizar testes de diagnose de motor.

Pratique ações ambientalmente corretas

1. Lavagem de peças: abolir o uso de derivados de petróleo. Existem no mercado desengraxantes biodegradáveis que não utilizam água para enxágue. Segundo Gaspar, esses produtos têm ainda a vantagem de não oxidar a peça, além de não evaporar.

2. Abolir uso de retalhos (pastelão) e estopa: no lugar, substituir por toalhas retornáveis. Existem diversas empresas especializadas, que utilizam processos certificados para lavagem das toalhas, sem agredir a natureza.

3. Uniformes: é comum nas oficinas o fornecimento de uniformes ou jalecos, que de tempos em tempos precisam ser lavados. Normalmente, isso é feito em casa, pelo próprio mecânico ou pela esposa dele. O ideal é que sejam lavados como as toalhas retornáveis. A mesma empresa que fornece as toalhas pode também lavar os uniformes.

4. Resíduos sólidos: não devem ser jogados no lixo comum, pois na maioria das vezes apresentam contaminação por derivados de petróleo (Classe 1), altamente prejudicial ao meio ambiente. Existem empresas especializadas que retiram e descartam os resíduos conforme as normas de segurança. Segundo Gaspar, do Sindirepa-SP, os postos de combustíveis normalmente têm convênio com estas empresas.

Importante: alguns tipos de componentes, como amortecedores e bomba de combustível, entre outros, devem ser inutilizados para não voltarem ao mercado como peças recondicionadas ou remanufaturadas. “Os amortecedores recondicionados não oferecem a mesma segurança que um novo”, afirma o proprietário da Peghasus, Silvio Candido. “Por isso inutilizo todos, sempre que troco por novos.”

Há, no entanto, componentes que aceitam a remanufatura, tanto que Cummins, Bosch, Sachs, TRW, LUK, e Knorr-Bremse criaram a Anrap – Associação Nacional dos Remanufaturadores de Autopeças (www.anrap.org.br), para divulgar o conceito e vantagens desse tipo de produto, que deve ser refeito sempre pelo fabricante do componente original, com a mesma garantia de um novo. De acordo com o site da Anrap, os produtos remanufaturados pelos fabricantes são embreagem e platôs, motor diesel, alternadores e motores de partida, mecanismos da direção e compressores de ar para sistemas de freio.

5. Óleo lubrificante: o óleo usado deve ser armazenado em tanques ou tambores. Há empresas que retiram o produto sem custo.

6. EPI: equipamentos de proteção individual (óculos de segurança, luvas, uniforme), devem ser utilizados sempre. É uma regra que não pode ser quebrada.

CERTA - Tudo sobre reciclagem de veículos

O evento ‘Tudo o que você precisa saber sobre reciclagem de veículos’ - promovido pelo CERTA (Centro de Referência Técnica Automotiva) -, acontecerá dia 25 de junho próximo, em São Paulo. O evento destacará os êxitos da Espanha e da Argentina em reciclagem de veículos.

Na ocasião, os palestrantes Ignacio Juárez Pérez, do CESVIMAP (Centro de Experimentación y Seguridad Vial Mapfre), da Espanha, e Fabián Pons, do CESVI Argentina (Centro de Experimentacion e Seguridad Vial), compartilharão com os participantes as experiências de seus países no assunto, abordando as características, aplicabilidades e resultados para o mercado automotivo e segurador, e para a sociedade. José Aurelio Ramalho, diretor de operações do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) também participará do evento com palestra sobre as oportunidades e desafios do Brasil em reciclagem de veículos.

Ao final das palestras, será realizado um debate entre representantes de entidades ligadas ao tema, com a participação da plateia.

O CERTA é um órgão de estímulo ao debate e ao conhecimento técnico, ligado ao CESVI BRASIL.

Reciclagem de veículos

No Brasil, apenas 1,5% da frota de veículos que sai de circulação vai para o processo de reciclagem, de acordo com a estimativa do Sindinesfa (Sindicato do Comércio Atacadista de Sucata Ferrosa). O oposto ocorre na Europa e nos Estados Unidos onde o índice de reciclagem chega a 95%. Na América Latina, a Argentina vem se destacando na reciclagem automotiva, graças a uma lei de 2002 que exige que os veículos fora de uso sejam enviados para centros autorizados de tratamento.

O CESVI BRASIL

Fundado em 1994, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à reparação automotiva e à segurança viária, e foi o primeiro da América Latina.

É membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), um conselho internacional de centros de pesquisa com os mesmos objetivos.
Para conhecer as atividades do CESVI, acesse www.cesvibrasil.com.br

Contatos para imprensa: (11) 3948-4845
Alexandre Carvalho revista@cesvibrasil.com.br
Viviane Costa vcosta@cesvibrasil.com.br

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Informativo SELO FENAUTO

SELO FENAUTO DÁ GARANTIA PARA CÂMBIO E MOTOR DE VEÍCULOS USADOS
Os automotores passam a ter um certificado de procedência, seguro contra panes nos itens vitais de funcionalidade e assistência 24 horas ao consumidor por sete meses. Com o objetivo de alavancar a comercialização de veículos usados e incentivar o consumo do aftermarket, a FENAUTO – Federação Nacional dos Revendedores de Veículos Automotores – coloca à disposição dos lojistas associados uma alternativa bastante eficaz e que promete surtir efeitos a curto e médio prazo no mercado, o Selo Fenauto.

Uma revolução no setor, que amplia de três para sete meses a garantia de câmbio e motor dos veículos usados, que passa a ser oferecido pelos associados da entidade cadastrados no programa. O consumidor que adquirir um “usado” do lojista associado à Fenauto e participante da ação vai receber um certificado de procedência do bem adquirido, que garante durante sete meses a qualidade do câmbio e motor do veículo, diminuindo de forma bastante expressiva as chances de panes mecânicas, provenientes dos itens mencionados, e assistência 24 horas em caso de imprevistos.

O selo, um programa de incentivo à “comercialização segura”, foi vislumbrado, planejado e concretizado pela Fenauto após um longo período de negociações com importantes empresas como:

- Dekra;

- Sinaliza.Net;

- Mapfre Seguros; - ST Corretora de Seguros.

Nesse rígido processo composto por três etapas, a Dekra fica responsável pela inspeção veicular, a Sinaliza fornece o atestado de boa procedência e, como etapa final, a Mapfre assegura o câmbio e o motor do veículo, além de ser responsável pelo suporte 24 horas em caso de pane. A ST Corretora de Seguros coordena e comercializa o produto.

“O Selo Fenauto trará mais segurança tanto para os lojistas quanto para os consumidores finais. Esperamos alavancar dessa forma as vendas no setor e aumentar a credibilidade do aftermarket ao escolher um veículo usado. Está ação faz parte de um planejamento de suporte aos associados executado pela entidade”, conta Ilídio Gonçalves dos Santos, presidente da Fenauto. REVENDEDORES – VENDA COM TRANQÜILIDADE ALIADA AO PEQUENO INVESTIMENTO Para aderirem ao programa, os lojistas devem obrigatoriamente fazer parte das empresas associadas à Fenauto e estarem cadastrados, o que poderá ser feito pelo website: www.selofenauto.com.br.

O Selo Fenauto pode ser adquirido pelo revendedor diretamente pelo portal online do programa. Para mais informações acesse: www.selofenauto.com.br ou pelo telefone 0300 788 7676.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Euro NCAP divulga novo resultado: Q5 e Fit recebem cinco estrelas

Modelo da Audi se sobressaiu no item segurança do motorista e o da Honda no quesito envolvendo a segurança de pedestres
O Euro NCAP (European New Car Assessment Programme), instituto europeu que avalia a segurança dos veículos fabricados na Europa, divulgou o resultado de mais seis veículos. Dos modelos apresentados, dois são comercializados no Brasil. Trata-se do Audi Q5, que começa a ser vendido a partir do próximo mês, e do Honda Fit, chamado por lá de Jazz.

Cinco modelos avaliados receberam pontuação máxima, cinco estrelas. O único que ficou com três estrelas foi o Suzuki Alto. O Audi Q5 marcou 92% na segurança da condução dos ocupantes adultos e 84%, na das crianças. No item segurança de pedestres o SUV marcou 32%. Na avaliação dos equipamentos de segurança o alemão obteve 71% de aprovação.

Já o Honda Fit marcou 78% na segurança da condução dos ocupantes adultos e 79%, na das crianças. No item segurança dos pedestres o monovolume marcou 60% e se sobressaiu diante do Audi. Na avaliação dos equipamentos de segurança o Jazz obteve 71% de aprovação.

O Suzuki Alto apresentou um índice de 55% na segurança de adultos, 46% nas das crianças e 35% na de pedestres. No item que mede os equipamentos o compacto marcou 29%. Também apresentaram cinco estrelas os modelos: Hyundai i20, Kia Soul e Peugeot 3008.

Lá fora - Veja quanto custam carros brasileiros na Argentina


Além do preço mais baixo, modelos também trazem opções que não são oferecidas aos brasileiros
Dando sequência à série de reportagens “Lá fora”, que começou na semana passada, com o México, o WebMotors visitou a Argentina (por meios virtuais) e trouxe de lá os preços e opções de modelos brasileiros vendidos naquele país. Como na primeira reportagem, a intenção é mostrar uma situação aparente paradoxal: como pode um carro fabricado no Brasil custar mais barato fora do país do que aqui? Talvez não pudesse, mas que custa, custa. Quer exemplos? Temos diversos.

Veja o sedã mais barato do Brasil, o Chevrolet Classic. Por aqui, o modelo 2010 VHCE sai a partir de R$ 25.379. Na Argentina, ele custa 35,71 mil pesos, ou R$ 18.537. A diferença é menos gritante que no México, mas, na Argentina o motor é um 1,4-litro. Mais equipado, com ar-condicionado, direção, vidros e travas elétricos e toca-CD com MP3, o sedãzinho custa 41,62 mil pesos. Ou, em reais, R$ 21.604.

O leitor mais atento e informado dirá que isso se deve ao fato de o Classic ser feito na Argentina (aliás, lá também é vendido o hatch e a perua), mas não é, não. O Chevrolet Astra é feito no Brasil. Na Argentina, o modelo GL, equipado com motor 2-litros, ele custa 58,19 mil pesos. Em reais, isso dá R$ 30.206. O leitor imaginará que o carro não tem nada, mas ele vem com dois airbags dianteiros, ar-condicionado, direção hidráulica, toca-CD, vidros, travas e retrovisores elétricos. Pouco menos do que custa um Corsa Maxx 1.4 hatch.

Na Argentina também há uma versão do Astra que nunca tivemos por aqui, a GSi. De novo o leitor pode achar que estamos mal informados. Afinal, já tivemos, sim, um Astra GSi, modelo que, aliás, foi bastante criticado por não ter muita coisa de esportivo a não ser o nome e um acerto de suspensão mais espertinho.

Pois o modelo argentino é equipado com o mesmo motor 2,4-litro que era usado no Vectra, com 150 cv. Completo, com dois airbags dianteiros, ar-condicionado digital, vidros, travas e retrovisores elétricos, toca CD, bancos de couro, controle do rádio no volante, retrovisor eletrocrômico, computador de bordo e teto solar elétrico, o carro custa 74,72 mil pesos. Isso dá R$ 38.786... Diante do GSi argentino, não dá para dizer que o nosso era GSi, também.

Para ficarmos um pouco mais concentrados na GM, que pediu concordata nos EUA na última segunda-feira, vale dizer que o Corsa, por lá, não tem motores menores do que o 1,8-litro. Por aqui, o Corsa já não usa mais este motor, preparando terreno para o Viva. Seja como for, a versão básica custa 44,31 mil pesos na Argentina, o que dá R$ 23 mil.

Por esse valor, muita gente aqui no país adoraria comprar um Corsa com motor 1,8-litro, mesmo que fosse peladinho. A questão é que o Corsa argentino já vem com ar-condicionado e direção hidráulica. Por R$ 23 mil. A GM não tem, no Brasil, nenhum veículo tão barato. O mais em conta da marca é o Celta de três portas na versão Life, que sai por R$ 24.963. Como se sabe, o hatch de entrada da GM não usa nenhum outro motor que não o 1-litro.

Aliás, quanto será que custa o Celta na Argentina? Vamos devagar... Para começar, o Celta não existe na Argentina. Pelo menos não como o conhecemos por aqui. Lá, ele é um veículo Suzuki. Mais especificamente, o Suzuki Fun. E não tem motor 1-litro, só 1,4-litro de 85 cv. Também não vem sem nada. De série, o carrinho traz ar-condicionado, direção hidráulica e toca-CD. Tudo por 37,5 mil pesos, ou R$ 19.466, na versão de três portas, e 39,8 mil na versão de cinco portas. Isso dá R$ 20,66 mil. Dá para entender porque os argentinos chamam o carro de Fun (divertido, em inglês). Podiam chamá-lo também de Cheap (barato, em inglês).

Os argentinos têm mais um veículo que não nos permite nenhuma referência, uma vez que ele não é vendido por aqui. Trata-se do Corsa Easytronic, equipado com o câmbio manual automatizado que, aqui no Brasil, equipa apenas a Meriva. Versão mais completa do carro na Argentina, ela custa 51,54 mil pesos. Em miúdos, ou melhor, em reais, isso equivale a R$ 26.754.

Luxuosos

Na Argentina também está à venda o Vectra, ainda com a frente antiga (pelo menos no site) e motor 2,4-litros. Com câmbio automático e tudo a que o carro tem direito, ele custa 86,67 mil pesos. Em reais, pelo câmbio atual, isso daria R$ 44.989. É menos do que custa aqui uma Meriva 1.8 Expression.

O maior concorrente do Vectra no Brasil, o Honda Civic, também é vendido na Argentina. Fabricado por aqui, o modelo é vendido no país vizinho com preço fixo em pesos, uma vantagem grande naquele país, que tem enfrentado oscilações de valor. Lá, o Civic LX S sai mais barato do que o Vectra: 86.279 pesos, ou R$ 44.786. O Fit 1.4, por aqui, começa nos R$ 51.845.

Voltando aos modelos mais baratinhos, o VW Gol G4 se tornou o modelo de entrada da marca alemã no Brasil. Custa, por aqui, R$ 25,3 mil. Com motor 1-litro, é lógico. Na Argentina, o mesmo Gol é vendido como Gol Power. O motor dele é 1,6-litro e a lista de equipamentos é longa: ar, direção, vidros, retrovisores e travas elétricos, toca-CD com MP3 e entrada USB, rodas de liga-leve de aro 15", dois airbags, faróis de neblina e alarme. Com esse pacote, o carro custa 40,92 mil pesos. Convertendo isso para reais, dá R$ 21.241...

Se a escolha recair sobre o Gol de terceira geração, chamado de G5, por aqui, teremos o que os argentinos conhecem como Gol Trend. Também com motor 1,6-litro, ele começa em 42,35 mil pesos, ou R$ 21.983.

Entre os veículos mais caros estão o Fox 1.6 Comfortline e o Voyage Conceptline, também com motor 1,6-litro, vendidos respectivamente por 51,22 mil pesos e 52,23 mil pesos. Em reais, eles custariam R$ 26.588 e R$ 27.112. Ambos têm pelo menos ar-condicionado e direção hidráulica, mas o toca-CD com MP3 e Bluetooth também vem de lambuja. Aqui no Brasil, as versões mais baratas destes carros, com motor 1-litro, não saem por menos de R$ 29 mil. Sem nenhum equipamento.

Francesas

As francesas Renault e Peugeot são bastante tradicionais no mercado argentino, com presença naqueles mercados muito anterior à que têm aqui. E também com preços muito mais baixos que os praticados no Brasil, mesmo considerando veículos fabricados aqui.

Da Renault, temos dois exemplos. O primeiro é o Sandero, que, na versão Pack, a mais baratinha (equipada com motor 1,6-litro de oito válvulas), custa 45,64 mil pesos, o que dá R$ 23.691. Inclua neste valor o ar-condicionado, a direção hidráulica e o toca-CD com MP3 e comando no volante. Por aqui, o Sandero basicão, com motor 1-litro e nada de equipamentos, sai por R$ 29,69 mil. E pensar que você achava o carro barato...

A versão mais equipada do Sandero, chamada Confort e equipada com o motor 1,6-litro de 16 válvulas, custa 45,64 mil pesos. Este valor equivale a R$ 23.691 e inclui ar-condicionado, direção hidráulica, toca-CD com MP3 e comando no volante, vidro elétrico dianteiro e airbags dianteiros.

Como há aqueles que preferem um veículo mais equipado, a Renault oferece o Renault Mégane Sedan na versão Privilège 2.0 com câmbio automático. Apesar do nome, o sedã é brasileirinho da gema, mais especificamente paranaense. E custa na Argentina 88,77 mil pesos, ou R$ 46.079. No Brasil, o mesmíssimo carro sai por R$ 73,65 mil. A diferença é de R$ 27.571. Daria para comprar um Sandero, pelo menos na Argentina. Aqui no Brasil, ainda faltariam pouco mais de R$ 2.000.

Da Peugeot, vale citar o exemplo do 206,5, ou 207, que lá na Argentina tem o nome mais simpático (e comprido) de 207 Compact. Na versão XR 1.4 de três portas, a mais baratinha, ele sai por 47,1 mil pesos, ou R$ 24.449. Traz, de série, ar-condicionado, direção hidráulica e toca-CD com MP3. No Brasil, o XR 1.4 custa R$ 35,99 mil.

A versão mais cara da linha, a XT Premium com motor 1,6-litro, vem equipada com ar, direção assistida, toca-CD com MP3, teto solar elétrico, ABS, quatro airbags, bancos de couro, sensor de chuva e de iluminação, câmbio automático e rodas de liga-leve de aro 15". Sai pela bagatela de 67,6 mil pesos, ou R$ 35,09 mil. Sai quase R$ 1.000 mais barato do que a versão XR vendida por aqui.

A lista de exemplos, como se vê, é extensa. A pergunta do início do texto continua no ar. Há quem culpe os impostos, contra os quais foi comemorado, em maio, o Dia da Liberdade de Impostos. Ainda que eles sejam realmente nocivos e atrapalhem os preços, eles não devem ser a única explicação para o problema. Segundo a coluna mais recente do jornalista Joel Leite, a margem de lucro das fábricas é três vezes maior no Brasil. Se os brasileiros conseguissem distinguir o que é preço e o que é imposto, como os norte-americanos, a resposta seria mais simples. Por sorte, não é impossível.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Menos IPI para carros ecológicos


Imposto dos carros mais poluentes poderá ser elevado, diz ministro
Depois de dar início, em abril deste ano, ao Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que estabelece um selo veicular com indicação de desempenho em relação ao consumo de combustível na estrada e na cidade, os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Fazenda, Guido Mantega, estudam uma forma de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis “verdes”.

“A ideia é incentivar o consumidor a comprar carros ecologicamente corretos”, declarou Minc. De acordo com o ministro, para não afetar a arrecadação federal, “o IPI dos carros mais poluentes poderá ser elevado”.

A tarifa diferenciada terá como base o selo do PBEV, coordenado pelo Inmetro. Graduado de A a E, o selo é semelhante ao usado pelo Inmetro em eletrodomésticos. Com ele, o consumidor terá informações sobre o consumo na hora de escolher um veículo, facilitando a escolha por modelos mais econômicos e eficientes.

As fabricantes não são obrigadas a aderir ao Programa. Fiat, General Motors com a marca Chevrolet, Honda, Kia e Volkswagen, entretanto, já se inscreveram no programa. Juntas, elas detêm 50% das vendas brasileiras.

Montadoras nacionais como Ford, Toyota, Peugeot, Citroën e Mitsubishi ainda não aderiram à etiqueta que informa o consumo de seus automóveis. De acordo com as regras, não há obrigatoriedade em utilizar a etiqueta.

Na categoria sub-compactos estão presentes três marcas com 10 modelos. A Chevrolet com o compacto Celta, em três versões, ganhou a classificação C. Sem o ar-condicionado ligado o carro equipado com motor 1-litro marcou um consumo na cidade de 14,5 km/l de gasolina e 10 km/l de álcool. Já para o modelo equipado com motor 1,4-litro, também classificado com a letra C, registrou 14,2 km/l de gasolina e 9,6 km/l de álcool.

Na mesma categoria a Fiat se saiu muito bem com o Mille Economy e tropeçou com o Palio. O automóvel mais em conta fabricado no País ganhou letra A. Ele marcou na cidade 15,7 km/l de gasolina e 10,8 km/l de álcool. Apesar de a confirmação do Mille, o Palio não foi bem e recebeu letra E nas quatro versões (ELX 1.4, ELX 1.4 4p, 1.8R e 1.8R 4p). Equipado com motor 1,4-litro o Palio duas portas registrou, em circuitos urbanos, um consumo de 13 km/l de gasolina e 8,8 km/l de álcool.

Outro automóvel que se saiu muito bem foi o Kia Picanto. O carro que é considerado um dos mais econômicos do mundo recebeu a letra A. Ele declarou, de acordo com as medições do programa, um consumo de 16,2 km/l na versão manual e 15,8 km/l na automática.

Na categoria compacto estão presentes quatro marcas e 14 modelos. O melhor colocado, com a letra A, foi o Honda Fit 1.4 16V. Rodando na cidade com álcool o monovolume marcou 9,8 km/l, com gasolina ele fez 14,8 km/l. Modelos com fama de economia não se saíram tão bem: o Chevrolet Classic 1.0 tirou a letra D (13 km/l de gasolina na cidade) e o Fiat Idea 1.4 tirou a letra E (11,8 km/l de gasolina na cidade).

A Volkswagen aparece nesta categoria com três automóveis. O Gol equipado com motor 1-litro recebeu letra A e o mesmo carro equipado com motor 1,6-litro ganhou letra B. O Volkswagen Gol registrou 13,9 km/l de gasolina na cidade com o propulsor 1-litro e 13,4 km/l com o motor 1,6-litro. O Volkswagen Polo BlueMotion equipado com motor 1,6-litro apresentou etiqueta A. O carro marcou um consumo a gasolina na cidade de 13,8 km/l e de 21,2 km/l na estrada.

Fazendo o ar que você respira


Como posso contribuir para melhorar a qualidade do ar?
Cuidar da emissão de poluentes do seu automóvel, além de contribuir para a melhoria da qualidade do ar, economiza combustível, diminui a manutenção no veículo e conseqüentemente o seu gasto com ele. Segundo pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), cerca de 10% da morte de idosos, 7% da morte de crianças e até 20% das internações infantis por doenças respiratórias estão relacionadas à poluição.

Não é para se preocupar? No inverno, esse número chega a ser 12% maior! Conheça um pouco os gases emitidos pelo seu veículo e o que causam sua saúde:

Só eles: vapor de água (H2O), Nitrogênio (N2), Oxigênio (O2), Dióxido de carbono (CO2) etc. Mas os mais temidos e tóxicos são: Monóxido de carbono (CO), Hidrocarbonetos (HC) e o óxido de nitrogênio (NOx).


Gás: CO
Característica: incolor, inodoro e muito tóxico.
Como é gerado: resulta da queima incompleta de combustível.
O que causa: reduz a oxigenação do sangue e afeta o sistema nervoso. Agrava doenças cardíacas e respiratórias, dores de cabeça, podendo levar à morte.

Gás: HC
Característica: odor desagradável.
Como é gerado: resulta da queima incompleta e evaporação de combustível.
O que causa: câncer no pulmão, irritação nos olhos, pele e aparelho respiratório.

Gás: NOx
Característica: sob a ação da luz solar, transforma-se em NO2. Contribui para a formação de fumaça, reduzindo a visibilidade.
Como é gerado: durante o processo de combustão.
O que causa: afeta os pulmões e coração. Pode causar bronquite, tosse asma e insuficiência respiratória.

Fonte: CETESB.


Veja como reduzir esses gases

O Sensor Lambda ou Sensor de Oxigênio está localizado no escapamento e mede a quantidade de oxigênio presente nos gases poluentes.

O Sensor Lambda busca a condição ideal da mistura ar e combustível, onde o veículo vai desenvolver toda a sua potência, poluindo o mínimo possível e diminuindo a manutenção.

Já o Catalisador, localizado também no escapamento, logo após o Sensor Lambda, funciona como um filtro que reage quimicamente, transformando os gases nocivos que ainda restam em outros n.o poluentes.

Faça a Manutenção Preventiva a cada 30 mil km!

sábado, 13 de junho de 2009

Nissan Livina enfrenta Honda Fit - veja quem ganha

Com a chegada do monovolume equipado com motor Renault, a vida do Fit vai complicar. Será que ele tem armas para desbancar o líder de vendas?
Quando o Nissan Livina chegou ao mercado nacional, o WebMotors cantou a bola que a minivan média teria preço e espaço para conquistar clientes. Para confirmar se ela chegou com essa força toda, rodamos com o Nissan Livina, versão de entrada, durante uma semana.

Para apimentar ainda mais o teste do modelo recém-lançado pela Nissan, o WebMotors conseguiu na fase de conclusão um Honda Fit 1.4 LX para a avaliação. A correria na redação foi grande, mas valeu, pois conseguimos fazer um comparativo de mão cheia para você. O resultado só não foi tão bom quanto gostaríamos porque a Honda só tinha disponível o monovolume com câmbio automático na versão de acabamento LX, a mais simples e mais adequada para encarar a Livina S com motor 1,6-litro.

Design

Os monovolumes atuais estão mais elegantes se comparados com aqueles que chegaram ao Brasil em 1999. O desbravador do segmento que coloca a perua em segunda opção quando o assunto é a família foi o Renault Scénic. Hoje, as minivans estão com mais “jeitão” de perua e com dimensões menos extravagantes.

O Nissan Livina usa o formato de gota, semelhante ao do Honda Fit. A diferença é que o modelo japonês tem linhas mais leves. O Nissan herdou alguns detalhes do Logan e o Fit, do Civic. O exemplo fica nítido no conjunto óptico, nas maçanetas, nos frisos e nos acabamentos.

Apesar de o Livina ser maior em comprimento (4,18 m contra 3,90 m) e menor, um centímetro, em largura (1,69 m contra 1,70 m) o Fit é mais equilibrado.

A coluna “A” do Nissan puxa para uma linha mais vertical, enquanto a do Fit acompanha a do capô, mais ao estilo monovolume, mesmo. A razão para isso fica nítida quando comparamos o coeficiente aerodinâmico de cada modelo. O Honda Fit de primeira geração tinha Cx de 0,32 (o do modelo novo não foi divulgado), enquanto o do Livina fica em 0,39. Como quanto menor o número, menor é o arrasto aerodinâmico, neste ponto o Fit também se sobressai. Este dado, além de ser importante na estabilidade do automóvel, também é fundamental para a economia de combustível.

O Livina na estrada sente com mais freqüência o deslocamento do ar provocado por veículos maiores, como caminhões e ônibus, nas ultrapassagens. O Honda Fit leva por pouco este item. Vale você avaliar até onde este item é importante na hora da sua escolha.

Motor e desempenho

Os dois 4-cilindros em linha contam com a tecnologia flexível em combustível. O Livina vem com a fama do consagrado propulsor da marca Renault e o Fit com a tecnologia de comando variável de válvula denominado de iVETC. Na ponta do lápis, o Fit apresenta 101 cv de potência máxima a 6.000 rpm e 127,4 Nm de torque a 4.800 rpm. O Nissan tem 108 cv a 5.750 rpm e 150 Nm de torque a 3.750 rpm. O motor Renault trabalha em rotações menores e mostra-se mais potente. Sendo o Livina 46 kg mais pesado, mesmo assim, a relação peso/potência dele é melhor, 10,7 kg/cv contra 11,1 kg/cv.

A Honda não declara a aceleração de 0 a 100 km/h do Fit, já a Nissan afirma que o seu monovolume atinge 183 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 11,7s.

Ponto positivo para o Livina neste tópico, levando em conta que a Honda também perde por “WO”(Walk Over) ao omitir informações.

Espaço

O Honda manteve no novo Fit o trunfo da praticidade do interior, batizado de sistema ULT (Utility, Long e Tall). Uma das sacadas é a possibilidade de rebater os bancos traseiros e transformar o porta-malas em algo capacitado para levar objetos de até 1,72 m de comprimento. Em contrapartida, o Livina leva maior volume no porta-malas quando os bancos estão posicionados na mesma configuração: 449 l contra 384 l.

O espaço para as pernas do passageiro do banco traseiro também é maior no Livina. De olho nos números, o carro da Nissan tem 2,60 m de entreeixos e o da Honda, 2,50 m. É essa diferença, de 10 cm, que dá a vitória ao Livina neste item.

Vida a bordo e ergonomia

A versão de entrada do Livina carece de alguns itens de conforto que acabam influenciando na ergonomia. O assento não conta com sistema de regulagem de altura e o volante não tem ajuste de profundidade. Outro ‘pênalti’ do Nissan é a falta de regulagem da altura do cinto de segurança. Todos os itens citados acima estão presentes no Fit. O volante do Honda tem uma empunhadura melhor e o banco traz um formato ergonômico, com uma sutil inclinação à esportividade.

Por utilizar alguns itens do Renault Logan, o Livina também perde no quesito acabamento. As alças das portas não são cromadas e o painel oferece leitura simples. Por lembrar o Civic, o Fit acaba se favorecendo quando o assunto é conforto e acabamento.

Consumo e manutenção

A Nissan declara que o Livina faz 12,8 km/l de gasolina e 7,7 km/l de álcool na cidade. Nas rodovias, a empresa declara que a minivan faz 17,5 km/l de gasolina e 10,5 km/l com álcool. Com o WebMotors, abastecido a álcool, o carro marcou 5,9 km/l na cidade e 10 km/l na estrada.

Apesar de a Honda não divulgar o consumo do Fit, ele fez no circuito urbano 7,5 km/l e 12 km/l na estrada. Nas duas situações o carro estava abastecido a álcool. Neste caso o Fit mantém a fama de econômico, mesmo quando está equipado com câmbio automático.

O Honda Fit recebeu três estrelas do CESVI (Centro de Experimentação Viária) no item segurança. Já na categoria visibilidade o automóvel japonês recebeu quase a nota máxima, 4,5. O Livina obteve metade das estrelas do Fit no quesito segurança e três estrelas no item visibilidade.

No índice reparabilidade, o Nissan Livina venceu os concorrentes Chevrolet Meriva e Fiat Idea. A Honda não tem a avaliação do Car Group, que mostra qual é o veículo mais em conta de se reparar na hora de um sinistro. Empate técnico, pois o Fit gasta menos combustível que o Livina, mas na hora do reparo e do seguro o carro da Nissan se sai melhor.

Estabilidade e dirigibilidade

As estrelas conquistadas na categoria segurança refletem bem aqui. O Honda Fit é estável e oferece um alto grau de dirigibilidade. Os pneus 175/65 R15, com rodas de liga-leve, e a suspensão transmitem ao motorista segurança para qualquer tipo de tocada.

O Nissan Livina não fica muito longe, mas peca pelos pneus maiores, 185/65 R15, e pela reação do conjunto. O Honda traz de série freios com ABS e EBD, que favorecem em muito o automóvel.

Como fica o bolso

O Nissan Livina custa R$ 46,69 mil. Ele vem equipado com os seguintes acessórios de conforto e segurança: direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, ar-condicionado e airbag do motorista. Os principais opcionais do Livina de entrada são: roda de liga-leve, sistema de freios com ABS e EBD e faróis de neblina.

A versão SL do Nissan, que é equipada com estes equipamentos, tem um valor sugerido de R$ 51,49 mil. O Honda Fit EX com câmbio manual tem um valor sugerido para o Sudeste de R$ 51,84 mil. Já o Fit LX automático custa R$ 55,62 mil.

Para assegurar o monovolume da Honda durante um ano, um homem casado, residente em São Paulo, precisa de R$ 2,26 mil. Já para o Livina a mesma pessoa precisa de R$ 2 mil.

Prazer ao dirigir

O Nissan é um recém-chegado e é natural que ganhe confete nos semáforos. Seu tamanho e estilo robusto chamam a atenção nas ruas. Dirigir o Livina é prazeroso. Os pontos negativos estão na posição de dirigir e no ruído interno. Os tópicos positivos estão no espaço interno, no bom motor e na praticidade de usá-lo no dia-a-dia.

O Honda Fit leva a fama do sucesso construído por sua primeira geração. Ele está melhor que a anterior. Logo, evoluiu e muito. O estilo de condução e os equipamentos do automóvel japonês são os itens que se sobressaíram.

Conclusão

Coloque a balança os itens de sua preferência e avalie. O Honda Fit venceu nas categorias: design, vida a bordo e desempenho e em estabilidade e dirigibilidade. O Livina venceu nos itens: motor e desempenho e espaço. No item consumo e manutenção houve um empate técnico. O Fit ganhou na bomba de gasolina é o Nissan na hora do reparo. Outro empate técnico ocorreu na hora de meter a mão no bolso.

O Fit é mais caro, porém ele é mais equipado. Se o Livina fosse equipado com ABS e EDB o seu valor ficaria próximo do Fit manual, R$ 51,49 mil contra R$ 51,84 mil. Mas se for levado em conta a versão avaliada, a vitória fica com o Livina que custa cerca de R$ 5 mil a menos. Um empate técnico com três vitórias em cada item. Quem quer um modelo espaçoso e mais barato deve ficar com o Livina. Quem quer um econômico e bom de dirigir, com o Fit.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Primeira corrida de motos elétricas, TTXGP será dia 12 no Reino Unido

O cenário da famosa Tourist Trophy, Ilha de Man, no Reino Unido, sediará a primeira corrida de motos esportivas elétricas. Emissão zero
Em 12 de junho o mundo assistirá uma competição diferente envolvendo veículos de duas rodas que, certamente, entrará para a história. Acontecerá a primeira corrida 100% ecológica, envolvendo motocicletas com emissão zero de poluentes e carbono na atmosfera. A prova, batizada de TTXGP, será disputada em um local mais que tradicional para os amantes das competições sobre duas rodas: a Ilha de Man, na Grã-Bretanha. Considerada a capital mundial das corridas de rua, a ilha é o palco da Tourist Trophy, corrida de longa duração com 102 anos de existência. Em mais de 100 anos, vários ícones do motociclismo participaram da competição, entre eles: Giacomo Agostini, Phil Read, Mike Hailwood e o maior deles, Joey Dunlop.

O idealizador da competição ecológica, o empresário inglês Azhar Hussain, acreditou piamente que uma prova com motos elétricas poderia acontecer. Foi atrás do que queria e montou um protótipo chamado TTX01. O modelo é baseado em uma Suzuki GSX-R 750, ano 2000, que libera até 108 cv de potência máxima e pesa 165 quilos. Hussain queria mais que organizar uma simples corrida: “Nossa intenção é que elas (as motocicletas elétricas) sejam a porta de entrada para equipes e pilotos para a próxima geração do esporte a motor”, comentou.

Corrida com emissão zero

Motos elétricas praticamente não produzem ruído. Mesmo com a falta do ronco dos motores os 20 pilotos inscritos farão a alegria do público na Ilha de Man.
As motocicletas da TTXGP serão divididas em duas classes: Open e Pro. Na primeira irão participar apenas veículos movidos a eletricidade. A segunda conta com sistemas mais complexos. As motos podem alinhar no grid usando motores movidos à combustão – como o hidrogênio, célula-combustível ou sistemas híbridos –, sempre lembrando que uma das premissas da corrida é a utilização de veículos com emissão zero de poluentes.

Há modelos de todos os tipos, desde baseadas em esportivas movidas a gasolina como protótipos. A norte-americana Electric Motorsports montou, por exemplo, sua moto para a categoria Pro com base no quadro de uma Yamaha YZF-R1, enquanto o modelo da equipe Mission Motors conta com design diferenciado e um impressionante desempenho. A missão da equipe é alcançar 240 km/h de velocidade máxima. Detalhe: a velocidade final das motocicletas ecologicamente corretas varia entre 110 e 240 Km/h, no caso do míssil da Mission Motors.

A prova

Pioneira, a TTXGP da Ilha de Man terá apenas uma volta de duração. Calma, não é pouco. Além de eliminar a possibilidade de parada nos boxes, o circuito tem exatos 60,72 Km de extensão. Para completar, o regulamento diz que os pilotos deverão completar a volta em menos de 50 minutos. Caso ultrapassem o tempo serão automaticamente desclassificados.

O montanhoso traçado da Ilha de Man é considerado um dos mais difíceis do planeta. Conta com mais de 250 curvas e retas de até seis quilômetros. Pontes, muros, áreas estreitas, desníveis que fazem a motocicleta literalmente decolar compõem as “pegadinhas” do circuito. Esses vôos derrubam os pilotos inexperientes ou desavisados.

Além de ser um marco na história do esporte sobre duas rodas, a TTXGP terá continuação em grande estilo, dessa vez em solo norte-americano. Entre os dias 24 e 26 de julho o circuito de Mid-Ohio, no Estado de Lexington, receberá o TTXGP eGrandPrix. A corrida faz parte das atrações do 18º AMA Vintage Motorcycle Days, tradicional encontro de motos na “Terra do Tio Sam”.

Não compre no escuro - Duro de manter "Ford Ranger"

Quem estiver procurando picape usada apenas para passear é melhor se esquecer da Ford Ranger. Como a manutenção é dispendiosa, o modelo deve ser usado só para o trabalho

Fotos: Ford/Divulgação
Primeira versão a desembarcar no Brasil, importada dos Estados Unidos, não era muito alta e apresentava desempenho semelhante ao de automóvel
Série Não compre no escuro destaca hoje a picape Ford Ranger. O objetivo é mostrar os problemas crônicos de cada modelo para quem estiver procurando um usado, assim como ajudar a quem já tem o carro a montar plano de manutenção. As informações e os preços dos reparos são fornecidos por especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento, emissão de ruídos). O caderno Veículos também traz a lista de recalls do modelo enfocado.

Veja mais fotos do Ford Ranger!

As primeiras Rangers chegaram ao Brasil em 1994, importadas dos Estados Unidos, com motor 4.0 litros, V6 a gasolina. A partir de 1997, o modelo passou a vir da Argentina, com motor quatro cilindros de 2.3 litros a gasolina. Em 1998, a picape ficou mais robusta, com maiores capacidade de carga e altura do solo. Eram oferecidos três motores: o já conhecido 4.0 V6; um 2.5 a gasolina, derivado do antigo 2.3; e um 2.5 a diesel. A linha ganhou novos propulsores a gasolina em 2001: um 2.3 de quatro cilindros e um 4.0, de seis cilindros. No ano seguinte, era a vez de a linha diesel receber um novo motor 2.8. O ano de 2004 marcou o fim dos propulsores de seis cilindros. Em 2005, o modelo ganhou motor 3.0 litros a diesel.

PROBLEMAS E ORÇAMENTO

Geralmente, e não só com a Ranger, as peças de picapes médias são mesmo caras. O mercado paralelo não oferece muitas peças para o modelo. Se o motor for a diesel, pior. Qualquer reparo fica o dobro do preço. O consumo é elevado, principalmente nas versões de seis cilindros. A suspensão é muito mole e instável, quando a picape está descarregada.

MECÂNICOS

Versão lançada em 1998, mais robusta e com maior capacidade de carga, inaugurou fase com boa variedade de motores e opções de carroceria. Propulsor 2.3 a gasolina tem manutenção mais barata. No início, capacidade de carga da Ranger era de apenas 650 kg

Geral
Folga prematura dos pivôs e batentes inferiores da suspensão, buchas dos leques superiores, braço pitman e braço auxiliar
Troca: R$ 900

Motor elétrico de acionamento do 4X4 é fácil de ser roubado e custa R$ 900
Soldagem nos
parafusos: R$ 50

Motores a gasolina
Quatro cilindros
Desgaste do cabeçote
Troca dos comandos de válvulas e balancins: R$ 700

Seis cilindros
Desgaste da embreagem
Troca do kit embreagem e cilindro: R$ 1.500

Desgaste do pedal de embreagem (atuador hidráulico, colar, disco e chapa)
Troca: R$ 600

Quebra do anel sincronizador da 1ª marcha
Troca: R$ 900

Se já tiver instalado kit gás, é necessário conferir se o cabeçote não está trincado
Troca do jogo de cabeçote: R$ 3 mil

Falha na bomba de combustível
Troca: R$ 500

Travamento dos bicos injetores
Troca dos bicos: R$ 2.500

Motores a diesel
Vazamento de óleo na caixa de tração (é aconselhável trocar a cada 30 mil quilômetros)
Troca de óleo: R$ 25

Corrente da tração 4x4 folga dentro da caixa de transferência
Troca da caixa: R$ 3.800

Quebra do diferencial
Troca: R$ 4.500

Quebra do anel do sincronizador da 1ª e 2ª marchas
Troca: R$ 1.800

Desgaste da embreagem
Troca do kit embreagem e cilindro: R$ 2.500

Folga no cabeçote e turbina
Reparo do cabeçote: R$ 1.300
Troca da turbina: R$ 1.500

ELÉTRICOS
Falha na válvula de controle da marcha lenta
Troca: R$ 300

Falha no sensor de temperatura da água
Troca: R$ 95

Falha na válvula termostática
Troca: R$ 145

Quebra do conector da bobina
Troca: R$ 130

Falha nas velas e cabos de vela
Troca: R$ 385

Falha no sensor de pressão diferencial da válvula de recirculação de gases
Troca: R$ 410

LATARIA/CARROCERIA
Com o passar dos anos, as soldas da carroceria se soltam, causando barulho, devido ao atrito entre as chapas de aço.
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

RUÍDOS (causados por)
Para-choques bambos
Máquinas dos vidros
Triângulo, macaco e chave de roda mal fixados
Fixação do banco traseiro e acabamento das portas
Fixação do assoalho nas longarinas (trinca)

A mão de obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL
Para saber se sua Ranger está na lista de recalls da fábrica, entre em contato com o Centro de Atendimento Ford: 0800-703-3673

Ranger 3.0 Diesel 2005: substituição dos parafusos de fixação dos cintos de segurança
Ano do recall: 2005

Ranger 2004 a 2006: substituição da manopla plástica da alavanca do reclinador dos bancos dianteiros
Ano do recall: 2005

Colaboraram para a reportagem:
THC Centro Automotivo (31-3422-2505);
o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516); agnus Alinhamento (31-3463-9720).

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Não compre no escuro - As escapadas da líder "S- 10"

Está animado com o custo/benefício de uma S10 usada? Antes de comprar uma, confira se a manutenção da picape cabe no seu bolso ou se é melhor optar por um modelo compacto

Fotos: Arquivo EM/D. A Press
Campeã de vendas há muitos anos, a picape S10 é cliente assídua das oficinas mecânicas, porém sua manutenção não é a mais cara da categoria
A trigésima e última edição da série Não compre no escuro aponta os defeitos crônicos da picape Chevrolet S10. O objetivo principal da série foi ajudar o leitor a escolher o veículo usado que mais se enquadra em seu perfil. Quem já tinha o modelo analisado pôde aproveitar as informações para auxiliar na manutenção de seu carro. Todas as informações foram prestadas por profissionais qualificados de diversas especialidades (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruídos), aos quais o caderno Veículos agradece a preciosa colaboração.

Veja mais fotos da picape Chevrolet S10!

A picape média S10 foi lançada no Brasil em 1995, com o motor 2.2 a gasolina. Pouco depois, veio a opção do propulsor 2.5 a diesel. Em 1996, a Chevrolet brindou os fãs de veículos de alta performance com a chegada de um V6 de 4.3 litros. Já em 2000, o motor a diesel 2.5 foi substituído por um 2.8, e o 2.2 a gasolina deu lugar a um 2.4. Dois anos depois, a fábrica deixou de produzir a versão equipada com o propulsor V6. Em 2005, o motor 2.8 a diesel ficou mais moderno, entrando na era da eletrônica. O motor 2.4 entrou na era flex no ano seguinte.

PROBLEMAS E ORÇAMENTO

A picape S10 apresenta boa relação custo/benefício para quem precisa levar pequenas cargas. A manutenção dever ser criteriosa, pois, se ocorrer algum problema, a conta pode sair cara. Em comparação com a Ford Ranger, a S10 gosta mais de visitar as oficinas, mas em compensação sua manutenção é menos salgada que a da concorrente.
Inferior: Marlos Ney Vidal/Estado de Minas
Fechadura da tampa traseira apresenta folga e é fonte de ruídos. Dependendo do estrago, reparo do diferencial pode chegar a salgados R$ 2.500

MECÂNICOS
Geral
Desgaste prematuro nos pivôs da suspensão e nas buchas dos leques
Troca: R$ 480

Folga no braço pitman e no braço auxiliar
Troca: R$ 500

Motores a gasolina
Queima das velas e cabo de vela
Troca: R$ 300

Vazamento no cilindro traseiro de freio
Revisão do sistema de freio: R$ 250

Perda de pressão do cilindro mestre
Troca: R$ 450

Quebra do coletor do escapamento
Troca: R$ 600

Vazamento no retentor de roda do diferencial
Troca do diferencial: de R$ 1.500 a R$ 2.500

Quebra da carcaça da embreagem
Troca: entre R$ 1 mil e R$ 1.500

Motores a diesel
Queima da junta do cabeçote
Retífica do cabeçote: R$ 800

Falha na pressão da turbina
Troca: R$ 2.500

Quebra da hélice do radiador
Troca: R$ 1.480

Teste - Chevrolet S10 Advantage 2.4 Flexpower - A mesma cara, mas coração novo

ELÉTRICOS
Falha na sonda lambda
Troca: de R$ 170 a R$ 320

Falha no sensor de temperatura
da água
Troca: de R$ 85 a R$ 115

Falha na bomba de combustível
Troca: de R$ 260 a R$ 400

Defeito no motor de passo
Troca: R$ 168

Falha no sensor de rotação
Troca: de R$ 200 a R$ 360

Falha na válvula de controle de marcha lenta
Troca: de R$ 90 a R$ 270

Queima da bobina de ignição
Troca: R$ 170

RUÍDOS (causados por)
Para-choques bambos
Sustentação das máquinas dos vidros
Fixação do banco do passageiro
Fixação dos forros das portas
Componentes do vão do motor
Folga na fechadura da porta e tampa traseira

A mão de obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL
Para saber se sua S10 está em dia com os recalls, ligue para o Centro de Atendimento ao Cliente Chevrolet: 0800-702-4200

Troca das mangueiras flexíveis dos freios dianteiros
Ano do recall: 1996

Verificação do sistema de direção
Ano do recall: 2000

Verificação e eventual substituição das rodas e das porcas de fixação
Ano do recall: 2003

Verificação e eventual substituição do servo-freio
Ano do recall: 2003

Substituição do módulo do sistema de freios ABS
Ano do recall: 2007

Substituição dos parafusos de fixação dos bancos dianteiros
Ano do recall: 2007

Verificação e eventual troca do pneu da roda reserva
Ano do recall: 2008

Inspeção e possível substituição do defletor do capô
Ano do recall: 2009

Colaboraram para a reportagem:
THC Centro Automotivo (31-3422-2505);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o tira-grilos Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).

A nova cara da Ranger


Reestilizada, picape da Ford chega às lojas em setembro
A nova Ford Ranger chega às lojas em setembro, mas você já confere as linhas da picape flagrada próxima à fábrica de General Pacheco, Argentina, onde é produzida. Os faróis abandonam o formato horizontal e ganham uma forma mais quadrada. As luzes de pisca foram posicionadas na parte superior do conjunto ótico e as luzes de longo alcance estão dentro da mesma peça.

A grade dianteira também passa a exibir outro desenho formado por três frisos horizontais com fundo de colméia. As imagens também mostram que o para-choque terá novo desenho. Atrás, a nova Ranger exibirá nova lanterna (mais alta) e para-choque traseiro remodelado. Na lateral, tudo segue igual, assim como as atuais opções de motores (3.0 a diesel e 2.3 a gasolina - a novidade aqui é que esse motor vira flex no Brasil).

Conforme antecipado por Autoesporte na edição de junho, a nova geração da Ranger está prevista para chegar em 2012, dentro do cronograma de carros mundiais da Ford. Trata-se, portanto, de um modelo global com capacidade de carga e de espaço interno maior que a da atual geração. O modelo roda em testes nos EUA e na Austrália.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Novo Tucson" flagrado na linha de montagem

Modelo chamado iX35 chega ao país em 2010, mas não mata o atual Tucson

Victor Ferreira

 Divulgação
Foto vazada da produção pré-série do novo iX35
Fonte: www.hyundai-blog.com

Uma imagem do novo iX35 vazou da linha de montagem na semana passada. O modelo apresentado este ano como protótipo pela Hyundai no Salão de Genebra já está em pré-série e será lançado no início de 2010, inclusive no Brasil. Apesar do porte semelhante ao do Tucson, ele não matará o modelo atualmente vendido no Brasil. Aliás, o "velho" Tucson, atualmente importado da Coreia do Sul, começa a ser produzido em Anápolis (GO) no segundo semestre, e será exportado para outros mercados emergentes. Nos mais exigentes (como Europa, Japão e EUA) só haverá o iX35.

Modelo apresentado como protótipo pela Hyundai no Salão de Genebra chegará ao Brasil no início de 2010, mas não mata o Tucson

Com design mais arrojado, o iX35 vem sendo tratado como substituto do Tucson, mas fontes ligadas à Hyundai no Brasil garantem o novo jipão chegará ao país com uma faixa de preço acima. O iX35 terá motor 1.6 de 175 cv e baixas emissões - cerca de 150g de CO2 por quilômetro, segundo a marca, mas o modelo a diesel não deve chegar ao Brasil tão cedo, já que é obrigatória a existência de caixa de marchas reduzidas. Outra diferença em relação ao Tucson será o espaço interno, mais generoso no iX35. Comparações à parte, os dois utilitários da Hyundai não têm nenhuma relação e vão circular juntos pelas ruas no ano que vem.

Avaliamos os carros da Chery para o Brasil

Chery Tiggo

Isabel Reis / de Wu Hu, China

Prepare-se para ouvir este nome: Chery! Essa marca chinesa está chegando ao Brasil com três modelos, de maneira discreta, testando o mercado e aprendendo sobre ele. Mas os planos são ambiciosos: a Chery quer produzir no Brasil e tornar o país um pólo exportador para a América Latina e, quem sabe, até Estados Unidos.

A Chery é a maior marca de automóveis chinesa. Perde posições no ranking quando entram as estrangeiras Volkswagen, General Motors e Hyundai. Fundada em 1997, ganhou o nome de "Baby Brand” (algo como "marca bebê") dos dirigentes. Tornou-se um sucesso em pouquíssimo tempo. De 1999, quando foi lançado o primeiro carro, até 2007, a Chery comemorou a produção de um milhão de automóveis.

Hoje, a capacidade anual na fabrica de Wu Hu é de 650 000 unidades. Numa visita ao complexo industrial, deu para comprovar que a Chery está para Wu Hu como a Ford está para Dearbone: a cidade vive e respira Chery. São quatro fábricas de automóveis, duas de motores (uma ainda em construção) e outra de transmissão. Muitos fornecedores chegaram por aqui, como Magneti Marelli, Continental, Bosch etc. Todos atentos ao crescimento da marca chinesa, que já está presente em 70 países. São mais de 300 000 unidades exportadas por ano.

Para o Brasil, a estratégia imediata será o lançamento do Tiggo, em junho: um SUV 4x2 com motor 2.0 e transmissão mecânica, totalmente equipado, incluindo airbag, ABS, som com MP3, rodas de liga leve etc. A novidade será concorrente direta do Ford Ecosport e dos demais SUVs do segmento dos compactos. O diferencial será o preço: R$ 49 000 e três anos de garantia.

Ao volante dos chineses

Acabei de realizar um test drive com o Tiggo, em Wu Hu. Sinceramente, o carro não perde em nada em acabamento e dirigibilidade para os veículos produzidos no Brasil. É bastante espaçoso, acomoda cinco pessoas e com os bancos traseiros dobrados, cria impressionante local para bagagens. O teto é alto e mesmo os ocupantes maiores não terão problemas com relação ao conforto.

Em setembro, a Chery trará mais dois modelos: o pequeno QQ3, bem compacto, com motor 1.1 e total perfil para uso urbano. Também esse modelo surpreendeu ao rodar, pois tem razoável performance e espaço interno para quatro pessoas. Mais do que isso, fica apertado. Os bancos traseiros são dobráveis, aumentando a capacidade do pequeno porta-malas. Lembra um pouco o Twingo, quanto ao conceito. Novamente, o preço será o grande diferencial. Na versão completa, custará apenas R$ 24 000.

Por último, neste ano, a Chery trará o Face, denominado A1 na China. Esse carro baterá de frente com o Chevrolet Meriva e os monovolumes dessa categoria. O motor será 1.3, bastante ágil ao dirigir. Novamente, o destaque fica para o bom espaço interno e para a funcionalidade do acabamento: não perde para os carros produzidos no Brasil. Ao contrário, comparado em preço, sairá ganhando: R$ 30 000 na versão completa, com airbags, abs, direção hidráulica, ar-condicionado etc.

A estratégia da Chery será trazer o SUV Tiggo e o monovolume Face (A1) do Uruguai, onde a marca já possui uma fábrica com montagem em CKD (as peças são importadas e o carro é montado no local). Esse país foi escolhido por pertencer ao Mercosul e porque o governo uruguaio ofereceu uma série de incentivos para a implantação da fábrica. A partir do Uruguai, a Chery enviará produtos para o Brasil, Argentina, Colômbia, Bolívia e outros paises da América do Sul. Para o Brasil, apenas o compacto QQ3 será importado diretamente da China.

Inicialmente, a Chery terá o Grupo JLJ (que já possui operações na China) como representante. O investimento para a implantação será na ordem de R$ 35 milhões, segundo a empresa. Mas, conforme disse Zhou Biren, vice-presidente da Chery na China, a marca está acostumada a caminhar degrau por degrau nos mercados, até conquistar a confiança do consumidor. Ele sabe da dúvida que existe, internacionalmente, principalmente com relação à qualidade dos automóveis chineses.

A Chery está firmemente disposta a vencer essa barreira. Confia que em cinco anos terá vencido os preconceitos e disputará a liderança dos mercados, especialmente da Rússia, Brasil e Oriente Médio. Quer a minha opinião? Fiquei surpresa com o tamanho da empresa, a modernidade das linhas de montagem, a sua importância no mercado chinês e até a qualidade dos automóveis. Os chineses estão aprendendo rapidamente e vão dar um trabalho danado para as marcas tradicionais.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Veículos quebrados crescem 26% em dois anos






Veículos quebrados crescem 26% em dois anos

Falta de manutenção contribui para que cenário se agrave ainda mais
Texto: Antonio Carlos Bento
Fotos: Divulgação

O trânsito em São Paulo é caótico e a falta de manutenção de veículos contribui para que esse cenário se agrave ainda mais. Para se ter uma ideia da extensão do problema, o número de veículos removidos diariamente pela a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) aumentou 26% nos últimos dois anos, sendo que a média de remoções mensais cresceu de 9.693 veículos em 2007 para 12.295 este ano.

Atualmente, a média diária de veículos removidos nos dias úteis é de 617, ou seja, a cada 1 hora 26 veículos são retirados das ruas por falta de manutenção. Isso significa que a cada dois minutos e meio um veículo quebra, provocando, em apenas 15 minutos (tempo estimado para a CET retirá-lo da via), 3,5 km de congestionamento. Esses dados são alarmantes e o pior é que tudo isso poderia ser amenizado já que 93% das quebras são causadas por falta de manutenção dos veículos: problema mecânico representa 47%, defeito não identificado 27% e pane elétrica 18%. Os outros 7% correspondem à falta de combustível, pneu furado e veículo bloqueado.

O registro de remoções feitas pela CET não contabiliza os veículos que são guinchados pelas empresas seguradoras, portanto o número de quebras deve ser ainda maior. Os números mostram que à medida que a frota circulante cresce na cidade há também aumento de veículos quebrados nas ruas e avenidas.

É importante frisar que além de contribuir para segurança no trânsito, um carro bem mantido que segue as instruções contidas no manual do fabricante, fazendo a manutenção preventiva a cada 15 mil km polui menos e mantém o consumo médio de combustível. Sem contar que o seu preço de revenda pode ser valorizado em 10% acima do valor de mercado.

Outro fator importante é a economia gerada com a manutenção preventiva que custa, em média 30%, menos do que a corretiva. Por saber que esse assunto é extrema importância e que afeta a vida de milhões de pessoas, desde 2007, a cidade de São Paulo tem em seu calendário oficial junho como o “Mês da Conscientização pela Manutenção Preventiva de Automóveis”, conforme lei municipal 14274. A medida visa conscientizar os motoristas sobre os cuidados essenciais com o veículo para mantê-lo em boas condições de uso.

Na semana de 15 a 19 de junho, os motoristas podem fazer uma avaliação gratuita em seu veículo, na Estação de Inspeção Técnica Veicular Gratuita que fica no Centro de Treinamento da CET, para checar as condições de itens de segurança (freio, suspensão, amortecedor, pneus), além de componentes que comprometem o bom desempenho do veículo, como bateria, embreagem, sistema de arrefecimento, entre outros.

Cuidar bem do veículo contribui com o trânsito, reduz a emissão de poluentes e é uma forma responsável de melhorar a qualidade de vida de todos que moram nesta paulicéia desvairada.

Veterano Classic muda de cara em 2010

O veterano Chevrolet Classic seguirá firme, forte e (rejuvenescido!) para os próximos anos. Hoje, ao anunciar a estratégia da GM brasileira diante da nova realidade da GM mundial, o presidente da divisão Mercosul, Jaime Ardila, confirmou que, em 2010, a fabricante terá “quatro lançamentos importantes”. E Autoesporte apurou com pessoas ligadas à GM que uma dessas novidades será o novo Classic.

Segundo fontes, o sedã com novo visual será lançado no primeiro semestre de 2010 e terá o desenho idêntico ao do Chevrolet Sail, produzido na China. “É um visual que casou bem com o desenho do sedã”, afirmou um executivo ao defender a adoção do desenho chinês no modelo brasileiro. A mudança visa dar sobrevida ao modelo até 2014, quando entram em vigor novas normas de segurança de impactos. Vale lembrar que no México e no Chile, o Classic tem design diferente, cujo principal destaque é uma imensa grade dianteira.

Após quatorze anos sem mudanças visuais, o Classic vai, finalmente, abandonar as linhas da primeira geração do Corsa brasileiro. Ou seja, sai de cena os faróis arredondados e entra em seu lugar um novo conjunto ótico mais fino e parecido com o do irmão Prisma. O para-choque também será trocado, assim como a grade dianteira, que passará a exibir uma faixa horizontal cromada. No desenho da lateral, como era de se esperar, permanece tudo igual. Atrás, a lanterna abandona o formato vertical e passa a invadir a tampa do porta-malas. A posição da placa permanece na tampa, mas o para-choque terá novo desenho. Por dentro, não haverá mudanças.

Com volume de vendas mensais de quase sete mil unidades, o Classic ocupa a nona colação dos carros mais vendidos do Brasil – e é o segundo Chevrolet mais bem posicionado no ranking de vendas, atrás apenas do Celta. Vendido apenas na opção com motor 1.0 flexível, o Classic custa R$ 25.379


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Conheça os carros fabricados há mais tempo no Brasil

A vida média de um modelo no mercado automobilístico mundial varia entre 4 e 6 anos. Esse é o tempo que um carro sobrevive à acirrada concorrência e, principalmente, ao desgaste da imagem frente aos clientes. Montadoras, na maioria das vezes, recorrem aos face-lifts (pequenas mudanças estéticas) para dar uma sobrevida e um novo fôlego nas vendas, estendendo para 8 anos o “tempo de vida útil” de uma mesma plataforma.

No Brasil, porém, não é bem isso que acontece. Salvo raras exceções, os carros nacionais permanecem praticamente os mesmos por mais de uma década. Em casos extremos, como o da veteraníssima VW Kombi, chega a inacreditáveis 56 anos de existência! Veja a lista dos heróis da resistência no mercado de automóveis brasileiro.

Observação: a lista abaixo é composta por veículos que não sofreram mudança de plataforma desde o início de sua produção. É por este motivo, que nela não constam modelos como Volkswagen Gol (fabricado desde 1983), Chevrolet Vectra (desde 1993) e Ford Fiesta (desde 1995), entre outros.

Volkswagen Kombi (Foto: Divulgação)

VW Kombi (56 anos) – A Kombi é um case mundial que, sem medo de errar, nunca será ultrapassado. Afinal, há mais de meio século a van é fabricada no Brasil, único país em que o modelo continua em produção. Tudo começou em 1953, quando a Kombi vinha desmontada da Europa para ser montada por aqui no processo de CKD. Quatro anos depois, passou a ser efetivamente fabricada no país. A principal mudança nesses 56 anos ocorreu em 2006, quando a veteraníssima aposentou o motor refrigerado a ar, que não atendia à legislação de emissão de poluentes, e passou a ser equipada com o motor 1.4 refrigerado a água – que exigiu a instalação de um radiador frontal (parecido com o utilizado na época em que foi vendida na versão a diesel).

Volkswagen Parati (Foto: Divulgação)

Parati (27 anos) – Lançada em 1982, já como modelo 1983, para suprir as ausências da Brasília e da Variant II, a perua de linhas retas agradou em cheio o público jovem. O modelo passou pela principal mudança em 1999, quando ganhou design arredondado, o mesmo adotado pelo Gol “Bolinha”. Diferentemente do hatch que a originou, ela ainda não recebeu a nova plataforma que estreou ano passado no Gol.

Volkswagen Saveiro (Foto: Divulgação)

Saveiro (27 anos) – A Saveiro tem a mesma trajetória da “prima” Parati, sendo lançada na mesma época e preservando as mesmas características e plataforma, oriunda da primeira geração do Gol. Por isso, continua com o motor na posição longitudinal, o que “rouba” espaço da cabine. Assim como a perua, deve receber a nova plataforma ainda este ano.

Fiat Mille (Foto: Divulgação)

Fiat Mille (25 anos) – Primeiro carro mundial da Fiat, o compacto chegou ao Brasil em 1984 (modelo 1985) chamado Uno. Com design criado pelo conceituado italiano Giorgetto Giugiaro, o modelo de linhas retas revolucionou o mercado ao entregar um amplo espaço interno, apesar do tamanho reduzido. Em 1998 foi rebatizado de Mille, quando passou a ser oferecido apenas com motor 1.0, e continua praticamente o mesmo carro desde o lançamento. Fenômeno de mercado é o terceiro modelo mais vendido do país.

Chevrolet S10 (Foto: Divulgação)

Chevrolet S10 (14 anos) – Veterana da linha da Chevrolet, a picape média S10 foi lançada em 1995 apenas com motor 2.2 a gasolina. Um ano depois veio a motorização a diesel e, em 1998, o potente motor V6 (que já está mais disponível). Passou por poucas modificações estéticas e mecânicas, preservando praticamente a estrutura de 14 anos atrás. Mesmo assim, é a líder de vendas do segmento.

Chevrolet Blazer (Foto: Divulgação)

Chevrolet Blazer (14 anos) – Lançada também em 1995, mas já como modelo 1996, a Blazer é a versão SUV da S10 e, assim como ocorre com a picape, passou por poucas mudanças estruturais nesses 14 anos de existência. Com a chegada do Chevrolet Captiva no ano passado, ficou praticamente limitada às versões mais simples, muito usadas pelos policiais brasileiros.

Chevrolet Classic (Foto: Divulgação)

Chevrolet Classic (13 anos) – Continua praticamente o mesmo carro que foi lançado em 1996, na época chamado de Corsa Sedan. Com a chegada da segunda geração do Corsa, em 2002, o modelo foi rebatizado de Classic e passou a ser o sedã mais barato da Chevrolet, vendido apenas com acabamento simples e motor de 1 litro. Muito procurado por frotistas, é um dos modelos mais vendidos do Brasil.

Fiat Palio (Foto: Divulgação)

Fiat Palio (13 anos) – Apresentado mundialmente em 1996, nas versões três e cinco portas, trouxe um design arredondado, bem diferente do antecessor Uno, que ele substituiu em vários países. No Brasil, porém, os dois modelos passaram a coexistir. Apesar de estar na quarta geração, o hatch usa a mesma plataforma de 13 anos atrás, o que não o impede de ocupar a segunda posição entre os carros mais vendidos no Brasil.

Ford Courier (Foto: Divulgação)

Ford Courier (12 anos) – Derivada do Fiesta, a picape Courier começou a ser produzida no Brasil em 1997. Na época do lançamento, tinha na interessante relação custo-benefício e, principalmente, na maior caçamba da categoria os principais argumentos de venda. Mas, mesmo com a chegada da segunda geração do Fiesta, em 2002, a picape permaneceu com a plataforma antiga. O visual cansado prejudica seu desempenho e a transforma no modelo menos vendido entra as picapes pequenas.

Chevrolet Astra (Foto: Divulgação)

Chevrolet Astra (11 anos) – Lançado no Brasil em 1998, o modelo médio da montadora passou por poucas mudanças e continua no mercado nas versões hatch, o segundo mais vendido do segmento, e sedã. De todos os modelos dessa lista, é o que menos passou por modificações estéticas.

Ford Ranger (Foto: Divulgação)

Ford Ranger (11 anos) – Chegou importada dos EUA em meados da década de 90, mas passou a ser fabricada na Argentina, em 1998. Desde então, passou por alguns face-lifts e ganhou novos motores e melhorias na suspensão, mas mantém a plataforma mecânica há 11 anos. Ela ocupou por anos a vice-liderança, mas atualmente é apenas a quarta colocada.

Volkswagen Golf (Foto: Divulgação)

Golf (11 anos) – O hatch médio da VW é praticamente o mesmo lançado no Brasil em 1998, quando o modelo estava em sua quarta geração mundial. A montadora alemã já lançou a sexta geração na Europa, mas o Golf nacional continua o mesmo. Apesar disso, mantém um público fiel que o coloca na terceira posição entre os hatches médios, à frente de modelos mais novos como o Ford Focus e o Fiat Stilo.

Ford F-250

Ford F-250 (10 anos) – A F-250 começou a ser fabricada em 1999 para substituir a tradicional F-1000, um ícone entre as picapes grandes. Tem um potente motor a diesel de 203 cavalos e 56 mkgf de torque, que facilita o uso no trabalho pesado. Vendida em versões de cabine simples e dupla, a F-250 não tem concorrente nacional – o único modelo similar é a importada Dodge Ram.

Utilitário esportivo: segmento que mais cresce

Segmento tem 45 opções e cresceu 21,5% de janeiro a abril
Em meio a crise financeira, à dificuldade de financiamento e o medo de investir, um segmento de carros se destacou, e muito, neste ano no Brasil. É o dos utilitários esportivos. Muitas marcas passaram a oferecer versões com preços mais atrativos e houve muitos lançamentos nos últimos meses. É o segmento que oferece o maior número de opções ao comprador: 45 até hoje (26). Amanhã (27) serão 46, com o lançamento do Audi Q5, uma versão abaixo do luxuoso Q7.

O consumidor respondeu bem à oferta e foi às compras. Nem a falta do desconto do IPI para a maioria dos modelos (que não atingiu carros com motor acima de 2000cc) arrefeceu o mercado. Ao contrário: enquanto o mercado de carros e comerciais leves cresceu 0,5% nos quatro primeiros meses do ano, o setor de utilitários esportivos teve uma evolução de 21,6%, o que significou um aumento de 1,1 ponto percentual na participação do segmento no mercado total: passando de 5% para 6,1%.

Foram vendidos de janeiro a abril 52.590 unidades, para um mercado total de 864.867. No ano passado foram apenas 43.265 utilitários esportivos, para um mercado total semelhante, de 860.751 unidades.

O utilitário esportivo forma hoje o quinto segmento em participação nas vendas totais, perdendo apenas os carros de entrada, os hatchs e os sedãs pequenos e sedãs médios. Ganha em volume de vendas de todas as outras categorias: sedãs grandes, peruas, picapes médias, picapes pequenas, minivans, hatchs médios e furgões.

O Ecosport teve um crescimento residual, de apenas 1,3%, mas continua na liderança do segmento, com 15.665 unidades. No ano passado vendeu 15.469. O ano de 2009 iniciou com a presença de muitas novidades, como o Captiva, da GM, que vendeu 4.315 carros de janeiro a abril. A Honda passou a trazer a versão mais barata do CRV do México, eliminando o imposto de importação (antes vinha do Japão) e reduzindo substancialmente o preço para o consumidor. De 787 unidades vendidas no primeiro quadrimestre do ano passado, o CRV passou para 4.648. Foi o maior crescimento percentual este ano: 490%.

A Ford lançou o Edge, que vendeu 415 unidades nos quatro meses, a Dodge trouxe o Jorney (481 carros). O Hyundai Santa Fé cresceu 58%, vendendo 2.109 unidades. Outros modelos com menor presença no mercado também tiveram grande crescimento, como o Touareg, que passou de 84 unidades de janeiro a abril do ano passado para 265 este ano (aumento de 215%), o Volvo XC60, que vendeu este ano 358 carros.

O Tucson, da Hyundai, vendeu 6.014, mantendo a posição de segundo colocado no ranking dos utilitários esportivos, perdendo apenas para o Ecosport. Mas não cresceu este ano: nos quatro primeiros meses do ano passado ele vendeu 6.625 (caiu 9,2%). O outro coreano, o Sportage, da Kia, cresceu 5,7%: vendeu 1.921 carros este ano.

A GM registrou 35,9% de aumento de vendas do Tracker, e mesmo assim retirou o carro de linha, por causa da chegada do Suzuki Vitara (638 unidades este ano).