quinta-feira, 2 de abril de 2009

Chip de vídeo é ajuda na hora de dirigir

Voltado para a indústria automotiva e com as funções de facilitar as manobras e aumentar a segurança na hora de dirigir, a fabricante japonesa Fujitsu criou um controlador gráfico SoC MB86298 (System on-chip, ou sistema completo em um único chip, na tradução) que permitirá até quatro entradas e saídas de vídeo. As entradas, conectadas a câmeras equipadas nas partes traseira, dianteira e laterais dianteiras, poderiam dar uma visão de todo o perímetro do carro.

As câmeras têm capacidade de capturar imagens em resolução de 1600 × 600 pixels, que então são enviadas para o chip de apenas 3 cm x 3 cm. Com capacidade de 800 MHz DDR2 SDRAM e o uso de aceleração OpenGL, o chip pode processar 6,4 Gigabits por segundo de dados.

Amostras dos chips MB86298 começarão a ser enviados para fabricantes de carros em abril pelo preço unitário estimado de 7000 ienes, aproximadamente US$ 70.


car

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Journey levanta moral da Dodge no País


O conjunto crise mais preocupação com a dependência do petróleo tem levado os norte-americanos para segmentos menores, com veículos que consomem menos combustível e emitem níveis mais baixos de poluentes. Foi-se o tempo em que estar na moda, nas terras do tio Sam, era ostentar um SUV grandalhão na garagem. Até o pessoal de Hollywood, muitos deles ditadores de tendências, tem se rendido nos últimos anos aos carros elétricos, em uma tentativa de se tornar politicamente correto.

Enquanto na América do Norte o interesse para a compra de veículos tem se invertido, abaixo dos trópicos, o segmento de utilitários esportivos e crossovers de grandes dimensões caíram no gosto do brasileiro e ainda tem rendido bons resultados a marcas com saldos negativos nos EUA. A Dodge, pertencente à Chrysler, pode se incluir neste grupo. E o motivo de sucesso da empresa tem nome no Brasil: Journey.

Batizado de crossover (mistura de dois ou mais segmentos durante a concepção do carro), o Journey já passou o Hyundai Vera Cruz e o Kia Sorento em vendas, de acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). Começou com 108 unidades em agosto do ano passado, quando foi lançado no mercado nacional, saltou para 349 modelos em dezembro e estacionou em 107 em fevereiro. E deve fechar este mês com a mesma quantidade. O Journey está disponível somente na versão SXT, por R$ 95.900.

Apesar de apresentar linhas discretas e elegantes, o Journey abusa da robustez. Apesar disso, não é um carro complicado para se manobrar na cidade, habitat para o qual foi desenvolvido. No interior, preza a discrição e a funcionalidade: luz verde nos mostradores, comandos com disposição simples e grandes, mas funcionais, além de bancos que podem ser rebatidos individualmente. O ar-condicionado, no entanto, poderia estar no lugar do rádio, localizado na parte mais baixa do console.

Por baixo do capô

O trem de força que move o Journey é um V6 de 2,7 litros, movido a gasolina. Acoplado a ele há disponível uma transmissão automática (chamada de Autostick) de seis velocidades. Apesar de ostentar um V6, não se pode esperar um comportamento esportivo do crossover. Isso se deve, em grande parte, ao peso do veículo, que beira as duas toneladas (1.940 quilos). De acordo com a Dodge, o consumo urbano registrado é de 6,6 km/l.

O bloco de 2,7 litros desenvolve 185 cv de potência a 5.500 giros. O torque máximo, alcançado aos 4.000 rpm, é de 25,5 kgfm. Se o carro não estiver com os sete assentos ocupados (há dois pequenos lá atrás), o desempenho é satisfatório. Caso contrário, é bom recorrer ao modo manual para trocar as velocidades; o mesmo acontece nas subidas, quando o modo drive e o motor parecem não entrar em um entendimento.

A força que o motor faz para ganhar velocidade quando está completamente lotado ou em uma ladeira pode ser percebida pelo aumento no nível de ruído na cabine, já que, normalmente, é bem baixo. As grandes dimensões não foram capazes de interferir na estabilidade do Journey. O conjunto da suspensão é bem acertado e tem uma tendência mais rígida, o que não chega a incomodar os passageiros quando um buraco ou valeta é ultrapassado.

Espaço e funcionalidade são destaques

Se a ideia, então, é carregar a família, vamos aos atributos do veículo. Boa posição para dirigir, porta-trecos na parte de trás do assoalho, porta-óculos que faz as vezes de espelho interno (para verificar a criançada no banco de trás), além de bastante espaço interno, e bagageiro de 758 litros (com a terceira fileira rebatida).

O Journey sai de fábrica com ar-condicionado automático com saída na parte traseira, assento revestido com tecido lavável, dez airbags, banco do motorista com regulagem elétrica, computador de bordo, freios com ABS, monitoramento de pressão dos pneus, programa eletrônico de estabilidade com controle de tração, piloto automático e rodas de liga leve.


Fotos do Tesla S vazam na internet

Por Marcio Ishikawa

Três imagens do Tesla S Sedan, segundo modelo da marca americana de veículos elétricos de luxo, vazaram na internet nesta quinta-feira, 26 de março. As três imagens do modelo foram supostamente postadas por Kevin Rose, fundador do site de notícias sociais Digg, em sua página do Flickr.

As imagens já foram removidas, mas alguns sites e blogs, como o Engadged, já as haviam publicado.

Duas das fotos revelam a visão lateral traseira do modelo, que se revela parecido com o modelo XF da Jaguar, seguindo o estilo “cupê de quatro portas”. A linha de teto possui uma caída suave na traseira, com linha de cintura ascendente e paralamas ressaltados.

A terceira imagem apresenta o interior do carro, mas ainda em fase de montagem. Destaque para o console central, que aparentemente não possui botões ou alavancas, trazendo apenas uma enorme tela – supõe-se que sensível ao toque.

A Tesla, que deve apresentar oficialmente o modelo nos próximos dias, já antecipou que o seu preço base será de 57 400 dólares – mas que deve cair para 50 000 dólares com a isenção que o governo americano deve oferecer aos compradores de modelos ecologicamente corretos.

Não compre no escuro - Preferido dos taxistas"Santana"

Se você gostou da relação custo/benefício do Volkswagen Santana e está pensando em comprar um, tire a prova sabendo os principais problemas apresentados pelo modelo

Fotos: Volkswagen/Divulgação
Depois de analisar os principais hatches compactos do mercado, a série "Não compre no escuro" parte para os sedãs mais velhinhos. A série busca auxiliar a compra de um usado e também ajudar quem já tem o modelo a montar um plano de revisão, listando os defeitos mais frequentes de cada modelo. Para isso são consultados especialistas em diversas áreas (mecânica, elétrica, lanternagem, pintura, acabamento e emissão de ruídos) que ainda calculam o preço médio para reparar os problemas. Outra informação prestada é a lista de recalls do modelo analisado.

O Santana foi lançado em 1984 e se destacou pelo espaço interno e boa oferta de itens de conforto e segurança, como cinto de três pontos e encosto de cabeça até para dois ocupantes do banco traseiro, apoio de braço central, ajuste de altura no assento do motorista, controle elétrico dos vidros, porta-malas, antena e bocal do tanque, lavadores de faróis e luz traseira de neblina. Os compradores ainda podiam escolher como opcionais a direção assistida, rádio toca-fitas e transmissão automática. O propulsor escolhido pela Volkswagen foi um 1.8, nas versões álcool ou gasolina, com câmbio de quatro ou cinco marchas.

O modelo passou por um face-lift em 1987, ganhando novos para-choques. Dois anos depois chega ao mercado a opção do motor 2.0, que desenvolvia 112 cv com álcool e 99 cv com gasolina. No ano seguinte foi lançada a série especial EX, com ignição eletrônica e injeção multiponto equipando o motor 2.0 a gasolina que desenvolvia 114 cv. Em 1991, o Santana passa por uma reestilização completa, ficando mais arredondado. Esse ano marcou a chegada dos modelos de quatro portas e do freio ABS, pioneiro no Brasil. Em 1996, ganhou nova grade. Em 1997 ambas as motorizações, 1.8 e 2.0, recebem injeção multiponto (Mi). No ano seguinte o modelo chega com novos para-choques e lanternas. Sem muitas novidades nos anos seguintes, o Santana saiu de linha em 2006.

Problemas e orçamento
Beto Magalhães/EM/D.A. Press - 23/7/84
Versão de lançamento impressionava pelos itens de conforto. Em 87, modelo passou por uma reestilização e ganhou novo para-choque. Alteração de estilo de 91 também atingiu o interior. Somente em 97, com o motor Mi, toda a linha recebeu injeção multiponto

MECÂNICOS

Folgas prematuras nos coxins com rolamentos, buchas dos leques, buchas das barras de direção e rolamentos das rodas traseiras
Troca: R$ 500

Vazamento de água na tampa lateral do cabeçote
Troca da mangueira e anel da tampa: R$ 80

Desgaste prematuro nos rolamentos da caixa de marcha
Revisão da caixa e troca de componentes: R$ 900

Tampa do distribuidor trinca com facilidade
Troca: R$ 50

Vazamento de óleo na tampa de válvula
Troca da junta da tampa: R$ 40

ELÉTRICOS

Santana 1.8 monoponto
Conectores do motor de passo e sensor de posição de borboleta quebram
Troca dos conectores: R$ 92

Falha no relé de potência da injeção eletrônica
Troca: R$ 110

Motor do atuador de marcha lenta trava ou queima
Troca do motor: R$ 154

Santana 2.0 multiponto
Falha do sensor de posição da borboleta
Troca do sensor: R$ 120

Oxidação do conector dos bicos injetores
Troca do conector: R$ 105

Santana 1.8 e 2.0 MI
Falha no atuador de marcha lenta
Troca do atuador: R$ 154

Oxidação do conector dos bicos injetores e sensor MAP
Troca do conector: R$ 125

Sensor de temperatura da água queima
Troca do sensor: R$ 90

LATARIA/CARROCERIA

Com o passar dos anos as soldas da carroceria se soltam, causando barulho devido ao atrito entre as chapas de aço
Refixação dos pontos de solda: de R$ 100 a R$ 500

Sistema de vedação é ruim, principalmente no porta-malas

RUÍDOS (causados por)

. Vibração entre o trinco e o batente do capô

. Faróis bambos

. Folga na estrutura dos bancos, nas portas e nos componentes do vão do motor

. Dilatação das peças plásticas do painel de instrumentos

. Isolamento inadequado de estepe, chave de rodas, macaco e triângulo

. A mão-de-obra de um tira-grilos, que elimina os ruídos do carro, custa a partir de R$ 200

RECALL
Para consultar se seu Santana está em dia com os recalls, consulte a Central de Relacionamento com Clientes da Volkswagen pelo telefone 0800 019 5775

Substituição das pinças de freio

Colaboraram para a reportagem:

AutoWay (31-3442-7342);
Alinha Rodas (31-3295-3913);
o "tira-grilos" Luiz Fernando Machado (31-3226-2677);
Autowatt (31-2526-4516);
Marcha Livre (31-3481-3200);
Magnus Alinhamento (31-3463-9720).