quarta-feira, 26 de novembro de 2008

SEGREDO: Ford decide importar Transit


Modelo será anunciado ainda neste ano, mas apenas chegará ao mercado no início de 2009. Leitor já até descobriu site registrado pela Ford

Está decidido. A Ford vai mesmo vender a Transit no Brasil. Os executivos decidiram a sete chaves bancar a importação do modelo, que faz muito sucesso na Europa, onde é vendida há 40 anos. Serão duas versões oferecidas ao consumidor brasileiro, furgão e van. E depois virá a chassi-cabine. O anúncio oficial da Ford será ainda em 2008, mais perto do final do ano. Porém, a comercialização deverá começar no início de 2009. O produto será importado da Turquia, onde é fabricado e segue para 22 países da Europa.As novidades não páram por ai. O leitor Alexandre Barros, de São Bernardo do Campo (SP), fez outra importante descoberta. A Ford já registrou o domínio sobre a van no Brasil, em 27 de dezembro de 2007. O endereço é www.fordtransit.com.br. Nós agradecemos pela gentileza!Quais devem chegarA Ford deverá começar com duas versões da Transit, um modelo vocacionado ao transporte de passageiros e uma de carga, com PBT de 1 ou 2 ton. São as duas que foram apresentadas na Fenatran 2007, a de carga com teto alto – com capacidade de carga de 11,3 metros cúbicos – e a van com capacidade para 15 passageiros e um motorista. Nas Américas, o Brasil será o segundo país a receber o veículo. Após os Estados Unidos, o México se tornou o primeiro fora da terra do Tio Sam, em setembro de 2007. Por lá, existem nove versões disponíveis.PreçoÉ neste ponto que o bicho pega. O preço é a grande pedra no caminho da Transit “a brasileira”. E não dá para levar em conta a Sprinter, importada da Argentina, que por aqui custa de R$ 82 mil a R$ 109 mil (furgão) e na van (de R$ 93 mil a R$ 131 mil). Por vir de um país mais perto, a conta da logística é, obviamente, bem menor. A Ford vai adaptar os modelos importados em seu Mod Center. A marca sabe que se trouxer todos os itens luxuosos da versão européia, vai dançar no quesito preço. A tendência é que o valor inicial da Transit supere os concorrentes. Oswaldo Jardim, diretor das Operações de Caminhões da Ford, despistou sobre a Transit na Fenatran do ano passado e na coletiva de imprensa em que a montadora anunciou o segundo de produção, no início de junho. “Estamos de olho no segmento dos semileves, que vendeu 16 mil unidades em 2007 e deverá comercializar 21 mil unidades neste ano. Mas, há fortes concorrentes e para a Transit chegar alguém vai ter que perder. É um segmento muito pequeno”, disse. Jardim, no início de junho, ainda afirmou que outros problemas como a adaptação da rede de concessionários a um produto novo, ainda implica no projeto de trazer a van.MotoresA Ford não vai ter dor de cabeça para importar o modelo, já que o mercado turco é muito semelhante ao brasileiro em termos de gosto por conforto e preço. É a mesma estratégia que a montadora vai usar quando importar a cabine turca em substituição à linha Cargo, que deve ocorrer em no máximo três anos.Este ano, no Salão de Chicago, em fevereiro, a Ford apresentou uma nova versão da Transit, o modelo Connect. Nos Estados Unidos, a versão só será vendida em janeiro de 2009, com motor 2.0 litros, de quatro cilindros, a gasolina, transmissão automática e com capacidade de carga de 4 metros cúbicos. Mas, essa composição está fora de questão.As duas versões apresentadas no Brasil tinham tração traseira e motor diesel 2.4 L, da família Duratorq TDCi. Com esta pista, os modelos poderão ser equipados com motores de 100 cv e torque de 285 Nm, 115 cv/320 Nm e 140 cv/375 Nm. Transit vs SprinterA principal concorrente será mesmo a MB Sprinter, que já detêm uma legião de fãs no Brasil, pois está no mercado desde 1997. No País, a Mercedes-Benz oferece o modelo na versão van com 26 diferentes configurações. Com capacidades que vão de 12 passageiros, mais condutor, e 16 mais um.Já o modelo furgão são três versões de entreeixos (curto/3.000 mm, longo/3.550 mm e extra-longo/4.025 mm), com teto alto ou baixo. Outros concorrentesA Transit também terá pela frente a companhia do Fiat Ducato, Iveco Daily, Peugeot Partner e Boxer, Citröen Jumper Minibus e Renault Master e Kangoo Express (importado da Argentina) e Kia Bongo.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Idéias confusas


Não há consenso sobre melhores opções para diminuição de CO2
O sistema de propulsão veicular nunca esteve tão em evidência como nesses tempos de preocupações ambientais, sobe-e-desce de preços dos combustíveis e – outra palavrinha mágica tão em voga – sustentabilidade. Certamente o progresso será grande daqui para frente. A dificuldade é eleger a solução mais adequada. Não há consenso sobre as melhores alternativas para diminuição do consumo de combustível e, conseqüentemente, menor emissão de CO2. E, para complicar, as estratégias se amoldam de acordo com os interesses mercadológicos dos fabricantes e mesmo de cada região do mundo.Isso ficou claro durante o seminário Propulsão Veicular e Matriz Energética, realizado semana passada em São Paulo, pela SAE Brasil. Uma das poucas convergências de opinião ocorreu quanto aos sistemas de transmissão. As caixas de câmbio manuais automatizadas com duas embreagens (uma para as marchas pares e outra para as ímpares) mostram vantagens inequívocas de dirigibilidade e de economia. Conhecida pela sigla em inglês DCT, a segunda geração utiliza o sistema a seco e chega a mostrar uma vantagem de 23% no consumo de combustível em relação aos câmbios automáticos comuns, segundo demonstrou Cláudio Castro, da Schaeffler.Quanto ao tipo de motor para automóveis, a Europa insiste em querer impor o diesel como melhor solução para o mundo. Mesmo lá há vozes discordantes, embora marcas francesas e alemãs insistam. Fiat, Ford e um pouco a VW já dão sinais de que os motores a gasolina (ciclo Otto) estão em ascensão graças à injeção direta e ao turbocompressor (permite diminuir a cilindrada e o consumo, mantendo o desempenho). Os defensores do diesel “esquecem” dos pontos fracos: preço, peso, ruído (hoje mais controlado) e as muletas técnicas para lidar com emissões de particulados e óxidos de nitrogênio. O próprio combustível, em relação à gasolina, também encareceu muito na Europa, onerando o transporte por caminhões e ônibus.Ricardo Abreu, da Mahle, destacou as recentes pesquisas que apontam para uma redução de até 32% no consumo de motores do ciclo Otto, quando bem desenvolvidos. A empresa alemã avança na direção de produzir um motor próprio, se receber uma encomenda.Ponto triste do seminário foi a persistência da GM, apoiada no momento pela Renault, em sugerir o uso de E85 – mistura de etanol anidro (mais caro que o nosso hidratado) e 15% de gasolina – no Brasil. Essa solução dispensa o sistema de partida a frio nos motores flex em países onde a gasolina é mais barata que o etanol. Aqui é o contrário. Ninguém pode concordar com encarecer o etanol ao consumidor, quando a solução da partida a frio sem gasolina já está pronta, melhorando inclusive dirigibilidade e emissões. Mesmo o pequeno preço adicional, no início, se diluirá frente à alternativa de onerar o custo/km no uso do etanol por toda a vida. Sem contar que as emissões, em especial de CO2, vão aumentar. O país também perde em relação aos ganhos potenciais embutidos nos mecanismos de desenvolvimento limpo, discutidos nos fóruns internacionais.Com tantos assuntos mais importantes a debater, certas idéias servem mais para confundir do que explicar.
RODA VIVA
MOMENTO de crise no mercado americano não demoveu os italianos de instalar uma fábrica no México. Estudos continuam e o simpático subcompacto Fiat 500 (Cinquecento), exibido no Salão do Automóvel de São Paulo, seria o modelo escolhido. Com vantagens cambiais e imposto de importação zerado, para a América do Norte e o Mercosul, o preço ficaria bem competitivo.
EUROPEUS são contra a ajuda governamental aos três fabricantes americanos. Ameaçam protestar junto à Organização Mundial do Comércio. Segundo Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul, “eles mostram um passado com dinheiro público no capital de algumas marcas e esse cenário se mantém”. Não citou exemplos, mas a VW tem 20% de capital estatal e a Fiat acaba de se acertar com o governo da Sérvia (30%).
NOVA família de pneus de baixa resistência à rodagem da Michelin chega ao Brasil, importada da Colômbia. O Energy XM1+ custará de 3% a 5% mais caro, porém a durabilidade chega a ser 37% superior. Há vantagem, ainda, na economia de combustível – quase 2%. Pode parecer pouco, mas não se deve desprezar porque o mundo persegue consumo menor.
COMO o etanol brasileiro é praticamente neutro do ponto de visto do CO2 (seqüestrado quando os canaviais se desenvolvem), fica difícil indicar essas emissões no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, que começa em abril próximo. Mas a informação sobre o consumo de combustível será de grande utilidade, especialmente na comparação entre modelos.
PRODUÇÃO de bolsas infláveis no Brasil foi confirmada pela TRW, a partir de 2009, em Limeira (SP). A empresa criou um hotsite – http://www.trw.com.br/airbag – com informações úteis e desmistificações. Entre elas: nada a temer para quem usa óculos; sem cintos de segurança, eficácia é comprometida.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Medo da crise: preço do usado pode cair

Balanço de outubro mostra redução de apenas 0,9%, mas concessionárias estão pagando pouco na troca pelo OK
O medo da crise pode levar a uma queda do preço do carro usado. Algumas concessionárias estão jogando o preço lá para baixo para aceitar o usado como parte de pagamento do carro zero, com medo de empatar capital num bem que pode deixar de ter liquidez.Isso é pura especulação, pois os preços dos carros usados ainda não sofreram queda brusca por conta da crise financeira. Pesquisa feita pela Agência AutoInforme em parceria com a Molicar, apurou queda de 0,94% em outubro. Foi a maior queda do ano, mas não é um número preocupante: é menos de 1%! No acumulado de janeiro a outubro a preço do carro usado caiu menos: 0,24%.Então o que o consumidor deve fazer? “Dar” o usado para o vendedor ou adiar a compra para o ano que vem? O mercado vive um momento de turbulência, por isso é difícil fazer previsões. Mas o melhor negócio, nesse momento, é vender o usado para um particular, onde é maior a chance de obter um valor próximo à cotação do mercado. Com o dinheiro, dar uma boa entrada na compra do zero, até porque, quem tem 40% ou 50% para dar de entrada num carro novo tem crédito fácil. Tem muita campanha na praça oferecendo facilidades no financiamento de carro zero para quem tem lastro.O estudo AutoInforme/Molicar registra queda expressiva nos preços dos importados usados este ano. O segmento teve queda de 6,8% de janeiro a outubro, enquanto mos carros fabricados no Brasil apresentaram alta nos preços: + 1,4%.
Evolução do preço por marca em outubro
Marca/Variação %
Honda/-4,23
Citroën/-2,83
Audi/-1,74
CHEVROLET/-1,58
PEUGEOT/-1,29
FIAT/-1,10
VOLKS/-0,82
Importados/-0,58
Mercedes/-0,38
Renault/-0,37
Ford/-0,15
Toyota/-0,10
Fonte: AutoInforme/Molicar


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Dica: economia por km/rodado


Consumo de combustível de um veículo depende, em boa parte, do motorista
Segundo estudo realizado pela Volkswagen, o consumo de combustível de um veículo depende, em boa parte, do comportamento do motorista. Com esse resultado em mãos, os especialistas da montadora prepararam dicas para economizar combustível e beneficiar o meio ambiente, reduzindo-se a emissão de gases do veículo.E você, será que está fazendo tudo certo? Confira:
Dica 1 - evite acelerações a fundo. A aceleração equilibrada não só reduz consideravelmente o consumo de combustível como a poluição e o desgaste do veículo.
Dica 2 - O consumo de combustível é menor nas marchas mais altas. Selecione uma marcha superior logo que seja possível e somente opte por uma inferior quando o desempenho do veículo for afetado.
Dica 3 - Por outro lado, evite conduzir à velocidade máxima. Se o veículo for conduzido a ¾ da velocidade máxima recomendada na via que está sendo percorrida, o consumo de combustível baixa significativamente e a perda de tempo é mínima.
Dica 4 - Dirija de modo regular. Acelerações e freadas desnecessárias provocam elevado consumo de combustível e maior poluição ao ambiente.
Dica 5 - Calibre os pneus regularmente, como recomendado pelo manual do proprietário. A pressão baixa aumenta a resistência ao deslocamento do veículo e, conseqüentemente, o consumo de combustível, além de desgastar os pneus e afetar a dirigibilidade do carro.
Dica 6 - Não transporte pesos mortos como, por exemplo, cadeiras de praia ou bicicletas, quando não for utilizá-los. O peso do veículo tem grande influência no consumo do combustível, principalmente no trânsito urbano.
Dica 7 - Use o bagageiro somente quando for imprescindível, pois a bagagem acomodada neste acessório aumenta consideravelmente a resistência aerodinâmica do veículo e, conseqüentemente, o consumo de combustível.
Dica 8 - Não use o chamado “ponto morto”. Além de comprometer a segurança na condução do veículo, esta prática não resulta em economia de combustível, como se acredita.
Dica 9 - O uso do ar condicionado requer maior potência do motor e, desta forma, o consumo de combustível se eleva.
Dica 10 - Programe antecipadamente os itinerários, evitando engarrafamentos e semáforos. Trajetos curtos freqüentes como, por exemplo, em serviços de entrega, que exigem partidas e aquecimento do motor constantes, também elevam o consumo de combustível.
Dica 11 - Desligue o motor em caso de paradas prolongadas no trânsito.
Dica 12 - Verifique o consumo de combustível em cada reabastecimento. Desta forma, é possível descobrir a tempo qualquer irregularidade no veículo que provoque aumento de consumo.
Dica 13 - Utilize somente o tipo de combustível recomendado no manual do proprietário.
Dica 14 - Não altere o sistema de alimentação ou de escapamento, usando peças não originais ou fazendo regulagens indevidas.
Dica 15 - Siga o plano de manutenção do veículo, conforme orientações do manual do proprietário.
Fonte: Volkswagen