sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não compre no escuro - Honda Fit


Lançado originalmente no Japão em 2001, foi somente em abril de 2003, já como modelo 2004, que os brasileiros conheceram o Fit. O modelo, que em alguns mercados é conhecido como Jazz, foi o segundo carro produzido pela Honda no Brasil. Com apenas 3,83 metros de comprimento e 1,52 metro de altura, o Fit apresenta grande espaço interno, favorecido pela possibilidade de dez combinações diferentes nos bancos, que com os encostos traseiros rebatidos podem formar uma plataforma plana de 1,7 metro. Se o encosto do banco dianteiro direito também for rebatido, essa distância aumenta para 2,4 metros. Dessa forma, a capacidade de carga varia de 353 litros até 1.321 litros.

Inicialmente apenas uma opção de motorização era oferecida. Trata-se de um quatro cilindros em linha, com 1.339 cm³ de cilindrada e potência de 80 cv. O motor conta com o recurso denominado i-DSI (Intelligent Dual Sequential Ignition), com duas velas por cilindro que apresentam centelha em momentos diferentes da combustão para otimizar a mistura. Além do câmbio manual de cinco velocidades era disponibilizado como opcional a caixa continuamente variável (CVT), que emprega um sistema de polias, sendo o primeiro carro nacional a contar com esse tipo de transmissão.

As versões eram limitadas à básica LX, que já contava com ar condicionado, direção hidráulica, vidros, espelhos e travas com acionamento elétrico, airbag para o motorista, preparação para som e alarme; e à LXL, que trazia ainda rodas de liga-leve, duplo airbag, ABS e CD player.

Para 2005 a principal novidade estava na nova versão top de linha EX, com motor 1,5-litro 16V VTEC de 105 cv, o que conferia muito mais agilidade ao pequeno monovolume da Honda. A única diferença se encontrava no logo traseiro: na versão equipada com motor 1,4-litro o pingo do i da palavra Fit, localizada na tampa, era vermelho. Na versão mais potente esse pingo era azul...

Para 2006 o Fit veio com frisos na cor do veículo em todas as versões, novo sistema de regulagem de encosto e novas rodas para o EX, entre outros detalhes. Para 2007 o carro apresenta nova grade e pára-choques, além dos repetidores de pisca nos espelhos. E o EX passa a ter um novo desenho das rodas.

Uma das maiores virtudes dos modelos da Honda está na confiabilidade dos produtos, que de uma maneira geral apresentam poucos problemas. O baixo consumo, principalmente da versão 1.4, aliado à enorme agilidade que um carro com menos de quatro metros pode oferecer fazem do Fit um bom companheiro para o uso diário.

Comprando um Fit usado

Os primeiros Fit costumam apresentar ruídos nos vidros dianteiros, que se manifestam principalmente quando abertos pela metade. Embora alguns diagnósticos indiquem problemas nas canaletas, na verdade o barulho é proveniente das máquinas dos vidros, num defeito que foi alvo de um boletim de serviços da Honda para o Fit.

Como algumas unidades não apresentam protetor de cárter, verifique se não existem sinais de amassados ou outras avarias na parte dianteira do veículo. Na dianteira é comum a entrada de água nos faróis após chuva forte ou lavagem em postos. Esse defeito se manifestou principalmente nas primeiras unidades fabricadas e posteriormente a Honda minimizou o problema.

Outro problema encontrado com maior freqüência nas unidades mais antigas, o rangido dos bancos irritava os proprietários. Também foi alvo de um boletim técnico da Honda, que procurava consertar os carros que entravam para revisão nas concessionárias. Falando em ruídos, barulhos na dianteira, provenientes da caixa de direção ou mesmo da suspensão dianteira ou dos coxins de motor e câmbio, também foram notados em alguns carros. Procure avaliar o veículo a ser adquirido em ruas esburacadas ou de paralelepípedo para verificar a ocorrência do problema. Boa sorte!

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