quinta-feira, 9 de julho de 2009

Conforto - Carro não é sauna

Conheça prós e contras dos sistemas para desembaçar os vidros do carro, fenômeno comum nos dias frios ou chuvosos, que obrigam os motoristas a fechar as janelas

Cristina Horta/EM/D.A Press
Frente aos perigos de visibilidade precária, sistema eficiente para desembaçar os vidros pode ser considerado item de segurança
Quem já enfrentou situação severa de embaçamento dos vidros do carro sabe o quanto é importante ter sistema antiembaçante eficiente. É muito comum alguém se arrepender de não ter investido nisso na compra do carro no momento em que não consegue enxergar um palmo à frente mesmo com o ventilador de apenas duas velocidades e sem o sistema de aquecimento estar ligado há um bom tempo. E, geralmente, quando esse sistema é negligenciado, o vidro traseiro também não tem o desembaçador térmico.

Italo Queiroz de Souza, engenheiro de produto da General Motors do Brasil, explica que a performance do desembaçamento dos automóveis depende das condições ambientais e do design desse sistema. O embaçamento é um fenômeno causado por minúsculas gotas de água que se depositam nos vidros do automóvel. Isso atrapalha a visibilidade do motorista porque essas gotículas geram a refração da luz. Os principais fatores que envolvem esse fenômeno são a temperatura do ar, a umidade relativa do ar e a temperatura do vidro.

Orvalho
Dependendo da combinação, esses três fatores podem gerar no vidro o ponto de orvalho que permite a condensação do vapor d'água presente na cabine e o embaçamento. Quanto maior for a umidade relativa do ar, causada também pela respiração dos ocupantes, mais fácil será chegar ao ponto de orvalho. Outro fator fundamental é a temperatura do vidro. Quanto menor a temperatura dos vidros, mais fácil de se condensar o vapor d'água. Se a temperatura dentro da cabine for alta, principalmente com alta umidade relativa (situação de chuva tropical por exemplo), o ponto de orvalho aumenta muito.

Tipos
Nos veículos brasileiros existem três tipos de sistema para desembaçar os vidros. O que está presente em todos os carros é o ventilador, considerado o menos eficaz. Nele o vento age por meio da diluição da umidade próxima ao para-brisa, mas para isso acontecer o ar externo deve ter umidade relativa menor do que a do interior do veículo. Como esse sistema não tem eficácia garantida em algumas situações, quem conta apenas com o ventilador (principalmente o de duas velocidades) deve usar toalhas de papel, que são mais absorventes que as flanelas. Também existem produtos que dificultam o embaçamento dos vidros.

Aquecimento
Já o sistema de aquecimento é mais eficiente. Com ele, o ar aquecido diminui a umidade relativa e ainda aquece o vidro, impedindo o choque térmico do ar úmido no vidro frio. É o mesmo fundamento do desembaçador do vidro traseiro, que nada mais é que uma resistência que aquece o vidro. Normalmente esse sistema de fluxo de ar tem três ou quatro velocidades, que também facilita o trabalho. O ar quente funciona melhor em países frios e secos, já que em países quentes e úmidos como o Brasil o ar que entra pode ficar saturado.

Neste caso, o desembaçamento se dará somente por causa do aquecimento do vidro. Outro inconveniente é o desconforto de se submeter ao ar quente em dias abafados. Vale lembrar que não é possível contar com o ar quente enquanto o motor estiver frio porque esse sistema usa justamente a temperatura do motor. Por essa razão sua eficiência imediata se dá quando o carro já está em funcionamento, caso contrário será necessário esperar alguns minutos.

Condicionado
Mas o sistema mais eficiente é o ar-condicionado, que elimina a umidade do ar porque este passa por um componente muito frio (entre 1°C e 5°C), chamado evaporador, em que a umidade se condensa e é drenada para fora do veículo. Por isso, a umidade relativa do ar da cabine diminui consideravelmente e os vidros desembaçam rapidamente. Vários carros têm um sistema automático de desembaçamento que, além de ligar o ar-condicionado, direciona ar quente para os vidros.

Outro ponto importante é o embaçamento externo do vidro. Para evitá-lo, o condutor não deve direcionar o ar-condicionado frio por muito tempo para o para-brisa para não condensar o ar de fora. Para desembaçar basta ligar o limpador de para-brisa intermitente. De acordo com Reinaldo Nascimbeni, supervisor de serviços da Ford, é difícil falar sobre o tempo de desembaçamento de cada sistema porque depende de quanto o ar está úmido e da dimensão do veículo.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Tijolinho - Alvenaria sofisticada

Estelionatários de São Paulo usam concessionária para aplicar golpe de R$ 30 mil em consumidora de Belo Horizonte que tentou comprar um Fox com 25% de desconto

Não faltam ditados populares que pregam a desconfiança diante de ofertas muito generosas. E eles são sábios. Débora Assunção viu um anúncio de um Volkswagen Fox 1.6, no valor de R$ 30 mil, nos classificados do jornal Estado de Minas. O valor de mercado desse modelo é de R$ 40 mil. A explicação do vendedor, segundo Débora, é que ele ganhou o carro em um sorteio e não usaria, por isso estaria vendendo. Para confirmar o negócio, Débora entrou em contato com a empresa chamada VPE, que seria a promotora do sorteio. Para concluir a transação, o veículo seria faturado pela concessionária Volkswagen Garra, de Belo Horizonte.

"Fiz o depósito para a pessoa que anunciou o carro, mas depois o vendedor da concessionária me procurou e disse que eu precisava assinar o cancelamento da faturamento da compra do carro, pois a revenda não recebeu o depósito", afirma Débora. No caso, a concessionária foi procurada pela VPE para faturar um Fox 1.6 no valor de R$ 39,5 mil, que seria vendido a Débora. A operação seria a mesma que ocorre entre as concessionárias e as revendas de carros, conhecidas como "bocas", com a Garra funcionando como uma intermediária entre a fábrica e o lojista, no caso a promotora de eventos. Porém, a VPE foi uma empresa criada para aplicar o golpe e usou a concessionária Garra como escada.

Débora reclama da posição da concessionária, pois acredita que, se ela emitiu uma nota fiscal do veículo, é responsável pela venda. "Queria que todas as pessoas soubessem que o fato de uma concessionária faturar um carro não significa que ela vai entregar. Você pode pagar, sair com a nota fiscal e ficar sem o carro", indigna-se Débora.

De acordo com a direção com concessionária, Débora Assunção afirma ter sido vítima de golpe praticado por estelionatários e agora tenta imputar alguma responsabilidade à Garra, que não participou da negociação que ela realizou com os meliantes, cabendo salientar que ela fez depósito em conta de terceiros e não para a revenda. A direção da Garra ressalta ainda que cancelou a venda e não liberou o veículo para a senhora Débora em razão da empresa não ter recebido o pagamento do mesmo. A Garra se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos que se fizerem necessários para a senhora Débora.

O deputado estadual Délio Malheiros, vice-presidente da comissão de defesa de direitos do consumidor da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, explica que não há como condenar a concessionária somente por emitir a nota fiscal antes do faturamento, pois essa é uma operação comum. "É preciso apurar se a concessionária de alguma forma deu a entender que o negócio era legal", ressalta o deputado. Ele explica que, se a concessionária emprestou seu nome ou de alguma forma mostrou que teve participação no negócio, pode até ser condenada. O alerta do deputado é para sempre desconfiar de anúncios com valores muito inferiores ao preço de mercado, principalmente se a origem da oferta for de outro estado. "Um desconto desse tamanho cheira a fraude", reforça Malheiros.

Velho golpe
O "golpe do tijolinho", como é conhecido os anúncios que oferecem condições extremamente favoráveis para a compra de veículos, é comum nos classificados dos jornais, que não têm como checar a procedência de todos os anúncios feitos por telefone. Em caso de carro usado, é essencial conferir o veículo pessoalmente antes de efetuar a compra. Para veículos novos, sempre desconfie de ofertas que oferecem descontos vantajosos demais, que são provenientes de outros estados e que insistem em depósitos antecipados.

terça-feira, 7 de julho de 2009

BMW X1

O caçula da família de SUVs da marca chega com muito luxo e desempenho

Em 1999, o lançamento do X5 marcou a entrada da BMW no segmento dos utilitários-esportivos. Não demoraria muito para a linha X crescer, com a introdução do X3, do crossover X6 e, agora, do X1.

O utilitário esportivo tem visual quase idêntico ao do carro-conceito apresentado na última edição do Salão de Paris, realizada em setembro de 2008. A dianteira exibe a tradicional grade em forma de rim, mas em tamanho ligeiramente maior do que os outros modelos da marca. Os faróis têm formato arrojado e há vincos por todos os lados, conferindo mais volume e agressividade ao carro.

A lateral lembra o X3, especialmente no formato da janela traseira. Um vinco na parte inferior das portas segue o formato dos para-lamas, que possuem molduras na cor preta, como na maioria dos off-roads.

Já a traseira conta com lanternas de formato inédito, que compõem um visual mais esportivo e limpo. O destaque vai para a seção inferior do para-choque, criando um belo contraste com o restante da carroceria.

Por dentro, o X1 é quase tão luxuoso quanto o X3. O desenho do habitáculo segue o padrão de estilo da marca bávara, com linhas mais sóbrias e elegantes. Acima das saídas de ar-condicionado, fica uma tela de LCD, que exibe informações do sistema de navegação por satélite (GPS) e do iDrive, responsável por controlar diversas funções e ajustes do veículo.

Na Europa, o X1 contará com uma boa variedade de versões. A xDrive 18i e a xDrive18d serão as configurações de entrada, passando pela xDrive20d (177 cv) e a xDrive23d (de 204 cv). A versão topo-de-linha será a xDrive28i, movida a gasolina e que atinge a velocidade máxima de 230 km/h.

O novo modelo será uma das estrelas da marca alemã no Salão de Frankfurt, que acontecerá na Alemanha em setembro de 2009.


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mercedes-Benz E 63 AMG chega ao Brasil em outubro

Modelo foi lançado na Europa com novo motor V8 de 6,3 litros e 525 cv de potência máxima

Depois de avaliar como anda o novo Mercedes-Benz Classe E 350, o WebMotors descobriu que a versão E 63 AMG chegará ao Brasil no final deste ano.

Hoje, a Mercedes-Benz européia divulgou as primeiras imagens e informações sobre o novo sedã esportivo. Se o E 350 já é uma boa pedida, imagine só então um modelo semelhante com uma boa pitada esportiva. O novo motor que equipa a versão AMG é um V8 de 6,3 litros com 525 cv de potência máxima. O AMG anterior usa um V8 de 6,2 litros com 514 cv de potência máxima a 6.800 rpm.

Ao contrário do E 350, a AMG tem alavanca de câmbio no console central e borboletas para troca das sete velocidades atrás do volante. O sistema responsável por controlar os 630 Nm de torque do propulsor é o SPEEDSHIFT MCT.

De acordo com os números oficiais da marca alemã, o Mercedes-Benz E 63 AMG acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 s. Para segurar a fera no asfalto foram aplicadas rodas de aro 19, sendo a dianteira equipada com pneus 255/35 R 19 e a traseira com 285/30 R 19. O ESP, controle de estabilidade, pode ser personalizado de acordo com o “braço” do piloto. Existem três opções de seleção: "on", "sport" e "off". Você teria coragem de desligar o controle de um V8 com 525 cv de máxima? Precisa ser muito bom para isso!